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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Documentos de Cartório sobre a venda das Terras de Jesús Val para o Governo do Paraná

O Blog de Foz compartilha a história desses documentos tão importantes para a história do Parque Nacional do Iguaçu, de Foz do Iguaçu , do Paraná e do Brasil. Clique nas fotos para ampliar.

Jesús Val designa o Doutor solicitador* Antonio Joaquim Alves como seu procurador




Em 2003 viajei a Curitiba em uma  jornada de pesquisa e levantamento de documentos sobre Jesus Val, um ser que sumiu da história de Foz do Iguaçu e das Três Fronteiras. Em Foz ainda é lembrado pejorativamente. Em Puerto Iguazú nem isso. Um personagem influente nos primeiros passos do turismo. Nas Três Fronteiras, Jesus Val foi ativo tanto no lado argentino como no lado brasileiro. Ele é citado em diversos registros de expedições como sendo o homem que organizava as incursões até as Cataratas por terra e por rio.

Ele foi trazido para a fronteira por Leandro Arrechea parte de um dos grupos empresariais que controlavam a navegação fluvial no trecho Posadas, Argentina e Porto Mendes, Brasil. As empresas transportavam cargas e passageiros na direção Posadas-Porto Mendes e no retorno embarcavam erva-mate até Posadas onde a carga era transbordada para seguir viagem a Buenos Aires. Arrechea, que além de agente de navegação, empresário, representante da Lei, construiu o primeiro estabelecimento hoteleiro.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

De onde vêm os visitantes do Parque Nacional do Iguaçu - Cataratas



Em 2016, O Parque Nacional do Iguaçu recebeu 1.560.792 visitantes que tinham como destino as Cataratas do Iguaçu. Eles vieram de 167 países. Porém o número exato de países pode ser maior porque aparece na lista um item chamado “outros países” que contribuiu com 1.390 pessoas para a lista de visitação. Esse “outros países” pode ser bem complexo em época de refugiados pois há de tudo quando o assunto é nacionalidade. A maioria absoluta de visitantes das Cataratas é de brasileiros, 819,492 seguido pela Argentina com 333.355. O terceiro lugar no número de visitantes vai para o Paraguai com 51.306. Depois, em quarto lugar vem a França. A lista é muito interessante e lhe dá uma ideia da dimensão do turismo local. Os números falam da quantidade de  de pessoas que passaram pelo Centro de Visitantes do Parque Nacional com destino às Cataratas. Não é o número dos visitantes que desembarcaram em Foz do Iguaçu. Muito mais do que 54 mil paraguaios entram em Foz do Iguaçu com destino a outros centros brasileiros (como praias no verão) com pernoite ou sem pernoite em Foz do Iguaçu e sem ir às Cataratas. Confira: 

domingo, 22 de novembro de 2015

Comitiva dos Parques Nacionais Iguaçu / Iguazu visitam parque transfronteiriço na Europa


A Porta do Mezio recebeu a visita de uma comitiva do Parque Nacional de Iguaçu (Brasil), Parque Nacional de Iguazú (Argentina) e da WWF Brasil que veio a Portugal para conhecer realidades de parques transfronteiriços europeus.

Esta delegação, que envolve os directores dos dois Parques Nacionais, técnicos dos parques, do WWF e de outras entidades, demonstrou particular interesse na visita ao PNPG/PNBL-SX para conhecer o projecto Valor Gerês-Xures.

A Câmara Municipal, a ARDAL e a ADERE-PG apoiaram a organização desta visita que teve como objetivo a partilha de experiências e conhecimentos na Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés (Parque Nacional da Peneda-Gerês e Parque Natural Baixa Limia-Serra do Xurés), tendo marcado presença nesta recepção os Presidentes das Câmaras dos cinco Municípios do PNPG (ou os seus representantes), elementos da CCDR Norte, CIM Alto Minho, ICNF - Instituto de Conservação da Natureza e Floresta e EUROPARC - Federação Europeia de Parques Nacionais e Naturais.

Coube ao Presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, dar as boas-vindas a esta delegação e explicar a importância do trabalho de cooperação que tem vindo a ser desenvolvido entre o PNPG e o PNBLSX.

