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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Foz do Iguaçu celebra 400 anos das Missões Jesuíticas com festival internacional

 

Foz do Iguaçu será palco, nos dias 7 e 8 de novembro, de uma grande celebração pelos 400 anos da Missão Jesuítica Santa María del Iguazú, marco histórico ligado à formação cultural da região das Três Fronteiras.

O evento será realizado no Mercado Público Barrageiro e reunirá pesquisadores, artistas, músicos, representantes religiosos, lideranças indígenas, universidades, gestores públicos e comunidades ligadas ao patrimônio missioneiro.

Promovido pela Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo do Paraná (ABRAJET-PR), o Festival Missioneiro pretende transformar a celebração dos quatro séculos em um movimento de valorização da memória, da cultura e da identidade dos povos, conectando Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai por meio da história, música, gastronomia e turismo.

A iniciativa integra Foz do Iguaçu ao movimento internacional dos 30 Povos Missioneiros e busca valorizar o legado artístico, espiritual e cultural do chamado Barroco Jesuítico-Guarani.

Uma história que atravessa quatro séculos

Fundada em 1626 na região trinacional, a Missão Jesuítica Santa María del Iguazú faz parte de um importante capítulo da história da América do Sul. Sua trajetória se relaciona com outras reduções jesuíticas, incluindo San Nicolau do Piratini e São Francisco Xavier, no Rio Grande do Sul.

Para o pesquisador, escritor e jornalista Jackson Lima, mentor da proposta de transformar os 400 anos da missão em uma grande celebração em Foz do Iguaçu, a data representa uma oportunidade de reconhecer a história como patrimônio vivo.

“Celebrar os 400 anos de Santa María del Iguazú é muito mais do que lembrar uma data. É reconhecer uma história que pertence a toda a região e que ainda está presente na nossa cultura, na música, na espiritualidade, na gastronomia e na identidade dos povos das Três Fronteiras”, afirmou.

Segundo Lima, a intenção também é aproximar as novas gerações desse patrimônio e ampliar sua presença nas áreas de cultura, educação e turismo.

Cultura, gastronomia e experiências missioneiras

Durante os dois dias de programação, o público poderá conhecer uma série de atividades inspiradas no universo missioneiro.

A Feira Cultural e Gastronômica Missioneira deverá reunir artesanato tradicional indígena, produtos dos territórios dos 30 Povos Missioneiros, gastronomia típica dos quatro países e manifestações artísticas relacionadas às Missões Jesuíticas.

Também estão previstas exposições de instrumentos barrocos, peças artísticas e espaços interativos dedicados à história e ao patrimônio missioneiro.

A programação artística contará com grupos de dança tradicional do Brasil, Argentina e Paraguai, corais comunitários e religiosos, intervenções musicais barroco-guaranis, espetáculos temáticos e performances inspiradas na cultura jesuítico-guarani.

Seminário internacional

Outro destaque será o Seminário Internacional sobre as Missões Jesuíticas, que deverá reunir pesquisadores, historiadores, arqueólogos, gestores públicos, lideranças indígenas, representantes religiosos, universidades e instituições culturais.

Entre os temas estão a história das Missões Jesuíticas, turismo cultural e religioso, patrimônio histórico, espiritualidade, identidade missioneira, preservação da memória e desenvolvimento regional por meio do turismo cultural.

A proposta é estimular o debate sobre formas de transformar o patrimônio histórico em instrumento de educação, integração regional e desenvolvimento sustentável. 

Orquestra e Coral da Capela Musical de San Ignacio Guazú, Misiones, Paraguai
 se apresentou nas Cataratas do Iguaçu em 2025 aunda faltava um ano para os 400 anos da fundação da Missão Santa Maria La Mayor (Foto Jackson Lima)


Música barroca jesuítico-guarani

Um dos momentos especiais da celebração será a apresentação da Orquestra e Coral Barroco-Jesuíta Guarani, projeto que reúne músicos eruditos convidados, artistas locais, músicos indígenas e coral missioneiro.

A proposta é levar a música para além do palco principal, com apresentações em espaços e atrativos turísticos que possuem conexão histórica, cultural ou simbólica com a região.

Segundo a presidente da ABRAJET-PR, Silvana Canal, a iniciativa também reforça a possibilidade de integrar cultura, natureza, gastronomia e lazer nos roteiros turísticos da região trinacional.

