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quinta-feira, 27 de abril de 2017
Onça-parda do Parque Nacional Iguazú foi capturada mas a cidadania não está feliz
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Acessibilidade para todos: prazo termina em dezembro. Foz ainda está mal
| Ponto de ônibus iguaçuense sem acessibilidade nenhuma: Iguaçuense sofre |
| Falta rampa, rebaixamento de piso, piso tático, assento preferencial e, neste caso, qualquer tipo de assento |
| TTU não tem assento preferencial |
Segundo o CREA, o TTU, por exemplo, não possui piso tátil, não tem guichê de atendimento preferencial e não possui assento preferencial para portadores de deficiência. O aeroporto de Foz do Iguaçu não tem assento preferencial e a inclinação da rampa de acesso entre o ponto de ônibus e a porta de entrada é maior que 8,33%”. O Parque Nacional Iguaçu também está longe de satisfazer as exigências da acessibilidade. O ponto de ônibus e a região de entrada do parque não tem guia rebaixada, assento adequado, rampas e piso tátil.
Os fiscais vistoriaram alguns ônibus da
frota do transporte público em Foz. Há muitos ônibus já razoavelmente adaptados. Foz tem muitos veículos equipados com elevador para
cadeiras de roda, espaço reservado para cadeirantes com cinto de segurança e até assento específico para não-videntes (cegos) com cão-guia.
O engenheiro Ricardo Vilar Neves do CREA disse que embora a adaptação dos ônibus esteja em
andamento, há itens que apresentam apresentaram inconformidades.
Segundo o Decreto Federal 5.296 de 2004 "toda a frota de veículos de transporte coletivo rodoviário e toda a infraestrutura dos serviços deste transporte deverão estar totalmente acessíveis no prazo máximo de 120 meses a contar da sua data de publicação". O problema é que os 120 meses termina no dia 2 de dezembro deste ano. O decreto foi assinado no dia 2 de dezembro de 2004.
| Pelo menos tem banco |
Segundo o Decreto Federal 5.296 de 2004 "toda a frota de veículos de transporte coletivo rodoviário e toda a infraestrutura dos serviços deste transporte deverão estar totalmente acessíveis no prazo máximo de 120 meses a contar da sua data de publicação". O problema é que os 120 meses termina no dia 2 de dezembro deste ano. O decreto foi assinado no dia 2 de dezembro de 2004.
Transcrevo abaixo as diferentes deficiências segundo o Decreto Federal 5.296 de 2004 lembrado que acessibilidade não se limita à ranpas para cadeiras de roda:
a) deficiência física: alteração completa ou parcial de um ou mais
segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física,
apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia,
tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia,
amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade
congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam
dificuldades para o desempenho de funções;
b) deficiência
auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou
mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz;
c) deficiência
visual: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor
olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre
0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a
somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o;
ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores;
d) deficiência mental: funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:
1. comunicação;
2. cuidado pessoal;
3. habilidades sociais;
4. utilização dos recursos
da comunidade;
5. saúde e segurança;
6. habilidades acadêmicas;
7. lazer; e
8. trabalho;
e) deficiência
múltipla - associação de duas ou mais deficiências; e
II - pessoa com
mobilidade reduzida, aquela que, não se enquadrando no conceito de pessoa portadora de
deficiência, tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanente ou
temporariamente, gerando redução efetiva da mobilidade, flexibilidade, coordenação
motora e percepção.
Assim, mãos à obra e bom trabalho!
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Profecias Turísticas cumpridas: o que há mais para vir?
Basta clicar na imagem acima e você vai ver uma página scanneada da Gazeta do Iguaçu de 1996. A página é de uma edição das "Notas do Turismo" que na época eu fazia naquele jornal iguaçuense. Há 13 anos eu fazia um alerta ao trade turístico de Foz do Iguaçu. Clique na imagem para aumentá-la. Dá para ler. Leia e tire suas conclusões. Mas eu não estou postando este material para lamentar o passado ou para levantar a minha moral. Eu não preciso disso. Mas não se pode negar que o que foi predito aconteceu. Estamos no olho desse furacão agora (eu acho que é bom publicar isso até para dizer em público que eu não cheguei aqui agora e não peguei esse bonde andando).
O meu propósito principal é alertar para Foz do Iguaçu 2023. De novo, faltam mais 13 anos. O que estamos fazendo para evitar as dores da cidade e região em 2023? A digitação acima mostra que prever pepinos não é a especialidade de lideranças políticas e setoriais. Um abraço e até a próxima.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Sim, estive na audiência pública sobre o Parque Nacional na Câmara dos Vereadores de Foz
Vou começar pelo final. O último a falar na Audiência Pública convocada pela presidente da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu, Carlos Juliano Budel, foi o chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Jorge Pegoraro. Ele disse: “todos nós que viemos aqui esta noite, ganhamos. Todos nós crescemos. Quem não veio, perdeu muito e não pode reclamar”. O primeiro que falou se não me falha a memória foi o vereador Luiz Queiroga. Ele sugeriu que a Câmara de Vereadores tivesse um assento no Conselho Consultivo do Parque Nacional do Iguaçu que está em formação. A lista dos que falaram é grande. Eu só gostaria ninguém lembrasse de mim. Eu fui lá e eu mesmo não sei o que disse. Um vexame. Fora “eu”, gostei de todos.
