Mostrando postagens com marcador Problemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Problemas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Pontos de Ônibus de Foz cada vez menos "gente friendly". Conheça diferentes modelos

Pouca proteção, londe do Aeroporto e longe do Centro de Convenções. Perigoso à noite

Friendly quer dizer "amigável". Temos falado de estabelecimentos, negócios e até cidades "pet friendly" quer dizer amigáveis aos animais. Você pode entrar nesses estabelecimentos com o seu "pet", animal de estimação geralmente cachorro (perro) e gatos etc. Estou sugerindo que estou vendo Foz do Iguaçu ficar "unfriendly" que dizer "não amigável" para gente.

Ênfase no usuário dos transporte público. O Transporte público em si está melhorando. Especialmente a linha 120 Centro Parque Nacional e a maioria das outras não deixam nada a desejar e de novo, especialmente se o ônibus for o articulado. Mas os pontos estão sendo mudados e ficando mais difícil para o "ser vivente" sem automóvel.

Esta semana fui ao Centro de Convenções de Foz do Iguaçu (CECONFI) de ônibus. Ir de ônibus, para mim, não significa pobreza. É uma escolha. Antes de chegar no trevo do Aeroporto sinalizei que iria descer. Estava chovendo. Até recentemente o ponto de ônibus era logo em frete ao CECONFI, logo após à curva. Me surpreendi quando o ônibus entrou na curva e não parou. Aí descobri que o "novo ponto" está na metade do caminho para o Aeroporto.

Espaço para a calçada foi "invadido"

Ponto com sua sinalização? para que lado vai a seta?

Desci e voltei todo o trecho até o CECONFI. Fiz o que fui fazer e na volta me dirijo para o antigo ponto que era logo na saída do Centro de Convenção, à direita. Me dirijo para lá só para descobrir que o ponto para voltar era em frente ao ponto onde desci na viagem de ida. Ou seja na metade do caminho entre o Centro e o Aeroporto. Refaço o trajeto cantando Hare Krishna Hare Krishna Krishna Hare... para não me perturbar e me manter ZEN. Quando vou chegando no ponto, lá vem o ônibus. Eu fiz sinal de que não iria embarcar e continuei a pé desta vez para o Aeroporto. "Agora vou até o fim. Vou até o Aeroporto. E fui. Notei no trajeto tando de ida quanto de volta que há "tapumes" ou "muro" de empresas que invadiram a via de acesso pelo menos a calçada. Mas um sinal de não ser "pedestre friendly" até porque os carros passam na chuva e parecem gostar de molhar o pedestre. Assim sendo fiquei perguntando se esta história de "cidade inteligente" inclui a perversão de corações segundo a qual dificultar a vida para os "sem locomoção ego-individualista é inteligente.

Outro ponto "passageiro unfriendly", "gente unfriendly", "proletário unfriendly" e "turista unfriendly" é o que serve ao Parque das Aves. Centenas de turistas embarcam vão para o Parque das Aves usando a linha 120 TTU-Parque Nacional via Aeroporto. O problema é que a "reformulação" e "remanejo" colocou o ponto de ônibus a pelo menos 100 metros antes do "Atrativo Turístico mais visitado de Foz do Iguaçu" depois do PNI e da Itaipu. Parece ser mais de 100. O ponto fica logo após a entrada do Hotel Sanma, antigo San martín. E o trajeto é feito sem calçada, se não tem calçada não tem sinalização para cegos. E o ponto não tem abrigo. O turista e visitantes devem trafegar na chuva. È um projeto para levar "gente a extinção"


Local de onde o antigo ponto de ônibus foi abduzido 

Mais um ponto de ônibus inimigo do usuário
Reconhece a avenida? É a República Argentina. Para quem viaja na direção centro-bairro, este é o primeiro ponto depois da Praça da Bíblia, Ele ficava logo após o Sicredi do bairro. Mas o bairro teve o prazer de receber um negócio importante. Falo da revendedora da CAOA.


