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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Atenção! O Marco das Três Fronteiras não mudou de nome


 Correto seria dizer: Marco das Três Fronteiras  

vai ser parte do

Complexo Turístico Marco das Américas



A novidade é que existe uma empresa que se chama Marco das Américas que pertence ao Grupo Cataratas que inclui a Cataratas do Iguaçu S.A., a EcoNoronha entre outros empreendimentos.  Cataratas do Iguaçu S.A.  não é o novo nome das Cataratas. 

Parque Temático será parte do Complexo
O que vejo e entendo é o seguinte: a concessionária  que vai administrar o Marco das Três Fronteiras e o Espaço das Américas juntou as duas “propriedades” e por considerações de marketing fundiu ou apocopou as duas:  Marco (das Três Fronteiras  e Espaço) das Américas.  Não deixa de ser um ato cirúrgico. 

Espaço das Américas será revitalizdo até 2017
O que a concessionária vai fazer é promover um novo produto chamado Complexo Turístico Marco das Américas. Assim como a Itaipu tem o Complexo Turístico Itaipu e Foz está aberta para muitos outros complexos turísticos. O Marco ou Hito (em espanhol) das  Três Fronteiras  não mudou de nome. A gente pode ter esquecido o que significa “Marco” mas em espanhol, no lado argentino e paraguaio, não há como esquecer o que é Hito. Não há como o argentino ou o paraguaio inventar uma aberração chamada “Hito de las Américas”. Um hito é fronteiriço e pontual. Aqui não é uma fronteira de continentes como aquela que há entre Alasca (EUA, Américas) e Sibéria (Rússia, Ásia) no Estreito de Bering. 

O que o iguaçuense, os fronteiriços trinacionais podem e devem fazer é nunca pensar em repetir a frase que ouvi: "o Marco das Três Fronteiras agora se chama Marco das Américas".


Mudar de nome é uma coisa complicada.  A maioria dos iguaçuenses não notou quando perdemos a nossa legítima identificação ou identidade de Três Fronteiras. Por muito tempo nossa região vem sendo chamada de Três Fronteiras. Porém de repente passaram a nos chamar de Tríplice Fronteira. Parecia moderno e bonito. Mas é horrível. Não vou dizer mais nada. Sugiro-lhe somente que façamos o seguinte exercício. Dê uma pausa na leitura, acesse o Google e digite a seguinte pesquisa: TBA South America (em inglês).  Veja qual será o resultado e divirta-se vendo tanto na modalidade “web” como "imagens".  Agora responda: O que é TBA? O que está associado a ela? Tríplice Fronteira é a tradução do conceito. Infelizmente TBA já aparece até em folhetos turísticos. 

Assim não há como mudar o nome Marco das Três Fronteiras. Nunca será Marco TBA. Nós fronteiriços, temos que impor respeito, pelo menos, neste aspecto. Outro problema, nós fronteiriços, devemos, urgentemente, deixar de nomear coisas unilateralmente; É o caso de nosso famoso “Iguassu” com SS para dar nome ao conceito de Iguassu das Três Fronteiras. O paraguaio com o seu Yguazu nunca aceitaria. O mesmo acontece com o argentino e seu Iguazú ou Iguazú. Fez o exercício do TBA, acima?


Fotos: divulgação do projeto.
Confira material de divulgação que esclarece projeto

sábado, 29 de maio de 2010

Minha Opinião e o que senti lendo o texto de Paolo Manzo

Primeiro senti como se o colega italiano nunca tivesse vindo às Três Fronteiras. A Descrição do espaço e do tempo é falha. O que é lado brasileiro de Foz do Iguaçu? Terá ele querido dizer Lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu? E como, pode no lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu, quer dizer das Cataratas ver as ruas desertas da cidade? Ou se se fala de Foz do Iguaçu - a cidade - como se pode dela ouvir as Cataratas? Onde ficam as ruas desertas, com os hoteis onde ficam os ricos? No Jardim Jupira? Na Comunidade Fluvial do Bambu? Eu tenho medo de andar à noite em muitos lugares de Foz do Iguaçu com medo de assalto e outro crimes e punidos pelo Código Civil e por cimes contra a União seestiver nas regiões acima ànoite e no lugar errado. Mas não pelo terrorismo! E as Cataratas serem a maior queda d'água do mundo em fluxo de água? Ao contrário do que podem dizer algum folheto de turismo ou até órgãos oficiais ou quase oficiais isso é mentira. A vazão média das Cataratas é de 1.500 + ou - de metros cúbicos por segundo. Niagara tem mais - 2.800m³ média no verão. Guaíra tinha ao redor de 12 mil metros cúbicos por segundo. O tchã das Cataratas não é pela vazão nem pela altura. É um combinação sutil e complexa. Grandes cataratas em um rio pequeno! E a liberdade de cruzar a fronteira que dá um passaporte sul-americano? Ora hoje não é preciso passaporte para que argentinos, paraguaios, uruguaios, chilenos, bolivianos, peruanos, venezuelanos e os estrangeiros legalmente residentes neles atravessem a fronteira três vezes por dia se quiserem!
O gancho da matéria é o filme! No meio jornalístico, a gente chama uma matéria fria de encher linguiça. Tenho a impressão de que disso se trata. Tenho a impressão de que isso confirma: o jornalismo está em crise. O leitor acredita que está lendo fatos. O leitor conclui a matéria muito confuso - quantos quilômetros há entre as Cataratas e a Avenida Brasil? Já começo a me solidarizar com a Kathryn Bigelow - o roteiro dela pode incluir o que desejar. Falei há uns dias sobre o nosso brasileiríssimo Defesa Nacional com Thiago Lacerda que tem a FAB lutando com terroristas no Amazonas. Drogas e Armas - é um problema sério. A droga está passando em peso por aqui. Por quê? Porque o tráfico na Amazonia que entrava no Brasil de avião está sendo desviado para o Sul do Brasil. Os bandidos estão fugindo da Lei do Abate. A FAB já pode abater qualquer avião que não se identifique e diga o que leva (além de aterrissar para que se confira o carga) abordo. Ah! Ia esquecendo: evidência número um de que a linguiça foi escrita à distância: o Ministro de Turismo do Paraguai, Liz Crammer - não é ministro. É ministra!

