by Bairronauta
Não é raro encontrar outdoors divulgando colégios, cursos preparativos e escolas que conseguiram fazer seus alunos serem aprovados para o ensino superior em universidades públicas ou privadas. É mais raro ver a mesma coisa acontecer com colégios estaduais. A placa acima localizada na esquina das avenidas Jules Rimet e Argentina é parte dessa excepcionalidade que deve, pouco a pouco, ser normal.
O Colégio Estadual Bartolomeu Mitre que comemora 90 anos põe-se em pé de igualdade e anuncia que mais de 17 estudantes foram aprovados para cursos em universidades públicas. Destaque para três alunas aprovadas para os cursos de Medicina, Direito e Engenharia Ambiental. O colégio bate no peito, enche a boca e diz: Ensino Público de Qualidade. Isso em uma época em que há tanto esforço para desmoralizar o ensino público.
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domingo, 2 de abril de 2017
quinta-feira, 13 de março de 2008
Portunhol de chinês da Tríplice Fronteira
Você acaba de chegar na Tríplice Fronteira. Tríplice Fronteira é um termo que eu evito porque, graças, à imposição policial mundial, esse termo está associado ao trambique internacional - isso quando se está falando bem. Quando é para aumentar lenha à fogueira da confusão, Tríplice Fonteira está associada a todas as espécies de pecados desde o terrorismo, à lavagem de dinheiro, contrabando, descaminho, tráfico de pessoas e o que você quiser imaginar. Mas isso é problema de polícia.
Eu quero falar de coisa bem mais leve. Agorinha eu lhe apresento o portunhol chinês. Sempre existiu o portunhol brasileiro-argentino, o argentino-brasileiro, brasileiro-paraguaio e assim sucessivamente segundo a fronteira. Mas agora, recentemente, acabamos de acrescentar à lista da variedade lingüística, o "portunhol sino-brasileiro-paraguaio-altavista-babelfishian-espanhol". Quer dizer é o portunhol utilizado por chineses de Ciudad del Este, utilizando programas de tradução como o - Babel Fish da Alta Vista. O resultado é o que você tem o privilégio de ler no Outdoor ou placa ao ar livre, acima.
Para piorar as coisas, quem fez a placa é possivelmente um brasileiro iguaçuense falante de portunhol. No fim, não deixa de ser uma obra de arte! O argentino querendo dizer " eu conheço o Brasil" diz "eu conhóiço o Brasil", o brasileiro portunhol-falante diz "io coneço la Argentina".
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