quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Esclarecimento: O documento DTVF não se limita à travessia da Ponte da Integração



 


Esta "Carteira" de Registro Nacional Migratório é o DTVF que o Brasil fornece a paraguaios, argentinos, uruguaios. Ela se diferencia da Carteira de Imigrante Nacional por que no canto está escrito "FRONTEIRIÇO".

O documento que o Paraguai dá para brasileiros pode ter outro design mas é um DTVF. É uma triste casualidade que seu lançamento esteja ligado associado à autorização para atravessar a Ponte da Integração. O DTVF ou no Brasil o CRNM-Fronteiriço vem sendo discutido desde 2010 com a Argentina quando foi assinado o ACORDO BRASIL - ARGENTINA SOBRE LOCALIDADES FRONTEIRIÇAS VINCULADAS. O acordo era então bilateral. Agora é do Mercosul.
O conceito-chave é: "localidades vinculadas".
Com o Paraguai o Acordo Brasil-Paraguai sobre Localidades Vinculadadas foi assinado em 2017 em Bento Gonçalves, RS. O Paraguai aprovou por lei a facilitação do trânsito fronteiriço entre as cidades vinculadas em 2024. Mas, só em 2026 pela Resolução / Resolución n.° 496/2026 da Dirección Nacional de Migraciones (DNM), o assunto foi materializado na forma de ordem ou autorização para conceder as "carteirinhas".
Resumindo o DTVF é documento para moradores de localidades fronteriças vincuadas,. Não confunda com "Cidades Gêmeas". Reproduzo a listas das cidades (localidades) vinculadas entre o Paraguai e o Brasil e vice-versa:

A lista:
Aral Moreira - Pedro Juan Caballero/Capitán Bado
Bela Vista - Bella Vista Norte
Caracol - San Carlos del Apa
Coronel Sapucaia - Capitán Bado
Foz do Iguaçu - Ciudad del Este/Puerto Presidente Franco/Hernandarias (Mingá Guazu tampouco)
Guaíra/Mundo Novo - Saltos del Guairá
Japorã - Saltos del Guairá
Paranhos - Ypehú
Ponta Porã - Pedro Juan Caballero
Porto Murtinho - Carmelo Peralta/San Lázaro
Santa Helena - Puerto Indio
Sete Quedas - Corpus Christi.
Atenção: Residentes de Puerto Iguazu: Puerto Iguazu e Presidente Franco são localidades vinculadas. Ciudad del Este e Puerto Iguazú não são. A vinculação Puerto Iguazú - Franco seria unicamente para quem usa a balsa? Ou pode transitar por Foz para acessar a Ponte? Há possibilidade de negociação.
Vai haver muita confusão ainda. É uma nova burocracia. As autoridades podem ter um pouco de preguiça ou indisposição pois possivelmente aumentou o trabalho mas não aumentou a estrutura. Quem residir em qualquer uma das localidades da lista pode ir se espertando para conseguir sua "carteira".
Toda a burocracia e despesas foram aprovadas por Asunción, Buenos Aires, Brasília e Montevidéu. A lista de benefícios para os portadores do documento é grande vale a pena conhecer e levar a sério! Conheça o Decreto 11.859 de 26 de dezembro de 26 de 2023 que promulgou o Acordo no Brasil.

Revolução na TRIFRON: Os viadutos da fronteira Argentina-Brasil-Paraguai

Os moradores da Área 1 não querem

Os viadutos parecem não ser o maior orgulho do povo de Foz do Iguaçu. Até pouco trempo contávamos nos dedos de uma mão os viadutos locais: Viaduto da Avenida Tancredo Neves, depois Viaduto da Avenida Paraná, Viaduto de Três Lagoas, Viaduto da Avenida Costa e Silva. Esqueci algum? Depois das obras da Segunda Ponte,  Perimetral Norte e Mltiplicação da BR-469 antiga Rodovia das Cataratas, a gente se perdeu. Quantos mesmo? Todos os viadutos estão ligados às BRs e assim sendo causam dor de cabeça para as comunidades em várias áreas: comunicação, transporte local, trauma nos investimentos naqueles casos em que o viaduto se impõe à passagem; Exemplo os viadutos na vizinhança de grandes hotéis.  Mas logo virão um viaduto unndo a Beira Foz com o Jardim Jupira e algo no acesso ao CTG Charrúa.

