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terça-feira, 7 de julho de 2026

O pastel de vento e a produção de conteúdo para a divulgação e interpretação de destinos turísticos

Um pastel de vento

Espera-se que um pastel de vento tenha espaço para o vento...

Nota:
Texto oral gravado em 2024. Degravado pelo autor em julho de 2026. 


Hoje falo sobre produção de conteúdo. Nos últimos anos tenho trabalhado como produtor de "conteúdos". E sobre isso eu tenho uma teoria. Teoria do Pastel de Vento. Eu tenho notado que até hoje, inclusive no meu trabalho com destinos turísticos, a teoria utlizada para produzir material turístico tem sido a  "teoria" do Pastel de Vento. O pastel de vento tem tamanho, tem volume mas não tem conteúdo. O que eu quero falar aqui é sobre o recheio do pastel de vento. Pastel de vento não é um xingamento. 
O pastel de vento é uma arte brasileira. Nós temos aquele pastel que tem pouca carne, pouco recheio, mas quando você o frita, aquela crosta que cresce, dá um volume que não deixa de ser gostoso. O pastel de vento tem o seu valor. Mas tem que ser reconhecido e vendido como pastel de vento. 


Outras espéces de pastéis, por exemplo, o pastel chamado "empanada"  no Paraguai ou a  empanada de salta na Argentina são pastéis cujo conteúdo é uniforme, famosos por  pelo seu "enchimento" ou "preenchimento": carne, ovo, ou carne-e-ovo. Se tiver oportunidade não deixe de conhecer pastéis que incluem arroz no seu preenchimento. Ou ainda no Paraguai, o pastel mandi'o  com um recheeio rico que utiliza a mandioca em vez de trigo para fazer o envólucro.

No meu caso, a consciência da existência da ciência do preenchimento de pastel, exige de mim a produção de material de divulgação com recheio gordo, completo que deixo à diposição do cliente para usá-lo como quiser. 

E qual seria o recheio disponível para a produção de uma empanada do Destino Turísico "Três Países dois Rios", Três Fronteiras, Três Margens de dois Rios, ou da Região Trinacional que inclui Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu, Ciudad del Este, Franco, Hernndárias, Mingá Guazu? Todos fazem parte de uma história que atualmente ou no passado foram parte de uma história comum.   

Empanada com arroz Colômbia
Foto @eddcabarcas no Tik Tok

Exemplo de Recheio 1º

Algumas comorações este ano (2024), por exemplo, são um exemplo de recheio para a empanada recheada para a produção de conteúdo do Destino Trinacional. Em Foz do Iguaçu, temos as comemorações dos 100 anos da Paróquia São João Batista. Fundada pelo padre (futuro) Monsenhor Guilherme da Congregação do Verbo Divino, a história do Verbo Divino nos três lados da Fronteira são comuns e parecidas, por isso inclúo no tri-recheio. 

No lado paraguaio se comemora os 500 anos da Descoberta do País por Alejo (Aleixo)  Garcia. Assim aprendem as crianças nas escolas paraguaias. Alejo Garcia teria partido a pé da Ilha de Santa Catarina acompanhado por guaranis, uma expedição enorme - fazendo uma rota mais ou menos fixada, subiram a serras, os planaltos, passsarm por aqui, possivelmente tenham visto as Cataratas mas não se fala nada disso, não era importante para eles já que o queriam era chegar aos contrafortes dos Andes onde, teriam ouvido, que havia ouro e prata. Podem ter chegado ao local que hoje abriga o Marco das Três Fronteiras onde cruzaram para o outro lado do rio. Lembre-se que se lançamos uma canoa para atravessar o rio Paraná na altura do Marco das Três Fronteiras, a correnteza vai puxá-la rio, abaixo. Esta corrente  vai levar  até a desembocadura do rio Monday. A partir do Rio Monday foram a pé até Assunção. Essa trilha ainda é encontrável, em partes. Essa parte do recheio, incentiva toda uma  conversação a favor e contra desse relato, já que há quem defenda outra rota. O importanteé que o Rio Mnday continua no mesmo lugar e agora será muito mais visível já que a ponte sobre esse rio como parte do complexo de acesso à ponte da Integração garantirá essa visibilidade. E qual será importância histórica do Rio Monday para o Paraguai e a região?


