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sábado, 4 de abril de 2020

Viagens e turismo depois do Coronavírus: Quando as coisas vão voltar à "normalidade"?

Ponte da Amizade entre Brasil e Paraguai (Sérgio Fernandes*)

Blog Lovin'/ World of Wanderlust 
(Esta é uma tradução de um artigo opinião para incentivara discussão sobre a recuperação do turismo e da economia)

Essa pergunta está na ponta da língua de todo mundo: o que acontecerá após o Coronavírus? No momento, em regime de isolamento e com voos internacionais praticamente em terra, é difícil ver os próximos meses. Mas, como qualquer coisa que a história ensina, o mundo vai se recuperar. Mas daí surge outra pergunta: como será  viajar após o Coronavírus?


O que acontecerá com as viagens após o coronavírus?

Quando a poeira baixar, a indústria das viagens mudará para sempre, certo? Não necessariamente. As viagens serão retomadas exatamente de onde pararam, assim que as pessoas sintam que é seguro viajar novamente. Haverá quebradeira no setor de viagens, com algumas companhias aéreas e empresas de cruzeiros certamente com grandes problemas. O setor dos cruzeiros, em especial, será um dos mais atingidos quando se fala em viagens, devido ao estigma agora associado à saúde, à higiene ligado ao fato do viajante estar em um espaço tão confinado por um longo período de tempo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Atenção candidatos! Foz não pode mais fazer voos cegos

800 mil habitantes - previsão estilo viagem na maionese

 

Em 1991 uma manchete na capa d'A Gazeta do Iguaçu (foto) previa que Foz do Iguaçu teria uma população de 800 mil habitantes em 2000. Não aconteceu – ainda não temos 300 mil. Como pudemos errar por uma diferença tão alta? Recentemente comemoramos recordes e recordes no turismo. Agora, se o Plano de Manejo do Parque Nacional do Iguaçu for cumprido ao pé da letra, a gente vai ter que diminuir a entrada de turistas às Cataratas e baixar para a casa dos 600 mil, 700 mil em vez dos 3 milhões, 5 milhões. Estamos no meio dessa crise que é anunciada desde 1999. E temos datas ruins engatilhadas à frente.  


Uma delas é 2016* quando os países do Mercosul deverão ter uma tarifa externa única (para produtos além-bloco) que diminuirá a vantagem de exportação de certos produtos pelo Paraguai. E a partir de 1º de janeiro de 2013, o cronômetro vai ser acionado. Cada segundo é um tique regressivo no relógio para o fim dos royalties pagos pela Itaipu Binacional. Em 2023 a Itaipu estará paga e pelo Tratado, acaba* a entidade binacional. O que virá?  Esses são desafios que deviam estar na “agenda” dos candidatos. 

E o primeiro debate político levado ao ar não mostrou que estamos preparados para um debate de propostas. Precisamos formar um grupo de lideres e gestores que consigam prever problemas e situações adversas. Hoje a população comum não sabe quanto dinheiro de royalties a cidade recebeu e muito menos em que gastou.  A cidade recebe ICMS ecológico, em que gasta? O debate não pode ater-se às questões de sempre. O momento de Foz do Iguaçu é complicado e dez anos passam voando. Não ter órgãos ou entidades na cidade que tentem prever crises e problemas é não poder agir antecipadamente para corrigir curso e rota. Uma cidade não pode navegar sem instrumentos e sem navegadores treinados.    

Atualizando em 26 de outubro de 2017: a data foi adiada para 2019 e daí para 2023. * A entidade Binacional não acaba em 2023. Não pode acabar há outras coias que dependem dela.