segunda-feira, 13 de julho de 2026

Ônibus para Puerto Iguazu: atualização, curiosidades e uma fofoca


 A primeira realidade de quem atravessa a fronteira entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú é quase bíblica. Jesus disse  "os últimos serão o primeiros" e completou dizendo que "os primeiros serão os últimos". 

Aqueles que se deram bem na vida, compraram carros confortáveis, com ar condicionado sofrem mais do que aqueles que não se deram tão bem. 

Por exemplo:  1) aqueles que vão a pé. 2) Aqueles que vão de ônibus "local internacional urbano" e 3) aqueles que vão de van ou ônibus de turismo. Os três estão na categoria dos que saem por último e chegam primeiro. 

Os dos carrões, até chegam rápido na ponte porém aí empacam. Podem ficar  duas, três horas na fila. E são os culpados das cobranças para que dupliquem a pista, aumentem a equipe e até eliminem a fiscalização.

Aqueles que vão de carrões, cada um no seu carro, enfretam as filas para chegarem às cabines de controle de um a um. Os que vão de vans e ônibus são acompanhados por seus guias que levam listas de passageiros, passsam mais rápidos mas há dias que esperam igual. 

Daí vêm os "lascados" que podem ser pobres,podem ser turistas, podem ser moradores que passam naqueles ônibus locais internacionais do transporte urbano. Normalmente, atravessar a "migração" para esses não leva mais de 15 minutos. Esses chegam primeiro. Os que vão a pé, passam mais rápido ainda. 

Mas o problema é voltar de Puerto Iguazu à noite. Aí se dão bem aqueles dos carrões e das vans, mesmo que tenham de esperar do mesmo jeito.  

Os "lascados" que foram de ônibus e chegaram na frente agora não podem nem voltar para casa porque os ônibus locais internacionais do transporte urbano param de funcionar por volta das 20h. Mas há uma exceção que permite voltar depois das 23h ou melhor 23h15. Já digo qual é. 

É o caso daqueles que foram de ônibus curtir a "feirinha", os restaurantes e as baladas. Há ainda aqueles que estavam viajando e desembarcam em Puerto Iguazu por volta das 23h. "Se perder esse ônibus, só amanhã de manhã" - no estilo "Trem das 11h para Jaçanã". Sempre haverá táxis ou "remis" cobrando preços esperados (caros). Porém depois das 23h tem taxista que prefere ir para casa dormir. 

As empresas que transportam os "sem carrões" entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu são: (A ordem não é alfabética ou seja a ordem obedece os preços)

Crucero del Norte R$ 30.00 

Rio Uruguay R$ 35.00 (em busca do comprovante)

Easybus R$ 45.00  (A Easybus é a que roda até as 23h, portanto não reclame).




Fofoca / Chisme 

Se você deseja ser um empresário de sucesso e só colher bons frutos não entre em dois negócios: setor de ônibus (Transporte Público de Passageiros) ou no ramo  da aviação. Os dois são competitivos e difíceis. Tem muita quebradeira. Você já conseguiu celebrar o centenário de alguma empresa desses setores?

Em 21 de fevereiro de 2007 publiquei ESTA POSTAGEM que recebeu 22.403 visitas e conta com mais de 50 comentários, verdadeiro intercâmbio de informações entre o Blog de Foz e o leitor. Publico um trechinho do publicado: 

"Os ônibus para a Argentina são parte do chamado Transporte Internacional Urbano. Duas empresas argentinas fazem a linha Puerto Iguazú – Foz do Iguaçu. São elas a Crucero del Norte e a Tres Fronteras. O lado brasileiro tem a Viação Itaipu (de Foz do Iguaçu) e a Celeste (da Pluma). A Crucero del Norte cobra R$ 2.00 ou $ 2.00 (pesos). As outras cobram R$ 3.00 (3.00 pesos)"

   A Crucero del Norte tem músculos quando se trata de fazer uma "quebra de braços" para orientar a concorrência. 

