sexta-feira, 28 de novembro de 2014

As Sete Quedas ainda existem e não é só na memória e no etéreo

As pedras à vista - uma lembrança "panema"
Clique nas fotos para ampliar

Para se orientar e entender a localização, veja as torres de eletricidade nesta foto.Clique ara ampliar 
Já ouvi dizer (e li) que pessoas recentemente amputadas continuam a sentir o membro perdido por muito tempo. Quando penso nas Sete Quedas de Guaíra ou Saltos del Guairá a imagem da amputação de um membro me vem à cabeça. Este sentimento seria só psicológico e emocional? De outro campo, desta vez da Projeciologia – uma área de estudo com muita presença em Foz do Iguaçu me vem uma outra ideia ou conceito importante. Primeiro, aviso que projeciologia é o estudo da “projeção” ou saída do corpo físico. 

Em um exercício de projeciologia é possível manter um braço, por exemplo, firmemente descansado em um suporte qualquer e ainda assim sentir que o braço está em movimento, levantando, ou tentando executar alguma atividade. Esse braço que não é o físico recebe o nome de parabraço; quer dizer um braço “além do braço”. Assim, existe parabraço, paraperna, paramembros em geral. 

A população de Guaíra, segundo a imagem que me vem à cabeça, sente que os saltos ainda estão lá e não me admiraria se alguém ainda se levante, à noite, e tente ir até os saltos no estilo do amputado que continua sentindo sua perna. 

Agora, há também a paraGuaíra, ou “parasetequedas” que são os Saltos que sobrevivem no além, na extramatéria, no outro lado. Isso partindo da certeza de que além deste mundo maravilhoso e belo exista outros paralelos – assim como o corpo tem pelo menos sete corpos paralelos. No Ayvú Rapyta ou Hino Sagrado Mbyá Guarani do Guairá, há menções e contos sobre a criação de animais e que cada animal criado na terra é apenas a imagem do animal verdadeiro que existe no Paraíso. É algo parecido com o mundo da essência de Platão. Assim a Paraguaíra, a parasetequedas continuam encantando no mundo da essência do qual elas eram a imagem neste planeta. 

Tão importntes eram os Saltos ou Quedas de Guaíra que o Brasil criou o Parque Nacional de Guaíra para protegê-las. Este parque não existe mais nem neste mudo nem no outro porque foi um parque de proteção de mentira. Por isso acabou e além de acabar no mundo físico, acabou até na memória do povo brasileiro. Porém Guaíra, as quedas, os saltos vivem belamente e suas águas continuam caindo no Paraíso. Belas paracascatas de paraáguas caindo para o deleite de seres bonitos em seus corpos não-físicos, vistos por paraolhos e paracorações. (Esta outra postagem de 2008 sobre fronteiras também usa o conceito de parageografia)

As Sete Quedas contudo não se entregam facilmente. Além de continuarem no mundo da imagem e no Paraíso, e embora encobertas, ainda podem ser vistas no local onde estavam na forma de corredeiras. É o que mostram as fotos e o que eu vi na semana passada. Para habilitar a navegação de balsas pelo rio agora chamado de e reduzido a hidrovia, os projetos pedem a explosão "dessas rochas". Seria uma espécie de "queima de arquivo"  da civilização pois a visão dessas pedras tem um sabor de "karma" ou de "panema" em tupi ou de pané em guarani. Os moradores de Guaíra já se levantaram para impedir a cirurgia   corretiva e parecem estar prontos para fazer um grande fuzuê para proteger as pedras-karma, as Ypanema ou Ypané que dão forma às corredeiras. 
As antigas torres continuam no mesmo local

Corredeiras e pedras tendo ao fundo a cidade paraguaia de Saltos del Guairá


Concessionária investe em obras antes de cobrar pedágio no MS

Um dos 17 SAUs no trecho da 163 no MS

Uma grata surpresa para quem viaja para o Mato Grosso do Sul é a condição da BR-163 agora concessionada. A empresa concessionária é a CCR MS Via que anunciou investimentos de RS$ bilhões em cinco anos para a duplicação de todo o trecho sul-matogrossense da rodovia. A CRC MS Via foi criada especificamente para gerir as BR-163 no Mato Grosso do Sul e é parte do Grupo CCR que entre outras possui a concessão do Aeroporto de Curaçao nas Antilhas Holandesas. Para quem sai do Paraná e entra no Mato Grosso, um dos destaques é uma placa que a via é pedagiada. A surpresa é que hoje não há posto de pedágio entre Mundo Novo e Campo Grande. 


