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domingo, 30 de setembro de 2018

Espaços afro-brasileiros em Foz do Iguaçu (2018) - Atualização de dez anos

ESTA POSTAGEM ESTÁ SENDO ATUALIZADA

Missão cumprida. Membros da casa de  
Mãe Edna de Baru após festa de Omulu

Um espaço religioso Afro-Brasileiro pode ser chamado "templo", "centro" como em  Centro de Umbanda, "terreiro" – uma palavra derivada de "terra ou simplesmente "casa".  Um "terreiro" pode ser uma área no mato separada para o serviço, o vegetação rasteira é limpa, varrida para que os pés possam bater no chão sem o perigo de pisar emu ma cobra ou insetos que pudessem de alguma forma machucar o povo na cerimônia. "Nós não precisamos de uma catedral. Uma catedral é feita pelo homem. Um cantinho na capoeira é feito por Deus e é tudo o que necessitamos”, disse um membro da comunidade Povo do Terreiro.

Afirma-se que Foz do Iguaçu tem 42 "casas". Cada "casa" é independente. Não há hierarquia. Há cooperação entre as casas.  Cada casa é dirigida, conduzida, por um Babalorixá ou uma Iyalorixá. Babá significa pai e  Ya (iyá) significa mãe. Assim, Babalorixá e  Iyalorixá quer dizer mãe e pai de Orixá. Comumente, ambos são chamados Pai  ou Mãe de Santo no sentido de cuidarem e atenderem aos santos. Os membros de um terreiro são filhos do pai ou da mãe de santo. De modo que é normal ouvir em conversações referências a “meu pai” e a “minha pai” tratando-se do mestre da casa.       

Esta lista está completando 10 anos. Ela saiu pela primeira vez em 2008. De lá para cá a lista cresceu. Mas o que realmente cresceu foi a  confiança entre o Blog de Foz e a comunidade. Aqui está a lista original e sua versão em inglês. Manteremos links para esta lista em espaços de links no blog. Convidamos as casas que ainda não estão na lista a entrarem em contato e ajudar a divulgar este aspecto da religiosidade e espiritualidade brasileira.  

Por quê?
Parte da missão de Jackson Lima é divulgar fatos sobre todas as etnias e suas manifestações religiosas. A intenção é trazer informações como forma de desestimular o racismo, preconceitos, intolerância de qualquer tipo, nacionalismo doentio, xenofobia e outros males.     


Espaços Afro-brasileiros em Foz do Iguaçu


Lista Jackson Lima / Blog de Foz
Umbanda e Candomblé em Foz do Iguaçu

Como esta lista começou?

               

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Viva a Unila, Martina Piazza Conde e a AfroAmérica

Além de diversas denominações cristãs,
presença muçulmana, budista ... como mostra esta matéria vinculada em jornal acima 

Foz do Iguaçu e a fronteira têm uma boa comunidade
afro-argentino-paraguaio-brasileira seguidores de religiões de matriz "afrobras".

O mês de março de 2014 foi marcado em Foz do Iguaçu pelo assassinato da estudante uruguaia Martina Piazza Conde. Ela estudava antropologia na Universidade da Integração Latino-Americana (UNILA) com sede em Foz do Iguaçu.

Não conheci a Martina, nunca conversei com ela mas estivemos nos mesmos lugares em várias ocasiões. Como estudante de antropologia, Martina fazia o que se esperava dela. Ela tinha inúmeras atividades extra-curriculares como participar em aulas de percussão (tambores), participava do grupo Afoxé de Foz do Iguaçu e tinha interesse em acompanhar eventos e manifestações religiosas e culturais afro-brasileiras.

Vi a Martina, e vários outros estudantes da Unila –os Unileiros, em eventos de candomblé e de umbanda tocadas em templos de candomblé em Foz do Iguaçu. Entre esses eventos estava a Festa à Iemanjá no dia 2 de fevereiro.
Celebração do Dia de Iemanjá
A estudante fez jus ao curso e se meteu de cabeça para entender a complexidade da cultura especialmente esse ”link” entre a África e o Brasil que é muito forte mas não exclusivo. Assim como afro-brasileiro, há afro-uruguaio, afro-argentino, afro-boliviano,afro-equatoriano, afro-paraguaio, afro-colombiano,afro-cubano e todos bebem da mesma fonte cultural e espiritual: a espiritualidade pela visão de mundo Iorubá da África.

Rogo que os estudantes da Unila não se afastem, não desanimem e não se retraiam. No verdadeiro espírito da Universidade da Integração, que continuem a aprofundar seu conhecimento da cultura brasileira e sua conexão com as culturas da América Latina especialmente desta versão afro-brasileira que mesmo após 400 anos de escravidão, de negação de direitos continua existindo e forte ao ponto de fazer toda a diferença em um país continental como o Brasil.