Nota: 

A Tres Fronteras foi comprada pela Rio Uruguay

A Viação Itaipu fechou e não foi por falta de passageiros

A Easybus - é herdeira da Pluma / Celeste   

   


  

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Das primeiras 13 reduções jesuitas sob comando de Assunção: Uma estava no Paraguai, 12 no Guayra

Em preparação para a comemoração iguaçuense da fundação da Missão Santa María del Iguazu

Em minhas viagens em busca de inspiração para a comemoração dos 400 anos da fundação da Missão de Santa Maria del Iguazu nas Cataratas do Iguaçu, cnversando com pessoas de Concepción de la Sierra, Santa María, San Ignacio, Posadas tenho escutado a seguinte pergunta: Por que Foz do Iguaçu tem interesse em comemorarar os 400 anos de Santa María? E minha resposta tem sido: porque tudo começou lá. Somos parte do começo da história das Missões. Na época em que Santa María del Iguazu foi fundada ela estava localizada no Guayrá que hoje corresponde ao Paraná. 

Mapa do estado atual do Paraná mostrando a região do Guayrá em marrom. Missões jesuítas estão marcadas com cruzes e assentamentos espanhóis com triângulos (Breno Klamas - Wikipedia)


Com esta publicação quero destacar um fato. Das 13 primeiras Reduções Jesuíticas fundadas pelos jesuítas sob o comando de Assunção, 12 estavam no Guayrá ou seja no atual Paraná. Confira a lista:

1ª San Ignacio Guazu  1609  Misiones, Paraguai *

2ª Nuestra Señora de Loreto  1610 Rio Pirapó-Paranapanema, Guayrá / Paraná

3ª  San Ignacio Mini 1612  Rio Pirapó, Guayra, Paraná

4ª San Francisco Xavier 1622 Rio Tibagi, Guayra / Paraná

5ª Nuestra Señora de la Encarnación, 1625 Rio Tibagi, Guayra / Paraná 

6ª San José del Tibagi, 1626, Rio Tibagi, Guayra / Paraná 

7ª Siete Arcangeles del Ivaí 1627, Río Ivai, Guayrá / Paraná

8ª San Pablo del Ivaí, 1627 Rio Ivai, Guayra / Paraná

9ª San Pedro de los Piñares. 1627, Rio Pykyry / Piquiri, Guayra / Paraná 

10ª Nuestra Señora de la Concepción, 1627, Rio Pykyry / Piquiri, Guayra / Paraná

11ª Santo Tomé 1628, Rio Ivaí, Guayra / Paraná

12ª Jesús María de Guaraverá 1630, Rio Pykyry / Piquiri, Guayrá, Paraná


Notas:

*San Ignacio Guazu foi fundada em 29 de dezembro de 1609, no atual centro-sul do Paraguai, a 9 dias de jornada de Assunção, pelos jesuitas Marcial de Lorenzana e Francisco de San Martín. Hoje 222 km separa Asunção de San Ignacio e as nove jornadas foram reduzidas para 03h56 minutos da capital. De Ciudad del Este são 415 km, quase 6h por carro / ônibus. De Encarnación / Encarnação, San Ignacio Guazu está a cerca de duas horas / 140 km. 

Logo após a partida dos padres Lorenzana e San Martín para fundarem  San Ignacio Guazu, outros dois padres italianos, José Cataldino e Simão Maceta** sairam de Assunção para fundar Nossa Senhora de Loreto às margens do rio Pirapó*** / Paranapanema. 

Hoje a distância entre Assunção e a atual Itaguajé (PR) antiga Nuestra Señora de Loreto é de cerca de 980 km por modernas rodovias. As cidades de apoio para chegar a Itaguajé são Londrina e Maringá. Os padres José Cataldino e Simão Maceta foram provavelmente a pé. Desconhece-se a rota mas devem ter seguido o rio Paraná.   

