Ventos da Fronteira: agenda
Este mês de julho está registrando uma série de eventos ligados à exploração sexual, exploração do trabalho de crianças e adolescentes entre outros. Os três eventos abaixo são de esferas diferentes: municipal, estadual e Mercosul. As coisas estão assim:
hoje, dia 23, aconteceu um debate sobre o Plano de Enfrentamento à Violência Sexual Infantil. A esfera do evento é municipal. É organizado pela Rede de Proteção Integral à Criança e ao Adolescente e acontece no audotório do Polo Tecnológico da Itaipu (PTI). Este evento aponta para a criação de um Plano Municipal de Combate à Volência contra as crianãs e adolescentes. Confira resultado!
Na semana que vem, nos dias 27 e 28 vai ser a vez de um evento regional. Repito, regional quer dizer "Mercosul". Autoridades da área social da Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e estados associados ao Mercosul vão participar de uma "Jornada Pelos Direitos de Meninos, Meninas e Adolescentes contra o Tráfico e a Exploração Sexual e Laboral", vai sr no Hotel esturión em Puerto Iguazú, província de Misiones, Argentina. O nível dessa reunião é multilateral, regional, merocusl
Finalmente no dia 30, o SESC organiza o I seminário de Erradicação do Trabalho Infantil. A esfera do evento é estadual. Em 2007 o Ipardes divulgou que 36.458 crianças paranaenses entre 10 e 13 trabalharam de alguma forma e que dessas 5.4000 deixaram a escola para trabalhar.
Destaco! Todo este debate são frutos de convenções internacionais
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Cadê o Acordo sobre Localidades Vinculadas?
Eu já coloquei no meu "Almoxarifado" ou depósito de Textos o Acordo Brasil-Argentina sobre localidades vinculadas. Foi assinado em Puerto Iguazú no Hotel Casino Iguazú pelos presidentes Luiz Inacio Lula da Silva e Nestor Kirchner. O acordo dá uma lista de cidades vinculdas entre Brasil e Argentina. Foz do Iguaçu é a cidade vinculada à Puerto Iguazú. Dá também uma série de direitos, privilégios e facilidades para o residente em cidades vinculadas da fronteira Brasil-Argentina. Descobri que em direito internacional há uma palavra interessante: "internalizar". Para valer, o Acordo tem que ser "internalizado" quer dizer aprovado dentro do Brasil. Aprovado pelo congresso e ter passado por certos trâmites. Acontece que este Acordo ainda não o foi. Esta postagem tem como propósito cobrar esta medida. Por quê? Porque nós estamos levando prejuízo. Na Argentina o acordo está em vigor.
O presidente do Pólo Iguassu (uma ONG), Faisel Saleh, estava contente, esses dias, enquanto exibia uma carteirinha que a Migracion Argentina habilitou e distribuiu para participantes da Reunião do Conselho Executivo da OMT em Puerto Iguazú. A mesma carteira foi distribuida aos participantes do Latin American Travel Mart em 2004 (Foto). O modelo dela está pronto há tempo. É a carteira que está no Acordo Bilateral das cidades ou localidades vinculadas. Confira os pares de cidades vinculadas e alguns dos direitos que o Acordo contempla:
Localidades Fronteiriças Vinculadas
Foz do Iguaçu – Puerto Iguazú
Capanema – Andresito
Barracão/Dionísio Cerqueira – Bernardo de Irigoyen
Porto Mauá – Alba Posse
Porto Xavier – San Javier
São Borja – Santo Tomé
Itaqui – Alvear
Uruguaiana – Paso de los Libres
Barra do Quaraí – Monte Caseros
Direitos (ainda negados)
a) Exercício de trabalho, ofício ou profissão de acordo com as leis destinadas aos nacionais da Parte onde é desenvolvida a atividade, inclusive no que se refere aos requisitos de formação e exercício profissional, gozando de iguais direitos trabalhistas e previdenciários e cumprindo as mesmas obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias que delas emanam;
b) Acesso ao ensino público em condições de gratuidade e reciprocidade;
c) Atendimento médico nos serviços públicos de saúde em condições de gratuidade e reciprocidade;
d) Acesso ao regime de comércio fronteiriço de mercadorias ou produtos de subsistência, segundo as normas específicas que constam no Anexo II, e
e) Quaisquer outros direitos que as Partes acordem conceder.