Integração entre quatro países

A presença jesuítica deixou marcas na arquitetura, música, espiritualidade, costumes, artesanato e organização social dos territórios que integram o universo missioneiro.

Por isso, a celebração dos 400 anos também busca fortalecer a integração entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, estimulando novas conexões entre destinos, roteiros e comunidades.

A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar a visibilidade de Foz do Iguaçu no turismo histórico, cultural e religioso, criando novas experiências que possam complementar os tradicionais atrativos naturais do município.

Turismo e economia criativa

Texto: Silvana Canal Marketing & Assessoria


domingo, 15 de outubro de 2023

Yabuticaba Mercadito de la Selva um empreendimento com gosto de "atrativo" já está aberto

Yabuticaba Mercadito de la Selva. Calle (Rua) Hipólito Irigoyen, 386

Os diferentes níveis do empreendimento

Como se diz na linguagem do turismo, Puerto Iguazu acaba de ganhar um novo atrativo. Foi inaugurado nesta segunda-feira, 9, um empreendimento que ganhou o nome de  Yabuticaba Mercadito de la Selva. O nome vale o quanto pesa. Foi inspirado em uma árvore centenária de jaboticaba presente no terreno. E o mercadito é exatamente isso. Há várias sublocações a empresas da cidade que mantêm aí suas filiais e onde se consegue desde verduras, frutas, erva mate, temperos e outros artigos.  

O mercadito é um empreendimento multiespaço que ocupa um terreno arborizado, daí vem a palavra "selva" preservado da Mata Atlântica ou Bosque Misionero como se diz em espanhol.  Tudo isso nas proximidades do Cassino ,,, na área central de Puerto Iguazu. 

O Mercadito de la Selva idealizado pela empresária Patricia Durán tem três andares que se aconchega no no declive do terreno. O primeiro andar no nível da rua, é o Mercadito em si. 

No andar de cima, está um espaço gastronômico com capacidade de atender grupos turísticos, jantares corporativos e festivos e confraternização com cardápio assinado pelo chefe Diogo Irato e equipe. O terceiro nível está abaixo do primeiro, é a área arborizada onde há diversos ambientes entre eles um "asador" cercado por lugres agradáveis para receber pequenos grupos.

A nova experiência da fronteira foi idealizada  pela empresária Patricia Durán presente no setor de turismo e hotelaria. A inauguração contou com a presença de autoridades como o governador de Misiones, Oscar Herrera Ahuad e o ministro de turismo da Província, José María Arrúa. O prefeito de Puerto Iguazu, Claudio Filippa também esteve presente. Os três falaram sobre a importância dos investimentos e das parcerias entre as iniciativas governamentais e privadas e lembraram os esforços da cidade em se preparar para receber turistas gerando empregos para a população local. 

A empresária Patricia Durán, agradeceu a confiança de diversas empresas que aderiram ao projeto sublocando áreas internas para a venda e divulgação de seus produtos. Entre eles está o Matebar que tem loja no centro da cidade e tem presença no Mercadito de la Selva. A marca de alfajores Cachafaz também se juntou ao projeto junto com diferentes empresas dedicadas ao vinho argentino.

O evento de inauguração também foi prestigiado poo empresários e autoridades do turismo de Foz do Iguaçu. O presidente do Visit Iguassu, Felipe Gonzalez e a diretora executiva Elaine Tenerello; Fernando Martin, Enio Eidt  além de  jornalistas iguaçuenses convidados. 

Galeria de fotos abaixo: 


O centenário "pé de Jaboticaba" que deu nome ao "Yabuticaba Mercadito de la Selva" 

Governador de Misiones, Oscar Herrera Ahuad, o ministro de turismo da Província, José María Arrúa e a empresária Patricia Durán

