quinta-feira, 29 de maio de 2008

Declarações de Foz do Iguaçu



Me parece difícil que algum iguaçuense saiba quantos documentos oficiais foram assinados nos hoteís da cidade nos útimos, digamos, 30 anos. Foram tantas as Cartas de Foz do Iguaçu, Declarações do Iguaçu, Declarações Conjuntas que aposto que Foz do Iguaçu não tem idéia de quantas foram. Nem eu vou me meter nisso agora. 

Contudo, por causa da foto que coloco acima, devo, pelo menos, lembrar que a foto foi tirada possivelmente pelo fotógrafo Nei de Souza, na época da Gazeta do Iguaçu. Que ocasião foi essa? Foi uma ocasião muito importante para a Paz Mundial e para a Paz na América Latina. Mas acima de tudo para a paz e a tranqüilidade entre a Argentina e o Brasil. Na foto vemos o então presidente e atual senador Fernando Collor de Melo e o então presidente argentino Carlos Saúl Menem assinando a Declaração Conjunta sobre Política Nuclear Comum Brasileiro-Argentina. Foi em novembro de 1990.

A declaração conjunta deu lugar, em 1991, ao estabelecimento do Sistema Comum de Contabilidade e Controle de Materiais Nuclares entre as duas nações. Contabilidade e controle de quê? De tudo o que tem a ver com o Nuclear. 

Histórico 
Mas mesmo a Declaração Presidencial Conjunta feita em Foz do Iguaçu nasceu de outra Declaração Conjunta (de Foz) dos presidentes José Sarney (Brasil) e Raul Afonsin (Argentina) em 1985. Graças a essas Declarações do Iguaçu ou de Foz do Iguaçu, Brasil e Argentina podem dormir tranqüilos confiando que não há uma bomba atômica chamada TANGO sendo feita às escondidas dirigida para o Brasil ou uma bomba atômica chamada SAMBA dirigida para a Argentina.

Rivalidade brasileiro-argentina só na área folclórica do futebol e às vezes na área industrial e comercial com os "protecionismos" dos dois lados. Mas nada de atômico! Isso já faz de Foz um importante forum de discussão de assuntos mundiais. Pena que a gente não encontre isso na literatura de divulgação turística ou no esforço de captação de eventos. Na foto, Collor e Menem estão no Hotel Carimã - Foz do Iguaçu.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

De outro mundo


A cerimônia nas Cataratas do Iguaçu, anunciada na última postagem, já aconteceu. Além da cerimnônia, em si, que aconteceu à noite, mais de 80 pessoas de todo o Brasil participaram de um workshop de um dia com a sensitiva sul-africana, Celia Fenn que canaliza mensagens de Arcanjo Miguel. A foto mostra a dupla musical, Maria Marcela e Sebastián, de Santa Fé, Argentina, tocando o didjeridjoo (instrumento australiano) e as tijelas de cristal - uma música de outro mundo. Veja mais fotos e material sobre o evento AQUI.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Convite para cerimônia

Convite / Convocação

Convidamos os Trabalhadores da Luz de Foz do Iguaçu e cidades vizinhas dos três países que aqui se encontram para participarem de uma Cerimônia da Lua Cheia nas Cataratas do Iguaçu, no interior do Parque Nacional do Iguaçu no dia 20 de maio (deste). A cerimônia será dirigida por Célia Fenn, da África do Sul. Célia Fenn canaliza mensagens do Arcanjo Miguel. Os interessados podem entrar em contato com Ruth Sanchez (ruth@martintravel.com.br) na Martin Travel responsável pelo transporte no interior do Parque Nacional do Iguaçu. Durante o dia haverá também um workshop separado para trabalhadores da Luz.

Qual a importância das Cataratas neste evento? Leia mais
Nota: este evento não é organizado por mim. Ou melhor até hoje não organizei evento nenhum. A retransmissão deste convite / convocação siginifica que o autor deste blog apoia a Cerimônia e as atividades relacionadas que acontecerão nesta Lua Cheia de Buda. Mais tarde na programação mundial do grupo responsável, uma cerimônia correspondente acontecerá em Lake Louise Canadá - assim unindo as Américas de Norte à Sul.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Na rodoviária de Foz


