domingo, 26 de julho de 2026

Uma proposta de solução para a travessia de pedestres BR- 469


Travessia em nível é solução humana para a Rodovia das Cataratas

Por Gilmar Piolla

A Rodovia das Cataratas não é uma estrada qualquer. É o caminho que conduz a uma das Sete Maravilhas da Natureza, a um Patrimônio Natural da Humanidade e a um dos cartões-postais mais poderosos do Brasil. Nunca foi apenas uma faixa de asfalto para levar veículos até um destino turístico. É um corredor simbólico por onde Foz do Iguaçu se apresenta ao mundo, articulando paisagem, mobilidade, segurança, hospitalidade e experiência urbana.

Por isso, tratá-la como uma BR convencional é erro de leitura. A BR-469, no trecho de acesso a atrativos, hotéis, ciclovias, passeios e equipamentos turísticos, já se comporta como via urbana de alto fluxo. Tem características rodoviárias, mas pulsa como avenida. Recebe pedestres, ciclistas, trabalhadores, visitantes, moradores, táxis, vans, ônibus de turismo, carros de aplicativo e famílias em direção a um dos conjuntos turísticos mais importantes do Brasil.

Essa foi uma das maiores dificuldades desde a origem dos projetos de duplicação. Como responsável pela coordenação inicial, tentamos convencer o DNIT de que a BR-469 já exercia a função de corredor urbano-turístico, e não poderia ser tratada apenas como rodovia de passagem. Até a municipalização foi proposta, mas não avançou. Os projetos, porém, seguiram a lógica e os manuais de uma rodovia comum.

Depois vieram readequações técnicas e ajustes finais do consórcio vencedor da licitação. Nessa etapa, eu já não estava mais na função, não era mais coordenador e deixei de ter controle sobre as alterações realizadas. Foi nesse percurso que elementos da concepção original se perderam: as passarelas desapareceram; dos passa-bichos previstos, apenas um foi implementado; ciclovia e passeio acabaram compartilhados; a alça de acesso ao aeroporto, para quem vem das Cataratas, foi suprimida; o paisagismo ficou pelo caminho; e a passagem de pedestres acabou sem resposta adequada.

Nesse contexto, a discussão sobre passarelas elevadas precisa sair do automatismo técnico e entrar no campo da inteligência urbana. Nem toda solução que parece mais robusta é, de fato, mais eficiente. Às vezes, a engenharia mais pesada é justamente a que menos conversa com o comportamento humano. A passarela costuma resolver o problema no desenho. A solução em nível, quando bem projetada, resolve no chão.

É aí que a proposta de lombadas alongadas com faixa de pedestres, sinalização reforçada, iluminação adequada, controle de velocidade e, se necessário, semáforo por demanda ganha força. Não se trata de improviso nem de romantizar a travessia, mas de reconhecer o uso real da via e responder a ele com técnica, economia e bom senso.

Uma passarela sobre a Rodovia das Cataratas teria de vencer uma faixa de domínio ampla e complexa, de 55 metros, em média. Não bastaria atravessar as pistas centrais. Seria necessário considerar ciclovias, passeios, marginais, canteiros centrais, rampas acessíveis e áreas de implantação. A estrutura exigiria estudos de tráfego, topografia, sondagens, projeto estrutural, fundações, drenagem, iluminação e manutenção permanente. E até mesmo desapropriações laterais. Perto do Parque Nacional do Iguaçu, ainda haveria impacto paisagístico relevante.

Por outro lado, é importante observar que o pedestre não obedece apenas à norma. Obedece ao caminho mais lógico, curto e intuitivo. Quando a solução exige rampas longas, desvios e percurso maior para chegar ao mesmo lugar, parte das pessoas continuará atravessando em nível, mesmo correndo riscos. A passarela, nesse caso, vira obra imponente, cara, formalmente correta, mas parcialmente rejeitada pela vida cotidiana.

A boa engenharia não projeta contra o comportamento humano. Projeta a partir dele. A lombada alongada com faixa de pedestres parte de uma premissa realista: as pessoas atravessam e continuarão atravessando. O papel do poder público é organizar esse movimento com segurança, reduzir a velocidade no ponto de conflito e tornar o pedestre visível, previsível e respeitado. A faixa, então, deixa de ser simples pintura no asfalto e se transforma em mensagem urbana, indicando que a vida pede passagem.

A travessia em nível também atende cadeirantes, ciclistas, skatistas, pessoas com mobilidade reduzida, usuários de patinetes, famílias com carrinhos de bebê e todos aqueles que circulam pelos passeios e ciclovias. Ao qualificar esse ponto de passagem, qualifica-se o deslocamento de quem não está dentro de um automóvel, mas também faz parte da vida real da rodovia.

Um questionamento técnico pertinente é saber se a travessia em nível não seria longa demais. A preocupação faz sentido: pedestres e ciclistas precisam de pontos seguros de espera junto às barreiras e aos canteiros intermediários. Mas isso não invalida a solução. Ao contrário, ajuda a qualificá-la.

O desenho adequado poderia prever o cruzamento por etapas: passeio e ciclovia, marginal, refúgio seguro no canteiro existente, cruzamento das quatro pistas principais com semáforo acionado por demanda, novo refúgio no canteiro oposto, marginal, passeio e ciclovia. Com tempo de travessia controlado pelo sistema semafórico, o pedestre não ficaria exposto durante o percurso.

Não se propõe transformar toda a Rodovia das Cataratas em rua lenta. Propõe-se criar pontos seguros, visíveis e tecnicamente controlados onde a demanda de pedestres já existe ou tende a existir. É diferente. E é mais inteligente.