Segundo a EUROPARC, esta recepção “muito contribuiu para a avaliação positiva da visita e sobretudo para a expectativa de um trabalho conjunto no futuro entre os quatro países/parques.” Nota e foto originais no Correio do Minho

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Conferindo o Espaço da Memória do Parque Nacional do Iguaçu

Salão principal da Mostra  (Fotos Enio Jorge Job)
Esta postagem é antiga e só foi liberada agora. Trata-se da inauguração do Espaço da Memória do Parque Nacional do Iguaçu inaugurado oficialmente no dia 9 de janeiro de 2015, na véspera do aniversário oficial da canetada do presidente Getulio Vargas que criou o Parque Nacional do Iguaçu em janeiro de 1939. No Espaço, há uma série de fotografias que destacam moradores de Foz do Iguaçu em visita às Cataratas – um ato que na época incluía a possibilidade de tomar banho nas Cataratas – especialmente no degrau intermediário do Salto Floriano aquele onde hoje existe a passarela. 
A beleza e a qualidade das fotos bem como da organização, edição e escolha só têm a falar bem da iniciativa. Além de fotos, a mostra tem ainda móveis antigos, sofás, cadeiras, escrivaninhas de madeira de lei daquelas que hoje, época de maneira prensada e compensada, não existe mais. 
Em uma daquelas cadeiras, embora ninguém saiba qual, Getulio Vargas sentou-se. O Espaço mostra também alguns documentos importantes. Em um deles se pode ver um dos atos pioneiros para fixar tarifas de visitação ao Parque em 1970.

Eu, Jackson Lima. fazendo o que mais gosto: conferindo "histórias"
Visão Geral do Espaço Memória do Parque Nacional do Iguaçu
Uma das regras é que a permanência máxima dentro do Parque Nacional do Iguaçu era de sete dias. Os visitantes ficavam em casas e cabanas do Parque que na época estava ligado ao Ministério da Agricultura. Os preços detalhavam o que se cobrava por veículo e por   caminhão além de ditar preços pelo uso das antigas churrasqueiras demolidas entre 1997 e 1999.

A direção do Parque Nacional do Iguaçu, é merecedora do reconhecimento de todos neste sentido. Há tempo o Parque clamava um espaço onde o visitante um pouco mais exigente tivesse informações sobre o passado e a história do Parque, da cidade e do entorno. Que a mostra continue crescendo.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Liminar Histórica que fechou o PNI para o Transporte por Carros do Turismo local

