sexta-feira, 22 de maio de 2015

Aula da Cidadania: preparação para o Enem na Igreja Matriz (Professores em greve)


Professor Sesaíde - ansiedade pelos alunos

Repondo conteúdos

Os professores da rede pública estadual em Foz do Iguaçu estão em greve como seus pares de todo o Paraná. O destaque para esta postagem é o “aulão” preparatório para o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio realizado na Praça do Colégio Bartolomeu Mitre e no caso das fotos que aparecem aqui em uma sala da Igreja Matriz São João Batista. 

Na foto o professor Sesaíde José Oliveira dá aula de história para cerca de 200 alunos. Ele disse que a comunidade no Paraná tem apoiado os professores e que as aulas provisórias e não oficiais são uma maneira de não deixar os alunos do terceiro ano interessados e preocupados com o ENEM sem conteúdo. “Sentimos uma ansiedade por esses alunos”, disse o professor que dava aulas com a professora Irinalva Conceição. 

O aluno Gean Lucas Santos de Oliveira, 16, do CEEBJA, disse que achou ótima a ideia e considerou a atitude dos professores como um “ótimo posicionamento para ajudar aos alunos que querem aprender mais”. Lucas Mateus Gonçalves Souza do Colégio Pioneiros também elogiou. “Sem aulas a gente fica perdido sem saber o que fazer” e disse que a ansiedade do ENEM é grande. 


Cemitério de Carreiras Políticas

Aqui jazem alguns destaques de carreiras políticas
Destaque local vai para ....
Na sala não havia só alunos da rede pública. No meio dos alunos de escolas estaduais se podia ver também estudantes com camisetas de escolas particulares. Um deles, disse que o importante é estar no ambiente. O professor Sesaíde disse ainda que as aulas continuarão com professores voluntários solidários enquanto durar a greve e enquanto houver platéia. “Se tiver 10 alunos, a gente dá aulas”. Enquanto isso na Praça do Mitre, os professores cuidavam de um mini cemitério simbólico das carreiras de deputados e deputadas que votaram, segundo eles, na agenda que não valoriza a educação.       


Os ETS monitoram a genética humana (Roger Leir em Foz do Iguaçu em 2002)

"Uma boa abdução não deixa lembranças", Roger Leir


 Eu pessoalmente já fiz 10 cirurgias em pessoas das quais retirei objetos feitos com materiais que não existem na terra. Ou se existem não têm a mesma organização atônmica que os materiais encontrados na terra”, esta foi uma das frases de impacto que registrei na entrevista com o doutor Roger Leir, médico, cirurgião que veio a Foz do Iguaçu em  maio  de 2002 para fazer uma palestra sobre os extraterrestres.  

As pesquisas dos alienígenas são muitos parecidas, no aspecto ético, com a captura e marcação realizadas em animais pelos nossos cientistas. Lembra ainda a pesca submarina que acontece na variedade pega-e-solta”, continuou Roger Leir em entrevista que fiz com ele para a Gazeta do Iguaçu e na palestra que fui convidado a traduzir no estilo “tradução consecutiva”. 


Ele falava e eu traduzia para uma platéia bonita de cerca de 200 pessoas no Hotel Bourbon. Ainda no tema ETs, Leir, disse: “O número de pessoas que passam por abduções é muito maior do que se pensa. O que acontece é qe a maioria das pessoas não se lembram. Uma abdução perfeita não deve deixar lembrança”. 


O Dr. Leir visitou Foz do Iguaçu no dia 26 de maio de 2002 onde fez a palestra sobre Ufologia em um Workshop de Apometria organizado pelo Lar Escola Seara do Bem na cidade. O Dr. Leir escreveu o livro Aliens and the Scalpel (Os alienígenas e o Bisturi) que foi também o tema da palestra.Um documentário de Jeremy Corbel sobre o autor e pesquisador está em processo de finalização. Mais infromações sobre projeto e o autor aqui. Roger K. Leir faleceu em 14 de março de 2014 na Californa onde morava. Ele foi homenageado durante o VI Fórum Mundial de Ufologia (III UFOZ 2014).







terça-feira, 19 de maio de 2015

Aula da Cidadania: preparação para o Enem ao ar livre (Professores em greve)



Aula de cidadania
Educadores em greve oferecem aulões preparatórios
 para o Enem, na Praça do Mitre.

