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domingo, 4 de fevereiro de 2024

Uma caminhada ao longo da histórica estrada que leva ao Porto Meira no Rio Iguaçu


Estrutura da antiga 2ª Aduana Brasil-Argentina desativada após a inaguração da Ponte Tancredo Neves. Espero que preservar esta estrutura histórica esteja nos planos. Caso contrário já teria sido derrubada   

Viaduto novo parte da estrutura da Ponte da Integração / Estrada Perimetral 


Há poucos dias publiquei duas postagens sobre as obras do governador Moysés Lupion. Na postagem copiei a foto do livro "A Concretização do Plano de Obras do Governador Moysés Lupion 1947 - 1950" que mostra trabalhadores com pá e picaretas trabalhando na abertura da estrada Porto Fiscal - Porto Meira. 

Neste dia 2 de fevereiro, Dia de Iemanjá, avisei a Mãe Amanda Vieira que eu iria diretamente ao Porto, ou seja que não participaria da carreata. Me concentraria no Porto. À tarde, por volta das 16h embarquei no ônibus 320 ou Interbairros que me deixou na entrada do Marco das Três Fronteiras. 

A partir daí caminhei até a área de embarque do Kattamaram II este barco que já é parte do patrimônio da cidade. Depois falarei disso.  Minha meta era observar todo o trabalho envolvido para a construção da Avenida General Meira no governo Moysés Lupion (1947 -1950). A desculpa desta postagem é mostrar as fotos dos cortes do barranco para a construção da estrada. Hoje quem passa de carro não tem chance de ver a beleza das rochas ao longo do caminho. 

Registrei uma nascente que desce pelo canto da estrada por poucos metros, registrei as curvas, detalhes das rochas e até a visão do Hotel Panramic Grand lá do outro lado em Puerto Iguazú, na Argentina. Me lembro que quando era guia e na época em que a gente aprendia dos mais antigos, dizia-se que o edifício era a Residência de Eva Perón. Nada mais atravessado do que isso. Na realidade o prédio é uma construção do Parque Nacional Iguazu, como tudo o mais em Puerto Iguazu. Foi uma das maneiras de incentivar o turismo. Ele teve o propósito semelhante ao do Hotel Cassino Foz, de melhorar a hotelaria e condições no centro da cidade.   

O nome dele era Hotel Iguazu onde também funcionou um Cassino. A pesquisa em andamento foi registrada pelo La Voz de Cataratas e é parte do esforço da cidade em relembrar o passado. O hotel permaneceu um bom tempo fechado. Segundo minhas lembranças pessoais, não implico ningém, a Província travou uma boa luta para que o Governo Nacional passasse o hotel para a Província. O pleito foi um sucesso. Mas asim que a província pegou o hotel, o privatizou. É a situação que o amigo Nelson Mariani diria em portunhol "espertiña" a Província. Mas graças a isso temos hoje o hotel Panoramic Grand. Gosto muito deste hotel.     

Começa a descida. Esta estrada deveria ser preservada em uma categoria que por aí fora se chama "Estrada Cênica"


Curva séria



Começa o paredão esculpido a explosivo, pá e picareta
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Trabalhadores responsáveis pela obra da estrada que leva ao Porto Meira


Da curva se vê o Hotel Panoramic Grand em Puerto Iguazu, o antigo Hotel Iguazu 


Esta árvore é uma especialista em sobrevivência

Régua para medir a altura do rio. Esta régua ficou debaixo d'água na última longa cheia 

Detalhes demais 

Não é só água mole que fura pedra. Os cipós têm sua importância

Machu Picchu? Não Porto Meira. Posso chamar basalto colunar?

