terça-feira, 15 de maio de 2012

Visitando as Cataratas do Iguaçu: Lado Argentino

Os seis circuitos das Cataratas do Iguaçu pelo lado argentino

Antes uma “estorinha”: Quando cheguei em Foz do Iguaçu em 1977, fui trabalhar na Agência de Turismo do Hotel das Cataratas (Agência Tropical de Turismo). Passei por um pequeno treinamento onde eu acompanhava os hóspedes nas passarelas em frente ao hotel. Era o passeio Cataratas Brasileiras. Logo meu chefe me disse que eu iria acompanhar os guias mais velhos e deveria “fazer” as Cataratas Argentinas para aprender. Um dia, partimos para as Cataratas Argentinas. Seria também a primeira vez que eu iria à Argentina. Saímos do hotel, percorremos a BR-469 (Rodovia das Cataratas), passamos pela Vila Yolanda (um tradicional bairro de Foz e um dos primeiros loteamentos para a classe média (+ ou -) da época), pegamos a então poeirenta Avenida Geral Meira, até a beira do rio Iguaçu onde atravessamos o rio para a Argentina. Lá, fizemos pelo menos mais 40 quilômetros ate finalmente descermos para “fazer” as Cataratas Argentinas. Daí vejo o Hotel das Cataratas logo na minha frente. Pensei: não seria melhor dizer vamos ver as Cataratas pelo lado Argentino em vez de Cataratas Argentinas? Foi meu primeiro protesto, desde então nunca repeti "Cataratas Argentinas". 


O lado Argentino das Cataratas é bem mais extenso que o brasileiro. O passeio pode ser dividido em pelo menos quatro: passeio superior, passeio inferior, Ilha San Martín e Garganta do Diabo. Você pode fazer tudo isso em um dia. Mas vai correr muito e terminará o dia cansado e vai achar, depois de bolhas nos pés, queimadura do sol ou desidratação, que tudo foi uma loucura!

Uma visão panorâmica - Passeio Superior
Passeio superior – Como o nome sugere, no passeio superior você verá as Cataratas do Iguaçu pelo lado de cima. Você estará passando sobre os saltos. Em muitos lugares você verá a água passar sob o seus pés e mais à frente jogar-se no despenhadeiro, no abismo. Em certos locais, você verá algo como se fosse uma muralha de água, em forma de cortina, arquear até o horizonte no meio de uma vegetação verde escura, frondosa, ricas em plantas, alguns tipos de árvores e palmeiras. Se ligue nas palmeiras, elas são pindós ou jerivá; pindovy em guarani e são parte da mitologia guarani sobre as Cataratas. A caminhada não é muito extensa embora seja maior que a do Brasil e mais plana. Não lhe conto mais para não estragar a surpresa.

Passeio Inferior – Como se pode observar rapidamente, o leito rochoso (basáltico) sobre o qual a água do rio Iguaçu desliza é parecido a uma escada e tem pelo menos três degraus, plataformas. O passeio superior é feito no degrau de cima; o inferior vai lhe levar ao degrau do meio e ao último degrau, lê embaixo, que será na margem do rio. As Cataratas nesta segunda plataforma lhe proporcionará um contato mais íntimo com saltos como o “Arrechea”, “Dos Hermanas”, “Bosetti” e outros assim com nomes que têm histórias da comunidade. Você não precisa prosseguir até o nível do rio, se não quiser. Prosseguir até o nível do rio é somente para quem deseja fazer uma curta travessia de barco e ir visitar a Ilha de San Martín.  

 
 Ilha de San Martín - Este não é um passeio muito comum entre os brasileiros até porque os brasileiros não sabem desse passeio e da beleza diferente que pode ser vista do topo da ilha. Ou esta visão do nível do rio e a "prainha" da ilha. Já volto com mais sobre este passeio!  
Antiga Passarela à Garganta.
Foi destruida por cheia do rio Iguaçu

