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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Um Guia Rápido da Região de Compras da Vila Portes Foz do Iguaçu

Vila Portes
Entre a Avenida JK e a Beira-Rio
 

Do alto da Fagundes Varela se vê a estrutura de fronteira Brasil-Paraguai.
Prédios do fundo são de Ciudad del Este. Clique para ampliar
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domingo, 1 de novembro de 2015

Tem de tudo na Vila Portes em Foz do Iguaçu



Mapa da Vila Portes (Google Map)

Eu sou fascinado por um bairro em Foz do Iguaçu chamado Vila Portes. É um bairro grande e é também o mais próximo à Ponte Internacional da Amizade. A vocação dele é o comercio. Ele está voltado para ao atendimento ao Paraguai. Não é por acaso que ele é o bairro da exportação. Todo mundo que está no bairro em algum momento vende para o Paraguai. Porém se engana quem crê que o bairro a Vila Portes vende só para o Paraguai. Ele atrai argentinos e brasileiros de toda parte. Contudo o morador de Foz do Iguaçu é um bom cliente da Vila.  É possível ver muita gente dizendo que vai comprar na ponte quando ele ou ela quer simplesmente dizer que vai  à região da Vila Portes que fica a poucas quadras e ao redor da estrutura aduaneira-migratória da Ponte da Amizade.  
Foto do Street View dá uma ideia do que a Vila Portes oferece

A região vende ferragens, equipamentos comerciais, industriais para restaurantes, hotéis, fábricas, mecânica, escritório, móveis, material de construção, embalagens, móveis usados, frutas, verduras, produtos granjeiros e até galinha viva, peru e cabra. Um amplo setor do bairro tem lojas de roupas  e sapatos e cortinas. Quando as mulheres iguaçuenses dizem que vão para a Ponte ela tem em mente essas lojas que incluem entre outras o Descontão, a Doidão, a Blumenau  entre outras.


Ontem mesmo eu estava procurando um amassador de latas de alumínio. Busquei na internet e vi vários modelos oferecidos pelo Brasil afora. Reduzi a busca para Foz do Iguaçu e encontrei a máquina na Casa Vitória na Vila Portes. Esta semana vou buscar minha maquininha de amassar latas de alumínio. Tenho a intenção de fixá-la na parede e amassar latinhas. Será um objeto de decoração prático pois me ajudará a reduzir o tamanho dos objetos para a reciclagem.  

Me surpreendi no site da Casa Vitória com outros produtos.  Vi telha de barro para cozinha peixe – uma das marcas registradas de Guaíra, o peixe na telha; vi torre de chopp, prataria para hotelaria como refresqueiras, réchaud, fogareiros inox e  máquina de lavar louças. Eu considero a Vila Porte como uma atração à parte na cidade e que quem visita Foz do Iguaçu deve saber que ela existe.  O bairro fica entre a Avenida Juscelino Kubitschek e a Avenida Beira Rio, logo abaixo dela se vê o rio Paraná. De norte a sul o bairro vai da BR-277 até a Avenida José Maria de Brito. 

No mapa a BR-277 aparece como Grande Estrada – uma tradução mediada por máquina (computador) de High Way – por pouco não saiu Alta Estrada. Note que atravessando a BR-277 há uma parte do bairro que oficialmente já é parte da Vila Jupira.  Uma área que no momento recomendo para quem não sabe o que está fazendo por falta de segurança. A Vila Portes é servida por todas as linhas de ônibus que têm como destino a Ponte como Porto – Meira Ponte, Profilurb – Ponte. Alguns ônibus que vão para a Itaipu Binacional, Vila C Nova e Vila C Velha e Tempo Budista passam pela Vila Portes. Fica aí o desafio aos empresários do turismo de Foz do Iguaçu que criem um City Tour para a Vila Portes. Voltarei com mais sobre a Vila Portes. 