Prefeito de Puerto Iguazu, Claudio Filippa


Ideia dos diferentes níveis do estabelecimento





Um dos espaços aconchegantes  

Matebar e Yerbateca

Variedade de ervas produzidas na província

Variedades de alfajor

Um dos espaços variados de vinho



terça-feira, 26 de setembro de 2023

Apresentando o Hino ou Canção Oficial da Província de Misiones



A CANÇÃO OFICIAL DE MISIONES, Argentina

Tendo como foco o Mundo Jesuítico-Guarani tenho viajado e escrito bastante nos últimos dois anos sobre o Paraguai. Vivendo na Região-Trinacional não posso deixar que os amigos e amigas de Misiones, Argentina e meus conterrâneos brasileiros pensem que eu não gosto mais deles. O meu projeto agora vai virar na direção de Misiones (também) pois aí começo a fechar o ciclo do que quero fazer. A região das Missões é formada por oito povos no Paraguai, Sete no Brasil (RS) e 15 na Argentina.
Vejo a província de Misiones como a herdeira, aqui para nós, do antigo Governo das Missões Guaranis ou Governo dos 30 Povos das Missões que funcionou entre 1770 após a expulsão dos Jesuítas até 1810 véspera das independências da Argentina e Paraguai. Esta coisa "misionera" ou "missioneira" é fantástica. Depois da Guerra da Tríplice Aliança, o Paraguai perdeu Misiones pelo Tratado de 1776. Misiones, depois disso, passou primeiramente a ser parte de Corrientes até 1881 quando Misiones chuta Corrientes e passa a ser o Território Nacional de Misiones a atual Província de Misiones.
Quero começar divulgando o que o Decreto Nº 813 de 2000 assinado pelo então governador Carlos Rovira e o Congresso Provincial aprovou em 2002 como " A canção oficial de Misiones". O nome oficial é "Misionerita", é uma galopa, opositores que defendiam um chamamé disseram que a canção é uma polca paraguaia. Este outro link vai para outra versão da Misionerita. Já Neste vídeo o compositor Karoso Zueta fala sobre a música, lembra o ambiente e reação popular quando a música foi escolhida e faz uma análise do texto literário da canção-poesia.

Nota:
Recomendo as autoridades brasileiras que ao realizarem eventos que incluam a província de Misiones toquem a canção oficial junto neste caso, por reciprocidade, com o Hino do Paraná , seu equivalente

terça-feira, 25 de abril de 2023

Saltos do Moconá: não basta dizer que formam o "Maior Salto Longitudinal" do mundo


Jackson Lima
@jacksonzerofronteiras

Na tarde da sexta-feira, 21 de abril, o nível do rio Uruguai superior estava a cerca de cinco metros acima do normal medido por quem está a bordo de um dos barcos que fazem o passeio ao longo das quedas do Salto Moconá. Com mais água a altura dos saltos diminui. Isso significa que a altura dos saltos parecia  menor. Quanto menos água, maior a altura dos saltos chegando até os 10 metros. Ao contrário de outras cachoeiras e cataratas, o grande destaque de Moconá não é a altura das quedas  mas sim o fato delas caírem de lado ou pelo menos de um só lado de um grande rio, o  Uruguai. Isso acontece porque o leito do rio afundou e justamente em uma curva que ligeiramente lembra um "S",   criando o que se pode chamar de "falha". Do ar se vê que na cabeceira da curva, a água pende para a margem direita (Argentina). A extensão dos saltos chega a medir três quilômetros por isso o qualificativo de maiores saltos longitudinais do mundo.

Brasileiros sobre a parte seca do leito do rio Uruguai observam Moconá logo adiante dos olhos 

Tenho a impressão que este casal fez pose para esta foto
  

Chegando ao Moconá
Os Saltos do Moconá ficam dentro do Parque Provincial Moconá que é parte da Reserva da Biosfera Yaboty um conglomerado de áreas protegidas que somam mais de 200 mil hectares. O portão de entrada para os saltos é a cidade de El Soberbio cerca de 300 km de Puerto Iguazu onde está o Parque Nacional Iguazu. 
Até 2010, o acesso aos Saltos do Moconá era por barco em uma viagem de 70km partindo de El Soberbio. Logo depois foi feita uma estrada de terra até o local onde hoje está a entrada do Parque Provincial. Mesmo assim só veículos 4 X 4 faziam o trajeto de um dia. Quem chegava até El Soberbio tinha dificuldade para chegar até os saltos. Para os viajantes independentes, a única maneira era um escasso táxi  ou pedir carona o que não tem garantia de ser fácil. Sempre existiram excursões  organizadas por agências de turismo de Puerto Iguazu ou Posadas. 


