quinta-feira, 17 de junho de 2021

Pressão pelo Asfaltamento da Rodovia do Colono foi o que levou ao fechamento

Roberto Ribas Lange (1948 - 1993) - esolhido por só-deus-sabe-quem para ser o símbolo dos ecologistas contrários à rodovia dentro do parque 

O ano era 1986. Estava em andamento o processo final para a declaração do Parque Nacional do Iguaçu como Patrimônio Mundial pela Unesco, a pedido do Governo Brasileiro. Vale lembrar que a Unesco - Organização das Nações Unidas para a Ciência e Educação, não declara nada por conta própria e aleatoriamente. É necessário que os países membros da Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural ofereçam sugestões de lugares especiais com valores universais para ser parte da Lista do Patrimônio Mundial Natural (destaque para sitios naturais do Brasil).

A reportagem, reproduzida abaixo é de uma entrevista-enquete estilo ping pong, publicada em 27 de junho daquele ano. O título do Patrimônio para o Parque saiu no dia 17 de novembro de 1986. O movimento ocorreu na tentativa de impedir o fechamento da rodovia e desta forma, frustar a declaração.    

O que os empresários de Medianeira enxergaram, foi o fato de que, se a Rodovia do Colono fosse fechada, quem lucraria com isso seria Cascavel, que já se atribuia o título de Capital do Oeste. Todo o trânsito do Sul do Brasil em direção ao Oeste do Paraná passava pela Rodovia. Com o fechamento quem iria se beneficiar era a Estrada estadual que estava sendo preparada para um dia ser a BR-163, cuja implementação foi concluída com êxito há pouco. Durante anos, a Rodovia paranaense se chamou PRT-163 o que significa Rodovia Paranaense em Transição. A guerra original era por rodovias e contrária ao avanço da importância de Cascavel e da BR-163 que no final venceram. 

O fechamento da Rodovia do Colono era o fim do sonho da PR-495 como uma estrada que ligava o Sudoeste e o Oeste do Paraná, de Capanema em direção à Missal e Santa Helena via Serranópolis do Iguaçu e Medianeira.

PRT-163 trecho Capitão Leônidas Marques - Realeza. Pista única e mato no acostamento


Depois de Cascavel, Medianeira tinha um papel importante como encruzilhada no trânsito Norte-Sul do Brasil. Em Cascavel, que desde o começo começou com a vocação de encruzilhada (Um dos nomes originais do assentamento que originou Cascavel era "Encruzilhada dos Gomes") ainda nos 70, aproveitando de sua localização estratégica, foi fundada a empresa EUCATUR, um império rodoviário que liga Cascavel aos maiores centros do Rio Grande do Sul e do Rio Grande do Sul via Cascavel às terras novas de Rondônia e Mato Grosso. Até recentemente, era um sucesso as linhas da EUCATUR  também no Amazonas ligando Manaus, Boa Vista a Caracas na Venezuela. 

PRT-163 em Capitão Leônidas Marques. Foto Valter "Billy" Pereira tirada de paramotor (veja nota e fotos sobre BR-163 em duplicação neste blog). O termo PRT foi mudado para PRC - Rodovia Estadual Coincidente

Ainda em Cascavel  foi fundada em 1983 a Viação Nossa Senhora de Medianeira, em homenagen à padroeira da cidade de Medianeira. A    empresa Medianeira que competia com a ideia de Cascavel potência criando linhas como a famosa e saudosa (para quem usou esta linha nos primórdios) Porto Alegre - Guaratã do Norte que no caminho servia parte o Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará. Vale destacar que medianeira é uma palavra que significa alguém que está no meio e faz interseção por alguém, em sentido religioso lembrando o papel de Nossa Senhora Medianeira entre os homens e seu filho nos céus.
Veja abaixo, trechos da enquete feita pelo jornal Nosso Tempo em 1986 para entender não só o posicionamento do empresariado de Capanema como o contexto da época em relação à estradas e rodagens.  

