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sábado, 29 de maio de 2010

Minha Opinião e o que senti lendo o texto de Paolo Manzo

Primeiro senti como se o colega italiano nunca tivesse vindo às Três Fronteiras. A Descrição do espaço e do tempo é falha. O que é lado brasileiro de Foz do Iguaçu? Terá ele querido dizer Lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu? E como, pode no lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu, quer dizer das Cataratas ver as ruas desertas da cidade? Ou se se fala de Foz do Iguaçu - a cidade - como se pode dela ouvir as Cataratas? Onde ficam as ruas desertas, com os hoteis onde ficam os ricos? No Jardim Jupira? Na Comunidade Fluvial do Bambu? Eu tenho medo de andar à noite em muitos lugares de Foz do Iguaçu com medo de assalto e outro crimes e punidos pelo Código Civil e por cimes contra a União seestiver nas regiões acima ànoite e no lugar errado. Mas não pelo terrorismo! E as Cataratas serem a maior queda d'água do mundo em fluxo de água? Ao contrário do que podem dizer algum folheto de turismo ou até órgãos oficiais ou quase oficiais isso é mentira. A vazão média das Cataratas é de 1.500 + ou - de metros cúbicos por segundo. Niagara tem mais - 2.800m³ média no verão. Guaíra tinha ao redor de 12 mil metros cúbicos por segundo. O tchã das Cataratas não é pela vazão nem pela altura. É um combinação sutil e complexa. Grandes cataratas em um rio pequeno! E a liberdade de cruzar a fronteira que dá um passaporte sul-americano? Ora hoje não é preciso passaporte para que argentinos, paraguaios, uruguaios, chilenos, bolivianos, peruanos, venezuelanos e os estrangeiros legalmente residentes neles atravessem a fronteira três vezes por dia se quiserem!
O gancho da matéria é o filme! No meio jornalístico, a gente chama uma matéria fria de encher linguiça. Tenho a impressão de que disso se trata. Tenho a impressão de que isso confirma: o jornalismo está em crise. O leitor acredita que está lendo fatos. O leitor conclui a matéria muito confuso - quantos quilômetros há entre as Cataratas e a Avenida Brasil? Já começo a me solidarizar com a Kathryn Bigelow - o roteiro dela pode incluir o que desejar. Falei há uns dias sobre o nosso brasileiríssimo Defesa Nacional com Thiago Lacerda que tem a FAB lutando com terroristas no Amazonas. Drogas e Armas - é um problema sério. A droga está passando em peso por aqui. Por quê? Porque o tráfico na Amazonia que entrava no Brasil de avião está sendo desviado para o Sul do Brasil. Os bandidos estão fugindo da Lei do Abate. A FAB já pode abater qualquer avião que não se identifique e diga o que leva (além de aterrissar para que se confira o carga) abordo. Ah! Ia esquecendo: evidência número um de que a linguiça foi escrita à distância: o Ministro de Turismo do Paraguai, Liz Crammer - não é ministro. É ministra!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

La Tripla Frontiera della Paura / A Tríplice Fronteira do Medo

Meu amigo Valmor Sparrenberger que é guia local em Foz, esteve em Milão. Viu um jornal La Stampa. Ele pensou em mim. Vou levar um jornal para ele. Na capa, edição de 24 de maio, notou uma chamada com o título acima sobre a região onde eu moro aqui nas Três Fronteiras. Clique na foto para ver o jornal e clique aqui para ler o material já reproduzido no blog de Giorgio Buongiovani. Lendo a matéria tive a impressão de que o autor nunca veio à região. Isso poderá render várias notas e comentários. Por agora confira as primeiras linhas. Aviso que a tradução é minha e é livre. Metade do crédito vai para o Google Translator, a outra para o meu italiano aprendido à dura penas na Caatinga do Sertão Pernambucano, com missionários e padres, lendo revistas do Giallo Mondadori e assitindo e ouvindo "Dio come ti amo" com Gigliola Cinquetti.

Título: À Tríplice Fronteira entre guerras de narcos e tramas islamitas

Linha fina: As Cataratas do Iguaçu, com setenta metros de altura, são aquelas com o maior fluxo de água no mundo. No coração da América do Sul: drogas, armas e dinheiro para a Jihad terrorista. Kathryn Bigelow fez dele sua última locação, mas não é bem-vinda. Paolo Manzo

(A matéria)

Se respira um ar surreal ao andar, depois do escurecer pelo lado brasileiro de Foz do Iguaçu, enquanto no ar, você percebe o barulho da ciclópica "Cataratas", a maior cachoeira do mundo em fluxo de água. Há alguma coisa sinistra no ar e não é apenas o inquietante do gigantismo da natureza. Com a escuridão nos hotéis que hospedam os turistas ricos, um tácito toque de recolher é acionado. As ruas estão desertas, não obstante tudo que se movimenta nela é geralmente estranho e cheio de más intenções. À noite, na realidade, falam as armas, pela manhã se contam os corpos. Uma média de três assassinatos por dia.