Tanto o presidente da Casa, Carlos Budel como o chefe do PNI elogiaram o nível da audiência. Não houve a baixaria esperada. Novidades: o chefe do Parque disse que a Fase I de uma “revisão” do Plano de Manejo (PM) do Parque Nacional do Iguaçu. Ele não disse revisão. Ele falou em “trabalho para rever” alguns pontos do PM. Essa primeira fase tratou de assuntos com concessinárias. Pelo que entendi, se tirou do PM o que constava lá mas que não já não existe.
Bom, não estou dizendo que acredito ou não. O Plano de Manjeo é muito complicado e eu realmente gostaria de saber mais sobre essa “primeira fase” e o que foi retirado ou acrescentado.
O chefe disse que uma segunda fase já começou e está ligada aos problemas do entorno do Parque Nacional do Iguaçu. Não esqueça que o PNI tem 14 municípios lindeiros. Foz do Iguaçu é só um deles. A economia de Foz é muito dependente do turismo ao passo que a economia de Capitâo Leônidas Marques, por exemplo, e todos os outros municípios é a agricultura e com muita ênfase no fumo – que logo, logo, por Convenção Internacional será erradicado como cultura. Certa vez, lá em Capitâo Leônidas Marqes eu escrevi o seguinte:
"Como cidade (CLM) ainda eminentemente agrícola, os mais de 15 mil habitantes da cidade não estão sós. Os 275 quilômetros quadrados de área do município, tem uma população de 490 ovinos – quer dizer cabras, cabritos, bodes e ovelhas; 645 eqüinos entre cavalos, éguas, burros e algum jumento; 19.500 suínos – porcos, porcas e porquinhos e 32.889 bovinos – incluindo bois, vacas, touros e bezerros. Porém todos estes números ficam lá embaixo quando comprados com a população de galinhas estimadas pelo IBGE em 2005 como sendo de 1.860.466. A agricultura é importante também. O município produz soja (quase 11 mil toneladas em 2005), mandioca (13,8 toneladas) e feijão (3,1 toneladas)".
Há também a indústria. Foz do Iguaçu teria inveja da quantidade fábricas no entorno. Tudo isso agride a integridade do nosso Parque Nacional.A segunda fase tratará justamente de alternativas econômicas em todos os setores: turismo,agricultura, industria, educação, segurança – tudo. “Dou minha palavra que haverá audiuências públicas aqui e em outros municípios para duscutir todos os setores” – garantiou Pegoraro.
A morte da onça veio à tona na maioria dos casos. Isso devido ao trauma do setor com a questão da entrada de veículos no PNI. Gostei do comandante da Policia Ambiental, Capitão Valdecir Capelli. Polícia é polícia e cabeça de policial pensa policialmente. Ele disse: “ A segurança ambiental é igual à segurança pessoal”. Ele se referia à falta de cooperação da comunidade. “Eu não creio que quem matou a onça não tenha deixado vazar, não tenha dito a alguém”. Entendeu? Esse alguém tem o dever de ligar para o Disk Denúncia e entregar. É obrigação. Lei do Silêncio não funciona em lugar nenhum.
Outra informação importante é que as investigações do caso da onça estão nas mãos da Polícia Federal. Disse que muito já foi feito. Carros periciados. Vamos aguardar! Afinal, um dia após a audiência, completou um mês da morte dela.
Muito foi falado sobre a arrecadação do Parque que não retorna para Foz do Iguaçu. Muito se disse sobre os 50% da arrecadação que deveria retornar para Foz. Aqui já há problemas: não é mais 50%. É até 50% e não menos que 25%. Aproveitando isso, só vem 20% e não é para Foz, é para investimento no Parque Nacional.
“O turismo não tem planejamento para trazer o turista para a cidade e fazer que ele veja mais coisas, para fazer mais coisas” – foi o teor da fala do médico veterinário, que fez a autopsia da onça, que já trabalhou no Parque, já consultou para empresas lá dentro e agora está nas Faculdades Anglo Americano. Eu não creio que ele quis dizer “planejamento”. Alguns fatos temos que encarar: o único motivo, a única coisa que atrai o turista para Foz do Iguaçu se chama Cataratas. Tudo o mais, inclusive Itaipu, ajuda, completa. Se as Cataratas secarem, por exemplo, nós sumimos do mapa. Porém, concordo com ele em que temos que “criar”. De modo geral, creio que todos entenderam que a “comunicação” não anda boa por aqui. Espero que melhore, queira Deus que sim ou Inshallah! Oxalá!