Destaque
Enquete completa

 

O biólogo Roberto Ribas Lange

Roberto Ribas Lange foi funcionário da Itaipu Binacional e parte importante da equipe que cuidou das ações ambientais do empreendimento tendo participação especial na formulação dos Refúgios Biológicos de Itaipu e por isso tendo sido homenageado pela Binacional, após sua morte em 1993, dando seu nome ao Zoológico do Refúgio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional. É também nome do Parque Estadual Roberto Ribas Lange em terras dos municípios de Antonina e Morretes na Serra do Mar.  O nome dele aparece também na denominação do Parque Nacional Saint Hilaire / Lange com sede em Matinhos  também na Mata Atlântica da Serra do Mar / Litoral. Ele foi vereador em Foz do Iguaçu.

Uma das ameaças ao biólogo: até os testículos do profissional foi alvo

 

Lange morreu no rio Iguaçu durante trabalhos de reconhecimento do rio como parte do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da futura Usina Hidrelétrica Salto Caxias, pertencente à Copel com sede em Capitão Leònidas Marques.   

segunda-feira, 7 de junho de 2021

AGRICULTURA E ECOLOGIA: Método Muvuca de restauração ecológica

Restauração ecológica em propriedades rurais é um dos temas em discussão em Congresso em Foz. Reflorestar área usando mudas de plantas é a maneira mais cara. Semeadura Direta é a nova tecnologia.
 
Jackson Lima
Divulgação
 
A restauração ecológica dentro de uma propriedade rural pode custar entre R$ 900 até R$ 13 mil por hectare. “Tudo depende do método escolhido”, destacou a pesquisadora Laura Antoniazzi em entrevista ao Gazeta Diário. Segundo ela, pode-se utilizar três tecnologias diferentes: a regeneração natural ativa, a semeadura direta e o plantio por meio de mudas.“A mais cara é o plantio por meio de mudas”, afirma.  
 
Laura Antoniazzi é parte dos cerca de 1500 cientistas, pesquisadores, técnicos e  lideranças do setor de restauração ecológica que se encontram no Hotel Recanto em Foz do Iguaçu onde acontece o VII Congresso Mundial de Restauração Ecológica. Os profissionais de mais de 60 países trocam informações sobre projetos e resultados da restauração ambiental em todo o mundo. Só o Brasil está comprometido em restaurar mais de 120 milhões de hectares até 2020*.   
 
No estudo apresentado pela equipe de pesquisadores de Laura Antoniazzi, a preocupação é ajudar propriedades rurais brasileiras a se adaptarem às exigências do novo Código Florestal Brasileiro. “Nossa contribuição no tema de restauração florestal tem objetivo de colaborar com embasamento de políticas públicas e estratégias privadas, especialmente de adequação ao Código Florestal”, afirma.
 
Um das primeiras orientações é a escolha da técnica a ser usada. Um hectare de terra pelo método da regeneração natural pode custar entre R$ 902 e R$ 3.668. Na semeadura direta, parecido com o plantio direto, o preço fica na faixa dos R$ 3.500 com o agricultor usando seu equipamento. O método mais caro e o mais usado é o do plantio por muda. Cada hectare vai custar entre R$ 8.000 e R$ 17 mil (Os custos são de 2017).
 
Os custos e retornos são apresentados para oito estados brasileiros - São Paulo, Mato Grosso e Pará, Mato Grosso do Sul e os quatro da região do Matopiba - e em seis diferentes condições físico-ambientais (combinações de precipitação e declividade) que influenciam diretamente os custos.  A pesquisadora lembra que o novo Código Florestal cria, na prática, a maior agenda de restauração florestal no Brasil ao exigir conservação de vegetação nativa em áreas privadas, por meio das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reservas Legais (RL). 
 
Durante o evento, os participantes assistiram 63 simpósios, 18 workshops e 10 cursos de treinamento. Quarta-feira, 30, foi dia de visitas técnicas em Foz do Iguaçu e região. Foram ao todo 33 visitas. O evento teve também uma amostra fotográfica sobre o trabalho dos participantes em seus países e estados. Foi elebrada também a primeira Assembleia da Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE), entidade que nasceu no Paraná. A primeira Assembleia Geral da SOBRE reuniu 107 membros em Foz. 


