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sábado, 9 de junho de 2012

Coisas da fronteira: PF apreende e expulsa do país prefeito de Hernandarias

A apreensão do prefeito de Hernandárias e sua equipe em águas do lago de Itaipu ocorre extamente no dia em que uma matéria minha sai na Gazeta do Iguaçu que pode ajudar a provar que o prefeito e sua equipe está no meio de uma efervescente batalha para construir uma Costanera ou Avenida Beira Rio. Hernandarias é a cidade mais velha da fronteira; ela nasceu do povoamento criado ao redor da sede da Industrial Paraguaya S.A,. para explorar a erva mate - algo comum na história do Paraná, do Brasil e da região. O que lamento é que a Policia Federal, a Receita Federal e as autoridades reponsáveils pela segurança da fronteira estão perdendo a oportunidade de dizer, claraente e com todas as letras o que realmente está envolvido. O prefeito e comitiva foi apreendido, levado a PF e depois humilhado a ser feito voltar caminhando para Hernandárias via (território inimigo de) Ciudad del Este se deve ao fato de que: é proibido entrar no Brasil pelo rio Paraná a não ser pela Ponte Internacional da Amizade.

O motivo é legal e simples: não há alfandegamento. Não há destacamento da PF e não há outras autoridades presentes. Hernandarias é a sede da Itaipu Binacional no Paraguai. Ela fica de frente para Santa Terezinha de Itaipu. Quem acampa na Prainha de Santa Terezinha de Itaipu pode vê-la à noite. As luzes que se vê do outro lado do algo pertencem a Hernandárias. Mas como não há alfandegamento nem em Hernandarias e nem em Santa Terezinha, aviso, é ilegal tentar entrar no país por elas. Assim como é ilegal entrar no Brasil pela Prainha de Três Lagoas. Agora por que não há alfandegamento em povoações brasileiras ao longo do Lago de Itaipu, ao longo do rio Paraná em Foz do Iguaçu? Porque as autoridades não querem e não investem.

Fica o aviso: se você está andando de lancha no Lago de Itaipu ou no rio Iguaçu você não pode atracar em portos do outro lado (salvo motivos de emergência) e muito menos entrar ou sair do país, por portos onde você não seja recebido por autoridades migratórias, aduaneiras e por meio delas até da saúde. No lado paraguaio e em Foz do Iguaçu o porto da cidade de Presidente Franco é alfandegado e é legal. Você pode ir de Foz para o Paraguai via Argentina (Puerto Iguazú) e pegar a balsa para Franco e fazer o mesmo caminho de volta.

Estou ouvindo muito comentário sobre a Beira-Rio que ridicularmente está sendo chamada de Beira-Foz. Não vou falar de beira-rio ou beira-foz, por agora, não porque não goste do termo beira-foz. É um problema linguístico. Mas aí está uma oportunidade para incluir o antigo Porto Oficial de Foz do Iguaçu na lista do que deve ser resgatado por ser histórico. Sugiro anfandegá-lo. Aos agentes da PF que interceptaram a lancha, a abordaram, trouxeram para terra e fizeram todo o procedimento, parabéns. Eu gostaria de conhecê-los. Fizeram, o que tinha de ser feito. O erro de não ter as coisas legalizadas e oficiais é do Governo do nosso Brasil. Que o prefeito de Hernandarias aproveite e dê um aperto nas autoridades de Assunção para que Hernadárias tenha tabém um porto habilitado para entrada e saída ed passageiros e não fique dependendo de Ciudad del Este. Tacuru Puku pode!