A solução também custa menos e pode ser implantada em prazo menor. Uma passarela elevada, para vencer toda a faixa de domínio, pode alcançar valores elevados pela complexidade das marginais, canteiros e acessos. Já a alternativa proposta tende a representar uma pequena fração desse custo.

A economia não deveria ser vista apenas como corte de despesa, mas como oportunidade de qualificação urbana. Não se trata apenas de gastar menos, mas de gastar melhor. Com os recursos poupados, seria possível investir em paisagismo, requalificação dos canteiros, sinalização turística e tratamento visual compatível com a importância do corredor.

Foz do Iguaçu já conhece soluções semelhantes. A Avenida Tancredo Neves, na BR-600, mantida por Itaipu, demonstra que é possível tratar uma via de característica rodoviária com intervenções urbanas mais amigáveis. A Rodovia das Cataratas exige raciocínio semelhante. Ela não precisa ser domesticada. Precisa ser interpretada corretamente.

Dois pontos mereceriam estudo prioritário: o trecho em frente ao Papillon, entre o hotel Carimã e o Chocolate Caseiro, onde há presença hoteleira e demanda potencial de pedestres entre os bairros Mata Verde e Vila Carimã; e a região do Parque das Aves e da Helisul, talvez o ponto mais sensível do corredor, pela concentração de atrativos, veículos, ônibus, vans e turistas.

Nesses locais, a solução poderia combinar a travessia em nível, já defendida aqui, com redução de velocidade, pavimento reforçado, balizadores, gradis direcionadores, iluminação e sinalização retrorrefletiva. Assim, o deslocamento deixaria de ser gesto arriscado e passaria a ocorrer em etapas, com proteção, previsibilidade e controle técnico.

A questão de fundo é que a Rodovia das Cataratas precisa ser compreendida para além de sua função viária. Ela é parte da experiência turística de Foz. É o caminho para alguns dos atrativos mais visitados do país. Uma via assim não pode ser hostil ao pedestre, indiferente à paisagem e submissa apenas à velocidade.

A passarela separa fluxos. A passagem qualificada organiza convivências.

Há casos em que separar é necessário. Mas há outros em que a cidade precisa aproximar, acalmar, sinalizar, iluminar, proteger e devolver escala humana ao espaço público. Na Rodovia das Cataratas, sobretudo nos trechos de maior interação turística, a solução mais segura pode não ser a mais monumental. Pode ser a mais simples, desde que bem projetada.

Afinal, uma cidade turística não se mede apenas pela beleza dos seus atrativos. Mede-se também pela forma como conduz as pessoas até eles. E, nesse caminho, a melhor obra talvez não seja a que passa por cima da vida, mas a que ensina a rodovia a parar diante dela.

 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

A Escultura La Trinidad de los Barqueros de Trinidad, Itapúa, Paraguai

 

La Trinidad de los Barqueros (Trindade dos Barqueiros) - Escultura policromada da Redução de Trinidad (Paraguai), século XVIII



Esta peça única de iconografia religiosa jesuíta-guarani é um dos artefatos artísticos e devocionais mais notáveis ​​da antiga missão no Paraguai. A escultura em madeira policromada pertencia ao patrimônio da Santíssima Trindade da Redução do Paraná e foi esculpida por artesãos guaranis seguindo o projeto conceitual do Padre Danesi*, um sacerdote jesuíta com formação artística. Uma aquarela preparatória do Padre Danesi sobreviveu, servindo como modelo direto para os escultores da Trindade.

Formalmente, a composição adota o esquema iconográfico europeu da Trindade Vertical ou Trono da Graça: Deus Pai segura a cruz com o Filho crucificado, enquanto a pomba do Espírito Santo desce entre as duas figuras. Este modelo estrutural remonta a uma longa tradição medieval que atingiu sua expressão mais célebre na Trindade de Masaccio — datada de cerca de 1425 — na igreja de Santa Maria Novella, em Florença. No entanto, a interpretação Guarani transcende a referência europeia: a monumentalidade simétrica da composição, sua frontalidade solene e a imponente força expressiva das figuras fazem dela o exemplo mais representativo do chamado estilo xamânico na arte missionária da região do Rio da Prata, categoria que a historiografia da arte colonial americana reconheceu como uma síntese singular entre a escultura barroca e a cosmovisão indígena.

A denominação popular "Trinidad de los Barqueros" reflete o papel litúrgico e econômico da imagem: ela era levada a bordo durante as longas viagens fluviais empreendidas por nativos e missionários da cidade de Trinidad até a *procuraduría* (centro de abastecimento e administração) de Santa Fe, ponto de escoamento da erva-mate — destinada ao pagamento de tributos reais — e de outras mercadorias comerciais. Inventários históricos da época já a registravam como uma imagem que atendia diretamente aos trabalhadores fluviais, ressaltando seu caráter protetor durante a viagem.

A fotografia aqui reproduzida foi feita por Paul Frings em 1980, quando a peça estava em exposição em todo o seu esplendor, após um rigoroso processo de restauração. A escultura foi roubada em 2007; seu reaparecimento — ocorrido poucos dias antes de sua festa tradicional, em circunstâncias que permanecem inexplicadas — acrescenta um capítulo singular à sua história devocional. 

Uma vez recuperada, a obra retornou à sua comunidade de origem e hoje é preservada sob rigorosas medidas de segurança na Igreja da Santíssima Trinidad del Paraná, no Departamento de Itapúa, onde é venerada como uma das joias mais preciosas do patrimônio cultural do Paraguai.

Nota: Tradução de um post publicado pela Revista IHS
* Pedro Pablo Danesi (1717–1769




segunda-feira, 13 de julho de 2026

Ônibus para Puerto Iguazu: atualização, curiosidades e uma fofoca


 A primeira realidade de quem atravessa a fronteira entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú é quase bíblica. Jesus disse  "os últimos serão o primeiros" e completou dizendo que "os primeiros serão os últimos". 

