domingo, 28 de fevereiro de 2016

Mini Guia para o CEAEC e Cognópolis ou A Foz Conscienciológica

Nota:
Este material está sendo liberado provisoriamente para apreciação. Aceita-se sugestões e comentários.  

Duas  placas de sinalização turística localizada nos dois sentidos, próximo à esquina da Avenida das Cataratas com a Avenida Iguaçu, bairro Vila Yolanda, avisam que está próximo o acesso à Conscienciologia. E o que é isso? É simples. A placa está mostrando a direção para o Centro de Altos Estudos da Conscienciologia – CEAEC. A conscienciologia estuda a consciência – um fenômeno multidimensional que recebe o nome popular de gente, pessoa. Você é uma consciência. Tecnicamente falando você é uma “consciência intrafísica” quer dizer uma consciência que vive no ambiente físico.   

sábado, 27 de fevereiro de 2016

O Futuro de Foz mas sem euforias e decepções: é possível?

Atual Câmara Municipal. Antigo Palácio do Governo do Território Federal do Iguaçu em Laranjeiras do Sul (PMLS)


Se Foz do Iguaçu adotar o planejamento de longo prazo e começar,  agora, a discutir alguns problemas estruturais antigos e arraigados, não há porque não ter um futuro brilhante. O que escrevo a seguir é minha opinião. Só opinião embora se baseie na observação de coisas de nossa terra que revelam, para mim, a existência de um padrão caracterizado por ciclos de picos de euforia e decepção.  A cidade tem vivido à mercê desses picos que ora coloca-nos, a todos, a viver um clima de agora-vai-para logo entramos em estado de letargia apática. Esta é a primeira parte,  a segunda é uma tendência à descontinuidade de projetos e políticas que em parte é resultado da pouca prática com o planejamento. Não me refiro aqui aos chamados ciclos econômicos históricos como o da erva-mate ou madeira, comprismo ou contrabando.   

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Novidade: Marco das Três Fronteiras argentino de roupa nova

(Eu) No M3F argentino no meio das águas bailarinas
Para lembrar - M3F em 'formatação' anterior


O Marco das Três Fronteiras em Puerto Iguazú – conhecido como Hito de las Tres Fronteras – está de roupa nova.  O Marco, o “hito” em si, é o mesmo só que agora se encontra no meio de uma fonte de água. O piso foi elevado de modo que o marco “el hito” parece mais baixo do que antes. Mas nada violou o assinado pelos dois países ao longo dos anos após 1903 que dá a localização exata com altura dos dois marcos Argentina – Brasil. A fonte, chafariz, jorra o dia todo. Crianças aproveitam para correr, jogar bola, se molhar e aliviar o calor que esta semana chegou a quase 40 graus.

Recadastramento biométrico: já fiz



Fui ao Fórum Eleitoral e fiz o recadastramento biométrico. Eu não sabia que o título anterior é recolhido. É. Meu antigo título ficou e saí do cartório com um  novinho em folha. No canto superior direito dele está escrito: identificação biométrica. As impressões digitais de todos os dedos são tiradas. Dez dedos. Se Foz do Iguaçu tem 170 mil eleitores e se cada eleitor cadastra dez dedos, estamos falando de 1.700.000 dedos?
Tudo vai para o "sistema" junto com a foto do eleitor tirada por uma câmara Canon pequena e profissional. É muito dinheiro para fazer decolar o sistema. Não sei se você sabe, eu sou mesário. É a única coisa pública que faço e com orgulho.  Enganar esse sistema é difícil se não impossível. Já é difícil na urna eletrônica comum onde o mesário digita o número do título e lá aparece o nome do eleitor e onde o resultado de cada seção sai assim que o relógio bate 17h.

Uma das perguntas feitas no cadastro e cuja resposta é anotada é: tem irmão ou irmã gêmeo ou gêmea?

Não fui só. Meu filho que vai fazer 16 anos, foi cadastrado biometricamente e saiu de lá com o primeiro título dele. Este é um eleitor biometricamente registrado. A comprovação da residência é complicada. Como fomos em família, pai, mãe, filhos eleitores e filha ainda longe da idade, levamos o mesmo comprovante mas tendo a necessidade de provar que é família. Como? Com identidade de todo mundo onde aparecem a nossa brasileiríssima “filiação”. Interessante que no controle do título a filiação é feita pelo nome da mãe.


