Para a maioria dos moradores do Jardim Tarobá, o tempo
passou voando. Até pouco tempo, o bairro
era conhecido somente como Cohapar I. Quase ninguém sabe dizer quando ocorreu a
mudança de nome. Para a professora
Maria de Lourdes Brasil, (ver matéria sobre a escola do bairro) a mudança foi
uma proposta de um senhor conhecido como Jorge Tur, um guia de turismo que
tinha uma agência no bairro. "Ele fez uma campanha e pediu apoio mas não
acompanhei para ver exatamente como ocorreu", explica.
Foi a mesma sorte dos
outros dois conjuntos habitacionais conhecidos como Cohapar II e Cohapar
III. A família da professora foi a
terceira a receber a chave da casa no Cohapar lá no começo da década de 80.
"A terceira chave a ser entregue no conjunto foi para meu pai",
lembra. O Cohapar I é uma bairro pequeno mas mesmo assim tem muitas perguntas
difíceis de responder. O bairro parece
um catálogo das tribos indígenas do Brasil. Ruas como Tamoios,
Potiguaras e Xavantes dão ao bairro uma
identidade toda sua. (A rua Caiagangue que homanageia, os caigangues compete com a proposta da "tribo palmeirense" gravada em tinta branca em sua versão castelhana).