O Parque Nacional do Iguaçú, no Paraná, possui cerca de 185.262,5 mil hectares de exuberante natureza e abriga um grande número de animais em risco de extinção. Após denúncias de descumprimento do plano de manejo, atropelamento de animais – recentemente o de uma onça pintada (se estima que existem nove delas no parque), em fevereiro de 2011 o Instituto Justiça Ambiental – IJA ingressou com ação civil pública contra o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – Icmbio, órgão federal responsável pela unidade de conservação.O Juiz Rony Ferreira, da Vara Federal de Iguaçú, Paraná, deferiu liminares na ação movida pelo IJA determinando limitações ao transporte de turistas que frequentam hotel situado no parque; a instalação de controladores eletrônicos de velocidade nos acessos; a criação de mecanismo de controle de velocidade para os ônibus da Concessionária contratada para o transporte e estipulando multa diária por eventual descumprimento das liminares.
Leia a decisão na íntegra:
AÇÃO CIVIL PÚBLICA Nº 5000872-38.2011.404.7002/PR
AUTOR
:
INSTITUTO JUSTIÇA AMBIENTAL (IJA)
ADVOGADO
:
CRISTIANO DE SOUZA LIMA PACHECO
RÉU
:
INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE – ICMBIO
MPF
:
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
DECISÃO (liminar/antecipação da tutela)
1) RELATÓRIO
Trata-se de ação civil pública inicialmente proposta pelo Instituto Justiça Ambiental (IJA), que posteriormente pediu desistência, sendo sucedido pelo MPF, nos termos do artigo 5º, §3º, da Lei 7347/85.
Requer-se liminar para substituição das placas de limite de velocidade existentes no Parque Nacional do Iguaçu por outras que indiquem o limite de velocidade previsto no Plano de Manejo (alegando a petição inicial ser 40 km/h), bem como a instalação de controladores eletrônicos de velocidade. Requer-se, ainda, seja impedida a entrada de veículos no parque, excetuados apenas os da Concessionária Cataratas S/A ou aqueles expressamente autorizados.
Postula-se também a condenação da ré ao pagamento de indenização pelos danos ambientais irreversíveis já ocasionados, no montante de R$ 50.000,00, bem como ao cumprimento de obrigação de fazer, consistente no fornecimento de educação ambiental para os freqüentadores do Parque.
Alega-se, como fundamento à pretensão, que a inobservância ao Plano de Manejo tem causado danos ambientais no Parque Nacional do Iguaçu, mais precisamente a morte sistemática de diversas espécies de animais, em virtude de atropelamento.
Foi realizada audiência de tentativa de conciliação, oportunidade em que se deliberou pela suspensão do processo por 90 (noventa) dias, a fim de que as partes analisassem propostas tendentes ao ajustamento de conduta (evento 13).
Decorrido o prazo fixado, a autora requereu o deferimento da liminar e o regular andamento do feito (evento 22). O ICMBio noticiou a abertura de processo administrativo objetivando a elaboração de proposta conjunta e requereu a prorrogação do prazo por 15 (quinze) dias, para conclusão do referido processo (evento 24).
Por despacho proferido no evento 32 foi determinada a juntada de documentos pelo ICMBio.
O ICMBio juntou o Plano de Manejo do Parque Nacional do Iguaçu e requereu designação de nova audiência de tentativa de conciliação (evento 36).
Realizada nova audiência, restou deferida a suspensão do processo por mais 15 (quinze) dias, a fim de se aguardar a publicação de Instrução Normativa regulamentando o ingresso de veículos no Parque Nacional (evento 53).
Decorrido o prazo fixado sem que houvesse a publicação da instrução normativa em questão, foi determinada a intimação do ICMBio (evento 59).
O ICMBio asseverou não se encontrarem presentes nenhum dos requisitos necessários à concessão da liminar, razão pela qual requereu seu indeferimento (evento 63).
A seguir, veio o processo concluso para apreciação do pedido de liminar.
2) FUNDAMENTAÇÃO
Inicialmente, justifico a demora em apreciar o pedido liminar por estar aguardando a publicação da Instrução Normativa anunciada pelo ICMBio na última audiência realizada e na petição do evento 63, o que até agora não ocorreu.
Sendo assim, passo ao exame do pedido de liminar.
O Parque Nacional do Iguaçu possui cerca de 185.262,5 mil hectares.
Desses, cerca de 03% (três por cento) representam o complexo de visitação pública (Cataratas do Iguaçu, Hotel e outros passeios disponibilizados aos visitantes).
Não se insurge a Autora contra a existência do Hotel no interior do Parque ou contra os serviços e passeios disponibilizados aos visitantes.
Insurge-se, baseada no Plano de Manejo do Parque Nacional do Iguaçu, tão somente contra o ingresso de alguns veículos no interior do Parque e contra a falta de mecanismos capazes de coibir excessos de velocidade, pois isso estaria colocando em risco animais do ecossistema do Parque Nacional do Iguaçu, citando a título de exemplo o atropelamento com morte de uma onça pintada.
Os pedidos são esses:
a) Imediata remoção das placas de limite de velocidade equivocadas (50 km/h e 60 km/h);
b) Instalação, no prazo máximo de 30 dias, de placas que informem a velocidade limite prevista no Plano de Manejo (40 km/h);
c) Instalação, no prazo máximo de 60 dias, de controladores eletrônicos de velocidade, devendo os registros de velocidade ser enviados periodicamente ao Ministério Público Federal…;
d) Imediato impedimento de entrada no Parque Nacional do Iguaçu, de qualquer veículo que não seja da concessionária Cataratas S.A. ou expressamente autorizado.
Passo ao exame.
No que tange ao ingresso de veículos no interior do Parque Nacional do Iguaçu, dispõe o Plano de Manejo:
Item 7.4.5.2- Subprograma de Administração e Manutenção, subitem33 – Estabelecer um transporte único para atender as AD (Área de Desenvolvimento) localizadas ao longo da BR-469: ‘Além do transporte coletivo, será permitida na BR 469 a circulação de veículos de serviço do Parque, de seus funcionários e demais credenciados, todos devidamente identificados com adesivo colocado no pára-brisa’.
Em igual sentido o item 7.4.4.2 – Subprograma de Proteção, subitem 17 – Controlar a velocidade na BR 469:
‘Até que sistema de transporte coletivo do Parque seja implantado, estabelecer, junto à entrada, uma campanha alertando aos motoristas dos problemas causados pelo excesso de velocidade, bem como as punições para quem desrespeitar o limite de velocidade’.
Quanto à visitação pública do Parque Nacional, por volta do ano de 2000 o sistema foi licitado, sendo o Primeiro Parque Nacional a adotar um sistema concessionado de visitação pública/turística.