Tanto o presidente da Casa, Carlos Budel como o chefe do PNI elogiaram o nível da audiência. Não houve a baixaria esperada. Novidades: o chefe do Parque disse que a Fase I de uma “revisão” do Plano de Manejo (PM) do Parque Nacional do Iguaçu. Ele não disse revisão. Ele falou em “trabalho para rever” alguns pontos do PM. Essa primeira fase tratou de assuntos com concessinárias. Pelo que entendi, se tirou do PM o que constava lá mas que não já não existe.
Bom, não estou dizendo que acredito ou não. O Plano de Manjeo é muito complicado e eu realmente gostaria de saber mais sobre essa “primeira fase” e o que foi retirado ou acrescentado.
O chefe disse que uma segunda fase já começou e está ligada aos problemas do entorno do Parque Nacional do Iguaçu. Não esqueça que o PNI tem 14 municípios lindeiros. Foz do Iguaçu é só um deles. A economia de Foz é muito dependente do turismo ao passo que a economia de Capitâo Leônidas Marques, por exemplo, e todos os outros municípios é a agricultura e com muita ênfase no fumo – que logo, logo, por Convenção Internacional será erradicado como cultura. Certa vez, lá em Capitâo Leônidas Marqes eu escrevi o seguinte:
"Como cidade (CLM) ainda eminentemente agrícola, os mais de 15 mil habitantes da cidade não estão sós. Os 275 quilômetros quadrados de área do município, tem uma população de 490 ovinos – quer dizer cabras, cabritos, bodes e ovelhas; 645 eqüinos entre cavalos, éguas, burros e algum jumento; 19.500 suínos – porcos, porcas e porquinhos e 32.889 bovinos – incluindo bois, vacas, touros e bezerros. Porém todos estes números ficam lá embaixo quando comprados com a população de galinhas estimadas pelo IBGE em 2005 como sendo de 1.860.466. A agricultura é importante também. O município produz soja (quase 11 mil toneladas em 2005), mandioca (13,8 toneladas) e feijão (3,1 toneladas)".
Há também a indústria. Foz do Iguaçu teria inveja da quantidade fábricas no entorno. Tudo isso agride a integridade do nosso Parque Nacional.A segunda fase tratará justamente de alternativas econômicas em todos os setores: turismo,agricultura, industria, educação, segurança – tudo. “Dou minha palavra que haverá audiuências públicas aqui e em outros municípios para duscutir todos os setores” – garantiou Pegoraro.
A morte da onça veio à tona na maioria dos casos. Isso devido ao trauma do setor com a questão da entrada de veículos no PNI. Gostei do comandante da Policia Ambiental, Capitão Valdecir Capelli. Polícia é polícia e cabeça de policial pensa policialmente. Ele disse: “ A segurança ambiental é igual à segurança pessoal”. Ele se referia à falta de cooperação da comunidade. “Eu não creio que quem matou a onça não tenha deixado vazar, não tenha dito a alguém”. Entendeu? Esse alguém tem o dever de ligar para o Disk Denúncia e entregar. É obrigação. Lei do Silêncio não funciona em lugar nenhum.
Outra informação importante é que as investigações do caso da onça estão nas mãos da Polícia Federal. Disse que muito já foi feito. Carros periciados. Vamos aguardar! Afinal, um dia após a audiência, completou um mês da morte dela.
Muito foi falado sobre a arrecadação do Parque que não retorna para Foz do Iguaçu. Muito se disse sobre os 50% da arrecadação que deveria retornar para Foz. Aqui já há problemas: não é mais 50%. É até 50% e não menos que 25%. Aproveitando isso, só vem 20% e não é para Foz, é para investimento no Parque Nacional.
“O turismo não tem planejamento para trazer o turista para a cidade e fazer que ele veja mais coisas, para fazer mais coisas” – foi o teor da fala do médico veterinário, que fez a autopsia da onça, que já trabalhou no Parque, já consultou para empresas lá dentro e agora está nas Faculdades Anglo Americano. Eu não creio que ele quis dizer “planejamento”. Alguns fatos temos que encarar: o único motivo, a única coisa que atrai o turista para Foz do Iguaçu se chama Cataratas. Tudo o mais, inclusive Itaipu, ajuda, completa. Se as Cataratas secarem, por exemplo, nós sumimos do mapa. Porém, concordo com ele em que temos que “criar”. De modo geral, creio que todos entenderam que a “comunicação” não anda boa por aqui. Espero que melhore, queira Deus que sim ou Inshallah! Oxalá!
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