Mala pata". La comitiva encabezada por el intendente ingresó a Foz de Yguazú en un lujoso yate a través del río Paraná, en la zona de Hernandarias, pero volvieron a pie y por Ciudad del Este. Foto: Édgar Medina.
"Pé frio" - A comitiva encabeçada pelo prefeito de Hernandárias entrou em Foz do Iguaçu em um luxuoso iate pelo rio Paraná, na região de Hernandárias, mas voltou a pé e por Ciudad del Este. Foto: Édgar Medina  (Do jornal Ultima Hora) 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fronteira, drogas e armas e muitas opiniões


No dia em que o governador do Paraná, José Richa, veio a Foz do Iguaçu com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e a secretaria nacional de Segurança Pública, Regina Mikki para lançar o primeiro Gabinete de Gestão Integrada da Fronteira do Brasil, a Folha de São Paulo revelou que até mototaxistas fazem delivery de armas na fronteira. Clique Aqui para ver a matéria tal como foi publicada em jornal da Paraíba. Vi o link no jornal ABC Color de Assunção. O repórter da Folha comprou a arma em CDE, pagou e recebeu o revolver em Foz. Operação perigosa para jornalista fazer. Penso sobre o que aconteceria, caso o motoboy tivesse sido pego. Teria o jornal deixado o motoboy pagar a conta sozinho? Zé Dirceu ou alguém de sua assessoria leu o material e se revoltou com a criminalidade. Daí postou a seguinte opinião em seu blog que foi retransmitida pelo Correio do Brasil:


"Verdadeira terra de ninguém, a região da chamada Tríplice Fronteira - Foz do Iguaçu (Brasil), Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazu (Argentina) - é considerada a base do crime organizado na América do Sul. Sem fiscalização e repressão por parte das autoridades competentes esses episódios se repetem diariamente".


Como a foto ao lado mostra, A PF está equipada com lancha blindada tanto no rio Paraná à jusante da Barragem de Itaipu como acima dela no Lago Internacional ou Binacional de Itaipu. Essa preparação da polícia para enfrentar o crime nesse nível é nova. Dizer que as autoridades não fazem nada é injusto.
Hoje além da Polícia Federal, já começamos a ver Fuzileiros Navais da Marinha, Força Nacional e além da Polícia Militar do Paraná via esquadrões especiais navegando na região. Richa anunciou a criação de um batalhão da PM especial para os crimes de fronteira (armas e drogas) com 500 homens. 
Assim, o Blog de Foz lembra que é fácil falar sem estar vendo o que acontece. Por outro lado, a questão do crime é séria. Fontes de inteligência dão conta que em dez anos, Ciudad del Este pode ser uma narcocidade e se levamos em consideração a quantidade de crack e coca que está sendo apreendida na região, a profecia pode se cumprir. A situação é muito séria. Digo até que é triste. É surpreendente a quantidade de brasileiros levando em seus carros, crack e drogas para o resto do Brasil. 
É como se houvesse um desespero (da parte da oferta) para jogar a droga no Brasil e a imagem que me vem à cabeça é que, a cada minuto, há toneladas de droga aguardando para ser catapultada para o Brasil para suprir a demanda. A segunda foto menor mostra o governador do Paraná de colete à prova de bala, na barranca do rio Paraná se informando da situação. Por que os brasileiros estariam demandando tanta droga? (Todas as fotos da AEN - Agência Estadual de Notícias)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Policiais Federais morrem em confronto com traficantes no Rio Solimões

Os policiais federais Leonardo Matzunaga Yamaguti e Mauro Lobo morreram após um cnfronto com traficates no Amazonas. Já o policial federal "Charles Nascimento ficou ferido com um tiro na perna e outro no braço durante a abordagem da madrugada", a informação é do Portal da Amazônia - confira para saber mais. Enquanto isso só quero registrar minha preocupação. O Brasil está virando uma Narcolândia. Aqui em Foz do Iguaçu também começaram os tiroteios entre forças federais na fronteira às margens do Rio Paraná. Do jeito que está, vamos ver muito disso. E o pior é que em ambiente acadêmico ouvi uma afirmação preocupante. Fontes qualificadíssimas - disseram e pediram para que não fosse publicada a informação de que Foz do Iguaçu pode se tranformar em uma "narcocidade" em dez anos e Ciudad del Este estabelecer-se como um centro de "narcofinanças". Em respeito a Leonardo Yamaguti, Mauro Lobo e Charles Nascimento, espero, de coração, que isso não aconteça. No portal da Amazônia, o superintendente da PF diz que foi a primeira vez que os traficantes atacam agentes da PF. O confronto foi entre Anori e Anamã, na região de Coari, no centro do maravilhoso e Estado do Amazonas!