Nesse sentir, pelo que se depreende do Plano de Manejo, bem ainda pelo contrato de concessão do sistema de visitação, após esse o transporte de turistas no interior do Parque parece competir unicamente à Concessionária, mediante sistema de transporte coletivo.
Nada obstante, observa-se que além da Concessionária qualquer Agência de Turismo ou profissionais liberais Taxistas podem ingressar no Parque Nacional com turistas, com qualquer tipo de veículo, estimando-se que atualmente 80% dos turistas que visitam o Parque valham-se do transporte coletivo da Concessionária e o restante valha-se de serviços de outras empresas de Turismo (coletivos e veículos de passeio) e Taxistas.
Embora a concessão do sistema de visitação do Parque Nacional do Iguaçu tenha reduzido consideravelmente a circulação de veículos em seu interior, o crescente número de visitantes está a exigir, hoje mais do que ontem, o enfrentamento do tema, pois o crescente número de visitantes tem feito crescer também a circulação de veículos que não os coletivos da Concessionária, senão vejamos:
Ano 2000 – 767.157 visitantes
Ano 2005 – 1.084.239 visitantes
Ano 2010 – 1.265.765 visitantes
Ano 2011 – 1.394.187 visitantes
Por ser o Parque Nacional do Iguaçu uma unidade de conservação, o Plano de Manejo é o documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos gerais da unidade de conservação, estabelece as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da unidade (Lei 9985, de 18 de julho de 2000).
E da leitura desse, o que se infere, em princípio, é que o transporte dos turistas deve ser feito de forma coletiva e, existindo concessionária para esse fim, é de supor-se competir-lhe tal encargo.
Este Juízo é sensível ao respeitável trabalho exercido por todas as Agências de Turismo e por todos os Taxistas que transportam turistas, e também reconhece sua indiscutível importância para o desenvolvimento econômico de Foz do Iguaçu. Todavia, o uso público do Parque Nacional do Iguaçu, sobretudo em face do crescente número de visitantes, não pode desconsiderar as diretrizes traçadas pela Autoridade Ambiental no Plano de Manejo.
Se o ICMBio entende que o Plano de Manejo pode ou deve ser revisto/revisado/aperfeiçoado/reinterpretado no que tange à circulação de veículos no interior do PNI deve fazê-lo, mas enquanto isso não ocorre deve observá-lo.
Como disse o ICMBio na manifestação do evento 63, ‘o fluxo de veículos no interior do PNI é uma questão delicada e polêmica…’, mas essa dificuldade não pode impedir que a sociedade discuta e encontre o ponto de equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental.
O próprio ICMBio, na petição do evento 63, informa que em 2009 foram registradas 12 infrações de trânsito; em 2010, 49; e em 2011, 19. Esses números confirmam o risco de dano à fauna do PNI. Presente, pois, o periculum in mora, pois apesar da visitação ser restrita a apenas 3% da área do PNI, é comum a presença de aves, répteis, felinos etc nas imediações da Rodovia que dá acesso às Cataratas.
3) DISPOSITIVO
Ante o exposto, e com base no artigo Art. 84. do Código de Defesa do Consumidor, que dispõe: Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.
a) defiro a liminar para que o transporte de turistas no interior do Parque Nacional do Iguaçu seja feito apenas pela Concessionária. Caberá ao ICMBio, na pessoa do Diretor do Parque Nacional do Iguaçu, fiscalizar o cumprimento, ficando ciente que em caso de descumprimento haverá responsabilização pessoal com multa de R$ 1.000,00 (mil reais) por dia.
Saliento que a presente decisão não traz nenhum gravame econômico ou desequilíbrio econômico ao contrato de concessão, pois do valor do ingresso pago por cada turista parte específica e destacada é destinada ao transporte prestado pela Concessionária.
b) O transporte de turistas hospedados no Hotel existente no Parque, sobretudo em horário não comercial (exemplificativamente, 18:00 às 08:00), deverão ser feitos com observância ao contrato de exploração do Hotel, ficando proibida a entrada – em qualquer hora do dia ou da noite – de outros veículos (empresas de turismo e/ou taxistas) para levar ou buscar hóspedes. Caberá ao ICMBio, por meio do Diretor do Parque Nacional do Iguaçu, fiscalizar o cumprimento, ficando ciente que em caso de descumprimento haverá responsabilização pessoal com multa de R$ 1.000,00 (mil reais) por dia.
c) Também defiro liminar para que o ICMBio, em seis meses após a entrada em vigor da presente decisão, providencie a instalação de controladores eletrônicos de velocidade, devendo os registros de velocidade ser enviados periodicamente ao Ministério Público Federal. Como não houve especificação, por parte da Autora ou do MPF, da forma/modo/modelo de controle eletrônico, fica facultado ao ICMBio a definição daquele que melhor se ajustar à necessidade do PNI. Deverá o Diretor do Parque Nacional do Iguaçu informar nos autos que medida foi adotada em relação a este item. Em caso de descumprimento haverá responsabilização pessoal com multa de R$ 1.000,00 (mil reais) por dia.
d) Determino, ainda, que o ICMBio estabeleça mecanismo de controle de velocidade para os ônibus da Concessionária, devendo avaliar a possibilidade de utilização de tacógrafo para os veículos que eventualmente não disponham desse instrumento. Deverá o Diretor do Parque Nacional do Iguaçu manter registro de toda fiscalização levada a efeito nos tacógrafos para eventual exame pelo MPF. A inobservância a este item importará responsabilização pessoal com multa de R$ 1.000,00 (mil reais) por dia.
e) Considerando que o mal dimensionamento da quantidade de ônibus em operação, em relação ao número de visitantes, é causa que pode propiciar excesso de velocidade, deverá o Diretor do Parque Nacional informar nos autos, até 15 de agosto de 2012, a quantidade de ônibus em operação e quais os critérios utilizados para definir a quantidade de ônibus. A inobservância a este item importará responsabilização pessoal, com multa de R$ 1.000,00 (mil reais) por dia.
f) Fica indeferida a liminar no que tange à remoção das placas de limite de velocidade de 50 km/h e 60 km/h, pois a velocidade limite não é 40 km/h, mas sim 60km, a teor do disposto no item 7.4.5.2 (subitem 34) do Plano de Manejo.
g) E para que o ICMBio, Concessionária e agências de Turismo e Taxistas possam adequar-se, estabeleço que a presente decisão só entrará em vigor em 01 de AGOSTO DE 2012.
Intimem-se. CITE-SE.
Com a contestação, com ou sem preliminares intime-se o MPF para manifestação e, em seguida, registre-se para Sentença.
Providencie a Secretaria a substituição da Parte Autora, haja vista a desistência do Instituto Justiça Ambiental e o ingresso do MPF em seu lugar.
Foz do Iguaçu (PR), 02 de junho de 2012.
Rony Ferreira
Juiz Federal