Há um mês, em 24 de março, foi inaugurado uma linha de ônibus da empresa Crucero del Norte que liga a Rodoviária de Puerto Iguazu ao Centro de Visitantes (CV) do Parque Provincial do Moconá com partidas diárias às 7h e retorno por volta das 15h ou mais tardar às 16h. A linha está em experiência. O veículo utilizado é uma van de 20 lugares  que, como se pode esperar, é apertada. Porém cumpre o propósito de levar e trazer o passageiro por um preço econômico (por volta de R$ 70.00 nas minhas contas). O serviço não é só para turistas. 

No CV se pode comprar o ingresso ao Parque e o ticket para o passeio de barco. Comprar o passeio é quase obrigatório porque não há como ver os saltos se não for desde o rio. As autoridades até tentaram mudar a situação construindo uma passarela no estilo Cataratas do Iguaçu, mas o rio não aceitou destruindo-a na cheia de 2014, um pouco antes da inauguração. 

Do CV até os saltos dá para ir a pé. O embarque se dá em um porto (embarcadero) às margens do rio. Em épocas de vazão média ou baixa, uma das vistas dignas de nota é uma rocha chamada Pedra Bugre. Na data referida a Pedra Bugre estava debaixo d'água. Ela é um testemunho da resistência da rocha  às forças que erodiram o leito do rio. 

Ao longo do trajeto, o barco sobe o rio tendo à direita os saltos impressionantes com sua beleza, leveza e força e à esquerda a metade seca do leito do rio. Este lado é o Parque Estadual do Turvo (RS). Os visitantes são vistos soltos caminhando nas pedras. No lado brasileiro, o Moconá se chama Yucumã cuja CV fica na cidade de Derrubadas (RS). No dia do passeio, havia visitantes procedentes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mas essa é outra história.

Quanto mais alta a vazão, menor a altura dos saltos, maior a força. Por isso se chama: Mokõmba. Alguma dúvida? 
Significado

O significado tradicional dado à palavra Moconá seria "traga todo" ou "o que traga tudo". Uma nota do responsável pelo Centro de Informações Turísticas de El Soberbio, Natanael Villada, traz uma luz ao significado da palavra ao lembar que o nome original pode ter sido "Mocombá". Ou na grafia oficial do guarani paraguaio "Mokõmba" onde "mokõ" significa  engolir e "mba" é uma partícula (na forma nasal) de completude, que indica algo que é feito por completo. Moconá, os saltos, são a principal atração das áreas de preservação argentinas e brasileiras neste trecho do rio Uruguai, ou Alto Uruguai para os argentinos (para os brasileiros o Alto Uruguai é bem mais para cima).

Adesivo na porta do Land Rover que promove a Ultramaratona 


Costanera de El Soberbio com vista da desembocadura do rio Soberbio no Uruguai

A guia Gloria Gómez
 A Mata ainda fala alto com pássaros, borboletas, flores e árvores milenárias  puxando a lista da fauna e da flora. Como uma Yvvyra pytã (canafistula) de cerca de 300 anos encontrada em uma das trilhas guiadas pela guia Gloria Gómez. Mais discreta à beira da trilha, Gloria mostrou uma planta chamada "horquetero" ou em português jasmim-catavento, jasmim-pipoca ou ainda  leiteiro-de-folha-fina. A guia arrancou uma folhinha de onde saia um leite que é usado para desentocar bernes, as larvas de moscas varejeiras que tanto tiraram sono das populações da área rural.  

Aos pés da Yvyra pytã gigante recebendo informações da guia Gloria Gómez

 Para chegar à trilha, é preciso fazer um safari a bordo de um caminhão Mercedes Benz Unimog 4x4 antigo com acompanhamento de instrutores de  trilhas à frente da organização da Ultramaratona Yaboty (Jabuti) que acontecerá nos dias 8, 9 e 20 de setembro. A maratona é ua das principais ferramentas para consolidar o "destino". O presidente da Comissão de Turismo de El Soberbio, Mario Pereira, lembrou que desde 2006 mais de 6 mil pessoas participaram da maratona conhecida como a "maior corrida de selva". Para ele, a corrida foi o evento que alavancou o turismo da região que antes da corrida recebia 5 mil visitantes por ano e em 2022 fechou o ano com 63 mil visitantes. 