Uma nota: 
Fala-se muito de crise hoje. Em 2008 publiquei três notas sobre a Vila Portes e todas falavam em crise.  Nesta nota cheguei a sentir que a Vila estava fechando. Nesta outra, gostei de uma loja que vendia galinhas e temia pelo seu fechamento.  Na postagem Vila Portes na Região do jardim América elogio a capacidade do bairro ter de tudo, vender de tudo embora lamente um certo  sinal de abandono no ar.

domingo, 24 de maio de 2009

Vila Portes na Região do Jardim América: vende-se tudo


Fotos by 'bairronauta'

A situação não anda muito boa no bairro iguaçuense da Vila Portes. Tecnicamente falando, a Vila Portes pertence à Região do Jardim América - a região administrativa que margeia o rio Paraná e vai do Jardim América até o Jardim Jupira. Dentro dela está a área conhecida como "Área de Exportação". Para quem não é de Foz do Iguaçu, explico: a Vila Portes e o Jardim Jupira são os primeiros bairros do Paraná, do Brasil, para quem chega ao País vindo do Paraguai, pela Ponte da Amizade. Deveria ser um cratão postal. Aqui era uma área onde os comerciantes desfrutavam de alguma facilidade para vender produtos brasileiros para o Paraguai e Argentina.

Era um bairro intermediário. Os paraguaios vinham comprar toda espécie de profutos nesta área de vendas no atacado e varejo. Desde balas e chicletes, à comida, vasilhames, colchões, ferramentas e roupas. Com a entrada do Mercosul, do Plano Real e da queda do dólar, a vida comçou a ficar difícil. São Paulo começou a vender direto para o Paraguai, os produtos ficaram caros e a competição aumentou. Um passeio pelo bairro mostra dezenas, centenas de lojas fechadas. Uma vergonha! Mesmo assim algumas ruas ainda sobrevivem e mantêm a tradição. O bairro se ressente da falta de políticas que levem a uma recuperação.

Em uma caminhada por lá, há alguns meses, visitei a loja de móveis usados que aparece na foto. Fiquei admirado de ver uma maca profissional de atendimento médico, dessas que se usa em ambulâncias. Onde mais se vê isso? Estava à venda! Visitei, em seguida, a loja que vende material para hotéis e restaurantes. Encontrei um micro hoteleiro de Encarnação (Paraguai) fazendo comprando algumas ferramentas de trabalho.

Não me parece difícil atrair clientes de toda a região Oeste e Sudoeste do Paraná para a Vila Portes. Tenho a experiência de ter vivido em cidades do Oeste onde um parafuso um pouco mais elaborado não existe. "Tenho que madar vir de Cascavel" - dizem os lojistas para tudo.

Ninguém em Foz do Iguaçuu fica parado por não encontrar uma ferramenta, a bitola de ferro, a porca ou arruela que necessite. E a Vila Portes é o local. É um bairro especial. Até pouco tempo houve um programa municipal que criou encubadouras de negócios e fábricas no Jardim Jupira. O programa utilizava as lojas fechadas pela crise em troca de IPTU e outros impostos. O programa estava dando certo. Foi na administração Samis da Silva.

O prefeito Paulo MacDonald não deu continuidade ao programa. Só digo que é preciso continuá-lo. Ou, por outro lado, é preciso criar um novo. Alguma coisa tem que ser feita! Não pode ficar assim. Além da Vila Portes outros bairros de Foz do Iguaçu estão entregues à situação semelhante. Vamos mostrá-los, aos poucos de um por um.


Haverá mais sobre a Vila Portes

quinta-feira, 13 de março de 2008

Vende-se galinha na Vila Portes



O cliente da Vila Portes sumiu. Vi muitas lojas fechadas. Ruas, vazias. A multidão, sumida. Me alegrei em ver que essa loja que expõe galinhas na Avenida José Maria de Brito, ainda está lá, cocoricó aqui, cocoricó lá, tocando a vida prá frente. Parece que ainda há clientes para essa loja. Pelo menos, até não chegar um boato de gripe-galinácea, aviária, passarínea ou qualquer outra. A Vila Portes, quando se for, vai deixar saudade. Não existia no Brasil, ou melhor, não existe ainda, um lugar parecido com a Vila Portes. Tudo se acha lá. Mas fazer o quê? O que a cidade faz para evitar a morte desse trecho da cidade? Há alguma providência? Há remédio? Como revitalizar? Como reorganizar? Para isso existe administração.