Nota:

Esta é uma nota antiga que não havia utilizado no blog mas está atual além de ser urgente. O VII Congresso Mundial de Restauração Ecológica foi realizado no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention em Foz do Iguaçu entre 27 de agosto  e 1º de setembro de 2017. Aconteceram paralelamente o V Congreso Ibero-Americano y del Caribe de Restauración Ecológica e a I Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE) *Não cumprimos a meta pelo contrário. Mas dá para tentar! 


terça-feira, 1 de junho de 2021

Câmara pretende votar projeto que corta Parque Nacional do Iguaçu ao meio na semana do Meio Ambiente,

A imagem do Google mostra um "V" que acompanha as "manchas sobreviventes" de Mata Atlântica do RS ao RJ e outra da costa de SC à região de Garapuava. Lá longe à esquerda, o PN Iguaçu biologicamente isolado. Muita gente, por não saber, acredita que o PN Iguaçu é grande demais
 
 

Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, a Câmara de Deputados pautou para esta quarta-feira (2) um projeto que pretende cortar ao meio a última grande reserva da Mata Atlântica do interior do país, o Parque Nacional do Iguaçu, no oeste do Paraná. A rodovia proposta atravessa o trecho mais ecologicamente sensível da área protegida da região, habitada por espécies ameaçadas de extinção, como a onça pintada, e representa mais um severo retrocesso para a política ambiental brasileira.

A pedido de Líderes, a Casa incluiu na pauta da Casa o Requerimento 1929/19, que solicita, com regime de urgência, a apreciação do Projeto de Lei 984/19. De autoria do deputado Vermelho (PSD/PR), o projeto defende a abertura da estrada Caminho do Colono, fechada há mais de duas décadas por decisão judicial.

A proposta altera a Lei 9.985, de 18 de julho de 2000, para criar a categoria de Unidade de Conservação denominada Estrada-Parque e institui Estrada-Parque Caminho do Colono no Parque Nacional do Iguaçu.

No entanto, especialistas afirmam que “estrada-parque não é e não pode se tornar sinônimo de estradas dentro de parques”. Diferente do que consta no texto do projeto, a iniciativa promove o desmatamento e vai gerar graves impactos ecológicos, econômicos e no turismo na região.

IMPACTOS DA ABERTURA DA ESTRADA DO COLONO

 A chamada “estrada do Colono”, uma rota ilegal aberta no meio do Parque Nacional do Iguaçu, foi fechada por decisão da justiça na década de 1990 justamente por reconhecer que ela era um vetor de desmatamento, caça, contrabando, tráfico de armas e drogas, entre outras atividades ilegais.

Passados 20 anos desde o fechamento da estrada ilegal, a floresta já tomou conta do espaço e se regenerou totalmente. A nova abertura da estrada seria uma sangria dentro desse que é um dos Parques Nacionais mais emblemáticos do mundo, detentor de uma das Sete Maravilhas da Natureza, as Cataratas do Iguaçu, e considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

Vale lembrar que a própria UNESCO já ameaçou retirar o título caso a estrada seja novamente aberta. Tal ato, assim como a destruição da Mata Atlântica na área do Parque poderá impactar diretamente na imagem internacional do país e por consequência no âmbito econômico, já que traz prejuízos ao turismo sustentável da região.

Em 2019, o Parque recebeu cerca de 2 milhões de visitantes, a maioria estrangeiros, público que vem de diversas partes do mundo para estar em contato com a natureza exuberante da região e que não pagaria para ver a floresta sendo destruída. Por esta razão, a abertura da estrada prejudicará a geração de empregos, de renda e o desenvolvimento da região, levando a perda de arrecadação por parte dos municípios e condenando a já saturada imagem do Brasil para o mercado internacional como destruidor de seu próprio patrimônio natural.

Já no contexto ambiental, estudos comprovam que a abertura da estrada trará para a unidade de conservação o aumento da caça de animais silvestres, muitos deles ameaçados de extinção, como a onça-pintada, o atropelamento de fauna, desmatamento, além de entrada de espécies exóticas invasoras, focos de queimada e poluição.