Bem-vindos à "Triplice Fronteira Brasil, Argentina e Paraguai, para onde forças policiais de meio mundo vem em busca de explicações para crimes hediondos que atravessam oceanos. O ímã da Tríplice Fronteira chegou a atrair Kathryn Bigelow, a diretora que acaba de ganhar o Oscar pelo filme 'The Hurt Locker' deverá em poucos dias dar o CHAK (Claquetada) incial de seu último filme. Os governos da região já declaram sua indignação. dizendo que, ao insistir sobre a má fama da região se está jogando lama na reputação de seus países.

É inegável, porém, que nesta terra de ninguém o crime e o terrorismo mundial encontraram um habitat agradável. Basta ter um passaporte sul-americano, a passagem em um único dia de um país para o outro transcorre liso como o azeite. Passa-se e obviamente quem quer leva drogas, armas e dinheiro - leva. Um megabanco do crime que desde o início do novo milênio, não passou despercebida para os grupos mais extremas do terrorismo islâmico que aqui decidiu fazer transitar fundos para tramas das mais ferrenhas. Entre os muitos lugares onde se tentou em vão encontrar Osama bin Laden após os ataques de 11 de setembro está também a Tríplice Fronteira.

Mas que filme quer fazer a ex-mulher de James Cameron, o diretor de Avatar, que também está no continente para defender os direitos dos índios da Amazónia ameaçados por uma barragem? A diretora, diplomaticamente, explica que ( o filme) será do gênero aventura com terroristas, espiões e narcotraficantes. O roteiro está pronto (e foi) assinado pela a mesma mão feliz de "The Hurt Locker", quer dizer do jornalista Mark Boal. O orçamento foi definido, e começara a ser rodado no início de junho.

O título ainda é incerto, talvez um ... "Tríplice Fronteira" ou "Terra Sem Lei" que não brilha por fantasia (?). Na verdade esses rumores são triviais a ponto de não excluir a possibilidade de que o título venha ser algo completamente diferente, basta lembrar da enigmática "The Hurt Locker" (caixa da dor) referindo-se a um container que abriga os pertences pessoais de soldados americanos mortos no campo. O filme chegará nas telas do mundo no ano que vem.

Bigelow não terá uma vida fácil, isso já deve ter ficado entendido. Contra ela foram imediatamente mobilizados ministros de turismo dos três países, bem como os comerciantes das três cidades, Ciudad del Este (ex Ciudad Stroessner), no Paraguai, Puerto Iguazú, na Argentina e Foz do Iguaçu do lado brasileiro.

"Estamos indignados - anunciou o ministro do Turismo do Paraguai Liz Cramer, que não foi capaz de proibir a filmagem – boicotaremos o set e não haverá apoio financeiro a este projeto que poderia ter um impacto econômico negativo". Seu colega argentino Meye Henry repercute "Este filme lança uma uma luz ruim sobre toda a região". Os brasileiros, no entanto, foram mais diplomáticos e deixou claro que não concordavam.

Depois de falar sobre o Iraque, Bigelow quer dizer uma verdade que há muito tempo circula nos despachos de inteligência dos Estados Unidos e da Interpol Europeia: toda a área é uma espécie de república independente nas mãos do tráfico de drogas. Circulando quantidades industriais de drogas, lavagem de dinheiro sujo, grandes remessas de armas e principalmente repasse para o financiamento ao terrorismo islâmico internacional.

Na verdade, se você se aventurar nas mais movimentadas ruas das três cidades é normal ter a sensação de estar em Beirute, ou em alguma outra capital do Oriente Médio: homens falando árabe, persa, mulheres com véus. Aqui vivem cerca de 20 000 muçulmanos. Existem xiitas, sunitas, representantes do Hamas e do Hezbollah, agentes iranianos. Muitos chegaram no final dos anos setenta e como a comunidade tem crescido, atraiu o olhar atento dos agentes da CIA e do Mossad israelense.

Pedro vive no lado paraguaio, é motorista e viaja todos os dias nos três lados da fronteira. Conhece a área como seus bolsos. "Para os terroristas islâmicos aqui é o lugar ideal, é fácil se esconder, encontrar abrigo e mudar a cada dia, ter um mercado para atividades ilegais e financiar-se (?).