Ponte sobre o Rio Monday,, em construção (2026) se vê o rio Paraná abaixo e à esquerda superior: O rio Monday continua indicando o caminho para Assunção. Foto reprodução do Canal SSC  


Exemplo de Recheio 2

Um segundo exemplo de recheio é o que estou chamando de "homenagen às coisas Santamarianas". As Cataratas do Iguaçu foram chamadas de Saltos Santa Maria até os anos 1930 quando o interventor do Paraná, General Tourinho mandou separar terras, anos antes do Parque Nacional do Iguaçu ser criado, para acrecsentá-las ao parque existente que na época se limitava a 1008 hectares. Ele mandou separar mais três mil hactares para futuras necessidades. O Decreto falava em "terras do Salto Santa Maria" na propriedade Santa Maria e Gleba Santa Maria.      

Estaremos comemorando hoje os 380 anos de Santa Maria como missão jesuítica e daqui a dois anos estaremos completando 400 anos. No meu "recheio" estou convidando autoridades, empresários, hoteleiros, jornalistas e todas as pesoas que trabalham no ou com o turismo a ajudarem a melhorar o recheio de nosso pastel de informações disponíveis ao visitantes, estudantes e moradores. Quero acescentar que o Visit Iguassu - o Insituto de Divulgação já me dá espaço para essa trabalho de produção de recheio disponibilizado a convidados do Destino com interesses especiais.

Desse modo, no estilo "pastel de vento" temos alguns exemplos. Primeiro existe  afirmação de  que José Maria de Brito e membros da expedição descobriam a foz do rio Iguaçu.  Esta afirmação não está boa. O que José Maria de Brito e equipe de exploração fez foi fantástico. Como parte dos propósitos da Comissão Estratégica do Paraná, das ações estratégicas do Governo Imperial , foi a abertura de uma picada que ligasse Guarapuava à foz do rio Iguaçu no Paraná. Sem estrada e sem caminhos não há progresso. 

O Governo Imperial sabia da existência da foz do rio, sabia como seria a foz do rio Iguaçu, prova disso é que em 1869, um ano antes do fim da Guerra da Tríplice Aliança uma embarcação brasileira, uma canhoneira chamada Greenhalg subiu o rio Paraná a partir da foz do Rio Paraguai, passou por Posadas, alcançou o Rio Iguaçu, subiu o rio Iguaçu e deixou uma inscrição em uma pedra que foi recentemente divulgada, já com a participação do Parque Nacional do Iguaçu e da UNILA liderada pelo nosso importate historiador, museólogo e muito em breve doutor em arqueologia, Pedro Louvain. 

Essa embracação tinha participado ativamente no palco de batalhas e segundo escassas informações disponíveis, antes de se "aposentar" fez esta viagem. E não esquecendo, para contribuir ainda mais para o recheio  dessa história do Destino Trinacional, para que seja uma "empenada recheada" una "empanada rellena" que contribua na interpretação de nosso Destino Tri-Nações, quando a canhoneira Greenhalg subuiu o Iguaçu, não se sabe até onde mas se procurarmos vamos encontrar, o lado da fronteira ou a margem que hoje é Argentina, era então considerada paraguaia. O lado paraguaio da margem continuou paraguaio até o Tratado de 1876 quando Argentina e Paraguai traçaram os limites atuais e não só de Misiones. O tratado foi assinado por Bernardo Irigoyen e Facundo Machaín em 3 de Fevereiro de 1876.      








segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Visitando o Museu Diocesano de San Ignacio Guazu, Misiones, Paraguai

O museu Dicesano de San Ignacio Guazu pertence à Diocese de San Juan Bautista Misiones e Ñeembucu e é operado pelos Jesuítas   

Esta postagem não é exatamente sobre a história do museu ou da antiga Redução Jesuítica Guarani de San Ignacio Guazu, a primeira das missões organizada em território espanhol sob o comando da Companhia de Jesus, ou seja a Província Jesuíta na Bacia do Prata. 
A postagem é sobre a experiência da viagem que fiz em busca de dados para uma "expedição" à cidade no mês de abril durante a Procissão da Sexta Feira da Paixão que parte da capela do distrito (sentido brasileiro) de Tañarandy até a Igreja San Ignacio de Loyola no centro da cidade.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Primeira Aula de Guarani do Blog de Foz. O som do "Y" e outras considerações

 

Esta postagem acompanha a primeira lição de guarani neste esforço de divulgação do guarani e do que eu chamo de coisas guaranis o que inclui cidades, frutas, árvores.

