Mostrando postagens com marcador Canoa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Canoa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Canoas encontradas em sítio arqueológico da antiga Ciudad Real del Guayra transferidas para Museu de Arqueologia da UFPR


Foto: Pedro Albach

Este material foi produzido pela assessoria de comunicação do IPHAN. A matéria original com outras fotos de Pedro Albach e Victor Hugo de Oliveira AQUI  

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) organizou, no dia 1º de novembro, a transferência de duas canoas indígenas que estavam sob a guarda do Museu Paranaese (Mupa) e agora estão sob os cuidados do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba (PR). Os bens foram resgatados durante uma ação de arqueologia colaborativa na aldeia Tekoha Nhemboetê, em 2018, na região próxima ao sítio arqueológico de Cidade Real de Guairá, no Paraná, tombado em esfera estadual. 

A transferência da guarda dos bens foi necessária para o início do Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre o Iphan-PR e o Museu de Arqueologia e Etnologia, que tem como objetivo elaborar um diagnóstico do estado de conservação dos bens, contendo diretrizes de medidas curativas e preventivas a serem adotadas. Além do plano de conservação, o projeto visa, ainda, ações de difusão, que incluem seminários temáticos para intercâmbio entre estudantes e formação teórico-prática de profissionais indígenas que possam atuar em projetos futuros de pesquisa e gestão do Patrimônio Arqueológico. 

quinta-feira, 11 de março de 2010

A Canoa do Seu Anatálio já está pronta para a água

Já pintada e pronta para ir ao rio Paraná / Iguaçu. Proa perfeita! 

Olhem como ficou a canoa fabricada pelo Sr. Anatálio Martins, mestre canoeiro de Foz do Iguaçu junto com seu colega Ademar Mattei. Vi a canoa sendo fabricada na varanda do Bar Pitunga's nas instalações do Estádio do ABC na Avenida República Argentina.
Vista da poupa uma obra de arte para quem foi construída a partir de uma mesa de bar

Na ocasião fiz a nota "A Arte de Fazer Canoas sobrevive em Foz". Veja a nota aqui. Só falta ver a canoa na água e conferir que nome ela ganhou!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A arte de fazer canoa sobrevive em Foz: graças ao Seu Anatálio!

Fotos 'bairronauta'
Anatálio Martins e Ademar Mattei

Antes de fazer esta postagem eu fiz uma pesquisa rápida no Google para detectar sites falando sobre 'a canoa do rio Paraná'. Algo que falasse da arte de fazer canoa no rio Paraná. Não encontrei. Agora aposto que se você fizer essa busca hoje você vai cair nesta postagem. É como colocar algo de volta no mapa. 
Dá para ver que a futura canoa já foi uma mesa de cinco metros feita de pinho paranaense que estava no extinto Pitunga's Bar

O Brasil tem tantos rios que é difícil tentar chutar um número. São muitas grandes bacias. Muitas pequenas e micro bacias também. Há canoa para cada tipo de rio. E essa arte está desaparecendo. Por três razões: acabou a madeira por aqui; se perdeu a técnica e terceira, além do perigo de andar no rio (saiu na BBC: Polícia do Paraguai disse a BBC que o rio Paraná já em piratas"), venceram os barcos e lanchas a motor. 

Há muitos estudiosos, engenheiros navais, amantes de coisas navais, atrás de informações sobre as técnicas locais de fazer canoas. Amir Klink é um deles. Ele fez até um Museu dedicado ao assunto. As fotos mostram o mestre canoeiro Anatálio Martins e seu amigo e também da arte Ademar Mattei. Os dois estão construindo uma canoa do rio Paraná em plena Avenida República Argentina em Foz do Iguaçu. E isso não é tudo. O estaleiro improvisado é a varanda do Pitunga's Bar na entrada do Estádio do ABC Sport Club. Conhecido por todo mundo que frequenta o Pitunga's Bar*, como Natal, o Seu Anatálio nasceu em Foz, na Avenida Paraná e com dez anos já pilotava balsas que fazia a ligação entre o Porto Oficial de Foz Iguaçu e o Porto de Franco no Paraguai. Isso foi antes da Ponte", disse o iguaçuense que leva o rio no sangue. Natal e Ademar gostam de pescar. E pescador sabia fazer sua canoa, sua rede e outras ferramentas. 
Anatálio e Ademar, uma pausa para registrar o nascimento de uma canoa do rio Paraná em Foz do Iguaçu
 
"A madeira para a canoa do rio Paraná é a timburi, Hoje não tem mais", lamenta. E a madeira para fazer esta canoa, de onde veio? "Essa madeira é pinho (araucária) também é boa" diz. E revela um segredo. "Eu tinha duas mesas boas no bar. Cinco metros cada uma. Agora estou trocando os móveis. Por mesas de mármore. Aí conversando com o Ademar, dissemos, vamos fazer uma canoa?! O resultado esta aí". Minha conclusão: Foz tem que ter um museu fluvial! E outros museus de tudo!

* Atualização em 16.12.2022
O Pitunga's Bar, que existia desde 1864, foi palco de centenas de campeonatos de sinuca. Já não existe. Foi demolido e no seu lugar não foi construído nada. Um mês após esta foto, a canoa já estava pronta. Veja duas fotos e uma notinha aqui.