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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Para quem estuda inglês e é do turismo: As piores comidas típicas do Brasil

Minha primeira postagem destacando características do inglês, o significado e o sabor de palavras foi inspirada no Furacão Milton. Hoje a nota é uma reação a uma publicação com o título (manchete) "Comida típica do Paraná é considerada uma das piores do Brasil"  o site se baseia na informação do portal Taste Atlas (Atlas do Sabor) com sede nos Estados Unidos e criado pelo croata Matija Babic. Entre os piores pratos do Brasil estaria o barreado. Nesta época de redes sociais me preparei para responder e mandar o Matija Babic para aquele lugar "onde o macaco escondeu o caju". Mas preferi checar tudo. Descobri que o erro é linguístico. 

A frase "as 37 piores comidas do Brasil" é uma tentativa de tradução da frase "37 Worst Rated Brazilian Foods". Assim, "37 worst rated" não quer dizer "37 Piores", assim no seco. Quer dizer "piores avaliadas", ou "comidas brasileiras com pior classificação". Ou talvez menos mencionadas ou menos conhecidas.  

Mas o Taste Atlas poderia ter usado outro termo em inglês. Em vez de "worst rated" poderia ter sido mais verdadeiro e menos maldoso utilizar "most underrated" (mais subestimadas + ou -). O barreado vai bem. Não tenha vergonha do barreado, cuscuz paulista, caruru, o tucupi e a pamonha. Cuidado com o complexo do pinto pequeno (desculpe).  

Confira o ranking completo com as piores comidas do Brasil (segundo a confusão): 

Cuscuz Paulista, Arroz com Pequi, Acém, Paleta, Maria-mole, Lagarto, Sequilhos,  Sagu, Tareco, Coxão Mole, Ostra ao bafo, Pé-de-moleque, Quibebe, Músculo,  Patinho. Maniçoba, Peito, Sanduíche de mortadela, Salada de maionese, Cajuzinho, Salpicão de frango, Abará, Caldo de piranha, Biscoito de polvilho, Canjica, Mocotó, Bolo formigueiro, Caruru, Pato no tucupi, Pamonha, X-Tudo, Galinhada, Casadinhos, BarreadoCreme de papaya (mamão), Baba-de-moça, Carne de onça.

Secretarias de turismo, jornalistas de turismo, convention bureaux, viajantes e turistas fiquem atentos com a indústria dos "rankings" e avaliações. Nem tudo que reluz é ouro  


terça-feira, 18 de março de 2014

Paraná Gastronomia, grande aposta da gestão do turismo no Estado

A presidente da Paraná Turismo, autarquia que cuida do turismo no Paraná  lançou no 20º Salão Paranaense o Paraná Gastronomia -  uma iniciativa que visa transformar a rica gastronomia do Paraná em um atrativo do estado. Na palestra dela durante o Salão Paranaense ela falou da importância da gastronomia na programação dos chamados “food tourists”, isto é, turistas que incluem nas suas listas de prazeres de viagem um bom prato, um bom vinho, outras bebidas aliados à cultura, história entre outras motivações. 

O Salão Paranaense apresentou pelo menos três ”frentes” de divulgação desse Paraná Gastronômico. A frente número foi logo na abertura do evento. Chefs de pelo menos 1ntidades apresentaram criações para degustação dos participantes da abertura oficial,  Entre outros, segundo meu roteiro degustativo junto como colega Claret de Resende estavam O chef Teodoro Frantzezos do Restaurante O Grego Gyros que trouxe o “Saká”. A Escola Centro Europeu trouxe pelo menos três demonstrações. Destaco a chef Patrícia Skivira com uma sobremesa maravilhosa. O barreado de Morretes da chef Silvia Riglowski  do Restaurante Madalozo foi alvo de uma boa fila (não confunda Madalozo com Madalosso).Ninguém deve ir a Morretes sem experimentar o barreado.    

Estavam ainda Gabriela Carvalho da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Chef Délio Canabrava  da Cantina do Délio e Chef Rosane Radecki de Oliveira do Restaurante Girassol em Palmeiras. A maioria desses nomes presentes na abertura ainda participaram no Salão a partir da sexta-feira, 14 de março, em outras duas frentes: a Arena da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel-PR). Na Arena, chefs fazem palestra e ensinam a preparar um ou mais pratos (receitas) sempre de casa (stand) lotada(o). 
A terceira frente foi a 10ª Mostra das Regiões Turísticas do Paraná. Desta vez, outros chefs apresentaram pratos e receitas da gastronomia de boa parte das 14 regiões turísticas do Paraná. Destaco – quando digo “destaco”quero dizer o que consegui ver e anotar, foi o carneiro ao molho de vinho de Peabiru (PR), o ou a “cambira”de Portal do Paraná que une “a fortaleza do peixe à  suavidade da banana”. Maripá no Oeste do Paraná levou o peixe assado, desossado e recheado na grelha servido no stand Gastronomia Paraná da Mostra.  A secretária de turismo de Maripá estava lá coma mão na massa divulgando a Terra das Orquídeas e do Peixe. Sugiro que Foz do Iguaçu participe na 11ª Mostra das Regiões Turísticas no ano que vem e tenha uma presença gastronômica a partir do ano que vem. O que Foz levaria para Curitiba já que a cidade tem tanta escolha? O X-Líbano? Abaixo as fotos: 
Cambira de Pontal do Paraná 

Carneiro ou cordeiro ao molho de vinho

Cambira de Pontal do Paraná - "a Força do Peixe com a suavidade da banana"
Cordeiro ao molho de vinho de Peabiru, Paraná 
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Produtos da banana do litoral 

Cerveja Madalosso, Santa Felicidade, Curitiba no Restaurante do mesmo nome