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segunda-feira, 30 de março de 2026

Fórum Inter-religioso debate diversidade e tolerância como alicerces para construção da paz

Texto divulgado antes do evento. Fonte Assessoria de Imprensa da Mesquita Omar Iban Al-Khattar - autoria da jonalista Mônica Nasser *

Secretaria Municipal de Turismo - Foz do Iguaçu (SETUR) 

A tolerância é considerada um pilar fundamental da capacidade de uma sociedade globalizada para coexistir harmoniosamente, pacificamente. Um símbolo de respeito para com as diversas crenças, com a promoção da compreensão mútua.

Para falar sobre diversidade e tolerância como alicerces para construção da paz, a Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, em Foz do Iguaçu, organiza o Fórum Nacional Inter-religioso de Combate à Intolerância Religiosa. O evento acontecerá no dia 29 de março, domingo, às 20h30, no salão nobre do templo. O objetivo é construir um espaço de diálogo permanente sobre o tema.

Na história global, em 1995, a Declaração de Princípios sobre a Tolerância, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), foi adotada com esse objetivo: promover o respeito à diversidade cultural do planeta.

 

Fórum Nacional Inter-religioso de Combate à Intolerância

Líderes religiosos, autoridades, membros de diversas comunidades compartilharão reflexões, experiências e caminhos para uma convivência mais respeitosa. É um convite à escuta, ao diálogo entre diferentes crenças.

Para Laysmara Carneiro Edoardo, presidente do Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais (CEPCT/PR), o Fórum é um espaço democrático para demonstrar práticas irmãs, cada qual na sua liturgia. Sujeitos vinculados à prática de direitos humanos e a manutenção da cultura. "O reconhecimento de imigrantes, de povos tradicionais é a garantia da continuidade e da existência da nossa própria cultura e potencialidades. Estamos com questões de disputa de combustível, de território, a ausência de garantia de soberania de diversos países e isto impacta na manutenção de culturas”.

A socióloga e pedagoga descreve a multiculturalidade existente na região Oeste e a necessidade do conhecimento da grandiosidade da presença destes povos. Além de pontuar o impacto na construção cultural como uma forma de ter um espaço legítimo, político e “que reconheça a multiplicidade das formas de existir”. 

 Reduzir preconceitos e combater o racismo estrutural

 No Paraná, a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (SEMIPI), reconhece 13 segmentos de povos e comunidades tradicionais essenciais para a manutenção da biodiversidade e cultura local. Esses grupos incluem benzedeiras, caiçaras, ciganos, quilombolas, faxinalenses, pescadores, ribeirinhos, Cipozeiros, Povos de Terreiro, Ilhéus, Pessoas de Comunidades Tradicionais Negras, Agricultores Familiares/Camponeses (frequentemente associados aos contextos de faxinais), Povos Indígenas.

São ações de fortalecimento da tolerância, de validação da diversidade cultural, promoção da igualdade racial e garantia da inclusão social. Contribuições na redução de preconceitos e combate o racismo estrutural. “Religiosidade não é só manutenção de religião, é prática de manutenção de cultura e território”, conclui Carneiro.

Maze Saad, presidente do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial de Foz do Iguaçu (COMPIR) destaca a necessidade do combate ao preconceito e ao racismo. “Vivemos em uma fronteira. A partir destes encontros construímos alianças para fomentar uma sociedade melhor, mais igualitária e inclusiva”.

Roberto Nonato, jornalista que fará a condução do debate lembra que a liberdade de culto e a laicidade são pilares do Estado brasileiro, garantidos pela Constituição de 1988. “Num país como o Brasil, o diálogo inter-religioso é algo fundamental na medida em que temos uma variedade enorme de religiões. É um estado laico e, portanto, essa tolerância e acolhimento entre todas as religiões é fundamental”.