Aqueles que se deram bem na vida, compraram carros confortáveis, com ar condicionado sofrem mais do que aqueles que não se deram tão bem. 

Por exemplo:  1) aqueles que vão a pé. 2) Aqueles que vão de ônibus "local internacional urbano" e 3) aqueles que vão de van ou ônibus de turismo. Os três estão na categoria dos que saem por último e chegam primeiro. 

Os dos carrões, até chegam rápido na ponte porém aí empacam. Podem ficar  duas, três horas na fila. E são os culpados das cobranças para que dupliquem a pista, aumentem a equipe e até eliminem a fiscalização.

Aqueles que vão de carrões, cada um no seu carro, enfretam as filas para chegarem às cabines de controle de um a um. Os que vão de vans e ônibus são acompanhados por seus guias que levam listas de passageiros, passsam mais rápidos mas há dias que esperam igual. 

Daí vêm os "lascados" que podem ser pobres,podem ser turistas, podem ser moradores que passam naqueles ônibus locais internacionais do transporte urbano. Normalmente, atravessar a "migração" para esses não leva mais de 15 minutos. Esses chegam primeiro. Os que vão a pé, passam mais rápido ainda. 

Mas o problema é voltar de Puerto Iguazu à noite. Aí se dão bem aqueles dos carrões e das vans, mesmo que tenham de esperar do mesmo jeito.  

Os "lascados" que foram de ônibus e chegaram na frente agora não podem nem voltar para casa porque os ônibus locais internacionais do transporte urbano param de funcionar por volta das 20h. Mas há uma exceção que permite voltar depois das 23h ou melhor 23h15. Já digo qual é. 

É o caso daqueles que foram de ônibus curtir a "feirinha", os restaurantes e as baladas. Há ainda aqueles que estavam viajando e desembarcam em Puerto Iguazu por volta das 23h. "Se perder esse ônibus, só amanhã de manhã" - no estilo "Trem das 11h para Jaçanã". Sempre haverá táxis ou "remis" cobrando preços esperados (caros). Porém depois das 23h tem taxista que prefere ir para casa dormir. 

As empresas que transportam os "sem carrões" entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu são: (A ordem não é alfabética ou seja a ordem obedece os preços)

Crucero del Norte R$ 30.00 

Rio Uruguay R$ 35.00 (em busca do comprovante)

Easybus R$ 45.00  (A Easybus é a que roda até as 23h, portanto não reclame).




Fofoca / Chisme 

Se você deseja ser um empresário de sucesso e só colher bons frutos não entre em dois negócios: setor de ônibus (Transporte Público de Passageiros) ou no ramo  da aviação. Os dois são competitivos e difíceis. Tem muita quebradeira. Você já conseguiu celebrar o centenário de alguma empresa desses setores?

Em 21 de fevereiro de 2007 publiquei ESTA POSTAGEM que recebeu 22.403 visitas e conta com mais de 50 comentários, verdadeiro intercâmbio de informações entre o Blog de Foz e o leitor. Publico um trechinho do publicado: 

"Os ônibus para a Argentina são parte do chamado Transporte Internacional Urbano. Duas empresas argentinas fazem a linha Puerto Iguazú – Foz do Iguaçu. São elas a Crucero del Norte e a Tres Fronteras. O lado brasileiro tem a Viação Itaipu (de Foz do Iguaçu) e a Celeste (da Pluma). A Crucero del Norte cobra R$ 2.00 ou $ 2.00 (pesos). As outras cobram R$ 3.00 (3.00 pesos)"

   A Crucero del Norte tem músculos quando se trata de fazer uma "quebra de braços" para orientar a concorrência. 

Nota: 

A Tres Fronteras foi comprada pela Rio Uruguay

A Viação Itaipu fechou e não foi por falta de passageiros

A Easybus - é herdeira da Pluma / Celeste   

   


  

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Das primeiras 13 reduções jesuitas sob comando de Assunção: Uma estava no Paraguai, 12 no Guayra

Em preparação para a comemoração iguaçuense da fundação da Missão Santa María del Iguazu

Em minhas viagens em busca de inspiração para a comemoração dos 400 anos da fundação da Missão de Santa Maria del Iguazu nas Cataratas do Iguaçu, cnversando com pessoas de Concepción de la Sierra, Santa María, San Ignacio, Posadas tenho escutado a seguinte pergunta: Por que Foz do Iguaçu tem interesse em comemorarar os 400 anos de Santa María? E minha resposta tem sido: porque tudo começou lá. Somos parte do começo da história das Missões. Na época em que Santa María del Iguazu foi fundada ela estava localizada no Guayrá que hoje corresponde ao Paraná. 

Mapa do estado atual do Paraná mostrando a região do Guayrá em marrom. Missões jesuítas estão marcadas com cruzes e assentamentos espanhóis com triângulos (Breno Klamas - Wikipedia)


Com esta publicação quero destacar um fato. Das 13 primeiras Reduções Jesuíticas fundadas pelos jesuítas sob o comando de Assunção, 12 estavam no Guayrá ou seja no atual Paraná. Confira a lista:

1ª San Ignacio Guazu  1609  Misiones, Paraguai *

2ª Nuestra Señora de Loreto  1610 Rio Pirapó-Paranapanema, Guayrá / Paraná

3ª  San Ignacio Mini 1612  Rio Pirapó, Guayra, Paraná

4ª San Francisco Xavier 1622 Rio Tibagi, Guayra / Paraná

5ª Nuestra Señora de la Encarnación, 1625 Rio Tibagi, Guayra / Paraná 

6ª San José del Tibagi, 1626, Rio Tibagi, Guayra / Paraná 

7ª Siete Arcangeles del Ivaí 1627, Río Ivai, Guayrá / Paraná

8ª San Pablo del Ivaí, 1627 Rio Ivai, Guayra / Paraná

9ª San Pedro de los Piñares. 1627, Rio Pykyry / Piquiri, Guayra / Paraná 

10ª Nuestra Señora de la Concepción, 1627, Rio Pykyry / Piquiri, Guayra / Paraná

11ª Santo Tomé 1628, Rio Ivaí, Guayra / Paraná

12ª Jesús María de Guaraverá 1630, Rio Pykyry / Piquiri, Guayrá, Paraná


Notas:

*San Ignacio Guazu foi fundada em 29 de dezembro de 1609, no atual centro-sul do Paraguai, a 9 dias de jornada de Assunção, pelos jesuitas Marcial de Lorenzana e Francisco de San Martín. Hoje 222 km separa Asunção de San Ignacio e as nove jornadas foram reduzidas para 03h56 minutos da capital. De Ciudad del Este são 415 km, quase 6h por carro / ônibus. De Encarnación / Encarnação, San Ignacio Guazu está a cerca de duas horas / 140 km. 

Logo após a partida dos padres Lorenzana e San Martín para fundarem  San Ignacio Guazu, outros dois padres italianos, José Cataldino e Simão Maceta** sairam de Assunção para fundar Nossa Senhora de Loreto às margens do rio Pirapó*** / Paranapanema. 

Hoje a distância entre Assunção e a atual Itaguajé (PR) antiga Nuestra Señora de Loreto é de cerca de 980 km por modernas rodovias. As cidades de apoio para chegar a Itaguajé são Londrina e Maringá. Os padres José Cataldino e Simão Maceta foram provavelmente a pé. Desconhece-se a rota mas devem ter seguido o rio Paraná.   

** Nomes orignais em italiano: Guiseppe Cataldino e Simone Mascetta 

*** O Rio Pirapó é a principal fonte da água potável para o município de Maringá

**** Os rios paranaenses onde foram estabelecidas Reduções Jesuítas: Pirapó, Tibagi, Ivaí e Piquiri 

Nota especial: Escritório Técnico da ONU Turismo

Assunção a capital de onde saíram as instruções em 1609 para fundar Missões no Guayra, é hoje a sede da Oficina Técnica da ONU Turismo (OMT) para el Camino de los Jesuitas ou Escritório Técnico da ONU Turismo para o Caminho dos Jesuítas (Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai)



terça-feira, 7 de julho de 2026

O pastel de vento e a produção de conteúdo para a divulgação e interpretação de destinos turísticos

Um pastel de vento

Espera-se que um pastel de vento tenha espaço para o vento...

Nota:
Texto oral gravado em 2024. Degravado pelo autor em julho de 2026. 


Hoje falo sobre produção de conteúdo. Nos últimos anos tenho trabalhado como produtor de "conteúdos". E sobre isso eu tenho uma teoria. Teoria do Pastel de Vento. Eu tenho notado que até hoje, inclusive no meu trabalho com destinos turísticos, a teoria utlizada para produzir material turístico tem sido a  "teoria" do Pastel de Vento. O pastel de vento tem tamanho, tem volume mas não tem conteúdo. O que eu quero falar aqui é sobre o recheio do pastel de vento. Pastel de vento não é um xingamento. 
O pastel de vento é uma arte brasileira. Nós temos aquele pastel que tem pouca carne, pouco recheio, mas quando você o frita, aquela crosta que cresce, dá um volume que não deixa de ser gostoso. O pastel de vento tem o seu valor. Mas tem que ser reconhecido e vendido como pastel de vento. 


Outras espéces de pastéis, por exemplo, o pastel chamado "empanada"  no Paraguai ou a  empanada de salta na Argentina são pastéis cujo conteúdo é uniforme, famosos por  pelo seu "enchimento" ou "preenchimento": carne, ovo, ou carne-e-ovo. Se tiver oportunidade não deixe de conhecer pastéis que incluem arroz no seu preenchimento. Ou ainda no Paraguai, o pastel mandi'o  com um recheeio rico que utiliza a mandioca em vez de trigo para fazer o envólucro.

No meu caso, a consciência da existência da ciência do preenchimento de pastel, exige de mim a produção de material de divulgação com recheio gordo, completo que deixo à diposição do cliente para usá-lo como quiser. 

E qual seria o recheio disponível para a produção de uma empanada do Destino Turísico "Três Países dois Rios", Três Fronteiras, Três Margens de dois Rios, ou da Região Trinacional que inclui Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu, Ciudad del Este, Franco, Hernndárias, Mingá Guazu? Todos fazem parte de uma história que atualmente ou no passado foram parte de uma história comum.   

Empanada com arroz Colômbia
Foto @eddcabarcas no Tik Tok

Exemplo de Recheio 1º

Algumas comorações este ano (2024), por exemplo, são um exemplo de recheio para a empanada recheada para a produção de conteúdo do Destino Trinacional. Em Foz do Iguaçu, temos as comemorações dos 100 anos da Paróquia São João Batista. Fundada pelo padre (futuro) Monsenhor Guilherme da Congregação do Verbo Divino, a história do Verbo Divino nos três lados da Fronteira são comuns e parecidas, por isso inclúo no tri-recheio. 