Ao lado do posto da rede Tauros 

Ao contrário do Paraná, a empresa está investindo antes de cobrar. A duplicação começou. A presença da CCR MS Via está em toda parte por meios dos carros de socorro mecânico, camionetes de fiscalização e ...

Lá vem a duplicação
ambulâncias. Ao longo do trecho, há uma boa quantidade de SAUs – postos de Serviço de Atendimento aos Usuários. Os SAUS estão localizados ao lado de postos de combustíveis e neste momento pioneiro funcionam em conteiners. As fotos desta postagem foram colocadas na intenção de registrar o momento. Confira daqui a cinco anos. A concessão vale por 30 anos.  

 


     

Blog de Foz visita Igrejinha da comunidade quilombola de Campo Grande

Tia Eva 
Vi um ótimo mapa no box da Secretaria de Turismo no Aeroporto Internacional de Campo Grande Mato Grosso do Sul. Gostei dele e entrei na fila dos viajantes que buscavam informações.  O senhor que estava no turno atendeu bem e perguntou se eu viajava para Bonito ou Pantanal. Eu disse que já vinha de Bonito e de um pedacinho do Pantanal. Ele perguntou se eu tinha feito o City Tour de Campo Grande. Ele ficou surpreso quando informei que minha meta em Campo Grande, desta vez, eram três: fazer o city tour e  tirar uma  foto da Igreja de São Benedito e descobrir o que é a Orla de Campo Grande. O City Tour não consegui fazer, mas vi o ônibus retornando à Morada dos Baís com um grupo animado. O que consegui foi dar uma breve passada na comunidade e fotografar a Igrejinha construída pela ex-escrava, recém liberta Eva Maria de Jesus. Eu estava contente. Descobri também o que é a Orla de Campo Grande. 

O atendente se transformou e senti que ele estava realmente feliz. Então você foi à comunidade? A Comunidade! Escutei isso de manhã quando parei para almoçar e perguntei a Maria da Conceição, sobre a comunidade. Os olhos dela brilharam! Você que ir à comunidade?  Pela reação das pessoas, a Comunidade é muito conhecida e querida.  E não é para menos. No mês de maio, acontece a Festa de São Benedito  - iniciada por iniciativa de Eva Maria de Jesus ou Tia Eva – uma verdadeira personalidade histórica da capital sul-matogrossense. Apurei que a Igrejinha de São Benedito foi tombada como parte do Patrimônio Histórico de Mato Grosso do Sul em 5 de maio de 1998. 

Igrejinha de São Benedito - vista frontal
Mais recentemente, em abril de 2008, a Fundação Cultural Palmares certificou a comunidade dos Descendente de Tia Eva da comunidade de São Benedito como uma “Comunidade Remanescente de Quilombos”. Uma boa época para visitar a comunidade Tia Eva é maio. A data é parte do calendário oficial do Estado do Mato Grosso do Sul. A comunidade não está na lista oficial do city tour local. Quando estive na comunidade, chovia muito. O lugar é simples e pelo que vi nele habitam pessoas de todas as raças - não é restrito aos descendentes inclusive devido ao casamento interracial.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Homenagem a 100 destaques do turismo nos 100 anos de Foz

Quando Foz do Iguaçu completa 100 anos, a Gestão Integrada do Turismo que inclui a Prefeitura Municipal, Secretária de Turismo, COMTUR, Iguassu Visitors and Convention Bureau, Fundo Iguaçu, Itaipu Binacional junto com o portal de notícias CLICKFOZ  fizeram um trabalho para escolher 100 nomes de pessoas atuais e do passado que colaboraram para fazer o turismo de Foz do Iguaçu ser o que é. Estou feliz de ter sido informado que meu nome está na lista dos homenageados. Fiquei realmente contente de ver meu nome reconhecido e constando em uma lista que inclui pessoas que investiram milhões em hotelaria, turismo, estrutura entre outras iniciativas. Destaco, pessoas como Anna Croukamp do Parque das Aves, Ermínio Gatti (Carimã, Viação Itaipu, Viação Gato Branco), Alberto Abujamra (Mabu), Alceu Vezozzo (Bourbon), Antenor Carneiro de Melo (Varig), Waldo Vieira e outros sobrenomes que todos da cidade conhecem e reconhecem. Fiquei satisfeito de ver na lista o nome de Edmundo Francisco Xavier de Barros, que eu sugeri, pois eu realmente respeito e admiro o nosso Edmundo de Barros capitão e temporariamente administrador da Colônia Militar do Iguassu. Adorei ver turismólogos, professores, profissionais do turismo entre outros. Abaixo a lista oficial. Agradeço a Foz do Iguaçu a honra. 