A lição se dedica ao som do “Y” em guarani. O “Y” como palavra significa "água".  É o som original da palavra Iguaçu. Na lição o “Y” aparece imutável na palavra Yguaçu e as diferentes grafias adotadas nos idiomas oficiais dos países que usam o guarani para dar nomes a lugares como Brasil e Argentina.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Salto Amy Winehouse nas Cataratas do Iguaçu: um tributo a quem continua brilhando

Amy Winehouse 
(Se você for proprietário da foto, favor contatar para permitir a continuidade dela nesta postagem ou retirá-la, obrigado)  

Em 2018 estava pesquisando para escrever um livro sobre as Cataratas do Iguaçu em todas as suas dimensões. Era quase fim do dia e o dia estava escuro. Olho de frente para as Cataratas e como sempre na minha frente havia Muitas Águas. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Dia da Consciência Negra - O racismo no Brasil visto pela minha experiência (porque pela sua, não posso falar)


 
Uma carroça polaca . Razão do atraso das estradas paranaenses  (Fonte da Foto) 

Nasci a uma hora de União dos Palmares, terra onde o Zumbi morreu, no Quilombo dos Palmares. Por que você acha que o primeiro aeroporto que eu vi, o de minha cidade, se chama Palmares? Cresci pensando que era “moreno claro” me identificando e pensando que era branco, pelo menos mais branco que os vizinhos que moravam a umas cinco casas da minha. Quando eu digo branco não era alagoano branco, falo de branco branco como os Thompsons, Nichols, Waynes, Andersens, Mendelsohns, Goslins, Klingensmiths, os Malaspinas, os Kenengendorfs  e outros que moravam no Nordeste.  O meu referencial era branco.  


Há uns dez anos fui tirar carteira de motorista. Fui à autoescola. A moça me explicou tudo. Quando estava na hora de dar a entrada, a moça olhou para mim e disse: mas antes eu quero avisar uma coisa. O senhor vai ter que pelo menos saber assinar o nome e ler palavras simples como “Pare!”. O senhor assina o nome? 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Observando aviões, gente, serviços e infraestrutura: Aeroporto Internacional Foz - Cataratas

Esta carga está a caminho de Foz do Iguaçu
Texto e fotos 
de Jackson Lima

Foi anunciado, no final de maio, que a Infraero vai investir R$ 75 milhões para modernizar o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu - Cataratas. As obras devem começar ainda no segundo semestre e o prazo estimado para execução dos serviços é de 10 meses. A informação foi dada pelo incansável ex-superintendente de comunicação da Itaipu Binacional Brasil e atual secretário de Turismo de Foz do Iguaçu Gilmar Piolla. Segundo Piolla,  o terminal irá ganhar quatro pontes de embarque e desembarque ou fingers. Fotos de Marco Antônio Braga e Fabrizio Carezio mostram os fingers ou plataformas de embarque e desembarque sendo transportadas em caminhões a caminho de Foz do Iguaçu.  A noticia conquistou capa do jornal Gazeta - Diário de Foz do Iguaçu. Neste sábado, o Blog de Foz esteve no Aeroporto Internacional fazendo o que se chama de "plane-spotting" (observação de aviões) e observação do ambiente e ainda aproveitando para matar a saudade dos equipamentos que logo poderão sumir após a instalação dos fingers. Confira:

terça-feira, 1 de abril de 2014

Presidente da Romênia em visita a Foz do Iguaçu: 1992 ano das grandes visitas

Presidente da Romênia Ion Iliescu em Foz do Iguaçu (1992), entrevista comigo e a jornalista Susana Klein 
do HOJE, Cascavel
      

Me deparei com uma nota em site romeno que anunciava a morte do ex-presidente da Romênia Ion Iiescu. A nota dizia que o ex-presidente havia morrido vítima de um acidente cárdio-vascular. Fiquei triste porque quando presidente, Iliescu visitou Foz do Iguaçu e eu tive o privilégio de entrevistá-lo. Imediatamente, lembrei-me da foto da entrevista. Postei a foto e já ia repercutindo quando descobri que a noticia era falsa. Parece que um grupo de jovens lançou a noticia por brincadeira. Haviam até colocado uma foto super oficial do presidente onde se via as datas de nascimento e morte do político de 84 anos. Ainda bem que não engrossei o coro dos que anunciavam a morte. Mas mesmo assim decidi manter a publicação avisando que a morte era falsa. Como sempre, todas as visitas de autoridades são famosas pela segurança. No caso da visita de Iliescu a Foz do Iguaçu durante a Rio-92, tentei várias vezes abordar a comitiva, porém  a segurança não deixava. Até que em certo momento, decidi, ir ao banheiro. Fui. Ao sair me encontro com o presidente que entrava e passamos juntos pela porta. Aí eu perguntei se ele poderia falar comigo depois ao que ele disse que sem dúvida. "assim que saísse do banheiro". Tendo furado o esquema, fiquei meio de lado e quando ele saiu do banheiro já viemos conversando até o lugar onde estava a imprensa. Pode-se ver que, na foto, não há um grupo de jornalistas ao nosso redor. A maioria é segurança romena. A exceção é a jornalista Susana Klein, logo em frente, que desconfiou da minha ida ao banheiro e foi atrás.         