No lado paraguaio se comemora os 500 anos da Descoberta do País por Alejo (Aleixo)  Garcia. Assim aprendem as crianças nas escolas paraguaias. Alejo Garcia teria partido a pé da Ilha de Santa Catarina acompanhado por guaranis, uma expedição enorme - fazendo uma rota mais ou menos fixada, subiram a serras, os planaltos, passsarm por aqui, possivelmente tenham visto as Cataratas mas não se fala nada disso, não era importante para eles já que o queriam era chegar aos contrafortes dos Andes onde, teriam ouvido, que havia ouro e prata. Podem ter chegado ao local que hoje abriga o Marco das Três Fronteiras onde cruzaram para o outro lado do rio. Lembre-se que se lançamos uma canoa para atravessar o rio Paraná na altura do Marco das Três Fronteiras, a correnteza vai puxá-la rio, abaixo. Esta corrente  vai levar  até a desembocadura do rio Monday. A partir do Rio Monday foram a pé até Assunção. Essa trilha ainda é encontrável, em partes. Essa parte do recheio, incentiva toda uma  conversação a favor e contra desse relato, já que há quem defenda outra rota. O importanteé que o Rio Mnday continua no mesmo lugar e agora será muito mais visível já que a ponte sobre esse rio como parte do complexo de acesso à ponte da Integração garantirá essa visibilidade. E qual será importância histórica do Rio Monday para o Paraguai e a região?


Ponte sobre o Rio Monday,, em construção (2026) se vê o rio Paraná abaixo e à esquerda superior: O rio Monday continua indicando o caminho para Assunção. Foto reprodução do Canal SSC  


Exemplo de Recheio 2

Um segundo exemplo de recheio é o que estou chamando de "homenagen às coisas Santamarianas". As Cataratas do Iguaçu foram chamadas de Saltos Santa Maria até os anos 1930 quando o interventor do Paraná, General Tourinho mandou separar terras, anos antes do Parque Nacional do Iguaçu ser criado, para acrecsentá-las ao parque existente que na época se limitava a 1008 hectares. Ele mandou separar mais três mil hactares para futuras necessidades. O Decreto falava em "terras do Salto Santa Maria" na propriedade Santa Maria e Gleba Santa Maria.      

Estaremos comemorando hoje os 380 anos de Santa Maria como missão jesuítica e daqui a dois anos estaremos completando 400 anos. No meu "recheio" estou convidando autoridades, empresários, hoteleiros, jornalistas e todas as pesoas que trabalham no ou com o turismo a ajudarem a melhorar o recheio de nosso pastel de informações disponíveis ao visitantes, estudantes e moradores. Quero acescentar que o Visit Iguassu - o Insituto de Divulgação já me dá espaço para essa trabalho de produção de recheio disponibilizado a convidados do Destino com interesses especiais.

Desse modo, no estilo "pastel de vento" temos alguns exemplos. Primeiro existe  afirmação de  que José Maria de Brito e membros da expedição descobriam a foz do rio Iguaçu.  Esta afirmação não está boa. O que José Maria de Brito e equipe de exploração fez foi fantástico. Como parte dos propósitos da Comissão Estratégica do Paraná, das ações estratégicas do Governo Imperial , foi a abertura de uma picada que ligasse Guarapuava à foz do rio Iguaçu no Paraná. Sem estrada e sem caminhos não há progresso. 

O Governo Imperial sabia da existência da foz do rio, sabia como seria a foz do rio Iguaçu, prova disso é que em 1869, um ano antes do fim da Guerra da Tríplice Aliança uma embarcação brasileira, uma canhoneira chamada Greenhalg subiu o rio Paraná a partir da foz do Rio Paraguai, passou por Posadas, alcançou o Rio Iguaçu, subiu o rio Iguaçu e deixou uma inscrição em uma pedra que foi recentemente divulgada, já com a participação do Parque Nacional do Iguaçu e da UNILA liderada pelo nosso importate historiador, museólogo e muito em breve doutor em arqueologia, Pedro Louvain. 

Essa embracação tinha participado ativamente no palco de batalhas e segundo escassas informações disponíveis, antes de se "aposentar" fez esta viagem. E não esquecendo, para contribuir ainda mais para o recheio  dessa história do Destino Trinacional, para que seja uma "empenada recheada" una "empanada rellena" que contribua na interpretação de nosso Destino Tri-Nações, quando a canhoneira Greenhalg subuiu o Iguaçu, não se sabe até onde mas se procurarmos vamos encontrar, o lado da fronteira ou a margem que hoje é Argentina, era então considerada paraguaia. O lado paraguaio da margem continuou paraguaio até o Tratado de 1876 quando Argentina e Paraguai traçaram os limites atuais e não só de Misiones. O tratado foi assinado por Bernardo Irigoyen e Facundo Machaín em 3 de Fevereiro de 1876.      








quinta-feira, 2 de julho de 2026

Fundada na boca do rio Pirapó, Missão NS de Loreto se mudou três vezes

Nota:

Informações publicadas no facebook.com/limajac atualizadas com legendas e links das fontes das imagens 

A comunidade de Itaguajé, Paraná coloca uma cruz missioneira e a imagem de Nossa Senhora de Loreto, no antigo local da Redução de Nossa Senhora de Loreto (Nuestra Señora de Loreto de Pirapo) 
Fonte: Documentário produzido como parte das comemorações dos 400 anos da fundação de NS de Loreto do Pirapó (1610 - 2010)  


Esta postagem é uma homenagem à Redução Jesuítica de Nuestra Señora de Loreto fundada em 1610 na desembocadura do Rio Pirapó no Paranapanema no Guairá atual estado do Paraná.
É também uma homenagem aos atuais moradores da terra que sediou a Loreto do Pirapó que hoje respondem pelo nome de itaguajeenses no atual Paraná. Falarei deles, logo, após uma visita que estou organizando.
A missão de Loreto no Guayra durou aí até 1630 e graças aos ataques dos bandeirantes e depois de um grande êxodo passando pelas reduções de Hernandárias (Alto Paraná, Paraguai) e Santa Maria do Iguaçu (nas Cataratas) , com apoio de outras reduções, os "refugiados guairenses" se estabeleceram na desembocadura do Arroio Yabebiri, hoje Misiones, Argentina.