Acácio Pedroso
Ademilde Morales
Ademir Fernandes dos Santos
Adolfo Daniel Lopez
Airton José de Jesus
Alberto Abujamra
Alceu Antimo Vezozzo
Almir Adolfo Gruhn
Altino Voltolini
Amauri Rainho
Ana Cristina Nóbrega
Ana Lúcia de Sousa
Anna Croukamp
Antenor Carneiro de Mello
Antônio Hernandes Gonzales Junior
Antonio Savaris
Arnaldo Bortoli
Artigas Walter Venialgo
Aurelinda Lopes
Camilo Rorato
Carlos Alberto Tavares
Carlos Antonio da Silva
Casemiro Domareski
Casemiro Rafagnin
Celso Biazus
Comendador Faustino Ferreira Mendes
Crodoaldo Galli
Edmundo Francisco Xavier de Barros *
Egeu T. de Brito
Elfrida Engel Rios
Enio Eidt
Ermínio Gatti
Etelvino Salvatti
Eurides José da Silva
Faisal Saleh
Felipe Santiago Gonzalez
Fernando Martin
Fernando Ricott Valente
Fernando Rodrigues Valente
Francisco Amarilla
Francisco Ferreira Mota
Franz Kohlenberger
Frederico Engel Rios
Guilherme Tell Laurino
Harry Shink
Homero Girelli
Iraci Pessinin Sossella
Jackson Lima
Jacobo Schneider
Jaime Antonio da Costa Mendes
Jorge Pegoraro
Jorge Samek
Jorge Schimmelpfeng
José Acylino de Castro
Julio César Gomes de Oliveira
Júlio César Rodrigues
Ladislau Boiarski
Laurindo Ortega
Lourenço Kürten
Luiz Antonio Rolim de Moura
Luiz Clovis Barcelos Bandeira
Marcelo Aymoré Valente
Marcos Antônio Beato
Marcos Ricardo Benitez
Maria Erni Geich
Mario Roberto de Oliveira Leite
Mauro Bandeira
Mauro de Brito
Mauro José Ferreira Cury
Mauro Sebastiany
Miguel Angel Allou
Miriam Coimbra
Nelson Lizandro Mariane
Neuso Morello Rafagnin
Névio Morello Rafagnin
Newton Paulo de Abreu Angeli
Octávio Rotilli
Osvaldo Ferraz Damião
Otávio Vaz
Paulo Shurtner
Pedro Basso
Pedro Grad Roth
Philomena Rafagnin
Plínio Scapini
Rosa Maria Corbari Macalli
Salvador Ramos
Santo Salvatti
Sérgio Lobato da Mota Machado
Sidnei dos Reis
Simone Villanueva
Soraya Renée Faouakhiri
Tereza Parodi
Valdir Christ
Valter Baldan
Vilmar Andreola
Vilson Antonio de Oliveira
Vilson dos Santos
Vitalino Capeleto
Waldo Vieira
Xenofonte Villanueva






segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Passagem Foz - Brasília a R$ 209 em janeiro. Voo Extra da TAM!

Clique na tabela para ampliar 
Atenção, você tem um paraete em Brasília que há tempo não ven a Foz? Ou você deseja ir a Brasília mas a passagem é cara? O Blog de Foz descobriu que a TAM está anunciando voos extras no trecho Foz do Iguaçu - Brasilia por R$ 209 entre 6 e 30 de janeiro. As tarifas são válidas para os voos extras  JJ 9331 Brasília - Foz e JJ 9332 Foz - Brasília. A tarifa é exclusiva para os voos extras que a TAM disponibiliza para a alta temporada. O preço é válido para embarque em Classe Econômica; está sujeito a disponibilidade de assentos e outros detalhes que só agentes de viagem e pessoal de balcão entendem. Se você é um passageiro ou passageira que manja de compra online visite o site www.tam.com.br ou fale com seu agente de viagem. E se você é agente acesse seus contatos para descobrir mais sobre os voos extras entre a Terra das Cataratas e o Planalto Central, a Terra cujo Mar é o Céu. As informações integrais e detalhadas sobre as tarifas anunciadas estão disponíveis para consulta no portal E-tam e demais sistemas de distribuição (GDS).  

Quem é o dono ou a dona de Itaipu? Além dos povos brasileiro-paraguaios

Este artigo é parte de uma série textos sobre a Foz do Iguaçu pós-2023 quando o Tratado de Itaipu será encerrado (satisfatoriamente cumprido); Foz e região não terá mais royalties, compensação, talvez.  Desculpem o termo mas muitas mamatas deixarão de existir. A região poderá sofrer.  