 

Foz do Iguaçu – Tríplice Fronteira

Foz do Iguaçu, cidade localizada na região trinacional, é um dos maiores mosaicos multiculturais do Brasil. Abriga cerca de 80 a 95 nacionalidades e etnias.

A heterogeneidade é fator potencializador de segmentos como o turismo religioso e uma marca local. Neste sentido, a tríplice fronteira integra diversas tradições religiosas, como a Mesquita Omar Ibn Al-Khattab e o Templo Budista Chen Tien, formando uma identidade baseada na convivência pacífica com a diversidade.

Sheikh Mohamed Khalil, líder religioso da Sociedade Beneficente Islâmica de Foz do Iguaçu destaca a escolha simbólica da mesquita para a realização do evento. Bem como, a responsabilidade de todos os povos na construção da paz mundial. E lembra sobre a prática efetiva da tolerância religiosa e da liberdade de expressão, no dia a dia. “Devemos sempre respeitar todas as pessoas.  A fé islâmica trabalha para manter a paz em todo mundo. Escolher a mesquita como centro deste diálogo, o núcleo onde o muçulmano declara a sua fé. Este assunto deve ser debatido diariamente e devemos ser pacíficos e demonstrar esta harmonia para os outros. Quem é carente de paz dificilmente oferece a paz. Construir a paz é uma obrigação de todos os muçulmanos do mundo”.

Dom Sergio de Deus Borges, Bispo Diocesano de Foz do Iguaçu também estará presente. “Um momento muito importante de trabalho e de reflexão para tolerância e convivência pacífica”.

Gilson Alcantara, pastor e presidente do Conselho de Pastores e Ministros Evangélicos de Foz do Iguaçu (COPEFI) pontua a necessidade do estabelecimento de conexões, da união entre pessoas, ideias ou grupos, como uma forma de superar barreiras, preconceitos e divisões. “Um momento importante de criação de pontes entre as religiões e de combate à intolerância”.

De acordo com a Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), a intolerância se aplica tanto a nível individual quanto de grupos e Estados, com consequências no desenvolvimento e na democracia.  A educação aparece como uma ferramenta na promoção do respeito e da aceitação do outro.  “A educação é o principal antídoto contra a intolerância”, pontua Shirley El Chami, diretora da Escola árabe Bertoni, anexa à mesquita.

Sheikh Oussama El Zahed, líder religioso da Mesquita de Foz do Iguaçu, destaca a importância do evento e lembra, “Um momento de reforçar os laços humanos, contribuir com a convivência pacífica e o respeito entre todos os povos”. 

 

Respeito à diversidade

Mãe Edna de Baru, referência da expressividade negra na cidade de Foz do Iguaçu e na Tríplice Fronteira, Iyalorisa no Candomblé e Mãe de Santo na Umbanda, também estará presente e lembra a importância da realização do encontro como um processo de entendimento da potencialidade diversa regional e da valorização cultural, com impactos no turismo. “Na cultura popular, de terreiro, este tipo de intolerância ainda bate muito nas nossas portas. Já evoluímos neste sentido, ainda a passos de formiga, mas caminhamos. Acredito que eventos assim são grandiosos e podemos mostrar um pouco do que somos”. 

Dra. Jamila Hussein, advogada, diretora social da Associação Nacional de Juristas Islâmicos (ANAJI) e membro da Comissão Inter-religiosa de Juristas e do Grupo Inter-religioso Diálogo e Paz, lembra que encontros como este são espaço de formulação de políticas públicas, de educação jurídica e fortalecimento da democracia.  “Ajudam a transformar princípios jurídicos abstratos, como liberdade religiosa e igualdade, em práticas concretas da sociedade”.

 

Programação:  palestrantes

Roberto Nonato

Jornalista e radialista. Com mais de 30 anos de carreira, possui pós-graduação em Relações Internacionais.  