Nesta quarta-feira (20), os educadores em greve iniciam o aulão preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), formação gratuita a ser ministrada na Praça do Mitre, destinada a estudantes do terceiro ano do ensino médio, matriculados na rede pública estadual. As aulas terão início às 07:30 horas e às 13:30 horas.
A atividade é uma ação da greve e tem dois objetivos. Primeiro, contribuir com o processo de formação dos alunos  que irão realizar o exame de acesso ao ensino superior nas universidades públicos. Além disso, com a organização do cursinho os educadores estão demonstrando que o Governo do Estado não está preocupado com a formação dos milhões de jovens paranaenses que estão sem aula, já que nega-se a negociar e a atender às reivindicações dos servidores da educação.
O aulão da greve irá abordar todos os conteúdos exigidos nas provas do Enem, como português, biologia, filosofia, história, línguas estrangeiras, entre outras disciplinas. As aulas acontece de quarta-feira a sexta-feira, ministradas por professores que participam do movimento de greve.
“Queremos deixar claro que o governador Beto Richa é responsável pela greve, por não cumpri acordos com a categoria, não respeitar as leis que garantem nossos direitos e não negociar para acabar com a paralisação. Entretanto, nós, educadores, temos compromisso com a escola pública e nossos alunos, por isso estamos oferecendo os aulões da greve”, explica Silvia Polla, secretária geral da APP-Sindicato/Foz.
É muito simples participar do cursinho. Para a inscrição dos alunos, basta que os interessados procurem a organização do curso, às 07:30 horas.

CRONOGRAMA DO AULÃO DA GREVE

QUARTA
QUINTA
SEXTA
MANHÃ - 8:00h às 11:30h
Espanhol
Português
Biologia
TARDE - 13:30h às 17:30h
História
Inglês
Filosofia




domingo, 17 de maio de 2015

Conheça o Futebol de Saco - FUTSAC. Esporte 100% brasileiro

Marcos Ofenbock, criador do esporte, mostra a bola oficial do Futsac 
(Foto JL)


No último Salão Paranaense do Turismo organizado pela Associação Brasileira de  Agências de Viagem no Paraná (ABAV-PR) e realizado em Curitiba em março, conheci o presidente da Confederação Brasileira de Futebol de Saco ou Futsac, Marcos Juliano Ofenbock. Marcos é também o idealizador do esporte que usa uma bolinha pequeninha com capa exterior feita de crochê. Marcos e equipe apresentavam o esporte em um balcão  no estande da Secretaria de Estado de Esportes e Turismo dentro da Mostra de Turismo Regional organizada pela Paraná Turismo. Gostei e apreciei esta mistura de esporte e turismo. Marcos Ofenbock  contou que a ideia do esporte nasceu em uma viagem à Austrália. 
Ele disse também  que o FUTSAC é um esporte 100% brasileiro e se prepara para partir para o mundo. A estrutura administrativa do esporte está montada com federações estaduais, uma Confederação Brasileira.  No site da Confederação Brasileira, há regras, lojinha para venda de produtos do FUTSAC, notícias sobre campeonatos, galeria de fotos, vídeos e tudo mais necessário para amantes, praticantes, dirigentes e pessoas interessadas em tocar o esporte. As relações com o setor oficial são boas e o esporte é reconhecido no Paraná como um esporte paranaense de exportação. O Futsac nasceu em 2002. O primeiro campeonato foi em 2007.  Ofenbock é paranaense de Curitiba, o que faz dele uma criação  do Paraná.  

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Preços dos serviços da Natureza: preço, valor ou ilusão?

Richard Buckminster Fuller (12.07.1895 - 01.07.1983) Foto: Dan Lindsey


Jackson Lima

Foi notícia esta semana a queda do preço da extração do petróleo do Pré-sal: US$ 9.00, o barril. Política e economia à parte, fiquei chateado. O preço de extração do petróleo é diferente do preço real do petróleo para o Planeta. Várias notícias em jornais chegam até a dar um valor para o pré-sal: US$ 20 trilhões. O que Não levamos em consideração é o preço real do petróleo segundo a natureza, isto é, o preço baseado na quantidade de energia que o planeta gastou para chegar ao pré-sal, aos campos de petróleo em terra e aos campos explorados hoje pelo método fracking. 

Richard Buckminster Fuller, visionário, designer e escritor americano contou, em 1974 em uma mesa redonda organizada pela National Geographic Society para discutir o Bicentenário dos Estados Unidos: 

"Eu pedi a um geólogo notável que me fizesse um estudo sobre quanta energia o Planeta gastou para fazer o petróleo. Descobrimos que, ao longo de éons ,a natureza gastou um milhão de dólares para produzir um galão de petróleo". 

Ele acrescentou: "Toda essa gente indo para o trabalho de carro está gastando dois a três milhões de dólares por dia, segundo essa contabilidade da natureza". Buckminster Fuller chamou isso de "Contabilidade Cósmica." 

Está havendo uma verdadeira guerra no mundo do petróleo. Em questão está o preço da extração do barril. Os Estados Unidos conseguiu extrair petróleo pela metade do preço mundial que andava na casa dos US$ 80 por barril graças ao fracking - uma técnica que equivale a um estupro violento do Planeta. Graças ao fracking, os EUA fez na área do petróleo o que não se conseguia fazer em 50 anos e de quebra conseguiu não só satisfazer a demanda interna como até exportar. Daí veio toda a confusão. 