IMPACTO ECONÔMICO

Aprovado em 2020, o novo Plano de Uso Público do Parque Nacional do Iguaçu prevê a abertura de 3 novos polos de visitação, levando atividades de turismo de natureza para todos os 14 Municípios lindeiros à UC. Tais polos preveem atividades de baixo impacto ao mesmo tempo em que propõem a imersão do turista na natureza.

Essas atividades têm como um de seus objetivos contribuir com a geração de emprego e de renda em toda a região por atividades sustentáveis, em um dos ramos econômicos que mais crescem em todo o mundo. Recentemente, a notícia do novo edital de concessão chamou atenção, pelo valor agregado: estima-se que com as novas atividades, a geração de economia passe dos atuais R$1 bilhão, para mais de R$3 bilhões anuais.

A abertura da estrada colocaria em risco a execução do plano, trazendo prejuízos para toda a região.

IMPACTO SOCIAL

Em relatório, a Policia Federal deixa claro que a estrada, quando aberta, servia de rota para o tráfico e o contrabando, aumentando significativamente a insegurança na região transfonteiriça. O mesmo documento aponta ainda que as forças de segurança não teriam como fazer a fiscalização da rota, deixando a população exposta a toda sorte de contravenções e práticas de ilegalidades.

Um dos argumentos utilizados para a abertura da estrada seria a de encurtar caminho entre os Municípios de Serranópolis do Iguaçu e Capanema. Porém, o Ministério Público Federal apontou em nota técnica que esse seria um ganho ínfimo em tempo, economizando no máximo 20 minutos no trajeto. Um ganho irrisório frente aos malefícios da estrada dentro do Parque.

PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU

A proposta de criação do Parque Nacional do Iguaçu surgiu, no fim do século 19, por André Rebouças, capitaneada por Santos Dumont, com a intenção de proteger as Cataratas do Iguaçu.

Estima-se que essa Unidade de Conservação, com 185 mil hectares localizada na fronteira com a Argentina, abrigue mais de 250 espécies de árvores, 550 de aves, 120 de mamíferos, 79 de répteis e 55 de anfíbios. É o último grande remanescente de Floresta Atlântica de interior no Brasil, abrigando árvores como perobas e canelas, praticamente extintas na natureza. Para a fauna é o ultimo refúgio da onça-pintada no sul do país. A espécie que está criticamente ameaçada de extinção em toda a Mata Atlântica, tem no Parque Nacional do Iguaçu um ambiente protegido, o que permitiu seu crescimento populacional nos últimos anos – inédito para todo o bioma.

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Discutida por mais de uma década até alcançar a sua aprovação, a Lei 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), estabelece 12 categorias de Unidades de Conservação e as possibilidades de usos dessas áreas, assim como os mecanismos e instrumentos de gestão associados.

De acordo com a legislação, a circulação de veículos em Parques Nacionais e em outras Unidades de Conservação pode ser realizada para atender atividades de turismo, manutenção e vigilância da unidade. Por outro lado, o trânsito regular de carros, ônibus ou caminhões nesses espaços é considerado prejudicial à preservação dos recursos naturais.

 

sábado, 29 de maio de 2021

Tarifas e estilos comparados entre o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Nacional Everglades, Flórida, EUA (Esclarecimentos em tempos de licitação)

Não precisamos imitar

 

O mirante proposto para o Parque Nacional do Iguaçu / Cataratas. Estamos imitando o "loop" do PN Everglades?
 

O Shark Valley Loop - Mirante para observação no PN Everglades. Amo o Everglades mas Everglades é Everglades e Iguaçu / Iguazu é Iguaçu 

O ICMBio gostaria que a gente pensasse em visitar o Parque Nacional do Iguaçu em vez de visitar as Cataratas, quer dizer mudar o esquema!

Entendo a dificuldade do ICMBio em relação ao Parque Nacional do Iguaçu e as Cataratas. Desde a primeira reportagem internacional sobre as Cataratas em 1906 na National Geographic e um pouco antes em 1901 na Exposição Panamericana em Buffalo (NY), o mundo vibrou com as Cataratas (link para pesquisadores). A manchete da Exposição foi parecida com “Descobrem maior Cataratas do Mundo na Argentina”. 

