quarta-feira, 10 de março de 2010

O Rato comeu!


Para fazer esta nota tenho que admitir uma coisa: minha casa tem rato. Só não sei dizer se são Rattus norvegicus de origem asiática que graças às grandes navegações estão em todo o Planeta ou se são Rattus rattus domesticus. O que motivou esta postagem é o fato de que um deles comeu uma nota de R$ 10.00 que estava sumida na complicada geografia pró-rato do sofá. A nota comida foi algo filosófico, cultural e econômico. Filosófica, por que neste ano em que a Campanha da Fraternidade tem como tema "Não Podeis Servir a Deus e ao Dinheiro", eu lembrei de várias passagens na Bíblia. Uma delas: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam" - Mateus 6:19-21. Não sei por que a minha cabeça tinha substituido a traça e a ferrugem por barata e rato. Vi na minha mente as imagens de muitos mesquinhos que esconderam dinheiro no colchão a vida toda e um dia descobriram que nem só a traça, a ferrugem, o rato ou a barata comeram o dinheiro. Apereceu mais um roedeor na lista: a inflação. Sem falar de muitos planos econômicos no Brasil, Argentina e os golpes de barões nos Estados Unidos.

Foi com todos esses pensamentos que pensei: é um milagre apareceram R$10 logo agora que estou zerado e preciso dele. Pimeira idéia: vou ao banco trocar. Mas, e sim não quiserem trocar? E se eu receber um não como resposta? Reagi: se receber um não, eu coloco o não no Blog para provar que este é o "País do Não". Assim, me vejo no Banco do Brasil, na Avenida Brasil, de Foz do Iguaçu. Uma gentil moça, me aborda para ajudar a encaminhar. Mostro-lhe a nota.
- "Vou dar uma senha ao senhor. Mas antes de entrar na fila, pergunte aquele sehor na mesa, se a nota está OK".
Passei pela porta giratória. Me sentei em uma cadeira parte de um fila de quatro cadeira-pessoas. A moça entra no recinto. Me pede a nota e ela mesma consulta. Ela volta e diz que a nota roída está boa.
- "É só ir ao caixa", disse. Agredeci a moça. Uma boa moça.

Cheguei na fila, com a senha R534 na mão. O plin-plin eletrônico acabava de anunciar a R501. Logo minha vez chegou. Plin Plin > > > > Caixa 3. Anuncio, no caixa, que minha transação era muito pequena. Mostrei a nota. A operadora do caixa pergunta:
- O que aconteceu? Relatei o ocorrido. Uma criatura roeu meus R$10zinhos. Ela trocou. Fiquei surpreso. Funcionou! Trocaram. Não recebi não. O sistema honrou a nota em papel que não deixa de ser um "pagarei". E confirmei o Banco do Brasil troca moedas mutiladas, comidas e danificadas. Fora o Banco do Brasil e o Banco Central, os outros bancos apreciariam que você tenha, pelo menos, uma conta lá se é que voce vai chegar com este pepino. Clique na imagem para ver o tamanho do estrago na nota!

3 comentários:

Cristina Maria disse...

rararararar...o ratou roeu, valeu a reflexão do siosistema...abraços!

João disse...

É! Tenho de tirar o chapéu pra vc!
Do inusitado papel moeda roido por um rato saiu um texto fenomenal. Humorado, informativo, reflectivo.
Sorri da situação toda, parei para pensar sobre guardar tesouros, sobre o jornalista na fila pra trocar sua nota, enfim, adorei o texto.
Parabéns! quase no fim de um dia cansativo, cheio de preocupações, o seu texto me enche a alma e desanuvia meus pensamentos.
Obrigado!

Jackson Lima disse...

Falou João, foi um rato inspirador! Um abraço!

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