Estou contente e feliz com o sistema de urnas eletrônicas e orgulhoso de poder saber que é seguro. Por isso aproveito para defender meu difícil e caro voto e de mão de obra intensiva que inclui a coleta de digitais de cada dedo do cidadão totalizando bilhões de dedos no Brasil. Valorizo meu voto.
             


A aliança
que você
não pode perder
Nota: a imagem da digital acima não é do meu dedo. É uma ilustração aleatória à  dou crédito aos joalheiros americanos Larson Jewels (LJ) de Long Beach, Califórnia. Os joalheiros vendem uma aliança de ouro decorada com a impressão digital dos noivos.Se você está pensando em casar, fazer votos ou renová-los e não tem medo de usar um artefato com a sua digital você pode acessar este site, baixar a ficha de pedido e seguir as instruções. O resultado será ter uma aliança que ninguém mais no Brasil tem.
 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Viva a Unila, Martina Piazza Conde e a AfroAmérica

Além de diversas denominações cristãs,
presença muçulmana, budista ... como mostra esta matéria vinculada em jornal acima 

Foz do Iguaçu e a fronteira têm uma boa comunidade
afro-argentino-paraguaio-brasileira seguidores de religiões de matriz "afrobras".

O mês de março de 2014 foi marcado em Foz do Iguaçu pelo assassinato da estudante uruguaia Martina Piazza Conde. Ela estudava antropologia na Universidade da Integração Latino-Americana (UNILA) com sede em Foz do Iguaçu.

Não conheci a Martina, nunca conversei com ela mas estivemos nos mesmos lugares em várias ocasiões. Como estudante de antropologia, Martina fazia o que se esperava dela. Ela tinha inúmeras atividades extra-curriculares como participar em aulas de percussão (tambores), participava do grupo Afoxé de Foz do Iguaçu e tinha interesse em acompanhar eventos e manifestações religiosas e culturais afro-brasileiras.

Vi a Martina, e vários outros estudantes da Unila –os Unileiros, em eventos de candomblé e de umbanda tocadas em templos de candomblé em Foz do Iguaçu. Entre esses eventos estava a Festa à Iemanjá no dia 2 de fevereiro.
Celebração do Dia de Iemanjá
A estudante fez jus ao curso e se meteu de cabeça para entender a complexidade da cultura especialmente esse ”link” entre a África e o Brasil que é muito forte mas não exclusivo. Assim como afro-brasileiro, há afro-uruguaio, afro-argentino, afro-boliviano,afro-equatoriano, afro-paraguaio, afro-colombiano,afro-cubano e todos bebem da mesma fonte cultural e espiritual: a espiritualidade pela visão de mundo Iorubá da África.

Rogo que os estudantes da Unila não se afastem, não desanimem e não se retraiam. No verdadeiro espírito da Universidade da Integração, que continuem a aprofundar seu conhecimento da cultura brasileira e sua conexão com as culturas da América Latina especialmente desta versão afro-brasileira que mesmo após 400 anos de escravidão, de negação de direitos continua existindo e forte ao ponto de fazer toda a diferença em um país continental como o Brasil.

Que seria do Brasil se não fosse o elemento afro presente na cultura, música, artes,  na dança, na gastronomia? Todos esses aspectos foram negados pela sociedade brasileira. A música, a dança, a capoeira – que é uma dança e uma luta, o frevo,o maracatu, o maxixe, a gafieira,o samba, samba de roda tudo veio da pitada africana em nossa cultura. E por que se nega?

Há quatro séculos, a espiritualidade negra é explicada no Brasil em termos simples: o diabo ou os demônios.Tudo o que não se entende é coisa do demônio.  A pessoa que está detida hoje à disposição da Justiça e é réu confesso informou originalmente, como fruto dessa confusão brasileira quanto a tudo que é africano, que fora indizido um pai-de-santo de Foz do Iguaçu que eu, a serviço deste Blog tenho acompanhado com muito respeito. A versão foi logo desqualificada pela polícia que vê no réu sinais de "doença na alma" ou psiquiátrica.

Mesmo assim, o Templo ou Casa do pai-de santo envolvido pelo então suspeito foi alvo de um atentado “terrorista” quando alguém usou um carro como arma e o lançou contra a casa do Babalorixá causando destruição física do templo,deixando expostos e jogados no chão instrumentos considerados sagrados para o templo como os atabaques consagrados do espaço.