O Tenente Edmundo de Barros, mais tarde capitão, administrador da Colônia Militar do Iguassu ficou muito bravo. Segundo o mapa que ele já tinha feito a Argentina não iria ter nada de Cataratas. Ele chegou a publicar notas e fazer palestras no Rio de Janeiro, então nossa capital, quase chamando a galera que negociou as Cataratas do jeito que está de “traidores” e chamou de "aventureiros".

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Andando de Ônibus Urbanos em Foz (TTU) Postagem de 2007 atualizada (Parte I)

Nova cara do TTU Pedro Antônio de Nadai 


Esta postagem foi uma das primeiras do Blog de Foz em fevereiro de 2007. Desde então 53.180 pessoas leram a postagem e muitos fizeram comentários, a maioria perguntando sobre Foz do Iguaçu e pedindo informações sobre "que ônibus pegar" para ir a este ou aquele atrativo da cidade e da fronteira. Foi muito gratificante. 

A antiga fachada do TTU descrita na postagem de 2007  

Outras postagens desse estilo foram aquelas sobre as rodoviárias de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este todas precisando de atualização. Decidi atualizar essas postagens começando com esta sobre os ônibus e o TTU.Se quiser ver a postagem original fique à vontade. Veja como ficou: abaixo   

O maior segredo (Não tem mais segredo)para quem quer andar de ônibus em Foz do Iguaçu é entender o funcionamento do Terminal de Transportes Urbanos (TTU) Pedro Antônio de Nadai, conhecido simplesmente como TTU. O TTU possibilita o uso da palavra INTEGRADO (já não é mais) que o visitante vê escrita no párabrisa dianteiro dos ônibus. Algumas vezes a palavra está escrita com tinta branca diretamente no vidro ou em uma plaquinha amarela exposta na região frontal do veículo (as plaquinhas sumiram).

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Agentes de viagem: uma espécie em perigo de extinção? Inspirado no caso da nova licitação do PN Iguaçu (Brasil)

A nota onde saiu esta foto denuncia este City Tour Brasília (há mais?) como "difícil de achar e caro" mas depois que acha é bonito

Tudo hoje está sendo resolvido por aplicativos. Você faz uma pesquisa para saber que hotéis, pousadas ou BNB há em Brasília e o aplicativo já pede para você escolher uma data de entrada e saída. Daí, se você não tem data nem adianta procurar. E se você tem e faz a reserva do hotel, vem as perguntas? Como você chega no Hotel? Taxi, Uber ou “traslado” via agência de turismo? Digamos que você queira visitar o Parque Nacional de Brasília e digamos que ele já tenha uma concessionária que nele construiu um centro de visitantes e guichês para venda de ingressos, você consegue comprar os ingressos pela internet?  Em Brasília, até recentemente, não sei se algo mudou,  8 entre 10 moradores não sabem o que é ou onde fica o Parque Nacional de Brasília. Se você quiser chegar lá rápido você tem que perguntar onde fica o Água Mineral.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

As Cataratas do Iguaçu secas refletem o sofrimento do rio Iguaçu

A vazão de água das Cataratas do Iguaçu "engasgou" na casa dos 350 m³ por segundo mas a agonia é do rio Iguaçu inteiro  

(Esta postagem foi feita originalmente no Facebook e foi copiada e colada neste blog)

Uma das principais preocupações do trade turístico de Foz do Iguaçu com relação à nova licitação para concessão de áreas de exploração turística dentro do Parque Nacional é o tempo de vigência do contrato: 30 anos. Mas não precisa se preocupar não. A preocupação deve ser outra. Estudos mostram que a tendência atual é de que as secas e estiagens tenham chegado para ficar. É possível que em 20 anos, as Cataratas estejam secas durante a maior parte do tempo. Podendo até só ser ligada na hora dos turistas chegarem. Isto é 10 anos antes do vencimento da concessão. 
 

