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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

De onde vieram as terras do Parque Nacional do Iguaçu? Segunda Parte


Havia uma empresa nacional chamada Brazil Railway Company, assim mesmo, muitas empresas tinham nomes em inglês. Esta pertencia ao norte-americano Percival Farquhar. 

A empresa de Farquhar era proprietária ou detinha o controle das estradas de ferro: Sorocabana, Madeira-Mamoré, EF Paraná, EF Dona Teresa Cristina, EFNorte do Paraná, EF São Paulo-Rio Grande, EF Vitória a Minas, EF Paulista S/A, Mogiana, Companhie Auxiliaire des Chémins de Fer au Brésil além decontrolar os Bondes de Salvador, São Paulo, Belém e Rio Grande. Para coroar o portfólio, possuía ainda a Southern Brazil Lumber & Colonization Company – uma madeireira e serraria com um braço imobiliário dedicado à colonização com sede no que hoje é Três Barras (SC).  

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dicas sobre o Projeto de Transportes Urbanos em Foz do Iguaçu (II)

Os iguaçuenses esão sendo infrmado via conta gota de que terão um novo transporte urbano. Aqui vai uma dica de como será.

... "Atualmente temos na cidade quatro empresas de transportes que eu quero reduzir a apenas duas. Uma ao norte e outra ao sul. E que trabalharão integradas. Há hoje quatro empresas com quatro garagens, quatro gerentes, quatro chefes de mecânica, quatro almoxarifados, e então com duas empresas já reduziremos esses custos pela metade. E poderemos oferecer aos usuários custos menores, qualidade, frequencia de ônibus com mais horários e menor tempo nos deslocamentos" - Paulo Mac Donald, prefeito de Foz do Iguaçu

Fonte:
O Automóvel - O planejameto Urbano e a Crise das Cidades,
Autor: Raimundo C. Caruso
Editora Ofício, Florianópoliss 2010
Idealizado por: FiscalTech
Livro contém 20 entrevistas, o prefeito Paulo Mac Donald foi um dos entrevistados

Dicas sobre o Projeto de Transportes Urbanos em Foz do Iguaçu (I)

"Temos um ônibus que custa 250 mil reais, faz 1,5 quilômetros com um litro de combustível e tem motoristas e cobrador. Pois bem, se esse ônibus transportar apenas 20 pessoas, terá prejuízos. E num terço das viagens, esse ônibus transporta menos de 20 pessoas, menos de um terço de sua capacidade. Mas gasta igual. Então estamos analisando micro-ônibus que fazem de 6 a 8 km por litro, custam 100 mil reais e levam apenas o motorista, sem cobrador. Como transportará poucos passageiros, o próprio motorista poderá cobrar as passagens. E como o veículo é menor, termos um fluxo mais rápido reduzindo o tempo de deslocamento para os passageiros” - Paulo Mac Donald, prefeito de Foz do Iguaçu.


Fonte:

O Automóvel - O planejameto Urbano e a Crise das Cidades,
Autor: Raimundo C. Caruso
Editora Ofício, Florianópoliss 2010
Idealizado por: FiscalTech
Livro contém 20 entrevistas, o prefeito Paulo Mac Donald foi um dos entrevistados

domingo, 17 de agosto de 2008

Foz do Iguaçu e a Terra das Coisas das Águas




Volte a este espaço. Logo acrescentarei mais fotos de coisas das águas.

Em 1998 escrevi meu primeiro livro. O primeiro de dois. Se chamava Na Terra das Muitas Águas. O título se originou pela observação de que a região de Foz do Iguaçu é muito rica em águas. Temos águas nas Cataratas do Iguaçu, nos rios Paranaá e Iguaçu, no Lago de Itaipu mas também inúmeros pequenos rios, riachos, olhos d´água, nascentes e muitas cachoeiras. Na Terra que tem as Cataratas do Iguaçu onde falamos de tantos saltos - dizem que são 175 - e de alturas na faixa dos 80 metros, Foz do Iguaçu tem centenas de cachoeiras de meio metro, um metro, no fundo dos terrenos, em chácaras. Infelizmente, nossas águas não estão sadias. Estamos matando ou já matamos nossas águas, nossas muitas águas. Os rios do tipo Mboicy e Monjolo estão em estado deplorável de conservação. Não sei se isso é bom ou ruim para o nosso currículo coletivo. Daí, o nome do livro dedicado às muitas águas.

Eu havia escutado o termo ligado à Guiana, quer dizer a República Cooperativa da Guiana. Guiana significa "Terra das Muitas Águas". Na verdade, Guiana não se refere somente à Guiana, país. O Brasil também tem Guiana - o Planalto  Guiana é uma espécie de realidade com uma topografia específica. É um modo de ver a vida.

A Bíblia faz uma menção ao barulho de "Muitas Águas". É no Apocalipse onde o barulho das muitas águas é o que o se usou para representar o som da voz de Deus. Mas não foi daí que saiu a minha idéia. Foi mais da "Guiana" e da nossa riqueza de água o que inclui também as águas abundantes em nosso lençol freático (hoje poluído) e na parte do aqüífero que passa por baixo de nossa terra.

Contudo o que eu gostaria de dizer aqui é que depois do lançamento do livro - que hoje é raro - vi aparecer empresas que incluíram a palavra "água" (no plural) em seus nomes de fantasia. São nomes como "Cidade das Águas", "Mundo das Águas", "Brasil das Águas". Há até um edifício com o nome de "Muitas Águas". Mas e daí? Eu estou dizendo que esses nomes saíram depois de mim? Eu sou o bom? Não! Longe disso, Só quero dizer que um começa, daí a coisa vai infectando, no bom sentido e de repente, todos estão fazendo alguma coisa. Existe ate uma teoria que explica isso. Se chama a teoria ou mito do centésimo macaco. Será que antes a gente não se lembrava de nossas águas? De qualquer modo quero felicitar aos donos das empresas que entraram assim na "Família das Muitas Águas"