O encontro do Rio Pirapó com o Paranapanema 

Missa celebrada no monumento em memória da antiga Redução de Nossa Senhora de Loreto em Itaguajé, Paraná

Vista da desembocadura do Arroio Yabebiri no rio Paraná perto de San Ignacio, Loreto e Santa Ana, 

Depois da expulsão dos jesuítas em 1667, os loretanos, ex-refugiados do Guayrá, tocaram a vida até por volta de 1817 quando os soldados do Império, futuros brasileiros, invadiram destruindo todas as missões do que hoje é Missões Ocidentais, Argentina.
Mais uma vez, os loretanos arrumaram seus pertences e partiram, rumo norte, em direção a uma área de banhados chamada Yatebu, no atual Esteros del Iberá levando a imagem de Nossa Senhora de Loreto que haviam trazido lá do rio Pirapó.
A primeira coisa que os loretanos fizeram foi mudar o nome de Yatebu para Loreto, desta vez na atual província de Corrientes. A vizinha de Loreto, Guayra, San Ignacio / Santo Inacio também se mudou mas esta é outra história.
Ponte sobre o Arroio Yabebiri (Javevyry, em guarani, que significa "rio das arraias"). Fonte


Monumento em Loreto, Província de Misiones Corrientes, Argentina registra as datas e local de fundação da migração da Redução de Nossa Senhora de Loreto

Mapa ilustrado mostrando a migração de Loreto do Guayra (PR) para a Província de Misiones, Argentina 

Mapa mostra o local de migração de Loreto, muito depois da expulsão dos jesuítas, de Misiones, para Corrientes. Ambas províncias na Argentina
Fonte das últimas três imagens: Canal de Pablo Sabarotz 


Depois da expulsão dos jesuítas em 1667, os loretanos, ex-refugiados do Guayrá, tocaram a vida até por volta de 1817 quando os soldados do Império, futuros brasileiros, invadiram destruindo todas as missões do que hoje é Missões Ocidentais, Argentina.
Mais uma vez, os loretanos arrumaram seus pertences e partiram, rumo norte, em direção a uma área de banhados chamada Yatebu, no atual Esteros del Iberá levando a imagem de Nossa Senhora de Loreto que haviam trazido lá do rio Pirapó.
A primeira coisa que os loretanos fizeram foi mudar o nome de Yatebu para Loreto, desta vez na atual província de Corrientes. A vizinha de Loreto no Guayra, San Ignacio / Santo Inacio também se mudou mas este fato será tema de outra publicação.

domingo, 28 de junho de 2026

Secretária-geral da ONU Turismo elogiou cooperação Mercosul-Rotas Jesuíticas



Shaikha Nasser Al Nowais ( Ver o Vídeo )

A secretária-geral da ONU Turismo ex-Organização Mundial do Turismo (OMT), Shaikha Nasser Al Nowais ( شيخة النويس ) , após a 71ª Reunião da Comissão Regional para as Américas, se mostrou satisfeita com o esforço para materializar a Rota Mercosul (ou Caminho dos Jesuítas) , trata-se de uma rota / ruta turístico-cultural de antigas missões jeuíticas na Argentina, Bolivia, Chile, Brasil,  Paraguai e com importantes legados também no Uruguai. 

Ela gostou das conversas em torno às negociações ao ponto de dizer que "acabamos de ser testemunhas de como a Rota Mercosul toma vida para concretizar um Acordo Mercosul - Rota Jesuítica. Na gravação disponiblizada pela Secretaria Nacional de Turismo (SENATUR) do Paraguai ela destaca o fato que os países mencionados acima e que possuem missões jesuíticas estão dispostos a cooperarem "e não competirem". 

Para refrescar a memória esta Rota Mercosul possui 8 antigas missões no Paraguai, 15 na Argentna e Sete no Brasil totalizando 30 povos de missões jesuitico-guaranís onde  alíngua guarani foi o grande diferencial. A Bolívia tem 15 desses povos-patrimônios divididos em jesuítico-chiquitanos e jesuítico-moxos. Línguas maiores totalmente diferentes do guarani embora tenha havido também povos com línguas da família guarani como os guarayos. 

Destaco dois pontos: 1) cooperarar não competir o papel do Paraguai na Organização Mundial do Turismo da ONU - 2) a necessidade de fortalecer o Mercosul e a ONU. 

Ministro do Turismo do Paraguai, Jacinto Santa María e a Secretaria Geral da ONU Turismo Shaikha Al Nowais  em primeiro plano (Reprodução)



Notas: A sede mundial da ONU Turismo (OMT da ONU) está em Madri, España. A Comisão Regional para as Américas está sediada em Santiago, Chile e o Escritório Regional para as Américas fica no Rio de Janeiro. A Sede  do Escritório  Técnico Regional do Caminho dos Jesuítas fica em Assunção, Paraguai. Ver o Vídeo   
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Tras la 71.ª reunión de la Comisión Regional para las Américas, Shaikha Nasser Al Nowais, Seretária-General de ONU Turismo (anteriormente Organización Mundial del Turismo/OMT), expresó su satisfacción por los esfuerzos para hacer realidad la Ruta del Mercosur (o Ruta Jesuítica). Se trata de una ruta turístico-cultural que abarca antiguas misiones jesuíticas en Argentina, Bolivia, Chile, Brasil, Paraguay y Uruguay; todos ellos países que conservan un importante legado de aquella época.

Quedó tan complacida con las deliberaciones que comentó: "Acabamos de presenciar cómo cobra vida la Ruta del Mercosur para concretar un acuerdo sobre la Ruta Jesuítica del Mercosur". En una grabación difundida por la Secretaría Nacional de Turismo de Paraguay (SENATUR), destaca que los países mencionados —que albergan misiones jesuíticas— están dispuestos a cooperar "en lugar de competir".

