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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Policiais Federais morrem em confronto com traficantes no Rio Solimões
Os policiais federais Leonardo Matzunaga Yamaguti e Mauro Lobo morreram após um cnfronto com traficates no Amazonas. Já o policial federal "Charles Nascimento ficou ferido com um tiro na perna e outro no braço durante a abordagem da madrugada", a informação é do Portal da Amazônia - confira para saber mais. Enquanto isso só quero registrar minha preocupação. O Brasil está virando uma Narcolândia. Aqui em Foz do Iguaçu também começaram os tiroteios entre forças federais na fronteira às margens do Rio Paraná. Do jeito que está, vamos ver muito disso. E o pior é que em ambiente acadêmico ouvi uma afirmação preocupante. Fontes qualificadíssimas - disseram e pediram para que não fosse publicada a informação de que Foz do Iguaçu pode se tranformar em uma "narcocidade" em dez anos e Ciudad del Este estabelecer-se como um centro de "narcofinanças". Em respeito a Leonardo Yamaguti, Mauro Lobo e Charles Nascimento, espero, de coração, que isso não aconteça. No portal da Amazônia, o superintendente da PF diz que foi a primeira vez que os traficantes atacam agentes da PF. O confronto foi entre Anori e Anamã, na região de Coari, no centro do maravilhoso e Estado do Amazonas!
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Tirando peso do peito: várias coisas me trincam esta semana
O tempo está nublado sobre Foz do Iguaçu e pode chover um pouco a qualquer momento. A cidade está se preparando para entrar naquele espírito estranho de feriadão. Domingo, 31 é dia de eleição. Vamos todos para as urnas para escolher o (a) presidente (a) do Brasil. Ainda bem que já é domingo - porque a discussão me parece insuportável. Está em andamento uma redução fantástica de problemas. Tudo se resume a um dicotomia do bem e do mau. Quem é do bem? Quem é do mau? Redução entre evangélicos e católicos. Ridículo. Eu pensava que todos éramos cristãos.
Encontrei uma frase atribuída a Charles Augustin Sainte-Beuve (1804 - 1869) mais ou menos assim: "me admiro que eles continuem sendo católicos mesmo depois de terem deixado de ser cristãos". Penso a mesma coisa. Somos evangélicos. Somos católicos mas faz tempo deixamos de ser cristãos. E assim vemos líderes de rebanhos vendendo ovelhas para quem der mais. Daí a redução dicotômica de Católicos com Dilma, evangélicos com Serra ou o contrário ou ainda espírita com esse ou aquele candidato. E assim não discutimos o que realmente importa.
Duas notícias me deixaram pensativo.
Primeiro, o tiroteio entre forças federais brasileiras (Foto Kiko Sierich / A Gazeta do Iguaçu) e o poder delinquente transnacional ou transfronteiriço às margens do Rio Paraná com parte das balas vindo de Ciudad del Este e com o possivel ferimento de pessoas lá no outro lado. Isso é uma coisa a se pensar! É estranho que tenham deixado a coisa chegar a esse ponto. Tenham? Quem?
Outra noticia que eu ainda aguardo para digerir completamente é a queda da população iguaçuense. Demograficamente a cidade não cresceu o que se estimava. Para a Prefeitura de Foz do Iguaçu isso é muito ruim. Orçamento, dinheiro, investimento entre outras coisas. Mas, para mim que já havia previsto isso é positivo. Não previ e falei isso graças a minha bola de cristal. Mas pela leitura de estudos, relatórios, reportagens e conversas com técnicos. Isso era esperado desde 1990 embora a cidade rezasse por uma explosão que levasse a 1 milhão de pessoas em Foz lá pela chegada de 2000 ou antes. Ainda bem que isso não aconteceu.
Foz agora tem que fazer de tudo para melhorar o "emprego" - acima de tudo, a qualidade de vida (seja lá o que isso signifique) e evitar que a população diminua.
Isso inclui, para mim, evitar que a população de jovens (mortalidade juvenil), homens (eliminação de chefes de família) e mulheres de todas idades seja diminuída pela bala como tão bem nos mostra o programa Tribuna da Massa. O assassinato em Foz tem níveis de epidemia e para uma cidade que não quer perder gente isso tem que ser "contabilizado".
Finalmente, a estranheza do feriadão se deve ao Dia de Todos os Santos, que terá uma festa de arromba na cidade - algo como Glamjam e logo depois, o Dia dos Finados - um dia triste especialmente para as famílias que perderam filhos, pai, mãe nos últimos dias. Como estamos na Fronteira e nos achamos integrados, chamo sua atenção para a San La Muerte (Santa Morte - Foto), entidade venerada na Argentina, Paraguai, em muitos lugares no Sul do Brasil para que nos conceda vida e tire de Foz do Iguaçu essa murucubaca de matança e assassinato.
Encontrei uma frase atribuída a Charles Augustin Sainte-Beuve (1804 - 1869) mais ou menos assim: "me admiro que eles continuem sendo católicos mesmo depois de terem deixado de ser cristãos". Penso a mesma coisa. Somos evangélicos. Somos católicos mas faz tempo deixamos de ser cristãos. E assim vemos líderes de rebanhos vendendo ovelhas para quem der mais. Daí a redução dicotômica de Católicos com Dilma, evangélicos com Serra ou o contrário ou ainda espírita com esse ou aquele candidato. E assim não discutimos o que realmente importa.
Duas notícias me deixaram pensativo.
Primeiro, o tiroteio entre forças federais brasileiras (Foto Kiko Sierich / A Gazeta do Iguaçu) e o poder delinquente transnacional ou transfronteiriço às margens do Rio Paraná com parte das balas vindo de Ciudad del Este e com o possivel ferimento de pessoas lá no outro lado. Isso é uma coisa a se pensar! É estranho que tenham deixado a coisa chegar a esse ponto. Tenham? Quem? Outra noticia que eu ainda aguardo para digerir completamente é a queda da população iguaçuense. Demograficamente a cidade não cresceu o que se estimava. Para a Prefeitura de Foz do Iguaçu isso é muito ruim. Orçamento, dinheiro, investimento entre outras coisas. Mas, para mim que já havia previsto isso é positivo. Não previ e falei isso graças a minha bola de cristal. Mas pela leitura de estudos, relatórios, reportagens e conversas com técnicos. Isso era esperado desde 1990 embora a cidade rezasse por uma explosão que levasse a 1 milhão de pessoas em Foz lá pela chegada de 2000 ou antes. Ainda bem que isso não aconteceu.
Foz agora tem que fazer de tudo para melhorar o "emprego" - acima de tudo, a qualidade de vida (seja lá o que isso signifique) e evitar que a população diminua.
Isso inclui, para mim, evitar que a população de jovens (mortalidade juvenil), homens (eliminação de chefes de família) e mulheres de todas idades seja diminuída pela bala como tão bem nos mostra o programa Tribuna da Massa. O assassinato em Foz tem níveis de epidemia e para uma cidade que não quer perder gente isso tem que ser "contabilizado". Finalmente, a estranheza do feriadão se deve ao Dia de Todos os Santos, que terá uma festa de arromba na cidade - algo como Glamjam e logo depois, o Dia dos Finados - um dia triste especialmente para as famílias que perderam filhos, pai, mãe nos últimos dias. Como estamos na Fronteira e nos achamos integrados, chamo sua atenção para a San La Muerte (Santa Morte - Foto), entidade venerada na Argentina, Paraguai, em muitos lugares no Sul do Brasil para que nos conceda vida e tire de Foz do Iguaçu essa murucubaca de matança e assassinato.
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