No lado paraguaio, a família dos viadutos está crescendo. Há o viaduto do KM4 que se eleva por cima da Supercarretera Hernanadárias-Franco. Há o do KM 7 e liga importates bairros como o Ciudad Nueva (Cidade Nova) à esquerda e a acesso à Universidad Nacional del Este. Um cruzamento prinicipal liga a Avenida Júlio César Riquelme  e a Avenida Perú. Elogio especial para a passagem de pedestres e bicicletas, peqenas motos no nível do viaduto. Nota 10 ao projeto. Fico devendo fotos do Viaduto no KM 10. Abaixo vão imagens com legendas de viadutos na fronteira (Foz, CDE). Podem aparecer fotos de outros temas com ligação à infraestrutura humano-urbana. O que é humano-urbana? Ver nota lá em baixo!

Viaduto na altura do Remanso Grande ligando as duas vias marginais na BR-469. Na minhão "opinião" daqueles lugares em qe os investidores foram prejudicados. Incentivo à claustrofobia  

Na minha opinião e opinião não científica, este trecho foi uma ordem de despejo da Natureza com deportação do horizonte   

A placa diz que está havendo uma "refuncionalización" vial e urbana
. DEtalhe na próxima foto

Refuncionalización - aí esta uma palavra a aprender: refuncionalização. É mais que reforma. É atualizar a função da obra. A obra é financiada pela Itaipu Binacional / Ministério de Obras Públicas y Comunicación . Note que há uma Fundación Acacia responsável pelo toque da humanização na estrutura urbano-humana.    



Movimento pesado às 07h30

Fila no viaduto e não engarrafamento

De baixo do viaduto: obras
Há pelo menos três anos atravesso por baixo do viaduto todas as semanas. Era precária a travessia. Muita gente se arriscando. Mas tudo está mudando. Estão sendo colocadas muretas para aumentar a segurança de pedestres e passageitros de mototáxis
Detalhe 
Mais proteção chegando

KM 4 CDE

Foz: Viaduto para acessar nova estrutura de fronteira. Não habilitado ainda. Funcionamento tumultuado no dia 6 de setembro (2026)

Avenida Marginal da Ruta 2 no KM 7

A passagem sobre a Ruta 2 conectando a Avenida Perú com a área da Avenida Júlio César Riquelme 

Banheiros em CDE
Na Ruta 2 - trecho entre o trevo da Monalisa em direção ao Shopping Oasis há vários banheiros públicos femininos e masculinos com placas que dizem "Baño habilitado". Pode acreditar: estão em funcionamento e são gratuitos. Há uma pessoa na entrada  que atende bem, e avisa que o uso é gratuito. É bancado pela Prefeitura - Governo Municipal.   


A Cidade Nova de CDE (Foz oguereko peteĩ Cidade Nova avei)

Os moradores têm orgulho do bairro: Yo❤️Ciudad Nueva


Um chipa com café espumoso (Não sei o nome) na lanchonete de um posto ainda na Avenida Perú

Na praça principal do bairro Ciudad Nueva encontrei um empreendedor por trás desta placa que oferece conserto de calçados em geral. Conversei com ele e vi suas ferramentas. Me admirei em rever um "pé de ferro".   



terça-feira, 15 de setembro de 2026

Foz do Iguaçu celebra 400 anos das Missões Jesuíticas com festival internacional

 

Foz do Iguaçu será palco, nos dias 7 e 8 de novembro, de uma grande celebração pelos 400 anos da Missão Jesuítica Santa María del Iguazú, marco histórico ligado à formação cultural da região das Três Fronteiras.

O evento será realizado no Mercado Público Barrageiro e reunirá pesquisadores, artistas, músicos, representantes religiosos, lideranças indígenas, universidades, gestores públicos e comunidades ligadas ao patrimônio missioneiro.

Promovido pela Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo do Paraná (ABRAJET-PR), o Festival Missioneiro pretende transformar a celebração dos quatro séculos em um movimento de valorização da memória, da cultura e da identidade dos povos, conectando Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai por meio da história, música, gastronomia e turismo.