Que seria do Brasil se não fosse o elemento afro presente na cultura, música, artes,  na dança, na gastronomia? Todos esses aspectos foram negados pela sociedade brasileira. A música, a dança, a capoeira – que é uma dança e uma luta, o frevo,o maracatu, o maxixe, a gafieira,o samba, samba de roda tudo veio da pitada africana em nossa cultura. E por que se nega?

Há quatro séculos, a espiritualidade negra é explicada no Brasil em termos simples: o diabo ou os demônios.Tudo o que não se entende é coisa do demônio.  A pessoa que está detida hoje à disposição da Justiça e é réu confesso informou originalmente, como fruto dessa confusão brasileira quanto a tudo que é africano, que fora indizido um pai-de-santo de Foz do Iguaçu que eu, a serviço deste Blog tenho acompanhado com muito respeito. A versão foi logo desqualificada pela polícia que vê no réu sinais de "doença na alma" ou psiquiátrica.

Mesmo assim, o Templo ou Casa do pai-de santo envolvido pelo então suspeito foi alvo de um atentado “terrorista” quando alguém usou um carro como arma e o lançou contra a casa do Babalorixá causando destruição física do templo,deixando expostos e jogados no chão instrumentos considerados sagrados para o templo como os atabaques consagrados do espaço.


O pior é que a vítima, parece não ter registrado queixa e o caso oficialmente não existiu. Isso é triste porque nos mostra, em pleno século, 21 o principal mecanismo de negação usado na repressão da cultura afro-brasileira: o silêncio.  Que saiba o mundo que isso acontece até em Foz do Iguaçu, terra que se gaba acolher 70, 80, etnias em paz e harmonia como um exemplo para o Mundo. 

Por isso, tomei duas atitudes:a primeira escrever este texto. Segundo, produzir uma série de textos dando continuidade ao trabalho do Blog de Foz iniciado em 2008 sobre os espaços afro-brasileiros da Terra das Cataratas.

domingo, 18 de agosto de 2013

Candomblé celebrou Dia de Obaluayê com banquete

Banquete servido sobre esteiras de periperi; folhas de mamona em vez de pratos. Espaços culturais e religiosos escondidos em Foz    


 Neste sábado, 17, centros de candomblé e umbanda de todo o Brasil celebraram o Dia do Orixá Obaluayê. Foz do Iguaçu, ainda bem, ao ficou de fora. Pelo menos menos dois templos organizaram a festa ou banquete conhecido como Olùbájé em yorubá, uma das grandes línguas oficiais da Nigéria e também a língua do candomblé. O Blog de Foz esteve na Festa organizada pela casa Ile de Baru da Mãe Edna de Baru no Jardim Canadá. A outra festa da qual tomai conhecimento foi no Ilè Ase Yá Omin Deró da Mãe Jô Da Osun no Jardim Panorama. 

Bandeiras e cordas de pipoca
Foi Uma festa muito bonita. O templo foi enfeitado com bandeirinhas de papel colorido presos em fios feitos de de pipoca. A pipoca não falta no dia de Omolu ou Obaluayê. Segundo explicações que recebi no terreiro, a Omolu tem u grande poder para curar doenças, chagas e pestes e a pipoca é a ferramenta que ele utiliza.  Depois da abertura da cerimônia, e depois da chegada de Obulayê, um enorme pote de pipoca foi trazido e porções entregues a cada participante. A pipoca podia ser comida, jogada em cima da cabeça para que caísse em cascata sobre o corpo levando, os males e as doenças e as inhacas. 

Tudo servido cerimonialmente
As crianças, que corriam livres, aproveitaram, brincaram e comeram pipoca à vontade. Porém ontem não foi um dia de festa comum. Foi a festa do Rei, do Obá. Daí, o banquete. A Edna Costa, ou Edna de Baru disse que foram preparados 21 pratos. O cuidador da casa, Pai Marcelo Titao acrescentou que todos os patos são típicos da Comida de Santo que, ao final, se tornaram os pratos da gastronomia brasileira. Destaque para os mais conhecidos como mugunzá, acarajé, vatapá e para a bebida servida chamada “Aruá” – bebida a base de milho, rapadura e gengibre.  A festa começou a ser preparada uma semana atrás. "Primeiro a gente prepara a quem vai trabalhar na cozinha. Não é qualquer um que pode", explicou a mãe-de-santo Edna de Baru. O último que se preparou foi a bebida. Ela disse que tudo começa a ser preparado 12 horas antes.  



Conversando com Katlyn
Em terra que se orgulha de receber pelo menos sete dezenas de etnias e nacionalidades além de bater no peito na hora de celebrar o multiculturalismo e a multiplicidade de culturas,  Foz do Iguaçu anda devendo ao universo cultural afro e afro brasileiro representados pelo candomblé (africano) e afrobrasileiro (umbanda). Foz do Iguaçu tem negro também co sua cultura. Mas o candomblé no Brasil e em Foz também, não é mais coisa de negro. Prova disso é Katlyn Segovia na religião há pouco tempo mas já iniciada e em processo de aprendizado. 

