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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Beira Foz ou Beira Rio? Quem beira quem?

Só para não deixar passar em branco. O que soa melhor beira-foz ou beira-rio?  Afinal quem beira a quem?  Alguma coisa beira a alguém. No caso de "beira rio", posso visualizar que uma senda, um via, uma avenida beira ou margeia o rio. Entendo que haverá uma avenida que beirará o rio Paraná. Agora, com essa ideia de "beira foz" algo se trunca na comunicação. A comunicação não fecha. Quem beira quem? A imagem que vem a imnha cabeça é que o rio beira Foz.

Considerando que "Foz" aqui signifique a cidade, vem à minha mente uma imagem catastrófica de que o rio vai margear a cidade. Uma colega que me ouviu retrucando sobre isso, me disse: "vai ver que a cidade é mais velha do que rio". Uma  outra entrou na conversa e disse: "a cidade sempre esteve de costas para o rio; agora é o  rio que vai beirar a cidade". 

Beira-Rio, Costaneira (Costanera, malecón e rambla, em espanhol), riverside drive (em inglês) são algumas das palavras usadas para chamar a atenção de que a cidade  tem um rio e que há uma avenida que possibilita passear nela vendo o rio, as embracações, gente caminhando, pássaros voando, peixe saltando para fora d'água, crianças correndo e gritando em celebração da vida. Gosto do projeto Beira-Rio. Detesto o Beira-Foz. Dá para mudar o nome? Ou respondam: quem vai beirar quem?        

segunda-feira, 19 de março de 2012

Encantos escondidos e desperdiçados: Cachoeira do Monjolo

Quantas cidades modernas você conhece que tenha uma cachoeira como esta localizada quase no centro? A cachoeira está às margens do rio Paraná - o sétimo maior rio mundo. Ela é a despedida na forma de desembocadura do rio Monjolo - um pequeno rio que nasce na área da cidade que pertence ao 34º Batalhão de Infantaria Motorizado onde está razoavelmente protegido. 
Fora da área do batalhão, há algumas nascentes totalmente aterradas, sufocadas ou extintas. Quando sai do Batalhão o rio vira esgoto. Nesta condição atravessa a cidade e se encaminha para a Terceira Pista da JK onde passa por baixo dela e ruma para um terreno murado de todos os lados onde é fétido. 
São os trechos finais da aventura do rio. Nos últms trechos, uma comunidade se estabeleceu formando uma "favela". Chegar ao local retratado na foto só pelo rio. A cachoeira é bela para vista mas fedida para o nariz. Por terra, o caminho é restrito a moradores da comunidade e pessoas dedicadas a um estilo de vida considerado bandido. O lugar já serviu para "desova" de corpos de vítimas do crime. 
As fotos são antigas e foram tiradas pelo empersário Alexander Schorsch idealizador do Passeio do Macuco. A foto foi tirada provavelmente de uma posição abordo do barco Iguassu Explorers. Alex Schorsch é autor de um livro rico em fotos sobre as Cataratas do Iguaçu e o Parque Nacional. 

Hoje a cidade discute a revitalização da beira do rio com a construção de uma Avenida Beira Rio. Aproveito para lembrar que esta cachoeira existe. Isso é para evitar que os planejadores sentados em escritórios no Planalto Central imponham um projeto que seja surpreendido pela cachoeira. Se ligue nisso e ajude a passar a voz!