O presidente do Pólo Iguassu (uma ONG), Faisel Saleh, estava contente, esses dias, enquanto exibia uma carteirinha que a Migracion Argentina habilitou e distribuiu para participantes da Reunião do Conselho Executivo da OMT em Puerto Iguazú. A mesma carteira foi distribuida aos participantes do Latin American Travel Mart em 2004 (Foto). O modelo dela está pronto há tempo. É a carteira que está no Acordo Bilateral das cidades ou localidades vinculadas. Confira os pares de cidades vinculadas e alguns dos direitos que o Acordo contempla:Localidades Fronteiriças Vinculadas
Foz do Iguaçu – Puerto Iguazú
Capanema – Andresito
Barracão/Dionísio Cerqueira – Bernardo de Irigoyen
Porto Mauá – Alba Posse
Porto Xavier – San Javier
São Borja – Santo Tomé
Itaqui – Alvear
Uruguaiana – Paso de los Libres
Barra do Quaraí – Monte Caseros
Direitos (ainda negados)
a) Exercício de trabalho, ofício ou profissão de acordo com as leis destinadas aos nacionais da Parte onde é desenvolvida a atividade, inclusive no que se refere aos requisitos de formação e exercício profissional, gozando de iguais direitos trabalhistas e previdenciários e cumprindo as mesmas obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias que delas emanam;
b) Acesso ao ensino público em condições de gratuidade e reciprocidade;
c) Atendimento médico nos serviços públicos de saúde em condições de gratuidade e reciprocidade;
d) Acesso ao regime de comércio fronteiriço de mercadorias ou produtos de subsistência, segundo as normas específicas que constam no Anexo II, e
e) Quaisquer outros direitos que as Partes acordem conceder.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Fora do ar! Problemas técnicos
Fiquei fora do ar desde a última postagem. Motivo, defeito no computador. Espero que ele volte para casa hoje. Bem. na última postagem, falei dos iguaçuenses que estão indo para a Força de Paz no Haiti. Hoje alguns deles já podem ter embarcado. O capitão que comanda o pelotão, me disse que a partida seria de Curitiba que é a base da Força criada especialmente para atender as missões dos "Peacekeepers" - ou seja Mantenedores da Paz. Muita coisa aconteceu desde que postei pela última vez. Confira:
Ventos da fronteira
A presidente da Argentina, Cristina Fernández (Kirchner) assinou o Decreto 1011/2011 que garante proteção integral à mulher. A lei será aplicada contra a violência à mulher nas seguintes áreas: física, psicológica, sexual, reprodutiva, econômica e simbólica dirigidas à mulher em qualquer circunstância: familiar, institucional, na mídia ou no trabalho.
A lei – estilo Maria da Penha é parte de outras leis que segundo Cristina e todo mundo diz, ajuda construir uma sociedade mais igualitária. As outras leis incluem a do matrimônio igualitário popularmente chamada de lei do casamento gay aprovada e a lei da democratização dos meios audiovisuais.
Coloquei o Decreto 1011/2011 no meu depósito de textos Vou continuar falando e comparando leis que observo aqui na Tri-Visão Fronteiriça!
Ventos da fronteira
A presidente da Argentina, Cristina Fernández (Kirchner) assinou o Decreto 1011/2011 que garante proteção integral à mulher. A lei será aplicada contra a violência à mulher nas seguintes áreas: física, psicológica, sexual, reprodutiva, econômica e simbólica dirigidas à mulher em qualquer circunstância: familiar, institucional, na mídia ou no trabalho.
A lei – estilo Maria da Penha é parte de outras leis que segundo Cristina e todo mundo diz, ajuda construir uma sociedade mais igualitária. As outras leis incluem a do matrimônio igualitário popularmente chamada de lei do casamento gay aprovada e a lei da democratização dos meios audiovisuais.