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Atropelamento de Lagarto no Parque Nacional do Iguaçu

No dia 9 de agosto, morreu um veado  no Parque Nacional do Iguaçu. Repito: faltavam seis dias para a vigência da proibição da entrada de veículos de turismo e táxis no Parque Nacional do Iguaçu. Assim que se confirmou a morte do animal, o responsável pela área de monitoramento do Parque Nacional veio a público e deu a entender que a morte do animal seria culpa desses veículos de turismo. No dia 15 terminou o prazo para a entrada. 

No dia 16, aconteceu a manifestação do pessoal de turismo, cooperativas de transporte, taxistas e outros. O Parque oficialmente se fechou e protestou contra os manifestantes. No outro dia, 17, só os manifestantes protestaram, o Parque Nacional ficou aberto e os turistas puderam ver as Cataratas embora tenha havido sofrimento da parte do turista como mostram as imagens deste vídeo feito pela RPC TV / TV Cataratas afiliadad da Rede Globo no Paraná. As imagens mostram duas turistas uma paulista e outra gaúcha que denunciam que um lagarto foi morto e que o motorista não parou. Ainda no mesmo dia, segundo do protesto, outro animal foi atropelado por um carro que fazia entrega comercial ao Hotel das Cataratas. Foi também um veado. Desses atropelamentos não se fala, exceto os manifestantes. Repito o que tenho dito: o modelo de tudo está errado. É hora de começar a colocar tudo nos trilhos com franqueza, sem censura, transparentemente e com Justiça Social pensando e de maneira economicamente solidária.     








sábado, 28 de julho de 2012

Mudança no Turismo de Foz a partir de 1º de Agosto: será um paraíso ou um purgatório?

Ainda é um quarto escuro. Um voo cego. Ninguém sabe o que vai acontecer na manhã da quarta-feira de 1º de agosto, próximo. Será o primeiro dia da vigência da liminar do Juiz Federal, Rony Ferreira que proibe a entrada de ônibus, microônibus, vans, carros de serviço privado, táxis no Parque Nacional do Iguaçu. No parque não. Pois a entrada a 99% do parque nacional é proibida. Mas às Cataratas do Iguaçu. A partir da data, ônibus dentro do Parque Nacional do Iguaçu levando gente às Cataratas do Iguaçu, somente os que pertencem à empresa concessionária Cataratas do Iguaçu S.A. Assim, atenção operadoras de turismo do Brasil inteiro! Cuidado! O que está acontecendo aqui em Foz do Iguaçu é uma mudança de turismo. O turismo local é de massa e agora será forçado um turismo "eco". 