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Marco das Três Fronteiras e as verdeiras fronteiras

Este é um dos lugares mais interessantes da Tri-Fron. Quando se fala em Marco das Três Fronteiras, o iguaçuense pensa, geralmente, em um local às margens dos rios Iguaçu e Paraná de onde, se estando no Brasil, pode-se ver a Argentina e o Paraguai. Há uma pracinha. Uma lojinha de souvenirs e uma lanchonete. Na lanchonete, há uma laje, de onde se pode ter uma vista da região. Mais abaixo, e desde 1997, quem está no Marco brasileiro, pode ver também o Espaço das Américas - uma construção de eucalipto e madeira sobre alicerce de pedra feita pelo Governo do Paraná, da época do governador Jaime Lerner.

O Espaço foi criado para sedir eventos ligados à integração, Mercosul e as boas relações entre os povos. O Espaço das Américas merece tanto uma visita como o seu evento de pequeno porte. O Espaço está sob a jurisdição da Secretaria de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul.

No Marco das Três Fronteiras há um "marco" de pedra, formato piramidal pintado com as cores do Brasil: verde e amarelo. O Marco foi erigido em 1903. Ele é importante, oficial e de interesse para todos. Mas não é a verdadeira fronteira. As fronteiras reais aqui estão nas águas: um ponto no talvegue dos rios Iguaçu e Paraná onde os três países estão oficialmente delimitados. Não há "marcos" na água porque primeiro, seria um desafio de engenharia; segundo seria uma piada e terceiro porque o talvegue do Iguaçu bem como o leito do Paraná são considerados "imutáveis".

Para quem não sabe o talvegue é o canal principal ou de navegação do rio. É a parte mais profunda. A palavra vem do alemão: Talweg - ou caminho do vale.

No lado argentino, do lado oposto do rio Iguaçu, há também um parque-praça chamado Marco das Três Fronteiras. Porém em espanhol "marco" se diz "hito". Assim temos "Hito de las Tres Fronteras". Se ligue na palavrinha! O "marco argentino", como se diz localmente, também tem forma piramidal e está pintado com as cores nacionais: azul celeste e branco. O Hito de las Tres Fronteras, lado argentino, é melhor aproveitado que no Brasil.

É mais seguro, é mais visitado, é melhor cuidado e é explorado de maneira que dá possibilidade de beneficiar a muita gente da população local - especialmente a galera do artesanato. Infelizmente, devo alertar sobre o perigo de assalto no Marco das Tres Fronteras, Brasil. Muita gente já foi assaltada lá e até baleada embora não me lembre se alguém já morreu por lá.

As extremidades das terras argentinas e brasileiras, ou seja terras "misioneras" e paranaenses formam ângulos que pode lembrar um "canto". Já a terra paraguaia passa reto, direto, como se fosse um traço por cima do rio Iguaçu para formar um "T". Lá, no lado oposto do rio Paraná, quem está no "Marco brasileiro" ou no "Hito Argentino", pode ver o "Hito de las Tres Fronteras" do Paraguai.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Um comentário

Em Foz do Iguaçu há uma coluna no principal jornal da cidade (A Gazeta do Iguaçu) chamada Bico do Corvo. Na cidade quando se diz que alguém está no "bico", o coração aperta. Pode ser cacete. Ontem me disseram: você está no Bico do Corvo de Hoje. Fui conferir e veja o que encontrei:

Muita coisa para fazer:

"Pois é seu Corvo, enquanto uns só reclamam de Foz do Iguaçu e região, outras pessoas, como o jornalista especializado em turismo, Jackson Lima, cria oportunidades de falar bem do nosso lugar. Ele publicou em seu blog, cem dicas do que se fazer na cidade. Entre elas, está claro, a visita às Cataratas, Itaipu, Parque das Aves e tantas outras coisas. Fiquei impressionada com o tanto de atividades que ele conseguiu encontrar. Nunca imaginei que a Tríplice Fronteira tivesse tanta variedade de atrativos. Parabéns ao jornalista pela iniciativa, e é isso mesmo, vamos aprender a valorizar o que temos!..." Mariposa

Sou eu quem fica grato a Mariposa pelo comentário! Obrigado! Agradeço também a Cleusa Moares do Canal 21 e equipe que colocou a lista no ar no Programa "Giro de Notícias". Agradeço também a TV Tarobá Foz e Cascavel por ter mandado uma equipe me procurar para falar sobre a lista. Obrigado a todos!