“No começo eu tinha medo e desconhecimento”, disse Katlyn e explicou que começou a vir com uma amiga e logo, o antigo medo e sua companheira ignorância viraram amor pelo santo. Ela assume a religião, os parentes ficaram preocupados no começo mas aceitaram. “Minha está aqui, ele veio junto”.  Também ainda novo, Luiz Augusto está aprendendo e participando mas destaca já fez o “bori”, uma oferenda que a pessoa faz à sua “cabeça”, ao seu princípio, ao seu verdadeiro eu. A esposa, também de descendência não africana assistia.



Jacson Querubin, da Itaipu, sempre vem acompanhando a esposa. Ele disse que ele um irmão se consideram ateus. É a primeira vez que ele vinha ao banquete até porque foi a primeira vez que Edna de Baru pôde oferecê-lo no 30º aniversário de sua iniciação. “nunca tinha celebrado porque a casa não tinha esse Orixá, quer dizer – explica – não tinha quem o incorporasse. Agora tem. O trio de tambores, peça chave dos eventos afros, tocaram por horas. No “Rum”, o tambor maior, o Pai Marcelo Titao. No Rumpi, tambor médio, Pedro Costa, médio da casa e filho de Edna de Baru e no Lê, o tambor menor, Christian Garcia. Dos três percussionistas, “ogans”, que abriram a festa só Pedro Costa tem descendência africana.         

Parte da equipe - missão cumprida

Perguntei a Jacson o que ele sentia ao estar ali, naquela ocasião, assistindo uma manifestação cultural e religiosa discriminada no Brasil. "Sinto que é um desperdício que uma cultura que tanto contribuiu para formação do Brasil seja marginalizada", opinou citando exemplos da influência da religião afro na música brasileira, na comida, na produção de artistas e até na construção física do país e de grandes fortunas.Em próximas postagens traremos o calendário de festas do Ilê Baru



Nota:



O Blog de Foz se propõe a dar informações sobre todas as comunidades de Foz numa tarefa de esclarecimento que ajude a diminuir o preconceito, a discriminação, intolerância de qualquer tipo e a ignorância- no sentido de “não saber”.



Outras postagens:

Endereços de centros afrobrasileiros em Foz. Estamos organizando uma lista de festas e dias especiais afro-brasileiros. Divulgue a sua! limajac@gmail.com
Como essa listagem começou  

Este postagem em Español / English

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dia de Iemanjá em Foz, 2 de fevereiro 2012

A festa de Iemanjá de Foz do Iguaçu, realizada no dia 2 de fevereiro foi bonita. A mãe-de-santo Amanda Vieira disse que no ano passado compareceram cerca de 30 pessoas. Este ano foram muitos mais. E a esperança é que no ano passado sejam muito mais e assim se possa resgatar as festas realizadas em homenagem à Rainha do Mar, das Águas que eram realizadas em Foz do Iguaçu no tempo da Vovó Benedita. Este é meu desejo também. As duas fotos menores são reproduções do vídeo da RPC TV que pode ser assistido A Q U I. Não consegui fazer estas fotos porque cheguei atrasado e só cheguei porque consegui uma carona - poderia não ter chegado. Mas o chegar atrasado teve algo positivo. Ao chegar às margens do Rio Iguaçu, no Porto de Areia da empresa que explora esse setor, o barco Iguaçu Explorer tinha partido. O barco e o grupo que tinha ido fazer as homenagens, águas um pouco mais abaixo, já tinham saído e eu tive todo aquele espaço para mim e umas poucas pessoas. A quantidade de energia que havia na beira do rio era tão grande que me fez rir. Era um escândalo de energia. Veio à minha cabeça a ideia de que ali havia dez vezes mais energia que nas Cataratas do Iguaçu. Ou melhor, parece que até as Cataratas tinham vindo com todo o seu povo. Fiz a foto das velinhas que pareciam flutuar na água pouco profunda do Iguaçu.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Espaços Afro-brasileiros em Foz do Iguaçu

Lista Jackson Lima / Blog de Foz
Umbanda e Candomblé em Foz do Iguaçu

Como esta lista começou?

                     
1) Templo de Oxum da Mãe Jô 
Rua David Cordeiro, 760, Jardim Panorama, Foz do Iguaçu, Fone (45) 3028   0649 / 9977 9996. Localizado na rua atrás da Panorama Home Center da Avenida República Argentina. Este foi o primeiro espaço afro-brasileiro de Foz do Iguaçu que visitei logo após ter concebido a ideia de organizar esta lista.