Infelizmente, o ponto que ficaria na calçada da importante representação comercial foi levado para muitos metros à frente. Este ponto era um local estratégico para quem mora na Rua Iapó, bem em frente ao portão da ex-infelizmente Viação Itaipu. Para piorar o novo ponto não conta com abrigo. Já teria dado tempo para colocar um abrigo. É de cortar coração ver senhoras com netos, mães com filhos, trabalhadores e estudantes inclusive de pouca idade descer aí na chuva. É ou não é "gente unfriendly"? Que departamento é responsável pelas mudanças de pontos de ônibus?


Outros projetos de paradas de ônibus

Modelo feito com madeira incluindo bancos e colunas. Mais antigos que os modelos verdes, com bancos vermelhos e fundo de vidro financiados pelo Ministério doTurismo como preparação pata a a Copa do Mundo 2014

Igual ao anterior, tamanho menor

Modelo dos esquipamentos financiados pelo Ministério do Turismo. Fora 180 paradas igua a estas 



Só há três paradas de ônibus igual a esta na cidade. Esta na entrada da Vila Carimã. Um segundo em frente a este e um terceiro na Vila Portes, logo abaixo do complexo migratório-aduaneiro ou da área primária primária federal

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Um problema fronteiriço muito sério: os índios

“Nosotros, los pocos que quedamos, nosotros todos, los abandonados, queremos que se nos conozca como los que hacen florecer la tierra”.
Mensaje de la Nación Jeguakáva tenonde porãngue’i (Mbya) a la sociedad. Fonte Blog Guapoy

Foto cortesia Nicolás Pousthomis, da Cooperativa de Fotógrafos Sub

Se você é um turista brasileiro que toda vez que escuta falar de Paraguai canta a música "India teus Cabelos...", aviso o seguinte: não chame nunca uma paraguaia de india. Ela não gosta! No Brasil, às vezes gostamos de dizer que temos sangue de índio e ilustramos: "minha vó era índia, foi pega no laço". O Paraguai gosta de chamar-se de "Terra Guarani". Mas isso não quer dizer de índio guarani. Cada um dos três lados da fronteira tem uma ideia romântica mas irreal do índio. Os três têm problemas. Vejamos.

Exemplo um: Foz do Iguaçu, Brasil. Situação: terra liberada. Não há índio guarani que se diga dono. Aqui não é terra guarani. Eles vieram do Paraguai. Aqui sempre foi terra de ... de quem? É uma abordagem brutal, a nossa. A tera liberadada de indios permitiu nosso progresso. ¡Gracias!

Exemplo dois: Alto Paraná, Paraguai. Foi o útlimo lado a promover a última caçada (literalmente) de índio - "guayaki" - (nome real aché). Por causalidade a música India no Paraguai - "India bella mezcla de diosa y pantera... tem una fantasia romântica com os guayakis - cujo nome real. Os últimos casos de eliminaçáo física de índios para liberar as terras para a especulação imobiliária datam dos anos 70. Daí veio fartura de terras que nós brasileiros compramos e criamos o "brasiguaio". Há guaranis de várias "parcialidades" (tribos) perambulando pelas ruas e lixões do Alto Paraná. Problema sério!

Exemplo três: Província de Misiones, Argentina. É a área que mais tem remanescente de guaranis e especialmente mbyá guarani. São 90 povos. Cerca de 5 mil pessoas. O governo de Misiones tem um funcionariso especial para assutos guarani. Puerto Iguazú - estamos chegando - tem duas populações (aldeias). Yryapu e Mbororé. Segundo entrevista e denúncia feita pelo jornalista Claudio Salvador a uma radio de La Plata e à revista Indy Midia, a densidade demográfica dos Mbyá em Yryapu é 5 vezes maior que a do resto da província. A densidade de Mbororé é 18 vezes maior.