Garganta do Diabo - É o mais próximo que se pode chegar do maior salto das Cataratas do Iguaçu. É necessário pegar o Trem da Selva para se chegar até a Estação Garganta do Diabo de onde parte a longa passarela sobre o complexo Rio Iguaçu Superior que leva até o Salto Garganta do Diabo. Antigamente havia uma passarela que partia da área do Hotel das Cataratas (Sheraton) e permitia caminhar até a Garganta.  Nota: Um dos lemas da concessionária da Área Cataratas é: Um dia não basta. Quer dizer, não dá para ver tudo em um dia. Por isso há desconto para quem voltar às Cataratas em um segundo dia consecutivo. Há uma tarifa com desconto - se informe sobre ela
  



sábado, 5 de maio de 2012

Lua Cheia em Foz 05.05.2012

A Lua de Wesak sobre Foz do Iguaçu! A foto foi tirada às 18h15 e a lua já estava alta. Os fotógrafos foram pegos de surpresa. Como se vê o céu ainda estava rosado, ainda se podia ver áreas de azul no céu iguaçuense. O evento foi importante porque a lua estava em perigeu que dizer estava no seu ponto mais próximo da terra. A hora oficial da lua em perigeu no Brasil foi às 23h34. O ponto mais alto já foi na madrugada de sábado, logo após a meia noite. Bem essa é a informação segundo a astronomia. A foto dois tem mais a ver comigo. Sem flash e por volta das 19h fotografei a lua sobre uma palmeira pindó ou jerivá. Palmeira sagrada para os Guarani e creio que para muitas outras nações nativas, o pindó foi, segundo a cosmologia mbyá guarani, uma palmeira que Ñamandu plantou na Terra para ajudar a escorar o Universo. Plantou cinco palmeiras. Cinco palmeiras, Ñamandu plantou. Uma em cada ponto cardeal e uma no centro. Assim, sintetizando, a foto mostra um momento único. A lua sobre o pindó - árvore que fazia parte do primeiro nome do Brasil: Pindorama e a Lua de Buda, pois embora a curiosidade da Lua Cheia tenha passado astronomicamente falando, o Wesak, a celebração do aniversário de Buda, continua pelo menos até o dia 9 de maio. No ar está plasmado o espírito da compaixão. Energias de Paz - o que pede moderação e especialmente moderação do estress, da ansiedade e de sentimentos como a raiva, o ódio e o medo. Este último, o principal, pois é usado pelo nosso sistema como ferramenta de controle de pessoas. De que você tem medo? Pense nisso nesta Lua!           

Onde está Beatriz Chen Almada? Ajude a encontrar

Há um bairro, hoje bem central em Foz do Iguaçu, que se chama Vila Paraguaia. Perambulando por lá, na rua principal, encontrei este cartaz fixado na porta de vários negócios - do tipo lanchonete, salão de beleza e lan houses. A Vila Paragauia ainda hoje mantem laços estreitos com o Paraguai e enteder-se em espanhol e guarani lá não é difícil. O cartaz diz, ao pé da letra: "Ajude-me a encontrar a minha filha Beatriz Antonia Chen Almada de 9 anos, sequestrada no dia 30 de Dezembro de 2011. Como suposto sequestrador se encontra o Sr. Den Shou Chen com C.I. nº 2.203.814. Qualquer informação entrar em contato o número (0973) 720-027 / (0983) 921-146 (falar) com a senhora Lucia Almada (a mãe) ou a Delegacia mais próxima. 

Nota: telefones do Paraguai. 



Blog de Foz atualiza lista do que fazer na fronteira

Uma das primeira postagens deste Blog foi intitulada “135 coisas a fazer na Tri-Fron”. Hoje faço uma atualização. Desde 2007 muita coisa mudou. Alguns passeios e negócios fecharam ou foram descontinuados. Outros apareceram e outros ainda foram reformados, repaginados ou ganharam uma roupa nova. É  o caso dos passeios a Itaipu que desde 2007 passaram a ser cobrados e  foram organizados sob o nome de Complexo Turístico de Itaipu. No lado argentino, em Puerto Iguazú apareceram novas atrações e uma área nova inteira dedicadas a hotéis de lazer e descanso em um local chamado selva Yryapu. Vamos recapitular as mudanças e refazer a lista. A lista começou com 100 sugestões. Ver também a lista em inglês - que foi a original e em espanhol. Colocarei, pouco a pouco, os links para as novas notas:  

Cataratas do Iguaçu - Brasil
Cataratas do Iguaçu - Argentina   

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Prefeitura de Foz do Iguaçu tomba mais um prédio

Anote em seu bloco: no dia 12 de abril a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu promoveu o “tombamento oficial da pequena estrutura que já serviu como Posto de Informação Turística, Casa do Ingresso, posto de venda de artesanato e Posto Policial. Anos atrás outro prédio de Foz que existia nessa calçada, a Delegacia de Polícia (foto 3) também foi literalmente “tombada”. A decisão pelo “tombamento” literal do prédio foi da Secretaria de Meio Ambiente e Obras. Segundo a secretaria que também responderia por decisões culturais e da memória do município o posto estava abandonado.  Ao pé da letra, nota da prefeitura diz que “o secretário Ruberlei Santiago informou, na época, que o prédio vinha sendo depredado e conforme denúncias, utilizado por usuários de drogas. “É uma estrutura obsoleta e estava obstruindo a calçada”, disse.  Parabéns secretário! Quem poderia dizer que Foz do Iguaçu não tomba o patrimônio? Lembro a todos que a missa de 30 dias pelo tombamento da estrutura obstrutora da calçada será no dia 12 de maio!      