2) Templo Caboclo Boiadeiro Sete Laços
Ialorisá Tunirê Marina, Rua Batatais 412, Morumbi II, próximo ao CAIC, é rua do Centro Convivência Escola-Bairro que serve ao Morumbi, Foz do Iguaçu, (45) 525 1751*  Eventos de casa aberta neste templo: 1.  Feijoada de Ogun. Quando? 6 de junho ou no primeiro sábado após o dia 6.
2. Festa de Erê - em honra às crianças. Quando? 12 de outubro. 3. Festa do Caboclo Boiadeiro Sete Laços. Quando? 15 de novembro). Personalidade marcante, a Mãe Marina Tuniré está empenhada na divulgação da cultura afro-brasileira e é parte da organização do Grupo Afrouxé recém criado em Foz do Iguaçu.

3) Templo de Iansã (45) 3574 5850
Aşé Ilè Ìyà Ọmọ Mésam
Raquel de Inhançã
Rua Rui Barbosa, 1390, Centro, Próximo ao Quartel dos Bombeiros
Todas às sextas às 20h 
(Este templo mudou de endereço - O blog solicita notícia para atualização, conhece o novo endereço?)

4) Mãe Carmem
Ilè Asé de Ogum
Rua Centenário, 538, Morumbi I, Fone 3578 4408*
Nota: o templo administra a Casa de Umbanda e Candomblé Axè dos Orixas
Rua Almirante Barroso, 2286, Centro



5) ILE ASE IGA ODE
Mãe Amanda Villalba Vieira (Iá Du Amanda) e chief Adigun Eledumare (João Carlos Vieira - In memoriam) Rua das Dálias, 261, Porto Meira (45) 35273026 ou 999126560. Este centro organiza a Festa e Cerimônia de Iemanjá que inclui carreata que partindo da sede do ILE ASE IGA ODE vai até as margens do rio Paraná entre Brasil e Paraguai no Iate Clube Cataratas  Na foz do rio Iguaçu, ou encontro de dois rios acontece a oferenda à Iemanjá 



6) Ilé Alákétu Ijobá Asé 
Mãe Edna de Baru
Rua Dracena, 348, Jardim Canadá, Foz do Iguaçu,
Calendário em preparação!  Dia 12 de Outubro - Festa Boiadeiro. A confirmar data da Festa das Yabás. Dezembro, em data a anunciar Festa de Xangô e saída de Iaú. Neste templo, assisti a festa a Obaluayê no dia 17 de agosto deste ano. 

Aguarde mais informações sobre os seguintes espaços afro-brasileiros:

7) Juracema
8) Cabocla Jurema

9) Tenda Espírita Ogum Beira Mar e Iemanjá


10) Mãe Aparecida de Omolu
Edificio España, Jardin Central, Ciudad del Este, Paraguai

11) Tenda de Umbanda Luz de Oxalá
Rua Paris, 1.000, Beverly Fall's Park
Foz do Iguaçu - Paraná CEP 85.858-100
(45) 9948 4874 umbanda.foz@hotmail.com
Leia mais: http://luzdeoxala.webnode.com.br/


12) Templo de Umbanda Martim Pescador

Avenida Tancredo Neves, 6100, Conjunto B, Foz do Iguacu (Aguardando novo telefone)
Eventos
1. Festa de Preto velho 19.05. 2. Festa de Cosme e Damião 29.09; 3, Festa de Exu em novembro a confirmar. Festa do Marinheiro Martim Pescador 15.12. e encerramento dos trabalhos do ano 2012


13) Pai Idelmar de Oxun
Rua Campinas, 186, Jardim Petrópolis
(45) 3575 3877

14) Ilê Axé Loyó Tenan
Pai Cassiano Togun
Travessa Pinheiro, 51, Vila Adriana 1 (Barro Branco)
(45) 9145 4237 / 9834 2042 


15) Ilê Ase Igba Egunita Mege

Yalorisa Leidy Ty Oyá
Rua da Cosmoética, 35, Cognópolis   

16) Casa de Luz de Vovó Maria Conga
Chácara localizada no Arroio Dourado, Foz do Iguaçu



17) Templo Umbandista Caboclo Xangô
Rua Bartolomeu de Gusmão, 2214-2280, Centro, Jardim Guarapuava / Centro próximo ao Mercado Faxinal 

18) Centro Espírita de Umbanda e Quimbanda Tenda Cigana do Oriente e Exú Veludo
Yá Majída d'Oxum
Babá gecivaldo de Oxalá
Rua Paraná 54, Jardim Itaipu

19) Terreiro Reino de Oxalá

Rua Jorge Samways, 69, Centro

Fundado pela Yalorixá Benedita de Nanã em 2 de fevereiro 1976
Contatos:  via Facebook
(45) 999055786 (45) 999272994