** Nomes orignais em italiano: Guiseppe Cataldino e Simone Mascetta 

*** O Rio Pirapó é a principal fonte da água potável para o município de Maringá

**** Os rios paranaenses onde foram estabelecidas Reduções Jesuítas: Pirapó, Tibagi, Ivaí e Piquiri 

Nota especial: Escritório Técnico da ONU Turismo

Assunção a capital de onde saíram as instruções em 1609 para fundar Missões no Guayra, é hoje a sede da Oficina Técnica da ONU Turismo (OMT) para el Camino de los Jesuitas ou Escritório Técnico da ONU Turismo para o Caminho dos Jesuítas (Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai)



terça-feira, 7 de julho de 2026

O pastel de vento e a produção de conteúdo para a divulgação e interpretação de destinos turísticos

Um pastel de vento

Espera-se que um pastel de vento tenha espaço para o vento...

Nota:
Texto oral gravado em 2024. Degravado pelo autor em julho de 2026. 


Hoje falo sobre produção de conteúdo. Nos últimos anos tenho trabalhado como produtor de "conteúdos". E sobre isso eu tenho uma teoria. Teoria do Pastel de Vento. Eu tenho notado que até hoje, inclusive no meu trabalho com destinos turísticos, a teoria utlizada para produzir material turístico tem sido a  "teoria" do Pastel de Vento. O pastel de vento tem tamanho, tem volume mas não tem conteúdo. O que eu quero falar aqui é sobre o recheio do pastel de vento. Pastel de vento não é um xingamento. 
O pastel de vento é uma arte brasileira. Nós temos aquele pastel que tem pouca carne, pouco recheio, mas quando você o frita, aquela crosta que cresce, dá um volume que não deixa de ser gostoso. O pastel de vento tem o seu valor. Mas tem que ser reconhecido e vendido como pastel de vento. 


Outras espéces de pastéis, por exemplo, o pastel chamado "empanada"  no Paraguai ou a  empanada de salta na Argentina são pastéis cujo conteúdo é uniforme, famosos por  pelo seu "enchimento" ou "preenchimento": carne, ovo, ou carne-e-ovo. Se tiver oportunidade não deixe de conhecer pastéis que incluem arroz no seu preenchimento. Ou ainda no Paraguai, o pastel mandi'o  com um recheeio rico que utiliza a mandioca em vez de trigo para fazer o envólucro.

No meu caso, a consciência da existência da ciência do preenchimento de pastel, exige de mim a produção de material de divulgação com recheio gordo, completo que deixo à diposição do cliente para usá-lo como quiser. 

E qual seria o recheio disponível para a produção de uma empanada do Destino Turísico "Três Países dois Rios", Três Fronteiras, Três Margens de dois Rios, ou da Região Trinacional que inclui Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu, Ciudad del Este, Franco, Hernndárias, Mingá Guazu? Todos fazem parte de uma história que atualmente ou no passado foram parte de uma história comum.   

Empanada com arroz Colômbia
Foto @eddcabarcas no Tik Tok

Exemplo de Recheio 1º

Algumas comorações este ano (2024), por exemplo, são um exemplo de recheio para a empanada recheada para a produção de conteúdo do Destino Trinacional. Em Foz do Iguaçu, temos as comemorações dos 100 anos da Paróquia São João Batista. Fundada pelo padre (futuro) Monsenhor Guilherme da Congregação do Verbo Divino, a história do Verbo Divino nos três lados da Fronteira são comuns e parecidas, por isso inclúo no tri-recheio. 

No lado paraguaio se comemora os 500 anos da Descoberta do País por Alejo (Aleixo)  Garcia. Assim aprendem as crianças nas escolas paraguaias. Alejo Garcia teria partido a pé da Ilha de Santa Catarina acompanhado por guaranis, uma expedição enorme - fazendo uma rota mais ou menos fixada, subiram a serras, os planaltos, passsarm por aqui, possivelmente tenham visto as Cataratas mas não se fala nada disso, não era importante para eles já que o queriam era chegar aos contrafortes dos Andes onde, teriam ouvido, que havia ouro e prata. Podem ter chegado ao local que hoje abriga o Marco das Três Fronteiras onde cruzaram para o outro lado do rio. Lembre-se que se lançamos uma canoa para atravessar o rio Paraná na altura do Marco das Três Fronteiras, a correnteza vai puxá-la rio, abaixo. Esta corrente  vai levar  até a desembocadura do rio Monday. A partir do Rio Monday foram a pé até Assunção. Essa trilha ainda é encontrável, em partes. Essa parte do recheio, incentiva toda uma  conversação a favor e contra desse relato, já que há quem defenda outra rota. O importanteé que o Rio Mnday continua no mesmo lugar e agora será muito mais visível já que a ponte sobre esse rio como parte do complexo de acesso à ponte da Integração garantirá essa visibilidade. E qual será importância histórica do Rio Monday para o Paraguai e a região?