terça-feira, 4 de maio de 2010

De onde veio essa história de Tríplice Fronteira?


"A Tríplice Fronteira e a Guerra ao Terror" de Arthur Bernardes do Amaral é um dos livros que trata do real motivo por trás de nossa súbita mudança de nome e identidade. Reproduzo texto da apresentação da editora.

"O livro faz um estudo sobre as disputas políticas que ocorrem em torno da suposta atuação de agentes do terrorismo internacional ou de seus financiadores na região onde confluem as fronteiras de Brasil, Argentina e Paraguai. Trata-se de uma análise de como foram criados os discursos políticos que buscam vincular a área fronteiriça à imagem de um potencial foco de ameaça à segurança dos Estados Unidos. Após uma breve introdução sobre essa área, A Tríplice Fronteira e a Guerra ao Terror ainda trata da Política Externa do governo George W. Bush, do relacionamento histórico entre os Estados Unidos e o terrorismo político e, por fim, das formas de inserção da América Latina na agenda de segurança norte-americana. Na última parte da obra, é apresentado um amplo mapeamento das disputas políticas envolvendo a Tríplice Fronteira, entre os anos 1992 e 2008. Através das idéias apresentadas pode se identificar os métodos e as formas através das quais a região foi inserida na agenda norte-americana de Guerra ao Terror".

Nota:
O livo está disponível na Livraria Kunda em Foz do Iguaçu. Passei por lá e vi.

sábado, 16 de maio de 2009

Experiência interessante: Tres jornalistas da Tri-Fron em Foz


A jornalista e apresentadora Judit Vitores do Canal 7 de Buenos Aires, programa diário Los Argentinos esteve ontem em Foz do Iguaçu. A pauta da apresentadora, nascida em Misiones foi conversar com jornalistas dos três lados da fronteira para saber como cada um via o seu trabalho e o que é viver na fronteira.

"Quero depoimentos pessoais", disse Judit. Assim, nos encontramos na Churrascaria Rafain, o jornalista Claudio Salvador de Puerto Iguazú e Andrés Colman do jornal Última Hora, sucursal Ciudad del Este e eu da Rede Jackson Lima de Blogs (Ah,ah). Como diretor de redação, Colman trouxe a jornalista Sofia Masi para cobrir a cobertura de Judit Vitores. Assim em certa hora todo mundo foi entrevistado e entrevistador. Participou desta primeira tentativa de ver a fronteria por olhos de jornalistas da fronteira, o arquiteto Nilson Rafagnin. Ele aproveitou para falar do Parque Tri-Nacional que ele propõe como parte do Projeto Águas Grandes. Nilson já trabalha nesse projeto há pelo menos 17 anos. Logo volto a falar dele. Gravamos depoimentos na Praça do Mitre, no Centro e até no último andar do Edifício Solar dos Girasóis - um prédio alto na JK que oferece visão total das Três Fronteiras. "Este é o ponto mais elevado setentrional do Sul do Brasil", disse o Nilson Rafagnin.

Uhm! pensei! Repita isso Nilson: ele repetiu e houve risos geral. Eu vou dar uma geral nesse "Sententrional do Sul" para entender e assim que eu entenda divulgo os resultados. Aguardem mais informações sobre este encontro. O Claudio Salvador é também o presidente da Associação dos Trabalhadores da Imprensa de Puerto Iguazú e pertence a uma rede de jornalismo que está sendo formada em Misiones. Logo volto com fotos - assim que Sofia Masi me envie!

A blogosfera dos envolvidos:
Bicho do mato - blog do Claudio Salvador
Judit Vitores - Blog da Judit
Andres Colman e Colman Gutierrez - Blogs do Colman
Territorio Digital - Jornal de Misiones / Claudio Salvador
Ultima Hora - jornal / Jornal paraguaio / Andrés Colman e Sofia Masi