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Nova sinalização no TTU!

Uma lista das linhas de ônibus qu partem do TTU
Passei pelo TTU segunda-feira à tarde e aproveitei para fazer fotos. Aqui seguem algumas das placas que fazem parte da nova sinalização – tenho entendido que as placas foram financiadas pelo Ministério do Turismo. Preste atenção nos detalhes, bilinguismo delas, algumas placas têm indicação especial como a que vai para o Hospital Costa Cavalcanti e outras apostam exclusivamente nos números. Coloco uma lista das linhas por números também fotografada lá. Vou continuar!   

terça-feira, 1 de maio de 2012

Amigos que já são nomes de ruas: estou ficando velho na Tri-Fron

Josivalter Vilanova
Esses dias perambulando pela fronteira passei por três lugares diferentes. Lugares que sempre vi mas que nesse momento em que passei a ficha caiu. Primeiro em Ciudad del Este vi o Teatro Municipal Mauro Céspedes. É sempre normal ver lugares públicos que são nomeados para homenager alguém e a gente tem que investigar a história para saber quem foi. Em Puerto Iguazu, fui ver a Avenida Beira-Rio ou a Costanera (Costaneira) que se chama Eduardo Arrabal – é a primeira “costanera” da Tri-Fron. Por fim, dia desses, dando uma geral no Porto Belo, um bairro de Foz, aquele onde fica o templo budista, para fazer um artigo sobre o bairro, com dicas sobre como chegar ao Templo Budista, escrevi: pegue a Rua Ângela Aparecida de Andrade até o começo da Rua Dr. Josivalter Vilanova que você vai sair no Templo Budista. Daí, me dei conta de que estava vendo ruas e edifícios públicos como nomes de amigos. Mauro Cépedes foi um grande amigo. Secretário de Turismo de CDE e agitador cultural estivemos em centenas de eventos juntos em Foz, Curitiba, Ciudad del Este e Madri. Eduardo Arrabal também foi meu amigo. Ele é fundador do Aventura Nautica e Iguazu Jungle Explorers na Argentina e um dia fomos ao Pantanal juntos. Passamos uma semana a bordo de um carro SSang Yang junto com a esposa dele, o cineasta canário residente na Argentina, Tito Stinga e Héctor Cruz artista plástico e fundador do Museu de la Pachamama em Aimacha del Valle, Argentina e um outro colega chamado Marcelo. Josivalter Vilanova, o conheci nos anos 90 quando ele era vereador e médico em Foz do Iguaçu. Com médico ele me fez um check-up, o único que fiz na vida e me fez usar uma maquininha que registrava as palpitações do coração. Como vereador me lembro dele numa cerimônia em que eu recebia um Moção de Aplauso pela publicação do jornal The Informer - informativo turistico da região publicado em inglês. E aí estão três lembranças, três pessoas que me fazem sentir "fronteirço”. Me faz sentir daqui embora tenha chegado aqui ontem (1977) quer dizer em tempos geológicos não é nada. Mas em tempo na escala humana, já pesa.




segunda-feira, 30 de abril de 2012

Avenida República Argentina ganha Agência Bradesco

Detalhes do elevador
A Avenida República Argentina em Foz do Iguaçu ganha mais uma agência bancária. Desta vez quem chega para a vizinhança é o Bradesco. A nova agência fica ao lado do Jeca Espetinho e em frente à Caixa Econômica. Não muito distante está o Sicredi. E assim a República mostra que está na moda! Um detalhe interessante da nova agência é o elevador para o acesso de clientes em cadeiras de roda. O elevador está estrategicamente localizado ao lado do estacionamento reservado para pessoas com deficiência de locomoção.    