Ponte sobre o Rio Monday,, em construção (2026) se vê o rio Paraná abaixo e à esquerda superior: O rio Monday continua indicando o caminho para Assunção. Foto reprodução do Canal SSC  


Exemplo de Recheio 2

Um segundo exemplo de recheio é o que estou chamando de "homenagen às coisas Santamarianas". As Cataratas do Iguaçu foram chamadas de Saltos Santa Maria até os anos 1930 quando o interventor do Paraná, General Tourinho mandou separar terras, anos antes do Parque Nacional do Iguaçu ser criado, para acrecsentá-las ao parque existente que na época se limitava a 1008 hectares. Ele mandou separar mais três mil hactares para futuras necessidades. O Decreto falava em "terras do Salto Santa Maria" na propriedade Santa Maria e Gleba Santa Maria.      

Estaremos comemorando hoje os 380 anos de Santa Maria como missão jesuítica e daqui a dois anos estaremos completando 400 anos. No meu "recheio" estou convidando autoridades, empresários, hoteleiros, jornalistas e todas as pesoas que trabalham no ou com o turismo a ajudarem a melhorar o recheio de nosso pastel de informações disponíveis ao visitantes, estudantes e moradores. Quero acescentar que o Visit Iguassu - o Insituto de Divulgação já me dá espaço para essa trabalho de produção de recheio disponibilizado a convidados do Destino com interesses especiais.

Desse modo, no estilo "pastel de vento" temos alguns exemplos. Primeiro existe  afirmação de  que José Maria de Brito e membros da expedição descobriam a foz do rio Iguaçu.  Esta afirmação não está boa. O que José Maria de Brito e equipe de exploração fez foi fantástico. Como parte dos propósitos da Comissão Estratégica do Paraná, das ações estratégicas do Governo Imperial , foi a abertura de uma picada que ligasse Guarapuava à foz do rio Iguaçu no Paraná. Sem estrada e sem caminhos não há progresso. 

O Governo Imperial sabia da existência da foz do rio, sabia como seria a foz do rio Iguaçu, prova disso é que em 1869, um ano antes do fim da Guerra da Tríplice Aliança uma embarcação brasileira, uma canhoneira chamada Greenhalg subiu o rio Paraná a partir da foz do Rio Paraguai, passou por Posadas, alcançou o Rio Iguaçu, subiu o rio Iguaçu e deixou uma inscrição em uma pedra que foi recentemente divulgada, já com a participação do Parque Nacional do Iguaçu e da UNILA liderada pelo nosso importate historiador, museólogo e muito em breve doutor em arqueologia, Pedro Louvain. 

Essa embracação tinha participado ativamente no palco de batalhas e segundo escassas informações disponíveis, antes de se "aposentar" fez esta viagem. E não esquecendo, para contribuir ainda mais para o recheio  dessa história do Destino Trinacional, para que seja uma "empenada recheada" una "empanada rellena" que contribua na interpretação de nosso Destino Tri-Nações, quando a canhoneira Greenhalg subuiu o Iguaçu, não se sabe até onde mas se procurarmos vamos encontrar, o lado da fronteira ou a margem que hoje é Argentina, era então considerada paraguaia. O lado paraguaio da margem continuou paraguaio até o Tratado de 1876 quando Argentina e Paraguai traçaram os limites atuais e não só de Misiones. O tratado foi assinado por Bernardo Irigoyen e Facundo Machaín em 3 de Fevereiro de 1876.      