Cabe recordar que la Ruta del Mercosur comprende 8 antiguas misiones en Paraguay, 15 en Argentina y 7 en Brasil, sumando un total de 30 asentamientos de misiones jesuítico-guaraníes donde el idioma guaraní constituía un rasgo distintivo clave. 

Bolivia cuenta con 15 de estos asentamientos patrimoniales, divididos en los grupos jesuítico-chiquitano y jesuítico-moxo; estos implican lenguas principales totalmente distintas del guaraní, aunque también existían comunidades que hablaban lenguas de la familia guaraní, como los guarayos. 

Quisiera destacar dos puntos: 1) el énfasis en la cooperación frente a la competencia, así como el papel de Paraguay dentro de ONU Turismo; y 2) la necesidad de fortalecer tanto al Mercosur como a la ONU.

Notas: La sede mundial de ONU Turismo (OMT) se encuentra en Madrid. La Comisión Regional para las Américas tiene su sede en Santiago, Chile, y la Oficina Regional para las Américas se encuentra en Río de Janeiro. La sede de la Oficina Técnica Regional de la Ruta Jesuítica está en Asunción, Paraguay.
 

 
     









sexta-feira, 19 de junho de 2026

A importância do Porto Meira nos mapas argentinos





 Respeite o Porto Meira!
Sempre tenho dito que o Porto Meira é o único bairro do Brasil e talvez do mundo que aparece em um mapa internacional. Neste caso, este mapa da Argenguide, uma editora argentina de grande prestígio. Note no detalhe, que entre Puerto Iguazú e Foz do Iguaçu aparece "Porto Meira".
A tradição de respeito argentino-porto meirense" ainda sobrevive. O ônibus local tri-fronteiriço urbano da Crucero del Norte (CDN) ao fazer a rota Ponte da Amizade - Puerto Iguazú, tem horário via Porto Meira: Centro - Av.General Meira - Avenida Morenita - Complexo da Ponte - Puerto Iguazu.

Publicado no Facebook
18 de junho 2026

Detalhe

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Resumo de atividades em comemoração aos 400 anos de Missões fundadas em 1626



Segue abaixo uma lista de eventos realizados ou programados ligados às comemorações dos 400 anos de São Nicolau, a primeira Redução do que hoje é Rio Grande do Sul e da Missão de Santa María del Iguazu, ou Santa María La Mayor en el Iguazú, originalmente na redondeza das Cataratas do Iguaçu (1626) e logo trasladadas para a localização em Santa María Misiones, Argentina. A Missão de Santa María também respondia pelo nome de Nustra Señora de las Nieves.  

No ano passado:

O primeiro passo

* Apresentação do Ensamble e Coral barroco-Jesuítico-Guarani da Capela de Música de San Ignacio Guazú,  nas Cataratas do Iguaçu, lugar da primeira fundação de Santa María; em Missa Solene na Catedral Diocesana Nossa Senhora de Guadalupe, na Paróquia N.S. do Perpétuo Socorro (Vila Yolanda) e para hóspedes do Hotel BlueTree by Hilton entre 21 e 25 de Junho de 2025 durante a realização do capítulo brasileiro do  Make Music Brasil.

Atividades e eventos realizados e previstos em 2026

* São Nicolau do Piratini, São Nicolau, Rio Grande do Sul, abertura 3 de maio 2026

* Partiu em 3 de maio de 2026, de São Nicolau a  14ª edição da "Cavalgada Trilha dos Santos Mártires das Missões". A Cavalgada entre 3 e 10 de maio contou com a participação de 400 cavaleiros em comemoração dos 400 anos da Missões no Rio Grande do Sul

* Peregrinos paraguaios partem de Assunção, Paraguai (Asunción, Paraguay) em 22 de abril de 2026, rumo a São Nicolau, com destino ao Santuário de Caaró (Ka'aro) na companhia do padre Rogério Melgarejo (SJ), portando a relíquia do Coração do Pe. Roque González de Santa Cruz passando atravessando cidades dos 30 Povos San Igacio, Loreto, Concepción de la Sierra, San Javier, Porto Xavier  com destino a Caaró com visitas aos Conjuntos Jesuíticos Guaranis de San Ignacio Mini e Nuestra Señora de Loreto. O retorno a Assunção se deu no dia 5 de maio após sete dias de peregrinação. 

* Jornada de Capacitación y Visibilización: Los pueblos de la margen del Río Uruguay en los 400 años de Santa María la Mayor”, realizada en la Casa de la Cultura de Concepción de la Sierra. Organização Instituto Superior Manuel Roberto Giudici, Instituto Superior Antonio Ruiz de Montoya e Facultad de Humanidades y Ciencias Sociales da Universidad Nacional de Misiones (UNaM).

Apresentación Artística Ensamble de Camara de la Orquestra Sinfónica Nacional de Paraguay, regência maestra Victoria Sosa, Concepción de la Sierra

1º Seminário Internacional de História – 400 anos das Reduções Jesuítico-Guarani, Porto Xavier, Rio Grande do Sul, Brasil. 26 de maio de 2026

* I Seminario Internacional de Historia sobre los 400 años de las Reducciones Jesuíticas Guaraníes, 27 de maio, San Javier, Misiones, Argentina  

Exposição de trabalhos de cinco escolas de Santa María e Concepción de la Sierra 
no Centro de Interpretação e Recepção de visitantes do Conjunto Jesuítico-Guarani de Santa María  

* Semana Comemorativa dos 400 anos da Fundação da Redução de Santa Maria La Mayor (Semana Comemorativa de los 400 años de la Reducción de Santa María La Mayor    

O céu das Missões - uma das atividades (Foto: Camino de los Jesuítas / Oficial 

* Vivência recreativa e educativa "El Cielo de las Misones: Trás los pasos de Buenaventura Suárez", 30 de maio de 2026. CJG Santa Maria La Mayor. Buenaventura Suárez foi muito mais que um padre curioso que explorva os céus e fabricava seus próprios instrumentos. Ele mantinha contatos e intercambiava informações com cientistas da Europa, Rússia e até China. Morreu e foi sepultado em Santa María La Mayor. Suas pegadas deixaram marcas em reduções como San Cosme e San Damián e outras onde se encontram relógios do sol que continuam sendo utilizados.      