 

Laysmara Carneiro Edoardo

Ekedji de Yemanjá. Socióloga e Pedagoga, Doutora em Sociologia (USP). Docente do curso de Pedagogia na UNIOESTE/ Campus Cascavel. Professora QPM da educação básica SEED/PR. Presidente do Conselho Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais – SEMIPI. Representante da sociedade civil dos Povos de Terreiro.

 

Dra. Jamila Hussein

Advogada, membro e diretora social da Associação Nacional de Juristas Islâmicos (ANAJI), membro da Comissão Inter-religiosa de Juristas e do Grupo Inter-religioso Diálogo e Paz.

 

Sheikh Jihad Hammadeh

Conselheiro religioso da Associação Nacional de Juristas Islâmicos (ANAJI) e vice-presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI). Presidente do Instituto Cinco Pilares (ICP).

           

Dra. Anice Gazzaoui

Advogada e vereadora em Foz do Iguaçu, é reconhecida como a primeira vereadora muçulmana e de origem árabe na América Latina.

 

Dom Sergio de Deus Borges

Bispo Diocesano de Foz do Iguaçu (PR). É mestre em Direito Canônico e atua na liderança pastoral da região da tríplice fronteira.

 

Dr. Luciano Lima

Advogado, presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB Foz e vice-presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/ PR.

 

Pastor Gilson Alcantara

Presidente do Conselho de Pastores e Ministros Evangélicos de Foz do Iguaçu (COPEFI).

 

 

 

Serviço:

Evento: FÓRUM NACIONAL INTER-RELIGIOSO DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Data: 29/03

Hora: 20h30, entrada gratuita

Local: Salão nobre da Mesquita de Foz, Mesquita Omar Ibn Al-Khattab. Centro Cultural Beneficente Islâmico de Foz do Iguaçu (CCBI). 

 

 

 

 

 

 


segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Pontos de Ônibus de Foz cada vez menos "gente friendly". Conheça diferentes modelos

Pouca proteção, londe do Aeroporto e longe do Centro de Convenções. Perigoso à noite

Friendly quer dizer "amigável". Temos falado de estabelecimentos, negócios e até cidades "pet friendly" quer dizer amigáveis aos animais. Você pode entrar nesses estabelecimentos com o seu "pet", animal de estimação geralmente cachorro (perro) e gatos etc. Estou sugerindo que estou vendo Foz do Iguaçu ficar "unfriendly" que dizer "não amigável" para gente.

Ênfase no usuário dos transporte público. O Transporte público em si está melhorando. Especialmente a linha 120 Centro Parque Nacional e a maioria das outras não deixam nada a desejar e de novo, especialmente se o ônibus for o articulado. Mas os pontos estão sendo mudados e ficando mais difícil para o "ser vivente" sem automóvel.

Esta semana fui ao Centro de Convenções de Foz do Iguaçu (CECONFI) de ônibus. Ir de ônibus, para mim, não significa pobreza. É uma escolha. Antes de chegar no trevo do Aeroporto sinalizei que iria descer. Estava chovendo. Até recentemente o ponto de ônibus era logo em frete ao CECONFI, logo após à curva. Me surpreendi quando o ônibus entrou na curva e não parou. Aí descobri que o "novo ponto" está na metade do caminho para o Aeroporto.

Espaço para a calçada foi "invadido"

Ponto com sua sinalização? para que lado vai a seta?

Desci e voltei todo o trecho até o CECONFI. Fiz o que fui fazer e na volta me dirijo para o antigo ponto que era logo na saída do Centro de Convenção, à direita. Me dirijo para lá só para descobrir que o ponto para voltar era em frente ao ponto onde desci na viagem de ida. Ou seja na metade do caminho entre o Centro e o Aeroporto. Refaço o trajeto cantando Hare Krishna Hare Krishna Krishna Hare... para não me perturbar e me manter ZEN. Quando vou chegando no ponto, lá vem o ônibus. Eu fiz sinal de que não iria embarcar e continuei a pé desta vez para o Aeroporto. "Agora vou até o fim. Vou até o Aeroporto. E fui. Notei no trajeto tando de ida quanto de volta que há "tapumes" ou "muro" de empresas que invadiram a via de acesso pelo menos a calçada. Mas um sinal de não ser "pedestre friendly" até porque os carros passam na chuva e parecem gostar de molhar o pedestre. Assim sendo fiquei perguntando se esta história de "cidade inteligente" inclui a perversão de corações segundo a qual dificultar a vida para os "sem locomoção ego-individualista é inteligente.