Coloquei o Decreto 1011/2011 no meu depósito de textos Vou continuar falando e comparando leis que observo aqui na Tri-Visão Fronteiriça!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Foz do Iguaçu na Força de Paz da ONU
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domingo, 11 de julho de 2010
O Brasil te chama! Campanha lançada em Joanesburgo
Primeiro vídeo da Campanha mundial do Brasil para atrair turistas (60%+) entre hoje e Copa e pelo menos 600 mil na Copa!
sábado, 10 de julho de 2010
Foz no Ideb! Comemoração merecida mas cuidado com o exageiro

O prefeito de Foz do Iguaçu e a equipe de Governo, professores, a secretaria de educação comemoraram o Ideb de Foz (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Foi um índice muito bom e que merece ser comemorado. Mas não é o resultado de um jogo de futebol. Indices são ferramentas que devem ser analisadas por especialistas para projetar políticas em cima dela. A afirmação não é minha. Cito o ouvidor da Agência Brasil de Noticias Paulo Machado (Leia o texto dele). Índice há muitos e que servem para trabalhar e mudar a realidade. Por exemplo a Renda Per Cápita é um índice que pega o PIB (Produto Interno Bruto) ou seja tudo o que é produzido no Brasil e divide pelo total de Brasileiros. Dá US$ 8.020,00 por cabeça. Mas isso não quer dizer que, na prática, todo brasieiro ganhe oito mil dólares por ano até porque há uma coisa chamada "desigualdade". Para ganhar isso por ano, todo brasileiro deveria ganhar cerca de US$ 660 por mês. Mas o índice é bom por que ajuda a traçar meta. Por exemplo, o Brasil quer dobrar a renda per cápita até 2022. É a mesma coisa com o Ideb.
O ouvidor alerta para a confusção que isso faz na cabeça dos pais. Devo tirar o meu filho da escola onde ele está e transferi-lo para a escola que tirou 8,4 no Ideb? Isso vai significar um salto no estudo dele? Segundo o ouvidor isso é perigoso. Pois, se assim fosse, todos os pais de alunos das escolas municipais de Foz do Iguaçu deveriam estar pensando em se mudar para Serranóplois do Iguaçu onde a média da cidade foi 7,2 - a nais alta do Paraná. O Ideb não é para isso. O índice pouco diz também sobre a metodologia utilizada na escola, a felicidade dos professores e o bem-estar dos alunos.
Na prática, chega-se ao Ideb pegando o resultado da Prova Brasil, o nível de aprendizado e a evasão escolar. A relação entre aprendizado e evasão é interessante. Se cresce a evasão, a escola perde. Se para evitar a evasão se aprova quem não aprendeu, a escola perde. É assim tudo amarrado. Porém há muito que conversar. Na terra de Paulo Freire (Brasil) ainda predomina a "educação bancária" - nada a ver com educação para ser bancário no futuro. É aquela educação onde o aluno sentado na banca, copia e copia e copia. O professor ensina e o aluno absorve. Não é uma educação para a autonomia. É uma educação para a bobeira e a submissão.
Nota:
Veja os resultados do IDEB Aqui
A imagem acima mostra as habilidades que os alunos examinados na quarta série devem ter. É possível que muitos pais não tenham esse conhecimento!
Artigo completo aqui
Todos pela Educação!
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
Tríplice Fronteira: um conceito negativo
O site H2Foz acaba de colocar no ar uma entrevista feita pelo colega Alexandre Palmar com detalhes sobre política internacional. O artigo se chama: "A idéia de triplice fronteira vem carregada negativamente". O entrevistado é o professor Arthur Bernardes Amaral (foto), autor do livro “A tríplice fronteira e a guerra ao terror” (Editora Apicuri, 312 páginas, primeira edição em janeiro de 2010). Confira a entrevista vale a pena. Recomendo o livro também e acima de tudo para os vereadores, políticos, lideranças da cidade, prefeito Paulo Mac Donald, comandantes de policias e forças armadas. O estudo é acadêmico. Vale a pena! O livro está disponível em todo o Brasil. Em Foz, a Livraria Kunda tem um bom estoque. O H2Foz está de cara nova. Confira outras entrevistas.