sábado, 30 de outubro de 2010

Eu quero minha cidade de volta - parte I

Este prédio se encontra na Avenida General Meira (Foz do Iguaçu) logo após a entrada para o Marco das Três Fronteiras. Ainda é Patrimônio da União. Aqui funcionava o complexo de Aduana e Migração para quem saia ou entrava do Brasil com destino à Barranca do Rio Iguaçu onde estava o Porto Meira e de onde saiam lanchas e balsas para Puerto Iguazú, Argentina. Aqui estavam os guichês da Polícia Federal e da Receita Federal e aqui se formavam filas de bom tamanho para atender quem transitava pelos dois países junto com suas bagagens. Eu fui guia de turismo nessa época. O prédio já era segunda geração na escala da melhoria de infraestrutura. Antes desse prédio, Migração (PF) e Alfândega (RF) aconteciam lá na barranca do rio. Hoje, a estrutura não é utilizada para nada - pelo menos oficialmente. Os vidros das amplas portas estão quebrados e pode abrigar temporariamente pessoas que você não gostaria de encontrar. Aqui tem tanta história e estórias que em nenhum país sério - quero dizer - país que leve a sério sua história deixaria uma estrutura dessa sem uso. Hoje passa pelo local quem se dirige para o Porto do Rio Iguaçu. A única presença oficial lá próximo à barranca do rio é a sede iguaçuense do Núcleo Especial de Polícia Marítima (NEPOM) da Polícia Federal. Toda a estrutura às margens do rio passou a ser parte do Porto do Rio Iguaçu – concessionado, entregue à iniciativa privada como mostram as fotos. Não é a primeira vez que expresso minha insatisfação. Esses espaços têm que ser reconquistados por Foz do Iguaçu. Não peço que cancelem a licitação; não peço o fechamento do porto. Antevejo, isso sim, a possibilidade daquilo que os ecologistas burocráticos chamam de "uso múltiplo" do rio. Que se ache um abertura para que os iguaçuenses vejam o rio. E quanto aos prédios acima, vejo de antemão, pelo menos, uma exposição de fotos e utensílios da época ligada ao nosso histórico Porto Meira, à história da migração. Algo que fosse visitado por escolas locais, por moradores e pelos turistas que nos visitam. Conto uma história amanhã! Todas as fotos by 'bairronauta' 2010. Clique para visualizar detalhes

Eu quero minha cidade de volta - parte I

Este prédio se encontra na Avenida General Meira (Foz do Iguaçu) logo após a entrada para o Marco das Três Fronteiras. Ainda é Patrimônio da União. Aqui funcionava o complexo de Aduana e Migração para quem saia ou entrava do Brasil com destino à Barranca do Rio Iguaçu onde estava o Porto Meira e de onde saiam lanchas e balsas para Puerto Iguazú, Argentina. 

Aqui estavam os guichês da Polícia Federal e da Receita Federal e aqui se formavam filas de bom tamanho para atender quem transitava pelos dois países junto com suas bagagens. Eu fui guia de turismo nessa época. O prédio já era segunda geração na escala da melhoria de infraestrutura. Antes desse prédio, Migração (PF) e Alfândega (RF) aconteciam lá na barranca do rio. Hoje, a estrutura não é utilizada para nada - pelo menos oficialmente. 

Os vidros das amplas portas estão quebrados e pode abrigar temporarimente pessoas que você não gostaria de encontrar. Aqui tem tanta história e estórias que em nenhum país sério - quero dizer - país que leve a sério sua história deixaria uma estrutura dessa sem uso. Hoje passa pelo local quem se dirige para o Porto do Rio Iguaçu. A única presença oficial lá próximo à barranca do rio é a sede iguaçuense do Núcleo Especial de Polícia Marítima (NEPOM) da Polícia Federal. 