Problema atual
A Argentina está no olho do furacão. O mundo está de olho para ver como a relação entre Mbyas e o Condomínio Hoteleiro deluxo cnstruido em metade das terras indígenas (300 hectares) vai ser resolvido. Os índios conseguiram em 2005 a documentação de posse de 63o hectares. Logo o Governo da Província propôs usar quase a metade para atrair investimentos e capitais. O problema é que algumas famílias Mbyá armaram suas choças bem na estrada de acesso aos hotéis, poluindo, como denunciou um guia de turismo à Radio Cataratas a "imagem turística" da região. Salvador, e cada vez mais gente, acredita que os índios levaram a pior parte pois eles não recebem benefício nenhum do turismo. Tipo: royalties, compensação entre outras. É corda bamba. Hoje se fala muito de responsabilidade social, sustentabilidade, economia solidária e outras novas idéias. Funciona entre os índios o Projeto MATE (Modelo Argentino de Trabajo y Empleo). O verdadeiro modelo argentio é o que o mundo espera ver. Leia a reportagem, escute o audio disponível no final da página. Este é um mundo complexo e estamos quase no Dia do Turismo!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Iluminação ou Show de Luzes e Som nas Cataratas: vai sobrar para todo o mundo

As duas imagens aqui são facsimile de duas correspondências. A primeira, do chefe do Parque Nacional do Iguazu (Argentina) enviada para o chefe do Parque Nacional do Iguaçu (Brasil)dando a conhcer a segunda correspondência que é do Congresso Nacional Argentino informando à presidencia da Nação que a Câmara desaprova a idéia do prefeito de Foz do Iguaçu de iluminar as Cataratas ou pelo menos de fazer um show de luzes e som nas Cataratas do Iguaçu. O "não" foi a goleada de dez a zero que a Argentina deu no Brasil mencionada abaixo.
"Fora da Copa a Argentina deu banho" é o título de um bem escrito e criativo texto do jornalista e fotógrafo de nivel nacional, Marcos Sá Correia que pode ser lido AQUI e também no jornal O Estado de São Paulo. Contudo algo no texto não me deixou contente. É a uniteralidade com a qual ele fala do Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) onde tudo que está acontecendo lá é, para ele, bonzinho. Duas coisas: não me consta que o biólogo mencionado no texto tenha liderado luta nenhuma contra a torre giratória com o restaurante "espetado" lá em cima. Assim com não me consta que o biólogo ou qualquer outra pessoa da equipe do Parque em questão tenha se rebelado contra a estranha licitação para a construção de um heliporto de passageiros ao lado do restaurante onde acontece o luau que o jornalista menciona em seu, de outra maneira, impecável texto. Aproveitando adianto que o luau foi uma invenção que não está prevista no Plano de Manejo do PNI. O que o Plano de Manejo previu era a visitação noturna das Cataratas em noite de lua cheia: uma vez por mes, três grupos por noite. A iniciativa privada local liderada pela Abav-Foz do Iguaçu chegou a criar esse passeio que foi desativado logo após o olho gordo oficial tê-la passado ao pacote privatizável. A organização passou para a concessonária que achou caro, e não interessante promover três saídas noturnas uma vez por mês com um total de 60 pax por noite pagando pessoal e os encargos aplicáveis necessários. O luau foi a saída mas daí veio o protesto argentino como narrou Sá Correia.

As áreas de visitação dos dois lados das Cataratas estão concedidas à iniciativa privada. Há problemas nos dois. No lado argentino, corre na província um projeto de lei que visa "provincializar" as áreas do Parque Nacional do Iguazu que estão às margens do rio Iguaçu. Em seu lugar apareceria o Parque Provincial do Rio Iguaçu - pode? Que significa isso? Significa que as Cataratas e as margens do rio Iguaçu inferior ficariam fora do Parque Nacional e assim se poderá autorizar a construção de mais hotéis, empreendimentos etc. O assunto é sério e está dando trabalho ao chefe do PN Iguazu. O assunto foi para a Corte Suprema e, aí sim, necessita de denúncias e apoio das forças vivas do lado brasileiro. Imagina? Proposta similar existe em Foz. Está restrita a alguns círculos do poder turístico e não passando do setor empreendedor. As Cataratas, dizem, não representam mais de 1% dos 185 mil hectares do total do parque.

Finalmente peço apoio de todos para parar com o que esse blog está denunciando por meio do link acima e da foto ao lado. Concernente ao show de luzes e som de Foz, não é necessário ser nas Cataratas.
A Argentina vai fazer um, no outro lado do rio em frente ao bairro iguaçuense de Vila Carimã. O tema: as Missões Jesuíticas. Até rio artificial foi feito no parque temático-show que ainda não foi inaugurado saiu porque a crise fez o dinheiro escarcear. Mas está vindo! Bom exemplo!