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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mosquito da dengue: levemos isso a sério

O caderno de Ciência da Folha de São Paulo da última quarta-feira, dia 5 de janeiro, trouxe a reportagem “Mosquito da dengue pode driblar veneno”. Gostei, fiz a foto da página e postei aqui com link. Isso me fez lembrar da campanha “Foz contra o Mosquito” que fez parte da campanha maior “Iguaçuenses contra Iguaçuínos”. O que saltou à vista foi a falta de seriedade científica nessa história. Esquecemos que inseticida é veneno e que spray é simplesmente o modo como o veneno é “entregue” ao mosquito. O spray é um mecanismo. No caso do inseticida que usamos é um veneno a base de piretrina e piretróides. Já foi o DDT (difenil dicloro tricloretano] nos evlhos tempos. Não basta dizer “um spray contra a Fêmea do mosquito”. Outra coisa que me saltou à vista é a falta de informação sobre o fumacê. Que veneno é usado? É malathion? Ainda este mês ode chegar no mercado um novo produto contra o mosquito. A pesquisa tem o aval da Fundação Oswaldo Cruz e a proposta é que o "produto" mate a larva do mosquito em tanques, caixas d’água etc. Ele vai ser anunciado como “pastilha”.

E de novo digo, pastilha não mata. O que mata é o princípio químico ativo. No caso da “pastilha” que estará à venda, repito, este mês, ela é fruto da manipulação genética do Bacilus thuringiensis israelensis. Se liguem nisso! Não aceite conversa pela metade. É hora de entender a coisa completa. Resumo dizendo que a briga que surgiu em Foz foi desnecessária. Há pelo menos 4 classes ou propostas de luta contra o mosquito de dengue:

Guerra aos criadouros ( Limpar terrenos, garrafas de boca para baixo, pneus etc)
Guerra ao mosquito em vôo ( O fumacê é exemplo )
Guerra à fêmea “mocosada” na sua casa ( Métodop iguaçuense)
Guerra à larva OGM – pastilha à base de "organismos geneticamente modificado".
Tela de mosquito em casa (Me parece bem inteligente, acrescente um mosquiteiro também)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Mosquito da dengue do Morumbi

Há alguns dias descobri uma escultura de um mosquito da dengue em cima de uma casa no bairro Morumbi I. Agora vou contar alguma coisa sobre o que descobri. Primeiro não é só uma casa. É ali onde funciona a sede do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Mocidade Independente do Sâo Francisco. O mosquito, cuja foto você vê Aqui, não é só um mosquito. É um mosquito famoso. Ele é parte de uma campanha educatiova muito séria. No dia 15 de novembro de 2007, a Mocidade Independente do São Francisco,organizou um carnaval educativo fora de época e desfilou, com carro alegórico e tudo, pelas principais ruas dessa região de Foz do Iguaçu. O mosquito era parte dos passageiros do principal carro alegórico. Por casualidade, no dia 15 de novembro de 2008, sem saber de nada, bati na porta da casa onde funciona a sede da escola. Quer dizer, exatamente um ano após o desfile-campanha.

Sérgio Pereira, carioca, 50 e poucos anos, presidente da escola, declarou que a minha chegada no aniversário do histórico desfile não era por acaso. "Foi Deus que tem mandou. Você foi o evento deste ano", disse. Este ano não houve desfile. Por quê? Ora é fácil a resposta. As autoridades boicotaram. Todos me disseram que já tinham suas campanhas preparadas na TV.

O que eles não sabem é que para Sérgio, Escola de Samba é meio de comunicação, é educação e arte. O que as autoridades não sabem é que o Sérgio está certo. Eles não sabem da existência de duas palavras que são disciplinas da comunicação: folkcomunicação e midiologia. Vou acompanhar de perto o trabalho do pessoal do Morumbi e já retorno!