O pior é que a vítima, parece não ter registrado queixa e o caso oficialmente não existiu. Isso é triste porque nos mostra, em pleno século, 21 o principal mecanismo de negação usado na repressão da cultura afro-brasileira: o silêncio.  Que saiba o mundo que isso acontece até em Foz do Iguaçu, terra que se gaba acolher 70, 80, etnias em paz e harmonia como um exemplo para o Mundo. 

Por isso, tomei duas atitudes:a primeira escrever este texto. Segundo, produzir uma série de textos dando continuidade ao trabalho do Blog de Foz iniciado em 2008 sobre os espaços afro-brasileiros da Terra das Cataratas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Obrigado Mundo, o Carnaval venceu a Zica

Carla Daniele, o filho Victor de seis meses e o marido Claudinei apostaram na festa
 Obrigado Mundo e parabéns Brasil por ter vencido o medo em relação ao vírus da Zika e as sugestões da grande mídia também chamada de mídia corporativa ou mainstream media (inglês). O Telegraph desceu o cacete no Brasil por não ter cancelado a festa e por não incentivado o povo a ficar em casa chorando a “crise” com mdeo da zika, dengue e chikungunya  e o The Economist lembrou que o Brasil festeja à beira do precipício. 

Escutei, e celebro, até que os números do carnaval do Rio este ano foram melhores do que em 2015. A ocupação hoteleira ficou em 85%. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH/RJ). Em Ipanema, a lotação foi de cerca de 92%; Copacabana registrou em torno de 88% e a Barra da Tijuca, 75%. Em 2015, a média geral da cidade foi de 83,79%. Daí meu obrigado mundo! 

Durante o Carnaval 13 navios atracaram na cidade. No domingo, segundo a RioTur 11 estavam atracados simultaneamente, um recorde no Píer Mauá. Deles desembarcaram 130 mil passageiros, enquanto no ano passado, com menor crise, os desembarques foram  70 mil.
Crianças e bolinhas de sabão presentes
Os cariocas e convidados brasileiros e estrangeiros me orgulham. Enquanto a “mainstream media” descrevia um Brasil à beira do precipício as ruas do Rio estavam tomadas de blocos carnavalescos. O Bola Preta puxou 1 milhão de pessoas nas ruas. O Bloco da Preta ‘perneou’ 300 mil. O Bloco da Favorita + Empolga foi seguido por  200 mil. O Sargento Pimenta celebrou com 180 mil. O Simpatia é quase amor também com 180 mil. O Bangalafumenga levou 100 mil. 

Os especialistas em 'economia social carnavalesca' dizem que os números mostram a tendência de crescimento de blocos pequenos e médios, estabilização dos blocos grandes, melhor distribuição de público entre os bairros da cidade. 

E os jornalistas? A cobertura foi feita por 1.282 jornalistas brasileiros, 225 veículos de 9 estados. Estavam lá cobrindo a festa também 287 profissionais de 111 veículos do mundo incluindo o The Telegraph que teve que reconhecer "Cenas Vibrantes enquanto milhares dançam apesar de preocupações com a saúde". A RioTur disse que o destaque para a participação da imprensa internacional vai para os EUA e Inglaterra. Por isso, mais uma vez obrigado. 

Crianças e Mulher Maravilha
Um bloco carnavalesco de Foz
Tudo isso sem falar em carnavais como o do Recife, Salvador, o de Maceió, litoral do Paraná e outros carnavais inclusive o de Foz do Iguaçu que este ano, imaginem, ocorreu no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Charrua. Mas teve e parabenizo um carnaval no Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI) no estilo antigo de Foz do Iguaçu quando havia muitos bailes em clubes e, um carnaval no Centro batizado como Carnaval da Saudade. Eu estive lá.

Sorrisos e alegria por toda parte *

As fotos que aparecem nesta postagem são do Carnaval da Saudade de Foz do Iguaçu. Como no horário de verão o sol se pões às 21h, lá por volta das 20h escureceu e choveu. Ninguém foi embora. E em uma ocasião quase mística, para mim, vi todo aquele povo se comunicando com o universo. Eu conto: foi quando um trovão rasgou o silêncio do firmamento e todo aquela bela gente respondeu trovão com um grito. Quem disse que Foz do Iguaçu esqueceu o grito do Sapucái! 

Chuva e a conversa direta com trovão


Conversa linguística

O que é Sapucái? Sapucái – escrito assim em guarani – que originou o a palavra Sapucaí do Brasil é um grito. Há várias espécies de Sapucái: Sapucái da vitória, de dor, de alegria e outros. Confira neste texto (en español) mas, aviso, não gosto da grafia.      
       
      

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