Esta postagem quer valorizar o fiscal da empresa Expresso Cidade de Foz que opera ônibus urbanos em Foz do Iguaçu. A Cidade de Foz tem ônibus que fazem as linhas que unem o Centro da cidade aos bairros localizados na Grande Três Lagoas - área populosa e complexa. Complexa porque no itinerário passa por hotéis de variadas estrelas onde acontecem congressos, encontros e isso coloca a população de Foz do Iguaçu em contato direto com os visitantes de outras partes do Brasil e do mundo. O ficsal acima, está fazendo o que pode para esclarecer dúvudas de duas turistas inglesas que acabaram de desembarcar na Rodoviária Internacional de Foz do Iguaçu - um dos pontos servidpos pela empresa na rota Centro (Terminal de Transportes Urbanos - TTU)- Três Lagoas, Gleba Guarani e outras. Parabéns ao fiscal logo descobrirei o nome dele e acompharei o trabalho dele. Valeu Cidade de Foz!

Astronomia em Foz do Iguaçu




O ano que vem será o Ano Internacional da Astronomia. Na foto, guias de turismo e outras pessoas ligadas ao turisamo fazem uma observação do céu noturno de Foz do Iguaçu. Foi uma ocasião muito importante. A observação seguiu a um curso de vários dias ministrado pelo professor Janer Vilaça. O curso foi organizado e patrocinado pela Martin Travel, a agência e opredora de turismo de Foz do Iguaçu. Na segunda foto, aparece o professor Janer Vilaça, explicando os movimentos da terra, em uma das aulas que ocorreram no Hotel Continetal Inn, localizado no centro da cidade.

Carroças de Foz

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Élvio: Intérprete da Aldeia Yryapu


O Élvio que aparece na foto é um dos monitores ou intérpretes do Patrimônio Cultural e Natural dos Mbyá Guarani - é o que se chamaria normalmente de "guia" da comunidade local etc. Os grupos, mesmos que acompanhados por seus guias de civilização européia devem, na aldeia, compartilhar a "guiança". A idéia é evitar o choque cultural, informações errôneas, distorcidas ou preconceituosas. Assim, nesse trabalho conjunto entre o guia-local civilizado e o intérprete mbya, o turista deverá lucrar e aldeia também. Além de Élvio há pelo menos outros quatro intérpretes. Além de responder perguntas sobre o cotidiano da aldeia, eles demonstram o uso de armadilhas, artefatos, uma casa guarani e até contam história. Élvio, no dia da visita, falou sobre um acidente do irmãozinho dele que se meteu com uma armadilha quando os dois eram crianças. Na foto se vê guias de turismo da Martin Travel.

Claudio salvador fala sobre AldeiaYryapu



A foto mostra Claudio Salvador de Puerto Iguazú, falando sobre o projeto MATE (Modelo Argentino de Turismo e Emprego) que resutlou em autonomia para os mbyá guarani no que concerne ao tuirsmo na aldeia Yryapu, em Puerto Iguazu. Segue....

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Aldeia Yryapu



Fotos: Ruth Sanches / J.Lima

Eu gostaria de agradecer a empresa de turismo Martin Travel de meus amigos Fernando Martin e Ruth Sanchez por terem me incluido na lista de palestrantes sobre os mbyá guarani representados na região pelos mbyá da Aldeia Yryapu (Barulho das Águas) em Puerto Iguazú, Misiones, Argentina. Também falou sobre a aldeia o colega Claudio Salvador, sobre quem falarei em uma postagem no futuro próximo. As fotos acima, foram tiradas durante uma visita de campo juntos com os guias de turismo do staff da Martin Travel e colabodares internos da área de operação. Foram conhecer para poder vender. Minha primeira participação no workshop foi antes da visita, uma introdução ao mundo guarani incluindo esclarecimentos sobre o que é tupi, o que é guarani, o que é tupi-guarani e assim por diante. Na segunda aprsentação tive o privilégio de falar sobre "Espiritualidade Mbyá Guarani". Parece-me que o pessoal gostou da palestra sobre a espiritualidade que nesta altura já não é mais mbyá guarani, mas universal. Falamos sobre a espiritualidade dos "povos originais" que correspodnem a um número enorme de tribos, raças, nações em todo este Planeta. Daí, foi fácil mostrar que a espiritualidade dos mbyá é parte da espiritualidade universal.