A cidade de El Soberbio

Na praça em frente ao Centro de Informações (CAT) 

O ponto de partida para explorar a região é a cidade de El Soberbio que já conta com um bom número hotéis para todos os bolsos desde Lodges de luxo, a pousadas e hospedagens entre eles hospedagens no estilo "camping de luxo" (ver esta nota). O perímetro urbano da pequena cidade é uma surpresa entre elas a existência de uma costanera - uma avenida que beira o rio Uruguai. De uma extremidade da costaneira se pode ver a desembocadura do rio Soberbio um dos rios que desembocam no Uruguai nesta cooredanada. Os outros são o Arroio Paraíso, o Peperi Miní também conhecido como Yaboty Guazu e o Soberbio. El Soberbio e os saltos estão localizados logo à frente da desembocadura do rio Peperi Guaçu (Peperi Guazu) no rio Uruguai. A ligação da cidade com o Rio Grande do Sul é grande. "Todo mundo tem parente, tio. mãe, primo que moram no RS e vice-versa", contou Luis Orlando Pereira que nasceu em Oberá, mais para o centro da Província mas chegou na cidade com três meses. Há dificuldades de contato com o Brasil embora haja uma balsa entre El Soberbio e Porto Soberbo que é parte do município de Tiradentes do Sul. O problema é que há anos não funcionam órgãos brasileiros de controle de fronteira como Receita e Polícia Federal. Isso significa que quem entra no Brasil estará ilegal até chegar a cidades como Dionísio Cerquera (SC) ou Ijuí (RS).

Do lado argentino estão todos os órgãos e a entrada tem controle. O prefeito Roque Soboszinski que veio conversar com os jornalistas falou sobre grandes expectativas para saia uma ponte entre El Soberbio e Porto Soberbo. "Esta é a parte mais estreita do rio Uruguai", disse o perfeito que pertence a uma associação de prefeitos da fronteira Misiones-RS (CODEIM). Outra aposta segundo o prefeito é a provável inauguração da pista de pouso com uma infraestrutura mínima aeroportuária até julho deste ano. "O terreno já está aplanado, a brita já está no local. Só falta espalhar a brita e asfaltar", disse o diretor de Turismo de Soberbo Victor Motta. As permissões estão concedidas para que aeronaves de até nove passageiros operem na pista do futuro aeroporto. A parte mais difícil já está resolvida: o avião já existe e pertence a mesma empresa que opera a van colocada em serviço em março (2023)             

Prefeito Roque Soboszinski - um prefeito que recebe um famtour é raro



Algumas comunidades da galera área fazem treinamento de visualização de voo em terra. Aqui visualizo a pista de pouso que tomará conta desta "tierra colorada" (terra vermelha). Na prática inaugurei a pista.


Van que faz o trajeto diário entre Puerto Iguazu e El Soberbio na frente do Centro de Visitantes; Igressos ao Parque e Tickets para o barco se compram aqui 

N O T A S 

Acesso super fácil a tudo que tem em El Soberbio 


* "Nos anos secos a visibilidade dos saltos é superior a 50% dos dias do ano", disse Natanael Villada, do Centro de Informações Turísticas  

** Seguirão "escritos" sobre:


Confira reportagens dos colegas que participaram do PressTrip:

Katya Santos Programa Foz Mulher Foz TV
Silvana Canal - Silvana Canal Mkt
Ronildo Pimentel - Cabeza de Vaca
Adilson Borges no Instagram






domingo, 9 de abril de 2023

Crucero del Norte: Uma linha de ônibus entre Puerto Iguazu e os Saltos Moconá

As duas vans em viagem inaugural em março na área de influência da floresta misionera (Mata Atlântica)  já chegando aos saltos


Uma linha de ônibus direta entre o Terminal (Rodoviária) de Puerto Iguazu e o Salto Moconá foi inaugurada na sexta-feiram 24 de março. Na manhã daquela sexta-feira, partiram duas "Super Vans", com as cores da Crucero del Norte com capacidade para 19 passageiros, cada van, em direção ao Município de El Soberbio, Misiones, onde está o Parque Provincial de Moconá parte da Reserva da Biosfera Yaboti. A grande atração do Parque Provincial Moconá são os Saltos do Moconá, na fronteira entre Misiones (RA) e Rio Grande do Sul (BR), onde no lado brasileiro o salto é chamada de Yucumã protegida pelo Parque Estadual do Turvo. Desde então, o serviço parte diariamente às 7h da manhã e retorna às 15h.