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domingo, 4 de julho de 2010
TriFron na Copa: foi melhor assim
Esqueça os 192 milhões de brasileiros, os 40 milhões de argentinos e os 6 milhões de paraguaios. Quero que você se concentre nos cerca de 800 mil, talvez mais, talvez menos, que vivem na região denominada de Tríplice Fronteira, que sempre se chamou de Três fronteiras e eu para evitar chamo de Tri-Fron ou Trifon. E daí falo sobre como a copa foi vivida neste encontro – até pouco tempo longínquo - dos três países. Aqui, os paraguaios são maioria – basta ver que CDE é uma região metropolitana, ponha aí uns 600 mil! Foz do Iguaçu tem 320 mil e Puerto Iguazú, até pouco tempo bucólica mas que já está explodindo e que caminha para 100 mil – logo, logo!
Durante os 23 dias de copa em que nossos países estiveram, lá, os cantinhos fronteiriços sonhavam, se insultavam, confraternizavam, mentiam, juravam fidelidades e prometiam que ganhasse quem ganhasse a a TriFron deveria sair dessa campeã.
Mas quando o Brasil saiu da copa mandado para casa pelos descendentes de Maurício de Nassau, houve festa em Puerto Iguazú e houve festa em Ciudad del Este. No outro dia, saiu a Argentina. Eu não vi festa pela desgraça argentina, esportivamente falando, no lado brasileiro. O que eu vi foi muita gente dizendo que iria torcer pelo Paraguai. Não entendo mas vi pouquíssimas bandeiras argentinas em Foz. Eu mesmo não tenho uma, vou comprar. Na hora da verdade não tenho bandeira nenhuma. Porém, a albirroja (vermelha e branca) paraguaia estava por toda a parte. Mas daí o Paraguai saiu também.
Foi melhor assim. Falo do resultado das quartas de final da Copa 2010. Por mais de 20 dias estivemos lá, em ordem alfabética: Argentina, Brasil e Paraguai. Deixando o resto do Brasil de lado, bem como o resto do Paraguai e de resto da Argentina, tivemos a oportunidade de sentir que as Três Fronteiras estavam na Copa. Hoje, as Três Fronteiras não está mais lá. De um a um, deixamos a África do Sul. Primeiro o Brasil, logo a Argentina e por fim o Paraguai. Todos fizeram o seu papel e deram o melhor de si. O Paraguai lutou bravamente até o fim. Mas isso é coisa para os especialistas em futebol.
O que eu sei é que hoje aqui na TriFron, o tempo está quente. Um inverno atípico. Sopra o vento do norte e a humidade está baixa. Muita gente gripada. Dei uma andada na rua. Vi uma boa quantidade de bandeiras paraguaias na frente de casas. As bandeiras brasileiras, não foram escondidas. Vi churrascos tri. Na casa de uma vizinha minha, paraguaia, havia umas 15 pessoas. Na hora que passei uma história estava sendo contada – em espanhol, português e guarani de uma só vez. Mas não era história sobre a copa. Um colega argentino, nem tocou no assunto. Os brasileiros de Foz estavam pensando em Cruzeiro, São Paulo, Foz FC. Silêncio. A fronteira faz o que mais sabe fazer, silenciar, negar e sofrer.
A tristeza da Tri Fron foi compartilhada. Em dois dias, lágrimas de paraguaios da TriFron, de argentinos de Puerto Iguazú, de Brasileiros de Foz davam para ter enchido uma piscina. Dá para entender quando choramos porque morreu um parente, a cachorrinha de estimação, porque foi embora o amor. Mas como entender o choro causado pela dor de perder a copa de futebol três vezes em 24 horas? Não é a copa da vida? Não é uma "copa de vinho" sagrado.
A TriFron me mostrou uma estranha beleza escondida no choro. Chorar e compartilhar o choro! Esta foi a coisa boa da Copa 2010, para mim, morador sofredor da TriFron. Em 2014 haverá mais. Porém duvido que esse alinhamento ocorra, de novo!
E se um de nós tivesse ganho? O Presidente Lula emplacaria uma reforma qualquer, enfiaria, na minha goela, mais uma hidrelétrica, contra a minha vontade, e anunciaria uma Usina Atômica no Nordeste; a presidenta Cristina Kirchner enfiaria goela abaixo uma lei qualquer de preferencia contra o aposentado argentino e o Paraguai? O que faria o presidente Lugo? Foi melhor assim.