* Os 400 anos de Santa Maria del Iguazú en Santa Maria, no Conjunto Jesuítico -Guarani - (CJG), Patrimônio Cultural Mundial, 1 de junho, 2026. Comemoração em grande estilo com a presença de autoridades provinciais, moradores e comunidades mbya guarani.

* IV Congreso Internacional Misiones Jesuíticas Guaraníes e I Congreso de Misiones Jesuítas de Iberoamérica, organização Universidad de la Cuenca del Plata (Bacia do Prata) e Fundação Tierra Sin Mal (Terra Sem Mal / Yvy Marã'ey , 8 a 10 de junho de 2026, Posadas.

* Procissão Fluvial Santa Maria del Iguazú - em Puerto Iguazú, Argentina reprogramada para o dia 6 de setembro. Organização Diocese de Puerto Iguazú, Argentina

Em organização Foz:

* II Apresentação em Foz do Iguaçu do Ensamble  e Coral Barroco-Jesuítico-Guarani da Capela (Capilla) de Música do Museu Diocesano de Arte Barroco-Guarani de San Ignacio Guazú e municípios vizinhos, Departamento de Misiones, Paraguai / Paraguay. A primeira Missão jesuíta fundada na Província Jesuíta do Paraguai (a segunda foi fundada no atual Estado do Paraná: Nossa Senhora de Loreto (Atual município de Itaguajé). Data confirmada: 4 a 6 de novembro 2026     

domingo, 10 de maio de 2026

Um taxista me deu carona: Gente boa (buena) e humana na fronteira

Onde o Sr. Tony me deixou

Um táxi argentino parou ao meu lado e o motorista perguntou para onde eu ia.  Pensei que era golpe. O táxi voltava vazio de Foz. Ele estaria violando a lei se tentasse pegar um passageiro em área de jurisdição brasileira. Mas depois de trocar umas palavras ele abriu a porta dizendo que estava oferecendo uma carona já que o sol estava quentee eu era uma pessoa com certa idade. Entrei e contei que eu vinha a pé desde o shopping Catuaí e registrando as mudanças. 

Ele perguntou onde eu gostaria de ficar em Puerto Iguazú. Eu disse que, na verdade, eu queria atravessar a ponte a pé. E assim foi. Ele me deixou a uns três metros antes da cabeceira. 

Eu perguntei se ele tinha um cartão pois eu poderia chamá-lo para explorações futuras. Ele me deu um cartão e eu o publico abaixo. Fiquei muito agradecido e impressionado com o Sr Tony. De fato, a carona me salvou uma boa caminhada. Encontrar este taxista, foi ótimo para  lembrar que mesmo em uma região de encontro de três países onde aparentemente, cobra-se até por um sorriso, exista gente como o taxisa Tony.  

As fotos abaixo mostram a Ponte da Fraternidade em um dia de  movimento razoável. Embora eu tenha atravessado esta ponte centenas de vezes, caminhando a pé a partir do local onde o Sr. Tony me deixou, vi que a nossa ponte é bonita e comparada com a nova estrutura da Ponte da Integração ela já parece fora de moda, um pouco cansada e já precisando uns retoques. 

Note que ela tem uma pista para os carros, uma menor que é utilizado por motos, bicicletas e onde as pessoas param para foto sem atrapalhar o trânsito. E tem aquela passarela ao lado que dever ser mais para manutenção, utilização dos praticantes de rappel e uso de algum pedestre. Em dia de vento forte, me parece perigoso usá-la.

Mas tem algo interessante, o acesso a essa passarela no lado do Brasil dá entender que ela é uma "passagem" habilitada em direção à Argentina. Mas é o contrário. Na extremidade argentina ela desemboca no pátio do posto da Gerdarmería Nacional. 

Não é uma boa ideia para quem está fugindo ou pelo menos meio ilegal. Não havia gendarmes sentados aí, como antigamente ou em casos em que seja necessário. Passei tranquilo, caminhando com uma câmera em um pau de selfie de cerca de um metro de cumprimento. 

Do nada saem dois jovens, à paisana, passam por mim e não dão sinal de que me viram. Eles já deviam ter me visto caminhando lentamente e, às vezes, falando sozinho. Fronteira tem disso. Daí continuei andando até a Rodoviária / Terminal de Puerto Iguazu, bati meu recorde de caminhada. 
     
   


A passarelinha estilo terceira via leva direto à Gendarmería (rimou)
 

Passando pela vegetação frondosa antes do vão sobre o rio Iguaçu / Iguazú / Yguazu
Veja este vídeo curto

 
A entrada na Argentina pela "passarelinha" leva direto ao pátio da estrutura de campo da Gendarmería. Na foto eu prossigo tentando não ser visto...   
Vídeo mais longo da travessia
(No vídeo, digo guias turísticos em vez de guia deturismo, já peço desculpa)

O cartão Sr. Tony para quem possa necessitar ter uma taxista espernado quando chegue em Perto Iguazu. Note que ele faz a cidades na província como Wanda, El Soberbio (Moconá), San Ignacio
Obrigado Tony