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sábado, 11 de abril de 2026

Respeito e honra a quem merece: o pioneirismo de Puerto Iguazu na advocação de Santa Maria del Iguazú

  

Nesta postagem: 

Este ano 2026, Três antigas missões jesuítas comemoram 400 anos. A Santa Maria do Iguaçu (Santa Maria del Iguazu) e São Nicolau. A primeira no Guairá (atual Paraná, Brasil), foi fundada na área de influência das Cataratas do Iguaçu. A segunda no Rio Grande do Sul. Não sobra nada físico ou pelo menos grandioso das duas já que elas pertenceram à primeira fase. 

Sete anos após a fundação da Santa Maria no rio Iguaçu, a missão teve que ser transferida para uma região mais próxima do rio Uruguai onde  manteve  o nome Santa Maria. 

Esta Santa Mria 2 pode ser visitada até hoje em Misiones, Argentina e é parte da Lista do Patrimônio Mundial Cultural da Unesco. Vale lembrar que a data de fundação das duas Santa Maria é a mesma: 1626. A data da fundação é única e continua válida mesmo que o povoado mude muitas vezes (como é o caso da Ciudad de Villarrica del Espiritu Santo, fundada no Guayra (PR) em 1570  e mudada / transferida sete vezes até chegar à sua atual localização no Departamento de Guairá, no Paraguai) . 

A terceira missão mencionada foi fundada no  Rio Tibagi no Paraná / Guayra e se chamou São José. Não discutiremos esta redução no momento. 

Alguns comentários sobre o Santuário de Santa Maria del Iguazu / do Iguaçu em Puerto Iguazú e a estrutura criada seguem abaixo. 


Existe nas fronteiras alguns silêncios. As pessoas de um lado não conhece pessoas do outro. O que comem no outro lado, que lêem, que realidade vivem?  
Há vários anos relembro os 400 anos da Missão de Santa Maria la Mayor no rio Iguaçu a ser comeorado este ano. Um outro silêncio que existe é sobre a localização dela. É no lado brasileiro ou no lado argentino? 
Este texto não envereda por este caminho.  Quando Santa Maria foi fundada ela estava no lado "guayrense" do rio Iguaçu. Hoje é lado brasileiro e lado paranaense. Na época tudo era Espanha. O lado "guayrense" era administrado pelo menos religiosamente por Assunção. O lado hoje argentino era regido pela Província do Prata via Buenos Aires.

 Por volta de 1630, A Espanha desistiu de manter o Guairá devido à campanha de ataques dos bandeirantes luso-futuros-brasileiros. Durante mais de 100 anos após a expulsão dos Jesuítas em 1767, o lado que hoje é argentino era entendido mais como paraguaio. 

A situação só mudou em 1876, seis anos após a Guerra da Tríplice Aliança, quando a Argentina e Paraguai assinaram tratado que cria a geografia que temos hoje.     

Na época moderna, o fronteiriço curioso - por que sempre há um ou dois - o médico misionero pé vermelho Luis Honorio Rolón ressuscitou a lembrança quase celular da antiga Redução. 

Nos anos 1980, Hollywood fez um filme nas Cataratas chamado "The Mission" baseado no livro de um um professor de história inglês, inspirado em uma Missão nas Cataratas - mais acertadamente no rio Iguaçu. Rolón morreu em 1992. Quanto ele poderia ter feito pela região! 

Os estudos começaram seriamente com muitas pessoas indo atrás de documentação jesuíta especialmente as Cartas Ânuas, matéria prima de todo pesquisador sobre o assunto. 

Quando o filme foi rodado, em parte, nas Cataratas, em 1988, o bispo de Puerto Iguazú era o Monsenhor Joaquín Piña Battlevel, um padre jesuíta espanhol, catalão para ser exato enviado à Argentina como missionário. Além de seu trabalho na comunidade tentando resolver problemas sociais, o Mosenhor Piña, realizou algo mui jesuíta na fronteira a saber fundar uma Casa de Execícios Espirituais. 

Os Exercícios Espirituais foram criados pelo fundador da Sociedade Jesuíta, Santo Inacio de Loyola. Todas as fotos abaixo tem a ver com a ampla estrutura do Santuário Dedicado a Nossa Senhora na advocação como Santa Maria do / del Iguaçu (Iguazú).        

Em 1989, oito anos antes do filme estreado por Robert de Niro e companheiros, o escultor Rodolfo Allou de Puerto Iguazú,fez uma escultura baseado em um sonho que havia tido. 

O resultado foi a imagem de Santa Maria del Iguazú, a santa com o rosto dos nativos da região. Anos depois, o bispo Piña, proclamou a Santa María del Iguazu como a Padroeira / Matrona da Diocese de Puerto Iguazu que cobre um território que chega até a fronteira seca com o Paraná e Santa Catarina já na área de influência da Bacia do Rio Uruguai. 