A iniciativa integra Foz do Iguaçu ao movimento internacional dos 30 Povos Missioneiros e busca valorizar o legado artístico, espiritual e cultural do chamado Barroco Jesuítico-Guarani.

Uma história que atravessa quatro séculos

Fundada em 1626 na região trinacional, a Missão Jesuítica Santa María del Iguazú faz parte de um importante capítulo da história da América do Sul. Sua trajetória se relaciona com outras reduções jesuíticas, incluindo San Nicolau do Piratini e São Francisco Xavier, no Rio Grande do Sul.

Para o pesquisador, escritor e jornalista Jackson Lima, mentor da proposta de transformar os 400 anos da missão em uma grande celebração em Foz do Iguaçu, a data representa uma oportunidade de reconhecer a história como patrimônio vivo.

“Celebrar os 400 anos de Santa María del Iguazú é muito mais do que lembrar uma data. É reconhecer uma história que pertence a toda a região e que ainda está presente na nossa cultura, na música, na espiritualidade, na gastronomia e na identidade dos povos das Três Fronteiras”, afirmou.

Segundo Lima, a intenção também é aproximar as novas gerações desse patrimônio e ampliar sua presença nas áreas de cultura, educação e turismo.

Cultura, gastronomia e experiências missioneiras

Durante os dois dias de programação, o público poderá conhecer uma série de atividades inspiradas no universo missioneiro.

A Feira Cultural e Gastronômica Missioneira deverá reunir artesanato tradicional indígena, produtos dos territórios dos 30 Povos Missioneiros, gastronomia típica dos quatro países e manifestações artísticas relacionadas às Missões Jesuíticas.

Também estão previstas exposições de instrumentos barrocos, peças artísticas e espaços interativos dedicados à história e ao patrimônio missioneiro.

A programação artística contará com grupos de dança tradicional do Brasil, Argentina e Paraguai, corais comunitários e religiosos, intervenções musicais barroco-guaranis, espetáculos temáticos e performances inspiradas na cultura jesuítico-guarani.

Seminário internacional

Outro destaque será o Seminário Internacional sobre as Missões Jesuíticas, que deverá reunir pesquisadores, historiadores, arqueólogos, gestores públicos, lideranças indígenas, representantes religiosos, universidades e instituições culturais.

Entre os temas estão a história das Missões Jesuíticas, turismo cultural e religioso, patrimônio histórico, espiritualidade, identidade missioneira, preservação da memória e desenvolvimento regional por meio do turismo cultural.

A proposta é estimular o debate sobre formas de transformar o patrimônio histórico em instrumento de educação, integração regional e desenvolvimento sustentável. 

Orquestra e Coral da Capela Musical de San Ignacio Guazú, Misiones, Paraguai
 se apresentou nas Cataratas do Iguaçu em 2025 aunda faltava um ano para os 400 anos da fundação da Missão Santa Maria La Mayor (Foto Jackson Lima)


Música barroca jesuítico-guarani

Um dos momentos especiais da celebração será a apresentação da Orquestra e Coral Barroco-Jesuíta Guarani, projeto que reúne músicos eruditos convidados, artistas locais, músicos indígenas e coral missioneiro.

A proposta é levar a música para além do palco principal, com apresentações em espaços e atrativos turísticos que possuem conexão histórica, cultural ou simbólica com a região.

Segundo a presidente da ABRAJET-PR, Silvana Canal, a iniciativa também reforça a possibilidade de integrar cultura, natureza, gastronomia e lazer nos roteiros turísticos da região trinacional.

Integração entre quatro países

A presença jesuítica deixou marcas na arquitetura, música, espiritualidade, costumes, artesanato e organização social dos territórios que integram o universo missioneiro.

Por isso, a celebração dos 400 anos também busca fortalecer a integração entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, estimulando novas conexões entre destinos, roteiros e comunidades.

A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar a visibilidade de Foz do Iguaçu no turismo histórico, cultural e religioso, criando novas experiências que possam complementar os tradicionais atrativos naturais do município.

Turismo e economia criativa

Texto: Silvana Canal Marketing & Assessoria