Vendo os preços americanos caírem, a Arábia Saudita deveria ter baixado a produção para equilibrar a oferta e a demanda. Era isso o que o mundo esperava para manter o sistema funcionando. A Arábia Saudita não fez isso, manteve a produção e ameaçou aumentá-la. Agora, o anúncio do Brasil de um petróleo com custo de extração de US$ 9.00 por barril, promete esculhambar mais ainda a volatilidade desse mercado mundial muito perigoso. Note não é o peço do barril à venda, é o custo para extrair.

É briga de gente grande por isso o brasileiro necessita ter muito cuidado quando o assunto é petrobrás porque nesta guerra só está em pé quem aspira a ser potência: Arábia Saudita, Brasil, China, Estados Unidos e Rússia. A situação é complicada, os predadores de todos os lados foram desentocados.  Mas todos esses números são da exploração para a extração do petróleo. Há quem diga que isso é um roubo, uma pilhagem do planeta. A abordagem deste texto é ambientalista (ecoespiritual, ecofilosófica) não é oposição política à presidenta do Brasil Dilma Rousseff, ao Presidente Barack Obama, ao presidente russo, Vladimir Putin ou à Casa Real da Arábia Saudita. 


US$ 5.4 trilhões em subsídios até o final de 2015


Este relatório do Fundo Monetário Internacional destacado pelo The Guardian  revela que os governos do mundo vão gastar 14.5 bilhões de dólares por dia em 2015 em subsídios aos combustíveis fósseis. Segundo o gráfico do The Guardian (acima) isso corresponde a US$ 600 milhões por hora; US$ 10 milhões por minuto ou US$ 168 mil por segundo. No total, em 2015, os governos gastarão US$ 5.3 trilhões em subsídios à indústria dos combustíves fósseis.  "E muito mais do que os governos do mundo gastam em saúde", diz o jornal britânico.Os subsidies, segundo o FMI são tanto "explícitos" como "externos" ou seja aqueles na forma de danos e prejuízos  à saúde e ao meio ambiente originados da queima e exploração de petróleo, gás e carvão (combustíveis fósseis). Só o carvão reponde por um milhão de mortes prematuras por ano. Esses custos entram na conta das “externalidades”. O FMI diz que se forem retirados todos os subsídios diretos e explícitos o preço a ser pago pelos consumidores seriam enormes – e isso sem pensar em taxar a indústria  por conta dessas "externalidades". (Assinantes do Wall Street Journal podem conferir este assunto aqui.    



RSBS

Outros serviços - Se todos os "serviços prestados" pela natureza fossem contabilizados monetariamente, o valor da fatura seria em torno de US$ 60 trilhões por ano segundo um estudo publicado na revista Nature em 1997 liderado por Robert Constanza com a participação de um grupo de cientistas de vários países.  O título oficial do trabalho é “ O valor dos serviços do ecossistema mundial e o capital natural” (The value of the world's ecosystem services and natural capital). 

O estudo calcula o valor de 17 serviços ambientais para 16 biomas. Não é o levantamento da biosfera completa que segundo os pesquisadores  a maior parte dela ainda está fora do mercado. Os 17 serviços custaria entre US$ 16 e 54 trilhões por ano com uma média de US$ 33 trilhões. Os autores lembram que o Produto Bruto Nacional (PBN) global seja de US$ 18 trilhões por ano. O PIB atual do Brasil está na casa dos US$ 3 trilhões (Há diferença entre PIB e  PBN). 
 

O conceito de “serviços da natureza” refere-se aos benefícios para a humanidade gerados pelo ecossistema. Eles se dividem em quatro categorias: Produção, Regulação. Cultural e de Suporte. Os Alimentos, água doce, fibras, produtos químicos, madeira estariam na categoria serviços de produção.  O Controle do clima, polinização, controle de doenças e pragas estariam dentro dos serviços de regulação (ver gráficos acima).

A categoria de serviços culturais incluem aqueles benefícios  intangíveis obtidos dos ecossistemas como os benefícios religiosos, culturais, sociais, patrimoniais e paisagístico. O gráfico da UNEP, acima, inclui a recreação e o ecoturismo na lista dos serviços culturais: caso das Cataratas / Parque Nacional, Pantanal, Amazonas, praias e parques.

Por último e de muita importância vêm os Serviços necessários para a produção de todos os outros serviços ecossistêmicos como a ciclagem de nutrientes, formação do solo, a produção primária. Note que o gráfico da RSBS (em ingLês, acima) aborda a ideia de valor dos serviços dos ecossistemas e, indo além, o gráfico aponta o valor de uso e o valor de não-uso desses serviços.  Note que há três valores de uso e dois valores de não-uso. Abordaremos este tema na parte dois desta postagem.

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