A escultura original talhada por Rodolfo Allou foi roubada do local onde fora fixada, no futuro onde seria construido o altar e anfiteratro princial do Santuário e encontrada queimada na beira do rio Iguaçu logo abaixo. Antes de queimar a madeira dura de lei, os "criminosos" picotaram a escultura com  machados. A escultura que se encontra no local hoje é uma réplica da original feita pelo escultor Nelson Leopoldo Segovia da paróquia e da diocese

   

Imagens em madeira de Santa María del Iguazu 

Capela do Santuário de Santa Maria del Iguazu



Informações para quem deseja encomendar imagens de Santa María em nome da Paróquia Cristo Redentor 


Desta varanda da estrutura da Casa de Ejercícios, se pode ver o rio Iguaçu, lá embaixo e terras de Foz do Iguaçu  

Santa Maria del Iguazu é venerada em agosto


Placas Recordatórias:ransliteração abaixo 

Esta Casa de Ejercícios Espirituales y Santuario de la Santísima Virgen María bajo la advocación de Santa María del Iguazu, se mandó a construir por S.E.R. Monseñor Marcelo Msrtorel, y se edificó con la ayuda de la Fundación Kirche in Not, con el aporte y limosna de los fieles, de personas anónimas, del Colégio Nuestra Señora del Carmen, del clero, del contador público Don Hernán E. Mendizábal. 

Se honora a S.E.R. Mons. Joaquín Piña que fue el mentor de la primera Casa de Ejercícios.

S.E.R. Mons.Emil Paul Tscherring, Núncio Apostólico en la Argentina la bendijo el 10 de mayo de 2017

Agradecemos especialmente la colaboración del Señor Gpbernador de la Província de Misines, Licenciado Hugo Passalacqua  

S.E.R. Mons Joaquín Piña Batllevel Obispo de Puerto Iguazú (entre) 1985 - 2006

Saiba mais: Peregrinação Santa María del Iguazu 2024

 


sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Hoje é Dia de Santa María del Iguazú, padroeira da Diocese de Puerto Iguazú

 

Em 1991 ou 1992 fiz uma reportagem sobre o santuário de Santa Maria del Iguazú localizado próximo à beira do rio Iguaçu, lado argentino, para o jornal The Informer - um jornal em inglês que editei com a ajuda de alguns amigos. Neste domingo, dia 18 de agosto, volto ao Santuário desta vez para rever o local, que não visito desde a reportagem do The Informer e acompanhar as atividades de celebração da data.  

Hoje, é o Dia oficial desta advocação de Maria nascida em Iguazu. Santa Maria del Iguazu é a padroeira da Diocese de Puerto Iguazu com jurisdição sobre os departamentos de Eldorado, General Manuel Belgrano (Bernardo Irigoyen / Andresito), Iguazú, Montecarlo, San Pedro e Libertador General San Martín (Puerto Rico).  

Em 2001, me chegou uma noticia de que a estátua talhada em madeira de lei pelo escultor Rodolfo Allou e que eu havia conhecido em 1992, tinha sido roubada, vandalizada, picada com machado e incendiada na beira do rio que vem das Cataratas. 

Os autores do crime de intolerância nunca foram descobertos. A imagem atual que representa a Santa Maria com expressão indígena, notadamente guarani, que mostro aqui e que mostrateri com fotos novas no domingo, é uma réplica da original feita pelo escultor Nelson Leopoldo Segovia da paróquia e da diocese. Mais sobre o santuário atual, depois de domingo.    


Restos de madeira queimada... o que sobrou da imagem original da Virgem Santa Maria do Iguaçu. Foto postada por Alicia Segovia, irmã do escultor da estátua atual

Nota

Santa Maria del Iguasu foi o nome de uma povoação (Missão) jesuita fundada perto das Cataratas que teve milhares de moradores. Esta fundação completará 400 anos em 2026. Em andamento prepraro para comemorações. Hoje a área conhecida como Três Fronteiras ou Tríplice Fronteira, já teve uma Tríplice Missão: Cataratas, Monday e Hernandárias.  

domingo, 26 de abril de 2009

Uma viagem ao Porto Meira: Marco das Três Fronteiras e Avenida Morenita


Apesar do avanço das construções esta paisagem ainda é muito bonita. Rio IGuaçu e Rio Paraná se encontram. Preste atenção na cor verde dos dois rios. O Iguaçu deveria ser "escuro" o Paraná, mais barrento

Embarquei com a minha família imediata, mulher e três filhos, no ônibus que faz a linha Interbairros. Destino: o Marco das Três Fronteiras. Descemos no terminal depois de atravessar a Região do Parque Imperatriz, Três Lagoas, Portal e Morumbi, Jardim São Paulo, Vila Iolanda, Ouro Verde, Jardim das Flores e finalmente o ponto final na entrada da Rua das Três Fronteiras - ou algo parecido. É aquela entrada ao "Marco Brasileiro".