Meu conselho para todas as operadoras do Brasil é que evitem mandar gente para Foz do Iguaçu nos grandes feriados. Vai ser um inferno no dia 7 de setembro, por exemplo. Se você mandar, clientes eles terão transportes cheios de chilique, não-me-toque, service-privé, VIP somente até o Centro de Visitantes. No centro eles deverão descer do ônibus e enfrentar fila para comprar os tickets. Depois que estiverem com os tickets na mão terão que entrar na fila para embarcar nos ótimos - mas insuficientes - ônibus. Daí será fila para tudo. O que se quer colocar em vigor é o limite de carga ou de suporte. Só entra para ver as Cataratas o que os ônibus puderem transportar. 

Aviso porque que amo a minha cidade de adoção e para mim "turismo é hospitalidade". Não quero ver seus PAX sofrerem. As Cataratas do Iguaçu é parte do paraíso. O purgatório não é aqui.  Tenho a esperança que, passado o período inicial de "estranheza mútua", todo o processo seja equilibrado. O modelito do turismo do Parque Nacional do Iguaçu vai ser testado agora. E o Blog de Foz não vai esconder nada! 


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Bandeira do Patrimônio Mundial nos Céus do Iguaçu

É só para divulgar a logo da Convenção Internacional para a Proteção do Patrimônio Mundial assinada por centenas de países - inclusive o Brasil e cuja bandeira é vista aqui esvoaçando sob os céus do Paraná ao lado da bandeira do Brasil e a bandeira Paranaense. Onde? No Centro de Recepção de Visitantes do Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu. É muito bom ver o símbolo do Patrimônio Mundial exposto para que todos conheçam e saibam identificar.
Aqui está a logomarca completa. O circulo exterior simboliza o Patrimônio Natural que equivale a toda a biosfera com sua imensa diversidade. No interior do círculo se encontra - com aquela forma de seta - o símbolo do Patrimônio Natural que é tudo aquilo que foi construido pela humanidade e representado na Lista do Patriomônio Mundial. Deixe-me só acrescentar que "patrimônio" vem de "pai". Patrimônio é tudo aquilo que é deixado pelo pai para os filhos. Note que a palavra em inglês é "heritage" que quer dizer "herança". Reflexão minha e só para brincar: se o que o pai deixa para os filhos é patrimônio, como se pode chamar o que a mãe deixa para seus descendentes? Resposta: será matrimônio? Viu aí um problema de desvio de palavra na origem! Pense nisso!

sábado, 20 de março de 2010

Domingo, 28 de Março: Um ano da morte da onça do Parque Nacional do Iguaçu

Daqui a uma semana, mais exatamente no domingo dia 28, estaremos "comemorando" um ano da morte daquela onça do Parque Nacional do Iguaçu. E em um ano, nada foi esclarceido. E se foi esclarecido essa informação ficou entre quatro paredes, dividida entre poucas pessoas e isso é, para um profissional da comunicação um crime embora a nossa Constituição Federal não diga que a Informação seja um direito do povo. Quem matou a onça? Quem atropelou o felino do Parque Nacional do Iguaçu? Foi um carro de turismo? Foi um taxista? Foi um carro de alguma concessionária? Foi um carro particular? Foi um carro do Instituto Chico Mendes? Ninguém sabe. Eu protesto contra esse silêncio. E esse silêncio é ruim para a democracia. Em memória, pergunto a quem puder responder: o que aconteceu de verdade? Desculpem-me por lembrar um assunto incômodo!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Turismo de Foz: não piorou mas também não melhorou: números 2008_2009

O Brasil vive um oba-oba celebratório sobre o turismo. Trago aqui os números de 2009 - ano que terminou com um déficit muito grande na conta das viagens internacionais e considerado o pior desde 1947. Os brasileiros gastaram US$ 10,89 bilhões no exterior ao passo que os estrangeiros gastaram no Brasil US$ 5,3 bilhões. A diferença é de US$ 5,59 bilhões. Os números são do Banco Central que prediz que o déficit vai piorar em 2010.
E em Foz do Iguaçu foi só crescimento como nos faz ver o oba-oba celebratório local?

Não. O Parque Nacional do Iguaçu, principal indicador do número de visitantes, passou o milhão de visitantes em 2009. Mas o número foi menor que em 2008. Os números mostram que o ranking dos países que visitaram o Parque Nacional do Iguaçu mudou. O Paraguai passou a ser o terceiro maior emissor de turistas para o Parque Nacional do Iguaçu com 38.304 entradas no PNI. Para mim, 38.304 paraguaios considerando que o Paraguai tem 5 milhões de visitantes e que só a área metropolitana de CDE tem mais de 600 mil é pouco. Isso me faz pensar que já está na hora de dividir os turistas e diferenciar os que entraram no PNI e os que vieram a Foz. A gente recebe muito mais paraguios do que isso. É necessário trabalho para mudar isso.