Você está vendo junção ou disjunção aqui? depende do idioma

Perigo na pista é preciso uma mãozinha aí 

Quase chegando à área do Porto de Areia / Navegação e embarque dos passeios turísticos no barco Kattamaram II

Uma pequena nascente serpenteia ao lado da estrada nos primeiros metros dela

segunda-feira, 19 de julho de 2021

As Cataratas do Iguaçu: Uma escola a céu aberto sobre a Geologia do Planeta (Geossítio Brasileiro)

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Vista das Cataratas do Iguaçu, na aproximação ao primeiro mirante (na realidade segundo) em frente ao Hotel das Cataratas, Foz do Iguaçu * 
 
 

"A geologia está por toda a parte ao nosso redor e embora quase não notemos no dia a dia, ela afeta tudo o que fazemos como civilização, como sociedade e como indivíduos.  Preservando registros de criaturas e paisagens tão antigas como esquecidas, nossa história está escrita em pedra aguardando para ser lida" ─  Jack Share em seu Blog de divulgação de geologia e paleontologia

Vista do paredão da Ilha San Martín. Tenho prazer de apresentar o "basalto colunar"  A ilha estã no lado argentino das Cataratas e é vista do Primeiro Mirante (segundo) do lado brasileiro. Clique na foto para ampliar (JL)

Dizem, os entendidos, que não existe uma geologia das Cataratas. Que o que existe é a geologia da Terra e que como parte da terra, para entender as Cataratas, é necessário entender a Terra. 

Por isso para contar a história das Cataratas, geralmente o contador desta história tem que falar da Rodínia, da Pangea, da Gondwana, da abertura do Oceano Atlântico, da separação da América do Sul e da África e dos derrames de lava do período cretáceo. Isso dá mais de um bilhão de anos. Vamos fazer tudo isso aqui também. Mas vamos inventar tentando começar do fim. Começando de você  em sua visita às Cataratas. 

Um moderno barco subindo um rio ao lado de rochas que a natureza levou dezenas de milhões de anos para esculpir

Você está a bordo de um barco que faz o passeio chamado Macuco, pelo lado do Brasil das Cataratas e Gran Aventura pelo lado argentino do Parque Nacional Iguaçu / Iguazu. De dentro do barco, você vê águas caindo de ambos lados da embarcação. O barco navega sobre águas rápidas e violentas no meio de um corredor ladeado por paredões de pedra. 


─ Pedra não. Não existe pedra, o que existe é rocha ─  disse o geólogo brasileiro Fabio Machado.

Primeira lição, a ficha caiu.  Mas não é qualquer rocha. Se chama basalto. Basalto é lava de vulcão resfriada ao ar livre, em contato com o vento e água. Portanto o basalto é uma rocha vulcânica. Dizer que a rocha das Cataratas é vulcânica ajuda a contribuir para a confusão. Se a rocha é vulcânica, onde ficava o vulcão que explodiu? Resposta: em lugar nenhum. Não era um vulcão desses que tem forma de cone, explode e a lava desce pelas paredes levando tudo que encontra pela frente.

domingo, 18 de outubro de 2020

Sobre a caçada do Blog de Foz a geólogos, geomorfologistas e hidrogeomorfologistas

Milhões de pessoas param neste mirante sem saber o que veem nas rochas em ambos lado daquele salto solitário e resistente durante os meses de seca 2020 (clique na foto para ampliar)

Publiquei uma grande quantidade de fotos  no meu Fotoblog ou álbum convidando o trade turístico, os geradores de informações, guias de turismo, empresários do turismo a olharem para as Cataratas do Iguaçu com vários olhares e de diferentes distâncias. O foco das foto-postagens é concentrar a atenção no nível geológico dos paredões das Cataratas. A ideia é ajudar trazer para a atenção do público o que aconteceu nas Cataratas após vários derrames de lava ao longo de milhões de anos. Parece que a palavra escoamento de lava e magma é melhor. Como foram registrados vários escoamentos , esses escoamentos ou derrames se sobrepuseram. Nos paredões das Cataratas é possível os encontros de diferentes rochas no formato junção ou disjunção  bem como a possibilidade de ver diferentes encontros dessas camadas.