Toda a estrutura às margens do rio passou a ser parte do Porto do Rio Iguaçu – concessionado, entregue à iniciativa privada como mostram as fotos. Não é a primeira vez que expresso minha insatisfação.

Esses espaços têm que ser reconquistados por Foz do Iguaçu. Não peço que cancelem a licitação; não peço o fechamento do porto. Antevejo, isso sim, a possibilidade daquilo que os ecologistas burocráticos chamam de "uso múltiplo" do rio. 

Que se ache um abertura para que os iguaçuenses vejam o rio. E quanto aos prédios acima, vejo de antemão, pelo menos, uma exposição de fotos e utensílios da época ligada ao nosso histórico Porto Meira, à história da migração. Algo que fosse visitado por escolas locais, por moradores e pelos turistas que nos visitam. Conto uma história amanhã! Todas as fotos by 'bairronauta' 2010. Clique para visualizar detalhes

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Tirando peso do peito: várias coisas me trincam esta semana

O tempo está nublado sobre Foz do Iguaçu e pode chover um pouco a qualquer momento. A cidade está se preparando para entrar naquele espírito estranho de feriadão. Domingo, 31 é dia de eleição. Vamos todos para as urnas para escolher o (a) presidente (a) do Brasil. Ainda bem que já é domingo - porque a discussão me parece insuportável. Está em andamento uma redução fantástica de problemas. Tudo se resume a um dicotomia do bem e do mau. Quem é do bem? Quem é do mau? Redução entre evangélicos e católicos. Ridículo. Eu pensava que todos éramos cristãos. 

Encontrei uma frase atribuída a Charles Augustin Sainte-Beuve (1804 - 1869) mais ou menos assim: "me admiro que eles continuem sendo católicos mesmo depois de terem deixado de ser cristãos". Penso a mesma coisa. Somos evangélicos. Somos católicos mas faz tempo deixamos de ser cristãos. E assim vemos líderes de rebanhos vendendo ovelhas para quem der mais. Daí a redução dicotômica de Católicos com Dilma, evangélicos com Serra ou o contrário ou ainda espírita com esse ou aquele candidato. E assim não discutimos o que realmente importa. 

Duas notícias me deixaram pensativo. Primeiro, o tiroteio entre forças federais brasileiras (Foto Kiko Sierich / A Gazeta do Iguaçu) e o poder delinquente transnacional ou transfronteiriço às margens do Rio Paraná com parte das balas vindo de Ciudad del Este e com o possivel ferimento de pessoas lá no outro lado. Isso é uma coisa a se pensar! É estranho que tenham deixado a coisa chegar a esse ponto. Tenham? Quem?

Outra noticia que eu ainda aguardo para digerir completamente é a queda da população iguaçuense. Demograficamente a cidade não cresceu o que se estimava. Para a Prefeitura de Foz do Iguaçu isso é muito ruim. Orçamento, dinheiro, investimento entre outras coisas. Mas, para mim que já havia previsto isso é positivo. Não previ e falei isso graças a minha bola de cristal. Mas pela leitura de estudos, relatórios, reportagens e conversas com técnicos. Isso era esperado desde 1990 embora a cidade rezasse por uma explosão que levasse a 1 milhão de pessoas em Foz lá pela chegada de 2000 ou antes. Ainda bem que isso não aconteceu. 

Foz agora tem que fazer de tudo para melhorar o "emprego" - acima de tudo, a qualidade de vida (seja lá o que isso signifique) e evitar que a população diminua. Isso inclui, para mim, evitar que a população de jovens (mortalidade juvenil), homens (eliminação de chefes de família) e mulheres de todas idades seja diminuída pela bala como tão bem nos mostra o programa Tribuna da Massa. O assassinato em Foz tem níveis de epidemia e para uma cidade que não quer perder gente isso tem que ser "contabilizado". 

