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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Antigas Residencias do Governo do Paraná na Avenida Brasil, Foz do Iguaçu

Você reconhece esta casa? Fica na Avenida Brasil em Foz do Iguaçu! Aqui funciona o Instituto de Identificação do Paraná - um dos lugares onde se tira carteira de identidade. A casa é parte de um conjunto que inclui ainda uma casa hoje usada pela Delegacia da Mulher e do Turista e outra ocupada pela Casa do Empreendedor. Foram construídas e inauguradas em 1950 na gestão do governador do Paraná, Moisés Lupion. Note que a casa mantém as janelas originais. Vale a pena dar uma olhada no trabalho de serralharia. Muito bom. Aqui destaco a placa de bronze que em si - já denuncia seu valor se não histórico pelo menos de antiguidade. Material completo sobre isso está nesta outra postagem que fiz há tempo e que ainda não estava completa para liberação.

domingo, 31 de julho de 2011

Casas Residencias do Governo do Paraná na Avenida Brasil

Um pouco antes da entrega
Em 1950 o governador do Paraná, Moisés Wille Lupion de Tróia ou simplesmente Moisés Lupion, inaugurou estas três casas na Avenida Brasil de Foz do Iguaçu. Moisés Lupion (também escrito Moysés) foi governador do Paraná duas vezes. Entre 1947 e 1951 e entre 1956 e 1961. Foi também senador pelo Paraná. A foto acima que me foi passada pela Fundação Cultural de Foz do Iguaçu mostra as casas no período final da construção. 
Delegacia da Mulher com muro ainda baixo antes da reforma
Delegacia da Mulher Hoje
Achei interessante colocar uma série de fotos das casas da Avenida Brasil,   as transformações sofridas e os usos atuais delas. A segunda casa para quem vem da Avenida Jorge Schimmelpfeng em direção ao prédio dos Correios e Telégrafos abriga a Delegacia do Turista e da Mulher. Na foto maior, mostro a Delegacia antes de passar por uma reforma. Aqui se vê a Delegacia da Mulher já com a reforma. Note que os muros sofreram mudança que incluiu uma grade - sem dúvida por motivos de segurança e não estou aqui reclamando da reforma. Note o detalhe da janela na foto original. Na casa ocupada pela Delegacia da Mulher a janela original já não existe. Das três casas, a que melhor conserva a placa comemorativa de bronze é da Delegacia da Mulher (ver foto pequena lá embaixo). 

Casa do Empreendedor, hoje

Outra casa que passou por uma reforma é a terceira de cima para baixo - desde que "cima" seja a Avenida Jorge Schimmelpfeng. É onde funcionou o PROCON e agora funciona a Casa do Empreendedor que desde sua abertura vem fazendo um bom trabalho na promoção do empreendedorismo, legalização de empresas entre outros. A casa ganhou muro novo com direito à grade alta. Eu não encontrei na casa a placa de bronze que a identifica semelhante a que aparece na foto. 

Instituto de Identificação
Então creio que é hora de que a placa apareça e seja recolocada no local. É só uma placa mas é uma placa de 56 anos colocada ali pelo Governo do estado e portanto é "histórica". E por fim, a casa que ainda mantêm sua originalidade. É a primeira da rua onde funciona* hoje um dos dois locais do Instituto de Identificação do Paraná. A casa sem dúvida precisa de cuidados. Precisa de uma pintura e garanto que quem trabalha nela também quer uma reforma. Esta casa tem a plaquinha de identificação. 


A placa
Ela não pode ser vista porque está por baixo da pintura branca.
Mas é uma questão de detalhe. Note que a casa mantém as janelas originais. Vale a pena dar uma olhada no trabalho de serralharia. Muito bom. Minha sugestão é que a reforma dessa casa deve ser feita com muito carinho para que acrescente algo à beleza desse patrimônio de Foz. Na foto detalhe, a placa comemorativa de bronze é de MCML / 1950. Atenção, Foz! Vamos a aprender a dar valor as coisas mesmo que sejam pequenas!