quinta-feira, 2 de julho de 2026

Fundada na boca do rio Pirapó, Missão NS de Loreto se mudou três vezes

Nota:

Informações publicadas no facebook.com/limajac atualizadas com legendas e links das fontes das imagens 

A comunidade de Itaguajé, Paraná coloca uma cruz missioneira e a imagem de Nossa Senhora de Loreto, no antigo local da Redução de Nossa Senhora de Loreto (Nuestra Señora de Loreto de Pirapo) 
Fonte: Documentário produzido como parte das comemorações dos 400 anos da fundação de NS de Loreto do Pirapó (1610 - 2010)  


Esta postagem é uma homenagem à Redução Jesuítica de Nuestra Señora de Loreto fundada em 1610 na desembocadura do Rio Pirapó no Paranapanema no Guairá atual estado do Paraná.
É também uma homenagem aos atuais moradores da terra que sediou a Loreto do Pirapó que hoje respondem pelo nome de itaguajeenses no atual Paraná. Falarei deles, logo, após uma visita que estou organizando.
A missão de Loreto no Guayra durou aí até 1630 e graças aos ataques dos bandeirantes e depois de um grande êxodo passando pelas reduções de Hernandárias (Alto Paraná, Paraguai) e Santa Maria do Iguaçu (nas Cataratas) , com apoio de outras reduções, os "refugiados guairenses" se estabeleceram na desembocadura do Arroio Yabebiri, hoje Misiones, Argentina.

O encontro do Rio Pirapó com o Paranapanema 

Missa celebrada no monumento em memória da antiga Redução de Nossa Senhora de Loreto em Itaguajé, Paraná

Vista da desembocadura do Arroio Yabebiri no rio Paraná perto de San Ignacio, Loreto e Santa Ana, 

Depois da expulsão dos jesuítas em 1667, os loretanos, ex-refugiados do Guayrá, tocaram a vida até por volta de 1817 quando os soldados do Império, futuros brasileiros, invadiram destruindo todas as missões do que hoje é Missões Ocidentais, Argentina.
Mais uma vez, os loretanos arrumaram seus pertences e partiram, rumo norte, em direção a uma área de banhados chamada Yatebu, no atual Esteros del Iberá levando a imagem de Nossa Senhora de Loreto que haviam trazido lá do rio Pirapó.
A primeira coisa que os loretanos fizeram foi mudar o nome de Yatebu para Loreto, desta vez na atual província de Corrientes. A vizinha de Loreto, Guayra, San Ignacio / Santo Inacio também se mudou mas esta é outra história.
Ponte sobre o Arroio Yabebiri (Javevyry, em guarani, que significa "rio das arraias"). Fonte


Monumento em Loreto, Província de Misiones Corrientes, Argentina registra as datas e local de fundação da migração da Redução de Nossa Senhora de Loreto

Mapa ilustrado mostrando a migração de Loreto do Guayra (PR) para a Província de Misiones, Argentina 

Mapa mostra o local de migração de Loreto, muito depois da expulsão dos jesuítas, de Misiones, para Corrientes. Ambas províncias na Argentina
Fonte das últimas três imagens: Canal de Pablo Sabarotz 


Depois da expulsão dos jesuítas em 1667, os loretanos, ex-refugiados do Guayrá, tocaram a vida até por volta de 1817 quando os soldados do Império, futuros brasileiros, invadiram destruindo todas as missões do que hoje é Missões Ocidentais, Argentina.
Mais uma vez, os loretanos arrumaram seus pertences e partiram, rumo norte, em direção a uma área de banhados chamada Yatebu, no atual Esteros del Iberá levando a imagem de Nossa Senhora de Loreto que haviam trazido lá do rio Pirapó.
A primeira coisa que os loretanos fizeram foi mudar o nome de Yatebu para Loreto, desta vez na atual província de Corrientes. A vizinha de Loreto no Guayra, San Ignacio / Santo Inacio também se mudou mas este fato será tema de outra publicação.