Durante os 23 dias de copa em que nossos países estiveram, lá, os cantinhos fronteiriços sonhavam, se insultavam, confraternizavam, mentiam, juravam fidelidades e prometiam que ganhasse quem ganhasse a a TriFron deveria sair dessa campeã.
Mas quando o Brasil saiu da copa mandado para casa pelos descendentes de Maurício de Nassau, houve festa em Puerto Iguazú e houve festa em Ciudad del Este. No outro dia, saiu a Argentina. Eu não vi festa pela desgraça argentina, esportivamente falando, no lado brasileiro. O que eu vi foi muita gente dizendo que iria torcer pelo Paraguai. Não entendo mas vi pouquíssimas bandeiras argentinas em Foz. Eu mesmo não tenho uma, vou comprar. Na hora da verdade não tenho bandeira nenhuma. Porém, a albirroja (vermelha e branca) paraguaia estava por toda a parte. Mas daí o Paraguai saiu também.
Foi melhor assim. Falo do resultado das quartas de final da Copa 2010. Por mais de 20 dias estivemos lá, em ordem alfabética: Argentina, Brasil e Paraguai. Deixando o resto do Brasil de lado, bem como o resto do Paraguai e de resto da Argentina, tivemos a oportunidade de sentir que as Três Fronteiras estavam na Copa. Hoje, as Três Fronteiras não está mais lá. De um a um, deixamos a África do Sul. Primeiro o Brasil, logo a Argentina e por fim o Paraguai. Todos fizeram o seu papel e deram o melhor de si. O Paraguai lutou bravamente até o fim. Mas isso é coisa para os especialistas em futebol.
O que eu sei é que hoje aqui na TriFron, o tempo está quente. Um inverno atípico. Sopra o vento do norte e a humidade está baixa. Muita gente gripada. Dei uma andada na rua. Vi uma boa quantidade de bandeiras paraguaias na frente de casas. As bandeiras brasileiras, não foram escondidas. Vi churrascos tri. Na casa de uma vizinha minha, paraguaia, havia umas 15 pessoas. Na hora que passei uma história estava sendo contada – em espanhol, português e guarani de uma só vez. Mas não era história sobre a copa. Um colega argentino, nem tocou no assunto. Os brasileiros de Foz estavam pensando em Cruzeiro, São Paulo, Foz FC. Silêncio. A fronteira faz o que mais sabe fazer, silenciar, negar e sofrer.
A tristeza da Tri Fron foi compartilhada. Em dois dias, lágrimas de paraguaios da TriFron, de argentinos de Puerto Iguazú, de Brasileiros de Foz davam para ter enchido uma piscina. Dá para entender quando choramos porque morreu um parente, a cachorrinha de estimação, porque foi embora o amor. Mas como entender o choro causado pela dor de perder a copa de futebol três vezes em 24 horas? Não é a copa da vida? Não é uma "copa de vinho" sagrado.
A TriFron me mostrou uma estranha beleza escondida no choro. Chorar e compartilhar o choro! Esta foi a coisa boa da Copa 2010, para mim, morador sofredor da TriFron. Em 2014 haverá mais. Porém duvido que esse alinhamento ocorra, de novo!
E se um de nós tivesse ganho? O Presidente Lula emplacaria uma reforma qualquer, enfiaria, na minha goela, mais uma hidrelétrica, contra a minha vontade, e anunciaria uma Usina Atômica no Nordeste; a presidenta Cristina Kirchner enfiaria goela abaixo uma lei qualquer de preferencia contra o aposentado argentino e o Paraguai? O que faria o presidente Lugo? Foi melhor assim.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Bingo na Cetedral para ajudar a APMI
Recebi uma notinha da colega Lilian Grellmann da Revista 100 Fronteiras e repasso. Amanhã, sábado, dia 3, as Amigas do Coração estarão promovendo um Bingo Beneficente no Salão da Paróquia São João Batista aqui em Foz do Iguaçu. A entrada por pessoa custa R$ 12.00 e a cartela extra custará R$ 1.00 caso você se empolgue. O importante é que toda renda será revertida para a APMI - uma famosa creche e entidade da cidade que é cnhecida pór todos. Vai haver também um coffe-break. Vai lá!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Foz do Iguaçu e o Xarope de Caraguatá
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