Antes dos ataques de 11 de setembro foi a própria inteligência Argentina quem apontou o dedo para a Tríplice Fronteira após a explosão das bombas anti Israel em 1992 e 1994 que fez centenas de vítimas em Buenos Aires. Suspeita-se que os ataques foram organizados por uma célula ligada aos serviços que o Irã que usaram Ciudad del Este como base de apoio. Esta informação foi confirmada à imprensa pelo ex-chefe de um dos três países que entretanto pediu para permanecer anônimo.

Pedro estaciona na rua principal de Puerto Iguazu, é hora de fazer compras mesmo que a crise nos últimos meses tenha sido sentida aqui visto que a maioria dos turistas são provenientes da Europa. Ele pára para conversar com alguns comerciantes árabes. Estou furioso com Bigelow. "Esta pseudoartista quer fazer um filme baseado em mentiras. Nossa comunidade não vai deixar que ele grita furioso Shamir, que administra uma loja de pedras preciosas. Próximo Nadir, que diz ser afegão que (tem) um sistema de CD pirata grita: "Aqui somos todos honestos. Mais uma vez o Ocidente nos demoniza mas não vamos permitir. Seremos capazes de nos fazer ouvir desta vez".
Refletores não são bem-vindos na Tríplice Fronteira. Kathryn Bigelow, foi avisada.

(Traduzida de matéria da edição de 24 de maio de 2010 do jornal La Stampa, Jackson Lima)

Opinião sobre o texto

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Entidades de Foz divulgam, Nota sobre Filme na Fronteira

Divulgo Nota oficial de autoridades e lideranças de Foz do Iguaçu sobre filme na fornteira. Setor teme que filme reafirme o estigma ou de centro mundial de terrorismo. NOTA OFICIAL

A respeito das filmagens de "Triple Frontier" (Tríplice Fronteira), o novo filme da cineasta Kathryn Bigelow, as entidades abaixo relacionadas, que representam o setor turístico de Foz do Iguaçu, vêm a público divulgar a seguinte Nota Oficial:
Até o momento, não houve nenhum contato oficial ou extra-oficial sobre a produção do filme. As únicas informações de que dispomos sobre o roteiro são as veiculadas na imprensa.

Pelo que sabemos, "Triple Frontier" será um filme de ficção, a ser realizado, provavelmente, em estúdio, com montagem cenográfica, sem qualquer vínculo real com a nossa cidade e região.

No entanto, estamos dispostos a conversar, conhecer melhor os detalhes do roteiro, entender o porquê da temática do filme e as razões da escolha da região.

De antemão, podemos garantir que não permitiremos, sem o nosso prévio consentimento – e isso vale para "Triple Frontier" ou qualquer outra obra cinematográfica –, o uso de qualquer imagem relacionada aos nossos atrativos turísticos, especialmente das Cataratas do Iguaçu e da Itaipu Binacional, no filme.

A liberação de qualquer imagem turística, bem como a permissão para filmagem de qualquer cena na cidade de Foz do Iguaçu, só será autorizada após leitura e aprovação do roteiro e o pagamento dos direitos de uso de imagem.

Sobre a suposta temática do filme, acreditamos que não há elementos concretos para se afirmar qualquer conexão de empresários, entidades ou pessoas de ascendência árabe da fronteira com o financiamento de grupos terroristas islâmicos. Steven Monblatt, secretário do Comitê Interamericano Contra o Terrorismo, da Organização dos Estados Americanos (OEA), disse, reiteradas vezes, inclusive numa visita pessoal a Foz do Iguaçu, que não há provas dessa vinculação.

As entidades que representam o turismo regional exigem que os governos brasileiro, argentino e paraguaio cobrem, por meio de notas diplomáticas, desmentido formal do Departamento de Estado dos Estados Unidos e da Organização dos Estados Americanos sobre essas acusações infundadas que há muito tempo contribuem para a desinformação, causando ofuscamento e danos irreparáveis para a imagem do Destino Iguaçu no Brasil e em todo o mundo.

Subscrevem este documento:
Felipe Gonzalez (Secretário de Turismo)
Camilo Rorato (Pres.Iguassu Convention Bureau)
Newton Paulo Angeli (COMTUR)
Gilmar Piolla Comunicação Itaipu / Fundo Iguaçu)
Elizangela de Paula Kuhn (Ass.Comercial - Acifi)
Carlos Antonio da Silva (SindiHotéis)
Mauro Sebastiany (Abih)
Fernando Valente (Abav)
Plínio Ricardo Scappini (Sindetur)
Júlio César Rodrigues (Atrifi)
Wilson Osmar Martin (SInd. Empregados Hotéis - SECHSFI)
Faissal Saleh Instituto Polo Iguassu)
Rosilene Medeiros (sindicato Guias de Turismo)
Nilton Noel da Rocha (Sindicato Taxistas)
Carlos Nascimento (Sindicato do Comércio)
Jacobo Schneider (Ageturfi)