Outro ponto "passageiro unfriendly", "gente unfriendly", "proletário unfriendly" e "turista unfriendly" é o que serve ao Parque das Aves. Centenas de turistas embarcam vão para o Parque das Aves usando a linha 120 TTU-Parque Nacional via Aeroporto. O problema é que a "reformulação" e "remanejo" colocou o ponto de ônibus a pelo menos 100 metros antes do "Atrativo Turístico mais visitado de Foz do Iguaçu" depois do PNI e da Itaipu. Parece ser mais de 100. O ponto fica logo após a entrada do Hotel Sanma, antigo San martín. E o trajeto é feito sem calçada, se não tem calçada não tem sinalização para cegos. E o ponto não tem abrigo. O turista e visitantes devem trafegar na chuva. È um projeto para levar "gente a extinção"


Local de onde o antigo ponto de ônibus foi abduzido 

Mais um ponto de ônibus inimigo do usuário
Reconhece a avenida? É a República Argentina. Para quem viaja na direção centro-bairro, este é o primeiro ponto depois da Praça da Bíblia, Ele ficava logo após o Sicredi do bairro. Mas o bairro teve o prazer de receber um negócio importante. Falo da revendedora da CAOA.


Infelizmente, o ponto que ficaria na calçada da importante representação comercial foi levado para muitos metros à frente. Este ponto era um local estratégico para quem mora na Rua Iapó, bem em frente ao portão da ex-infelizmente Viação Itaipu. Para piorar o novo ponto não conta com abrigo. Já teria dado tempo para colocar um abrigo. É de cortar coração ver senhoras com netos, mães com filhos, trabalhadores e estudantes inclusive de pouca idade descer aí na chuva. É ou não é "gente unfriendly"? Que departamento é responsável pelas mudanças de pontos de ônibus?


Outros projetos de paradas de ônibus

Modelo feito com madeira incluindo bancos e colunas. Mais antigos que os modelos verdes, com bancos vermelhos e fundo de vidro financiados pelo Ministério doTurismo como preparação pata a a Copa do Mundo 2014

Igual ao anterior, tamanho menor

Modelo dos esquipamentos financiados pelo Ministério do Turismo. Fora 180 paradas igua a estas 



Só há três paradas de ônibus igual a esta na cidade. Esta na entrada da Vila Carimã. Um segundo em frente a este e um terceiro na Vila Portes, logo abaixo do complexo migratório-aduaneiro ou da área primária primária federal

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Onde estão os Marcos das Três Fronteiras na fronteira Brasil-Argentina? Mergulhe no universo dos marcos

Marco das Três Fronteiras - Foz do Iguaçu


Por Jackson Lima

Quantos Marcos das Três Fronteiras você conhece? Eu conheço dois. O mais conhecido, mais famoso, mais visitado e mais acessível entre os mais de 6 mil marcos de fronteira do Brasil é o Marco das Três Fronteiras em Foz do Iguaçu. Ele  marca a fronteira Brasil, Argentina e Paraguai na foz (boca) do rio Iguaçu.

O segundo é o Marco das Três Fronteiras em Itapiranga, Santa Catarina. O marco localizado na foz do rio Peperi-guaçu, ou seja no local onde o rio Peperi-guaçu desemboca no rio Uruguai marcando a divisa entre Brasil e Argentina e entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.