Foto Reprodução. Até 25 de abril terei fotos do Blog

O bilhete é comprado no guiché da empresa Cruzero del Norte e custa 6 mil pesos argentinos, ida e volta. Só ida é 3 mil pesos. "Não é uma excursão guiada", explicou Patricia Durán, presidente do Iguazu Convention Bureau, elogiando que a linha de ônibus facilita a vida do visitante chegando primeiramente à rodoviária de El Soberbio e seguindo para a entrada do Parque Provincial.

Reforçando:

* Preço da passagem: Ida 3 mil pesos (R$ 71,49 ) ou 6 mil pesos argentinos ida e volta (R$ 142,98)

* Entrada no Parque Provincial Moconá: Mil pesos argentinos (R$ 23,83)

* Passeio de lancha para ver os saltos: 5.300 pesos para estrangeiros (R$ 123,30)

* Passagens à venda: Guichê da Crucero del Norte, Rodoviária Puerto Iguazu

* Telefone para reserva: 3757 673396 no Guichê

Obs: os preços e o câmbio podem variar
Compartilhamos a informação oficial extra do Parque Provincial sobre os Saltos do Moconá, Abaixo:

Clique sobre a imagem para ampliar e ler. Informações importantes 
Site para informação: O passeio está habilitado ou não? 


sábado, 18 de fevereiro de 2023

A Igreja de San Ignacio Guazu e a Plaza Mayor: fotos com legendas


A Igreja Original de San Ignacio Guazu construída pelos Jesuítas*

A primeira igreja construída na primeira Redução Jesuítica fundada em 1609 tinha uma arquitetura muito diferente de todas as que foram construídas como parte dos 30 Povos das Missões. É a construção que aparece na primeira foto (acima). A igreja ficava no pátio do que hoje é o Museu Diocesano e antes era o Colégio dos Jesuítas. Ela foi demolida em 1917. Toda a riqueza de obras preservadas no Museu Diocesasno estava nesta igreja. Antes da demolição, os moradores da cidade levaram as obras para suas casas e cuidaram delas até que a volta dos jesuítas e o início do museu. 

...Tudo que restou da antiga igreja preservado neste quadrado no pátio do atual Museu Diocesano onde estava localizada a primeira igreja 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Visitando o Museu Diocesano de San Ignacio Guazu, Misiones, Paraguai

O museu Dicesano de San Ignacio Guazu pertence à Diocese de San Juan Bautista Misiones e Ñeembucu e é operado pelos Jesuítas   

Esta postagem não é exatamente sobre a história do museu ou da antiga Redução Jesuítica Guarani de San Ignacio Guazu, a primeira das missões organizada em território espanhol sob o comando da Companhia de Jesus, ou seja a Província Jesuíta na Bacia do Prata. 
A postagem é sobre a experiência da viagem que fiz em busca de dados para uma "expedição" à cidade no mês de abril durante a Procissão da Sexta Feira da Paixão que parte da capela do distrito (sentido brasileiro) de Tañarandy até a Igreja San Ignacio de Loyola no centro da cidade.

Visitando o Museo Semblanzas de Héroes de San Ignacio Guazu

Uma cruz dos anos 1930 que marcava sepulturas de soldados
 paraguaios na Guerra do Chaco

O "Museo  Semblanzas de Héroes" pertence à Municipalidade de San Ignacio Guazu e funciona no prédio construído pelos jesuítas onde funcionou a moradia dos guarani residentes. A palavra "semblanza" parece significar semblante porém um sentido mais apropriado é o de retrato. "Retratos de Heróis". Vou consultar um dicionário. É um museu dedicado à preservação da memória de duas das guerras em que o Paraguai esteve envolvido. Boa parte do material em exposição é dedicado à Guerra do Chaco (1932 - 1935) entre Paraguai e Bolívia originada por disputas de território no Chaco Boreal ou Chaco do Norte. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Uma lenda do arco-íris (do folclore argentino)


Sete borboletas viviam há muito tempo no coração da selva de Corrientes. Cada uma exibia uma cor diferente, toda sua.