Dali, até o Marco fomos a pé. Eu tinha medo. A estrada que liga a Avenida General Meira ao Marco das Três Fronteiras e Espaço das Américas já teve muitos assaltos. Mas para minha tranquilidade, um guarda municipal patrulhava a estrada de moto. Passou por nós umas cinco vezez na ida e outro tanto na volta. Boa notícia. Foi bom conferir porque não faz muito tempo recebi um comentário no Blog sobre a melhora na segurança. Pelo menos ontem tudo ocorreu bem.

Como diz um estudo do Ipardes, o Marco das Três Fronteiras, lado brasileiro, "foi tirado da lista do turismo". Infelizmente, concordo. O que sobrevive é a resistência. Havia algumas pessoas, famílias e turistas em carros de serviço privativo. Havia, a maioria, em seus próprios veículos. No final da tarde, eis que desce um ônibus argentino - double deck lotado de turistas da terceira idade. Me lembrei dos anos de ouro, 1977 -1980, quando havia engarrafamento de ônibus para ver "os Três Marcos".

O Marco das Três Fronteiras está lá. O brasileiro olhando para o argentino e os dois olhando para o paraguaio. As obras da futura "Torrre das Américas" já estão em ruínas há tempo. Problemas! Mas todo mundo lá comentava sobre a torre. Ouvi dizer ali que ela teria 170 metros e seria a mais alta das Américas e que isso seria um cartão postal da cidade. Mas o meu sentimento é que tudo isso bem como tantas coias a mais que Foz do Iguaçu tem, já poderia ser melhor explorada.

Fui ao Espaço das Américas - ainda é bonito. Havia visitantes. O rio Iguaçu corria tranquilo lé embaixo com sua nova cor. Desde que as hidrelétricas seguram todo o sedimento que desce, o rio baixa filtrado. A água é esverdeada e não mais escura como era antigamente. No lado argentino, há obras novas. Destoando com o ambiente do entorno está aquele novo hotel e ao lado dele fizeram umas arquibancadas - chamam-na de anfiteatro. Minha mulher perguntou o que era aquilo. Eu disse que era um "arregaço" argentino. Lembro que o presidente Carlos Menem, touxe o arquiteto Carlos Paz Vilaró para que construisse um hotel no estilo Casa Pueblo de Punta del Este, Uruguai.

Daí, a pé, fomos para o Parque Remador que já foi alvo de várias postagens aqui. Eu queria ver o parque reativado. E foi. Nada especial. A biblioteca que havia, ainda não voltou a haver. O povo da vila, está pescando. Já há lixo na água. Mas eu não fui lá para olhar isso. Eu fui lá para ver como estava o Santuário Católico que há anos está na minha lista de coisas recomendadas a quem vem à cidade. Conversei com o Sr. Benedito e a comunidade que construiu a Gruta do Nascimento do Menino Jesus e da Gloriosa Santa Luzia. E assim passamos a tarde. Agora é só planejar outra viagem em Foz para a semana que vem.

Fotos e detalhes nas próximas postagens!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Santuário do Parque Remador está abandonado




O Parque Remador, oficialmente, Parque Ambiental Omar de Oliveira está abandonado. Isso não é novidade. É normal que os governos abandonem ou não deem continuidade aos trabalhos e projetos de administracões passadas. O que é estranho é o abandono do Santuário Católico que existe no parque, construído com esforco e trabalho de pessoas simples e humildes. O Santuário recebia dezenas, e em datas especiais, centenas de pessoas que vinham rezar, adorar e buscar paz. Hoje o santuário está abandonado. Ou pelo menos, salta à vista que o local já viu dias melhores. Por que teriam os catyólicos abandonado o Santuário?

Em um dos artigos deste blog eu descrevi a linha de onibus Interbairros e apresentei o Santuário Católico e o Parque como possíveis alvo de visita de iguacuenses de outros bairros, oeste-paranaense de outras cidades, de paraguaios e argentinos, e de gente de todo o mundo ao local que era aprazível e energeticamente tinha boa energia. Mas hoje eu vi que o local não tem condicões de receber ninguém. Uma pena. Uma vergonha para a cidade que permite que birra polítiqueira (me recuso a usar a palavra política) mate conquistas do povo. Gostaria de convidar aos católicos e iguacuenses "trans-religiosos progressistas", como eu, a não aceitar a situacão do Santuário!