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Eles nasceram para celebrar a vitória da diplomacia: a família dos Marcos de Fronteira Brasil-Argentina inaugurados entre 1902-1903

 

Obelisco / Marco Principal em Foz do Iguaçu está hoje inserido no Complexo Turístico Marco das Três Fronteiras que inclui homenagem ao Mundo Jesuíta e a Cabeza de Vaca, descobridor ocidental das Cataratas  

Quantos Marcos das Três Fronteiras você conhece? Eu conheço dois. O mais conhecido, mais visitado e mais acessível é o Marco das Três Fronteiras em Foz do Iguaçu que marca a fronteira Brasil, Argentina e Paraguai na foz (boca) do rio Iguaçu.

O segundo é o Marco das Três Fronteiras em Itapiranga, Santa Catarina. O marco localizado na foz do rio Peperi-guaçu, ou seja no local onde o rio Peperi-guaçu desemboca no rio Uruguai marcando a divisa entre Brasil e Argentina e entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Avião Solidário da LATAM decola com mais 1,9 milhão de vacinas pelo Brasil

O programa Avião Solidário da LATAM decola novamente para levar esperança à população brasileira. Estão programados 19 voos, a partir de São Paulo/Guarulhos, entre a noite de hoje, amanhã (26) e sábado (27), para movimentar 1,9 milhão de doses de vacinas contra a Covid-19 para 18 estados. Confira aqui a programação dos novos embarques gratuitos realizados pela companhia*.

Considerando esses novos embarques, a companhia já movimentou gratuitamente para os 27 estados brasileiros 16,5 milhões de doses a bordo de 174 voos desde 18 de janeiro. O volume corresponde a 53% de todas as vacinas movimentadas pelo setor aéreo dentro do País até agora.

Vale lembrar que a LATAM Cargo é a primeira aérea do continente americano e a única da América do Sul a obter a certificação CEIV Pharma, emitida pela IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo). Desde agosto, uma equipe tem planejado e adiantado os cenários para o transporte - doméstico e internacional -, levando em consideração o destino, a infraestrutura dos aeroportos e a logística necessária para o transporte das vacinas.

O programa Avião Solidário beneficia há 9 anos a América Latina. Por meio da LATAM Cargo, o programa transportou nesta pandemia testes rápidos para Covid-19, medicamentos, máscaras, entre outros produtos, beneficiando o Brasil,
Chile, Colômbia, Equador, Peru e Argentina. Também já transportou de forma gratuita mais de 1 mil profissionais de saúde para atender às urgências do Covid-19 e mais de 500 pessoas com necessidades médicas diversas, como enfermidades ou cirurgias que requerem atendimento urgente.

*Todas as operações estão sujeitas a alterações.





O Parque nacional do Iguaçu é a maior reserva de Mata Atlântica do Sul do Brasil?

Indo direto ao assunto: não! O que as pessoas querem dizer quando afirmam que o PNI é a maior Reserva de Mata Atlântica é, na realidade, que o Parque Nacional do Iguaçu é o maior Parque Nacional de Mata Atlântica no Sul do Brasil. Confira na lista onze parques nacionais nos três estados do Sul do Brasil. O Parque Nacional do Iguaçu é, isso sim, o maior deles com 185.262,5 hectares. Em segundo lugar vem o Parque Nacional Ilha Grande, também no Paraná, com 76.033,12 hectares. Um total arredondado dos dez parques nacionais do Sul é de 368.266 hectares. Acrescentando as 185.262,5 hectares o número chega a 553.528 hectares que protegem a Mata Atlântica e ambientes "vizinhos" como a Lagoa do Peixe.   

PN Aparados da Serra (SC/RS) 13.141,00 hectares
PN Araucárias (SC) 12.141.00
PN Campos Gerais (PR) 21.298.91
PN Guaricana (PR) 49.289
PN Ilha Grande (PR/MS) 76.033.12 hectares
PN Lagoa do Peixe 36.721.71 hectares
PN Saunt Hilaire/Lange 25.118.90 hectares
PN São Joaquim 49.300.00
PN Serra do Itajaí (SC) 57.374 hectares
PN Superagui (PR) 33.860.36 hectares
PN do Iguaçu (PR) 185 262,5 hectares