Finalmente, a estranheza do feriadão se deve ao Dia de Todos os Santos, que terá uma festa de arromba na cidade - algo como Glamjam e logo depois, o Dia dos Finados - um dia triste especialmente para as famílias que perderam filhos, pai, mãe nos últimos dias. Como estamos na Fronteira e nos achamos integrados, chamo sua atenção para a San La Muerte (Santa Morte - Foto), entidade venerada na Argentina, Paraguai, em muitos lugares no Sul do Brasil para que nos conceda vida e tire de Foz do Iguaçu essa murucubaca de matança e assassinato.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Guaritas de Migração em Foz: Por que essas cabines não podem continuar fechadas?

Foto 'bairronauta'
Resposta: porque essas cabines são nossas. Essas cabines não foram construidas para controle migratório internacional de longa distância. Como a placa azul (foto) mostra, elas foram construídas para o controle do trânsito fronteiriço. Tem gente que diz, em seu direito à revolta, que o Mercosul não existe. Estão errados. As cabines estão cumprindo regras do Mercosul. O "Trânsito de Vizinhança" ou "Transito Vecinal Froterizo" (TVF) é específico para os moradores da fronteira. O Mercosul reconhece o direito dos moradores fronteiriços atravessarem a fronteira a qualquer hora e com o mínimo de incômodo. Isso não quer dizer que seja porteira aberta. Para isso, as cabines serão equipadas com computadores, leitores de cartão que possibilitarão que o fronteiriço passe pela cabine, diminua a velocidade do carro, passe o cartão no leitor ótico e prossiga.

É muito parecido com o cartão que a gente usa hoje em Foz, e por aí afora, para passar nas catracas de ônibus. Se o cartão travar é porque seu crédito acabou ou você sentou em cima dele. Se o seu cartão de identidade especial (credencial fronteiriça)- que já foi testado na fronteira - travar ou se o policial lhe der voz de prisão aí você está frito porque, no mínimo há um problema, pelo menos um equívoco. Temos que cobrar e ajudar a que os cartões ou carteiras de identidade fronteiriças com código de barra estejam disponíveis e que as máquinas leitoras estejam disponíveis para entrarem em ação. (O lado argentino andou fazendo fotocópias da carteira e dando a muita gente que está usando. Mas isso é gambiarra). Exijamos a carteiras de verdade!

O problema é que tem muita coisa sendo travada e cada coisa travada trava outra. Temos que descobrir quem é o homem ou mulher com o poder de resolver isso. O delegado em Foz não pode pagar o pato sozinho. É coisa de política grande. O assunto não é prioridade hoje. É como dizem na política comum , digo partidária, falta vontade política. Se não tem as carteiras para que as máquinas leitoras óticas? Se não mesas onde colocar as máquinas e cadeiras como vamos abrir as cabines? Se não destravamos a livre movimentação como podemos esperar progredir para um Mercosul Sem Fronteiras? Para haver um Mercosul Sem Fronteiras vamos ter que apressar a celebração de um Acordo no estilo do "que criou a Europa sem Fronteiras, que criou a "Área Schengen" Acordo de Schengenque permite que você, brasileiro, argentino ou paraguaio, ou árabe entre na Europa e só faça migração no Aeroporto de chegada. Depois daí você pode percorrer tranquilamente toda a "Área ou Espaço Schengen" que é formado por 25 países (Mapa - clique para aumentar). Essa nossa hora de celebrar um Tratado ou Acordo de Schengen do Mercosul vai chegar. E porque não chegou? Porque antes de falar na criação de um "Mercosul sem Fronteiras", vamos ter que acabar com o que os especialista em segurança chamam de "Fronteiras Porosas" - onde há um vazamento do controle exatamente como a nossa. Deus, o Superman ou qualquer outro ser que nos olhe da altura, verá traqnquilamente que estamos caminhando. O aperto da Receita Federal para acabar com a "porosidade" da fronteira; a concentração de forças na região, o esforço da Polícia Federal, as novas leis que oferecem poder de polícia às forças armadas, o VANT são ferramentas que permitem estancar a porosidade. O problema é que o delegado responsável pela aplicação não tem o mapa do caminho. Não tem a visão de todo o processo. Ele cumpre ordem e especificações. De quem? Falta a todos, com exeção dos negociadores do Mercosul, a visão panorâmica e holística que permita, do começo, ver o fim. Então para onde estamos indo? É aí onde se necessita dos ideólogos, pensadores e planejadores. E o conselho é cobrar!