A Espanha que era o terceiro maior "fornecedor" de gente para o PNI passou para o quarto lugar. Isso é bom ou ruim? Para mim é complicado e até ridículo celebrar essa mudança. Há diferença entre o gasto diário do turista paraguaio e o do turista espanhol? Há estudos sobre isso? Por fim, destaco que o Parque Nacional do Iguaçu recebeu menos visitantes de todas as nacionalidades. Como mostram os números abaixo.

Turistas que entraram no PNI em 2009.
Principais países emissores:


1º - Brasil (523.025) 2º - Argentina (197.641) 3º - Paraguai (38.304) 4º - Espanha (37.609) 5º - Estados Unidos (26.021) 6º - França (25.999) 7º - Alemanha (25.269) 8º - Inglaterra (21.124) 9º - Itália (15.703) 10º - Chile (13.079)

Turistas que entraram no PNI em 2008. Principais países emissores:

1° - Brasil (537.056) 2º - Argentina (204.626) 3º - Espanha (51.835) 4º - Estados Unidos (35.230) 5º - Paraguai (34.981) 6º - França (29.100) 7º - Alemanha (28.455) 8º - Inglaterra (26.213) 9º - Chile (20.586) 10º - Itália (17.260)

Número de Turistas que perdemos por país entre 2008 e 2009 Número de turistas por nacionalidade que deixaram de vir ao PNI em 2009

A lista baseada nos números do PNI mostram a queda de visitantes dos 10 principais emissores. A perda de espanhóis foi maior que a de brasileiros. A lista deve ser entendida como "o número de visitantes a menos" de cada país.

A lista

1º - Brasileiros (14,031), 2º - Argentinos (6,985) 3º - Paraguaios (3.323) 4º - Espanhóis (14,226) 5º - Americanos ( 9,209) 6º - Franceses (3.101) 7º - Alemães (3.156) 8º - Ingleses ( 5,089) 9º - Italianos (1,557) 10º - Chilenos (7,507).

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mais caro para ver as Cataratas

Ver as Cataratas do Iguaçu vai ficar mais caro a partir do dia 8 de dezembro - dia de Nossa Senhora da Conceição. A Portaria de número 366 do ICMBio determinou os novos preços ou custos da “Taxa de Visita ao Parque Nacional do Iguaçu. Indo direto ao assunto, as novas taxas são:

Turista estrangeiro - R$ 38.00
Turista Mercosul - R$ 32.00
Turista Brasileiro - R$ 23.00

Os preços atuais são:

Turista estrangeiro: R$ 21.15
Turista Mercosul: R$ 18.15
Turista brasileiro: R$ 13.65

Mais detalhes no Nota do Turismo

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Parque Nacional do Iguaçu antes da concessão: lembranças II




Esta é a foto número dois de uma 'série' (nada séria) chamada "lembranças". São fotos anteriores ao processo de concessão de áreas em Unidades de Concessão para a iniciativa privada (confira a Lembrança I. Em outras palavras de certas mudanças promovidas entre 1997 e 1999 ou desde a chegada de Julio Gonchoroski para a direção do Parque Nacional do Iguaçu até a chegada da Cataratas S.A. em 2000.

Eu fui uma das pessoas que aplaudiu a chegada do novo diretor e o elogiei por algumas medidas importantes como a redução de velocidade dentro do Parque Nacional do Iguaçu e a diminuição da popularidade dos quatis entre os visitantes do PNI entre outras. Com a foto quero lembrar o capítulo "quati popular" da área de visitação do Parque Nacional.

Os quatis cercavam os visitantes na esperança de ganhar bolachas, wafers, chicletes, sanduíches, bolo e qualquer outra comida. Como resultado havia um desfile de quati gordo, com colesterol alto, talvez diabete, hipertensão e outros problemas de uma vida de quati moderno e sedentário.

Pouco a pouco, a campanha "não alimente os quatis" deu certo, foi pegando e a cena mostrada na foto pertence ao passado (assim como aquela mini sorveteria). Não estou com isso me juntando ao coro dos que louvam os investimentos, melhor estrutura do Parque etc e dentengo-rengotengo (depois explico o que é isso). Neste ponto, valeu!