Reforma do TTU é uma boa manutenção



Grades agora são verdinhas - da cor das creches
 


Está quase terminada a reforma do TTU. O que se escuta dos usuários no local é que não houve reforma. O que houve foi uma boa manutenção. Uma manutenção que poderia ter sido feita muitas vezes desde a inauguração. Quanto ao que mudou, podemos enumerar o seguinte: as estações tubos foram retiradas; as paredes receberam uma mão de tinta. Tanto as paredes pintadas com aquele marrom-terra, como as amarelas. As grades, as caixas d’água estão sendo pintada com uma espécie de verde-abacate claro. O mesmo verde usado nas creches, escolas, postos de saúde. Aquele verde tipo oficial da gestão pública embora se tenha afirmado que a reforma foi paga pelos usuários graças àquela diferença no preço da passagem entre quem paga com cartão e quem paga a vista. 
A sinalização mudou. Parece que se preferiu identificar os pontos pelo número de linhas embora muitos usuários reclamem que não conhecem as linhas por números.  Devo confirmar ainda, mas a verba que financiou as placas parece ser parte daquela que veio do Ministério do Turismo. É parte de uma verba de R$ 800 mil. Mas a mudança principal teve a ver com o remanejo dos pontos de ônibus nas plataformas. Os ônibus do Morumbi por exemplo estão saindo do lugar de onde partiam o Porto Meira. O que motivou esta mudança? Foi a instalação de semáforos na Avenida JK. O ônibus que vem do Morumbi, 1º de Maio descendo pela República Argentina antes passava pelo Batalhão e ia em frente. Pegava a Rua Tarobá, ao lado do Zoológico Bosque Guarani e lá na frente entrava na última plataforma do TTU. Agora não mais. Os ônibus do Morumbi e 1º de maio depois de passar o Batalhão vira à direita, entra na JK e logo à frente pega o primeiro acesso ao Terminal. Aí há um semáforo que controla o transito. O semáforo evita que quem venha da direção da BR-277 ou Paraguai bata de frente na lateral dos ônibus. A existência de semáforo forçou a colocação de semáforos para pedestres desta vez para evitar que os ônibus atropelem os passageiros. Esta é uma das mudanças mais visíveis. Os bancos serão feitos de cimento. Mostro alguns aqui nesta postagem. Dois dos bancos estão sendo construídos fora da proteção do abrigo. É um banco que estará no sol ou na chuva a menos que se pretenda criar uma extensão (gambiarra) ao abrigo em questão.  






domingo, 22 de abril de 2012

Hoje é o Dia da Terra / Día de la Tierra

Bom dia hoje já é domingo, 22 de abril e já é Dia da Terra. Pessoalmente não tenho nada programado para celebrar ou lembrar o Dia da Terra. Na última postagem falei sobre o encontro das centrais sindicais e as propostas que os trabalhadores e trabalhadoras levarão à Rio+20. Entre as idéias a ser discutida e já com muitos problemas nesta Conferência das Nações Unidas é a Economia Verde. Este será um ponto chave e já vejo todo um circo sendo montado. Primeiro não se chegou a acordo nenhum sobre o conceito. O que é economia verde? O pessoal oficial do EarthDay.Org – entidade global que organiza o Dia da Terra, a proposta de Economia Verde passa pela proposta de energia limpa e renovável. Prega-se a necessidade de convencer as autoridades a adotar uma visão de longo prazo que permita aos tomadores de decisões promover incentivos para que a economia verde esteja 100% baseada em um sistema de energia limpa e renovável. Sugere-se que cheguemos a 2020 com 30% de economia com base em fontes de energia limpa e renovável. E que lá por 2050, cheguemos a 100%.


O problema é que além de não sabermos exatamente qual é o conceito de “economia verde” não sabemos tampouco o que é “energia limpa e renovável”. Me parece que a Alemanha é o país que percorreu a maior distância neste sentido. Lá se entende por energia limpa a solar (fotovoltaica), eólica e em alguns casos geotermais. Para mim, energia limpa seria investir na produção de placas fotovoltaicas a ponto de barateá-las e faze-las chegar a uma grande quantidade de tetos em um esforço organizado e que cada casa produtora pudesse satisfazer suas necessidades e pudesse reverter para o sistema (grid) a energia não utilizada. Isso já é possível. Mas falta os incentivos para que as placas sejam acessíveis e que as distribuidoras de energia desenvolvam maneiras de pegar essa energia e isso em grande, média e pequena escalas.

Vendo isso acontecer eu já começaria a me sentir melhor e estaria disposto a comemorar alguma coisa. Por enquanto vivo com a tristeza de ver meu país achando que energia hidrelétrica é “a fonte” de energia limpa e renovável. Já há investimentos em energia eólica mas sempre ligada ao grande capital. O que eu quero mesmo é colocar minhas placas no meu teto e fazer funcionar um freezer, uma geladeira, um televisor e alguns bicos de luz. Quantos metros quadrados de teto seria necessário para evitar a construção de uma PHE (Pequena hidroelétrica)?