Foz do Iguaçu - que completará 100 anos como município emancipado em 2014 e 125 anos desde a fundação histórica, heroica e gloriosa da Colônia Militar do Iguassu está em constante mudança e nem sempre devido ao progresso. A cidade tem um padrão quase psicológico de criar estruturas e destruí-las, é um caso de "autofagia". Sugiro aos acadêmicos de nossas universidades que incluam a Santa Casa na lista de seus alvos de estudo. Seria interessante levantar dados como: quanta gente, quantos bebês, masculinos ou femininos nasceram no lado de dentro deste portão abandonado? Quantas mulheres receberam o "positivo" de seus testes de gravidez neste edifício? Quanta gente em Foz tem história com este prédio? Quanta gente foi salva ou foi tratada neste local? A grande propriedade foi leiloada, vendida e até hoje há ex-funcionários que não receberam o que deveriam ter recebido e o prédio estaria cheio de equipamentos desde macas a máquinas se acabando no abandono.
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| Banco histórico relembra uma empolgação com a saúde na gestão 1997 - 2000 |
O que aconteceu com o prédio da Casa de Saúde não é menor do que aconteceu com os vários planos e ideais de saúde como a "Saúde Plena da Gestão 1997 - 2000. Três banquinhos de cimento celebram a época da "Gestão Saúde Plena" Como aparece aqui nesta postagem. É uma verdadeiro caso de "Abdução da Saúde". Na mesma ruas da Santa Casa - Avenida Brasil - havia o Hospital Internacional ou HI que também teve participação histórica na saúde de Foz do Iguaçu ao longo dos anos 70, 80 e 90. Ele naufragou de vez, não se sabe exatamente por que carga d'água ou causa nos anos 2000 quando passou a ser a sede da atual Secretaria Municipal da Saúde. Destaco que na época da Gestão Saúde Plena - a secretaria se chamava "Secretaria de Saúde e Saneamento". É um caso interessante de "mudancice" saramandaiense.
O prédio-ruínas da Santa Casa Monsenhor Guilherme fica em uma área que foi um retrato do "ciclo da vida". Nascia-se na Santa Casa, estudava-se na Escola Municipal Parigot de Souza ou no Bartolomeu Mitre, se catequizava na Igreja Matriz São João Batista, fazia-se exames em laboratórios estabelecidos ao redor da Santa Casa, treinava-se oratória na Câmara Júnior da Avenida Brasil, virava-se espírita e frequentava o Centro Espírita Os Mensageiros (CEOM) em frente à Santa Casa, poderia tornar-se maçom e frequentar a Loja Maçônica Manoel Ribas ao lado do Centro Espírita que fica na frente da lateral da Santa Casa na Rua Padre Montoya. Crescia-se estudava-se, virava-se alguém no comércio e se associava à Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (ACIFI). Ficava-se doente, consultava-se, fazia-se exames na quadra, se internava na Santa Casa e caso falecesse, os parentes e amigos compravam flores nas casas especializadas, contratavam os serviços fúnebres nas funerárias ao redor da quadra, e na hora de voltar ao pó de onde todos viemos, o Cemitério São João Batista estava, como está, ao lado, na Avenida Brasil, a uns 50 metros da Acifi, a uns 30 metros da Câmara Júnior. Toda vez que passo pelas ruínas da Santa Casa não posso deixar de lamentar e pensar qual é o o motivo desta espécie de descaso pelo nosso patrimônio e até de nossa memória.
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| Já tive um de meus filhos internados no imponente HI da Avenida Brasil. Motivo:bronquite |
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| Hospital Internacional passou a ser a sede da Secretaria Municipal da Saúde que substituiu a Secretaria de Saúde e Saneamento |