| Feira Yhary no Parque nacional Iguazu, Argentina. Espaço para comunidade mbya vender artesanato |
Esta "escrita" é uma continuação à publicação "Esmola nos semáforos: não são crianças de nacionalidade paraguaia ou argentina. Foz precisa de uma Casa de Passagem Indígena (CAPAI)"
Por Jackson Lima
Preciso ajuda das universidades, faculdades, acadêmicos e interessados no assunto. Olhemos para a Lenda das Cataratas. Nela aprendemos que uma tribo Kaingang morava às margens do baixo rio Iguaçu no local onde ocorreu o afundamento do chão com a consequente criação do cânyon por causa da ira de Mbói ao sentir que foi enganado por Tarobá que roubara Naipi.
Ora se o nome da divindade serpente mítica era Mboi (palavra guarani que significa serpente) e o herói Tarová também tem nome guarani (Tarobá, significa louco) como eles eram Kaingang? Os idiomas guarani e Kaingang são tão diferentes um do outro quanto o português é do húngaro. Às vezes na minha pressa já que não sou antropólogo, linguista ou acadêmico vejo aí uma manobra consciente de tirar o "ser guarani", a "pessoa guarani", a "raça guarani" da paisagem, de tirar o povo guarani da cena como se desejassem afirmar que Foz do Iguaçu nunca teve nada a ver com guarani. Como se o guarani daqui fosse um intruso que vem do Paraguai. E que antes da colonização eram os kaingang os donos da terra.