domingo, 17 de abril de 2011

As árvores (literalmente) tombadas da Av. J.Schimmelpfeng

Há alguns dias fiz um pequeno video sobre estas árvores da Avenida Jorge Schimmelpfeng que por anos deram sombra à Clínica Santa Luzia que funcionou por anos neste local. Antes da casa que serviu de clínica teriam existido na história outras casas no terreno, de madeira e simples. O que me chama a atenção nesta árvore é seu lado artístico. Em viagem recente que fiz pelos municípios lindeiros ao Lago de Itaipu, vi muitos troncos de árvores como os mostrados acima que foram transformados em esculturas pelos artistas locais. Santa Helena, por exemplo tem vários deles no canteiro central de uma de suas avenidas. Em Guaíra, vi um tronco igual a esse na calçada da casa do Frei Pacífico um grande artesão e cidadão honorário da cidade. Já que a árvore foi arrancada, eu não gostaria de ver um tronco desses no lixo. Já a segunda foto mostra que o antigo terreno já se prepara para receber a próxima construção. O solo se prepara para receber a estrutura. Fui informado que será um hotel. Vai mudar a cara da Avenida Jorge Schimmelpfeng. Enquanto isso, as árvores já são símbolos da conscientização da população sobre a necessidade de (não literalmente) tombar o que se for declarar patrimônio da cidade!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Casas de Foz do Iguaçu: o tempo passa e a paisagem muda

O que mais me fascinou no Paraná, enquanto o ônibus da Pluma que me trazia de São Paulo para Assunção atravessava o estado eram as araucárias em vários locais e as casas de madeira pintadas de cores vivas - certo tom de azul, verde escuro, marrom com portas e janelas brancas. Ou cores claras com portas marrons, azuis, verdes. As casas de madeiras eram coisas difíceis de imaginar para quem nasceu e cresceu no Nordeste. A madeira do Nordeste foi extinta há tempo. Minhas casas nativas eram feitas de taipa -tanto no bairro da Ponta Grossa em Maceió como a casa de meu avô na Rua Pernambuco Novo em Coruripe. Mais tarde, quando me fixei tão fixadamente quanto possível em Foz do Iguaçu, as casas de madeiras passaram a ser objetos de minha veneração. E o piso das casas de madeira? Também de madeira, brilhantes à força de cera e enceradeiras. Havia uns tons avermelhados e brilhosos. Outros amarelados. Outros sem cor - mas um espelho. As casas eram pequenas. O telhado era de zinco corrugado. Esquentava muito. Mas era gostoso ficar sob ele em tempos de chuva. Mas havia muita telha de barro nos bairros mais "urbanos". Me parece que as casas crescem com o pasar do tempo.
Algumas famílias já tinham casas de madeira grandes. Como esta aqui na imagem ao lado. Verdadeiros palácios, símbolos de sucesso. Muitas delas resistem heroicamente e eu ando fotografando pois a cada dia, percebo, casas somem e no terreno aparecem casas maiores, prédios e a Foz das casinhas de madeira tão bem cuidadas desaperecm. E a Vila A?
A complexa Vila A tinha áreas onde predominavam casas de madeira já inspiradas em um modelo de construção que não era o nativo do Oeste do Paraná. Quadras inteiras pareciam opulentas com suas casas chiques de madeira. Destaque especial para os muros simbólicos, baixinhos. Tão baixinhos que se o portão estivesse emperrado se podia traquilamente passar por cima. Mas ninguém fazia ou faria isso. A Vila A passa por uma revolução. Tudo está mudando. A mudança começou há algum tempo e suavemente. Como nesta foto onde o muro foi levantado - quer dizer - ganhou uma grade. Porém ainda dá para se ter uma idéia de como era o muro antes da necessidade de se ter uma grade com uma cerca elétrica no topo dela. Esta outra casa de madeira pode ser contemporânea das casas da Vila A mas possuem outro estilo. Houve uma época em que se vendeu muitas delas. A madeira era trabalhada, algumas peças eram torneadas e eram completa ou parcialmente prefabricadas.

Todas as fotos by 'bairronauta' - clique sobre as fotos para ampliar!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

A Foz que se vai - velhas edificações





Foz do Iguaçu passou por muitas etapas e isso se pode ver nas casas e edificações. Neste blog no qual conto coisas que vou vendo enquanto vago pelas ruas da cidade, comecei a colocar fotos de algumas casas ou edifícios locais que de alguma maneira falam comigo, trazem lembranças ou que foram importantes para a cidade em épocas passadas mas não muito "passada". As fotos acima mostram a esquina da Rua Oscar Muxfeldt e a JK, próximo à Caixa Econômica Federal e a (não tão nova) sede da Câmara Municipal. Os edifícios em questão ainda estão sendo usados. Há bares, restaurantes, chaveiros e outros negócios menores. Destaco o prédio do Hotel Espanhol - que funcionou até não faz muito tempo. Sem dúvida o Hotel Espanhol, cuja placa ainda se vê no andar superior do complexo foi iportante para Foz do Iguaçu e quem sabe qunata gente passou por ele? Quem o construiu? Quem trabalhou nele? O sonho de quem ele realizou?