Notas: Em Bonito (MS) em uma das atrações (Ilha do Padre) havia um grupo de quatis que vinha receber os turistas e para ganhar comida civiizada. Logo, lá como aqui em Foz, alguns quatis aprenderam a meter a mão na bolsa alheia, pegar comida e
sumir no mato. Um dia um quati atacoua bolsa de uma turista, pegou uma quartela de anticoncepcional e desapareceu para saborear o estranho produto. Para encurtar, o ou a quati, morreu. No Amazonas, em local chamado Ilha dos Macacos, havia um macaco chamado Lalo que morreu de cirrose. Depois de beber resto de cerveja dos turistas, ele ficou alcoólatra. Um dia, Lalo pegou uma garrafa de "aguardiente", colombiana, trepou em uma árvore e se pôs a beber (É trágico esse negócio de alimentar animais. Muitas de nossas comidas não servem nem prá gente)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Missa do 30° Dia para a onça e outras notas sobre o Parque Nacional do Iguaçu


Se ela fosse cristã ou se, pelo menos, fosse humana, já estaríamos nos preparando para a celebração da missa de 30º dia em memória de sua alma. Como ela não é humana e nem cristã, não estamos fazendo preparativos para lembrar a sua morte. O Blog de Foz não pode deixar que nem a onça e nem sua felina alma caia no esquecimento. A morte da probre onça já está sendo esquecida e pior, está sendo empurrada para debaixo do tapete. Estão induzindo sua morte ao esquecimento. Eu pelo menos já levantei que saiu a autópsia dela. A onça morreu de causa natural ou seja é natural que qualquer vivente com corpo carnoso morra naturalmente após ser atingida por objeto contundente. Contundente vem do verbo "contundir" que significa machucar ou ferir, segundo Silveira Bueno. Um martelo contunde, um carro contunde.

O importante é que alguém sabe como a onça morreu. Essas histórias virão à tona ao redor de mesas de bar, em mesas redondas e em circulos fechados. A cidade está cheia de boatos. Dizem até que houve uma festa no dia da morte da onça. É só a veriguar se houve algum aniversário na madrugada do dia 28/29. Essa pessoa que sabe como a onça morreu, é possuidor de um conhecimento incômodo. Onça tem alma no universo guarani e ela o estará esperando depois de sua última badalada respiratória.

Enquanto isso, o Parque Nacional do Iguaçu, ou melhor o Instituto Chico Mendes permitiu ou pelo menos deve ter concordado com certos vôo de helicópteros que foram realizados ou deveriam ter sido realizados nos dias 20 e 21 segundo o seguinte comunicado:

Prezados Clientes


Para fins de estudos de impactos ambientais, nos dia 20 e 21 de Abril de 2009, estaremos realizando os vôos panorâmicos somente no heliponto dentro do Parque Nacional do Iguaçu, ao lado do Restaurante Porto Canoas.
Para estes dois dias, os vôos terão a duração de 06 (seis) minutos, ao preço de R$ 150,00 (Cento e cinquenta reais) por pessoa.


Qualquer dúvida estamos à disposição.



Quer dizer, houve testes de impacto amnbiental pago pelos clientes no heliporto comercial que o Ibama (na época) garantiu ao Parque Nacional Iguazú que era um heliporto de apoio, técnico. Já viu? Em uma só postagem de blog consigo revelar duas mentiras.

Mas e se os vôos forem permitidos? Uma coisa eu digo, já que comecei a lavar minhas mãos: as Cataratas e a Natureza sabem se cuidar. Há ataques demais à integridade do mundo natural em nossa região: agrotóxicos, hidrelétricas, desvios de água, proposta misionera de retirar as Cataratas do Iguaçu do PN Iguazu, heliporto, canyoning, mentiras e muito mais. Disse o Pregador do Eclesiates (Bíblia): quem semeia vento, colherá tempestade!

Há mais uma só coisa: espero que a metodologia do estudo do impacto não tenha sido só "ambiental". O Plano de Manejo do Parque manda observar também o "imapacto à qualidade da visitação". Quer dizer o Plano de Manejo pensa no cliente das Cataratas. Um pensamento e tanto!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Câmara de Vereadores de Foz convoca Audiência Pública sobre o Parque Nacional do Iguaçu



Repasso aqui documentos da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu convocando Audiência Pública para tratar de problemas no Parque Nacional do Iguaçu. Clique no documento para ler. Acompanhe os problemas no PNI que reacenderam após o atropelamento da onça antes da Semana Santa. Um dos problemas no Parque Nacional cuja administração é "dita" modelo para o Brasil, é que há vários pesos e muito mais medidas para diferentes interessados. Convites para a audiência estão sendo enviados.