Todos os seres da selva se encantavam com a beleza das cores que ao voarem refletiam na folhagem verde.
Um dia, uma das borboletas foi ferida fatalmente por um longo espinho. As outras seis dispostas a terem a colega de volta se ofereceram a fazer qualquer sacrifício. Então ouviram uma voz que lhes disse:
- Estão dispostas a morrer para continuarem juntas? Todas disseram que sim.
Do nada o céu escureceu, uma tempestade com vento forte e chuva se abateu sobre a floresta e um redemoinho envolveu as sete borboletas amigas levando-as ao mundo sem fim.
Quando a tempestade passou e a calma voltou, o sol voltou a brilhar como nunca antes ao mesmo tempo em que um estranho arco luminoso apareceu no céu, formado pelas sete cores de cada borboleta. Com o passar do tempo o arco ganhou o nome de arco-íris das sete cores em homenagem às sete borboletas.
Nota:
Lembre que até 1881, não existia Província de Misiones onde estão as Cataratas do Iguaçu. Tudo era Corrientes. A foto foi publicada na página do Macuco Safari. Até hoje ninguém conseguiu atravessar o arco-íris.

Guaranime

O texto en guarani é uma tradução Google e é um teste em publicado em homenagem ao encontro dos dois lados da Ponte da Integração entre Brasil e Paraguai ou seja Foz do Iguaçu e Ciudad Presidente Franco ou ainda entre os bairros do Porto Meira e Tres Fronteras. Pode avaliar ou ajustar a tradução?

Peteĩ leyenda del arco iris (folklore argentino-gui)

Siete mariposa oikove ymaite guive ka’aguy Corrientes korasõme. Káda uno oreko vaʼekue peteĩ kolór idiferénteva, haʼekuéra voi. 

Mayma tekove ka’aguýpegua oñembopy’arory umi sa’y porãite oveve jave ojehechaukáva umi hogue hovy’asývape. 

Peteĩ ára, peteĩva umi mariposa ojekutu vaieterei peteĩ ñuatĩ puku rupi. Umi ambue seis oĩva dispuesto oreko jey haĝua ikolega oñekuave’ẽ haĝua ojapo haĝua oimeraẽ sacrificio. Upéi ohendu hikuái peteĩ ñeʼẽ heʼíva chupekuéra: 

- Reimepa dispuesto remano hagua repyta hagua oñondive? Opavave he’i heẽ. 

Moõguivéntema yvága iñypytũ, peteĩ tormenta yvytu hatã ha ama reheve oity pe ka’aguy ha peteĩ remolino omboty umi siete mariposa angirũ ogueraháva chupekuéra pe mundo opa’ỹvape. 

Ohasávo pe tormenta ha ou jeývo py’aguapy, pe kuarahy omimbi araka’eve ndojehecháivaicha ha al mismo tiempo ojekuaa peteĩ arco luminoso extraño yvágape, oñeformava’ekue umi siete color káda mariposa-gui. Ohasávo pe tiémpo, pe arco oñembohéra pe arco iris de siete kolór oñemombaʼeguasu hag̃ua umi siete mariposa.

Nota
Ñanemandu’ava’erâ ary 1881 peve, ndaiporihague Provincia de Misiones oîhápe Cataratas del Iguazu. Opa mba’e ha’e va’ekue Corrientes. Ko ta'anga oñemoherakuã página Macuco Safari-pe. Ko'ágã peve avave ndohupytýi ohasa haguã arco iris. 

***
 


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Argentina lança Circuito Integrado para Observação de Aves



Não tem nada a ver com futebol mas a Argentina marcou um gol e tanto, turisticamente falando. Agora no finalzinho de outubro aconteceu a Feira Internacional de Turismo (FIT) em Buenos Aires. Uma das feiras mais importantes da América Latina. Na feira, as autoridades do turismo anunciaram um programa especializado para o mercado de observação de aves: "Argentina en 24 días".  O pacote dura 24 dias. O cliente poderá observar aves em quatro províncias argentinas: Salta (Norte), Terra do Fogo(Sul), Misiones *(Nordeste) e Corrientes (Litoral*). O circuito une "os serviços profissionais  de operadores especializados neste produto", segundo o Misiones on Line.