Sobre a visita à aldeia posso dizer o seguinte: aqui está um bom exemplo de uma visita organizada, sobre a qual os residentes da aldeia têm controle. Aprendemos todos uma lição importante. O guia de turismo que leva o cliente para ver a aldeia, não se comporta aqui, cmo acontece na maioria de outras aldeias visitadas. Aqui quen lidera a visita e fala sobre o que a comunidade combinou é o "intérprete" local. Ele interpreta o patrimônio cultural e ambiental da aldeia. Muito interessante. Os intrepretes são treinados em uma "Escola de Turismo Mbya Guarani" localizada na aldeia. Mas sobre o assunto falarei com mais inspiração quando postar material sobre o projeto que resultou nesta realidade.

Na foto aparece também o coral da aldeia que faz apresentações quando solicitado. É uma apresentação e não uma cerimônia como muitos de fora costumam exigem e demandam. Ceromônias espirituais estão fora do que se oferece. Muito bom e acredito que este projeto é exemplo positivo para guiar o encontro entre "povos originais" e "povos de qualquer origem afetados pela cultura ocidental".

sexta-feira, 18 de abril de 2008

O São Francisco de Giovanni Vissotto





Faz tempo que estou procurando o artista e escultor Giovanni Vissotto. Um artista de mão cheia que trabalha com obras monumentais. A estátua de São Francisco que fica no canteiro central da Avenida Mário Filho, na região sofrida de Foz do Iguaçu conhecida como São Francisco parece ser a obra mais conhecida dele. Ele tem outras e muitas delas fora da cidade. Na semana passada dei uma caminhada pela cidade e sem querer passei por um ateliê onde vi uma estátua em construção. Anotei a posição geográfica mentalmente. Ontem, passei pela casa. Não resisti e chamei a atenção. "Aqui mora o escultor Giovanni?" a reposta foi positiva. Logo estava com ele. Conversando.

Antes gostaria de confessar ou relembrar uma "história" triste (para mim): Logo depois da inauguração da estátua (1999?), eu escrevi na minha coluna Notas do Turismo na Gazeta do Iguaçu (na época) que o santo era muito feio. Os leitores leram e um deles, artista, me criticou duramente. Como eu podia chamar uma coisa de feia? Arte é arte! E assim sucessivamente. Ontem conversando com o Giovanni, ele me contou a história da estátua e eu a repasso para você.

O artista tinha recebido uma foto oficial de São Francisco de Assis - talvez uma semelhante a que aparece acima e que eu encontrei neste blog. Com a foto na mão, Giovanni começou a fazer um levantamento na região onde iria realizar o trabalho. Em um boteco da região do São Francisco, Giovanni Vissotto encontrou um senhor chamado José. Um dos primeiro habitantes do loteamento São Francisco. Homem sofrido. Trabalhador braçal. Calçando um par de chinelos de dedos surrados. Rosto sofrido. "Eu paguei uma dose de pinga pra ele", nos sentamos e comecei a ouvir a história de vida dele.

Nessa conversa de boteco do bairro saiu a inspiração para o São Francisco do São Francisco. "O São Francisco daqui tem que ter essa cara e não aquela fisionomia da Europa" - disse. Ao terminar a conversa, o esboço estava feito. E o artista que já era amigo do seu José, começou a trabalhar. Com o tempo a obra terminou. E chegou o dia da inauguração. A praça estava cheia. O prefeito Harry Daijó, na época, o então bispo de Foz do Iguaçu Dom Olívio Fazza e outras autoridades, estavam presentes.

Giovanni conta que o bispo olhou para a Estátua e puxou-o de lado: "Isso não é São Francisco. O que é que você fez Giovanni?". Nessa hora, o artista contou a história do Sr. José, aquele que inspirou a obra e retrata o sofrimento do povo local. Ao final, o bispo, emocionado, parabeniza o trabalho e disse que estava realmente admirado de ver como Deus toca o coração do artista.

Essa é a história. Se eu tivesse sabido disso antes, eu nunca teria chamado o Santo de Feio. Mas a ignorância serve para ensinar. Eu aprendi. Agradeço ao Giovanni Vissotto por compartilhar seu tempo e ainda ter oferecido um cafezinho. Só para acrescentar algo mais sobre o artista: ele foi um dos fundadores da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu e é o idealizador da Praça da Bíblia. "Eu tenho o nome registrado", acrescenta. Giovanni disse rapidamente que havia um projeto para um escultura na Praça da Bíblia. O dinheiro estava disponível, foi conseguido a fundo perdido, veio para a Prefeitura mas nem ele, nem a obra e nem o povo da cidade viu a cor dele.

VEM MAIS SOBRE A ARTE DE VISSOTTO!