Eu cobro que abramos a guaritas; cobro de você que você exija o seus direitos ao TVF; que trabalhemos para a eliminação das fronteiras mas sem bandidagem. E como acabamos com a bandidagem? Ora pergunte a Paulo Freire! Ora peça números e lição de moral ao presidente do IPEA, Marcio Pochmann. E como vamos chegar ao nosso Tratado de Schengen se a gente não se move?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Seminário Nacional de Meio Ambiente na PF de Foz


Na foto o jurista René Dotti que veio a Foz do Iguaçu fazer uma palestra para um público especial: agentes da Polícia Federal que trabalham na repressão contra crimes ambientais. O evento foi organizado pela Divisão de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal e a Academia Nacional de Polícia. O BLog de Foz está muito atrasado até porque não esteve presente ao seminário nacional. Uma vergonha. Mas ao divulgar esta notinha enviada pela assessoria do jurista, tentamos não deixar passar em branco neste espaço. O Dr. Dotti falou sobre o "Direito Penal e a Proteção ao Meio Ambiente”.

domingo, 19 de julho de 2009

PF testa VANT nas Três Fronteiras! Não se assuste!





A grande noticia já saiu nos jornais, TV, panfletos e já ecoou além das fronteiras. Eu só estou me metendo nesse assunto porque eu li em vários meios e fui levado a enteder que VANT é uma marca. Não é. VANT signfica Veículo Aéreo Não Tripulado. Prefiro o nome em inglês Unmanned Aereal Vehicle ou UAV. O verbo "tripular" em inglês é "to man". O que me parece mais humano visto que "man" significa homem. A preocupação de quem bolou os veículos "unmanned" - ou não tripulados era o de proteger a vida dos pilotos ou, ainda em outras palavras "homens" (ou mulheres, que já estão voando por aí).

O que é de deixar a todos de bocas abertas é o fato de que há uma verdadeira corrida na área dessas aeronaves. Em 2008 saiu em publicações especializadas que Brasil e Africa do Sul estavam planejando a construção de VANTs (tipo Denel Bateleur MALE)* em conjunto. Esses veículos são de todos os tamanhos. Há aqueles utilizados por forças de todos os países guerreiros como EUA, Israel e não tão guerreiros como o Canadá e agora começa o Brasil com a Polícia Federal no combate ao contrabando aqui nas Três Fronteiras (É importante ão assustar aos vizinhos especialmente à população).

Há de todos os tamanhos. A primeira foto mostra um VANT das indústrias Denel da Africa do Sul com as características do israelense, possivelmente um Heron que está sendo testado aqui; a segunda mostra um VANT portátil sendo lançado por um soldado também israelense. A terceira foto mostra um UAV do estilo pesadão mais na linha do que a PF está testando. Clicando aqui você vai assistir um video que mostra a Feira Internacional (2007) da Associação Internacional dessa área. Veja este outro "comercial" dos VANTs da IAI (Industrias Aeroespaciais de Israel.

A palavra MALE que aparece com um asterisco é a sigla de "medium-altitude long-endurance" que quer dizer que voa a altitude mediana com grande capacidade de ficar no ar por muito tempo - geralmente entre 20 e 24 horas. Parece ser o caso do VANT da PF aqui na Fronteira.

Na prática qualquer aeromodelo é um veículo aéreo não-tripulado. E o uso desse veículo nem sempre é militar ou policial. A indústria já providenciou usos civis para sua máquinas. POr US$ 10 mil a empresa CropCam já vende UAVs / VANTs portáteis para serem utilizados por agricultores para gerenciamento de suas propriedades. Claro que isso não inclui os laptop, softwares e outros periféricos para fazer funcionar a coisa. O congresso 2009 do mundo dos VANTs será o mês que vem em Washignton, EUA.