Jackson Lima

Faltam duas gestões e meia para o fim da vigência do Tratado de Itaipu. O Tratado foi assinado entre Brasil e Paraguai em 1973 para o “aproveitamento” do Rio Paraná entre os dois países desde o salto de Guaíra até a Foz do Rio Iguaçu. A vigência do Tratado é de 50 anos. Vence em 2023. 

O Tratado contempla e faz provisões para a construção da Usina Hidrelétrica e seu pagamento. Embora a Itaipu tenha lucro, ter lucro não é a missão dela. A missão atual da Itaipu é se pagar o que deverá acontecer até 2023. Esses dias, perguntei em um ambiente de gente bem informada: 

  De quem é a Itaipu? 
  Quem é o dono ou quem são os donos da Usina Hidrelétrica de Itaipu. 

  Ora, é do povo brasileiro e do povo paraguaio. Os donos da Itaipu são o Paraguai e o Brasil. 

É a reposta que você obterá se fizer a mesma pergunta. Porém eu disse: não é o que diz este site (O site da Eletrobras). O site diz que a Eletrobras "é dona da metade do capital da Itaipu Binacional”. A outra metade é da ANDE – Administración Nacional de Electricidad – atualmente ainda uma autarquia no Paraguai. Brasil e Paraguai são fiadores da Itaipu Binacional durante a vigência do Tratado.  Brasil e Paraguai dão condições para que a Itaipu Binacional se pague. Como?   Isentando a Itaipu de taxas, impostos e entraves de qualquer espécie. Confira o que diz o Artigo XII, do Tratado:

Artigo XII

As Altas Partes Contratantes adotarão, quanto à atribuição, as seguintes normas:

a) não aplicarão impostos, taxas e empréstimos compulsórios, de
qualquer natureza, à ITAIPU e aos serviços de eletricidade por ela prestados;
b) não aplicarão impostos, taxas e empréstimos compulsórios, de
qualquer natureza, sobre os materiais e equipamentos que a ITAIPU adquira em qualquer dos dois países ou importe de um terceiro país, para utilizá-los nos trabalhos de construção da central elétrica, seus acessórios e obras complementares, ou para incorporá-los à central elétrica, seus acessórios e obras complementares. Da mesma forma, não aplicarão impostos, taxas e empréstimos compulsórios, de qualquer natureza, que incidam sobre as operações relativas a esses materiais e equipamentos, nas quais a ITAIPU seja parte;
c) não aplicarão impostos,taxas e empréstimos compulsórios, de
qualquer natureza, sobre os lucros da ITAIPU e sobre os pagamentos e
remessas por ela efetuados a qualquer pessoa física ou jurídica, sempre que os pagamentos de tais impostos, taxas e empréstimos compulsórios sejam de
responsabilidade legal da ITAIPU; 
d) não porão nenhum entrave e não aplicarão nenhuma imposição fiscal
ao movimento de fundos da ITAIPU que resultar da execução do presente
Tratado;
e) Não aplicarão restrições de qualquer natureza ao trânsito ou depósito
dos materiais e equipamentos aludidos no item b deste Artigo; 
f) serão admitidos nos territórios dos dois países os materiais e
equipamentos aludidos no item b deste Artigo
     


Com o fim da vigência do Tratado, o Artigo XII não será mais válido. A Itaipu Binacional será uma empresa como qualquer outra e deverá dar lucro, pagará impostos e taxas e no  caso do lado brasileiro, terá que remunerar os acionistas e donos do capital isto é a Eletrobrás e seus acionistas inclusive o Governo Federal controlador de mais de 50% do capital dela. Neste caso, a metade brasileira da Itaipu, poderá continuar pagando “compensação “ financeira aos municípios assim como a Copel paga aos municípios da Região do Salto Caxias (Pró-Caxias) porém, não mais royalties, (em inglês e em dólar) que é um caso único por ser binacional. No Paraguai a ANDE ainda é 100% do governo mas ela poderá ser privatizada ou pelo menos abrir parte do capital coisa que é possível agora graças à lei da Parceria Público Privada aprovada  pelo governo na gestão do presidente Horacio Cartes e contestada pela maioria dos paraguaios. A Ande será a maior empresa do Paraguai com controle de 50% da Itaipu; 50% da Entidade Binacional Yaciretá - (EBY- Py / EBY- RA) além das Usinas Hidrelétricas Yguazu e Acaray 


Segundo o site da Eletrobras (A Eletrobras sem o acento agudo) "é uma empresa de capital aberto, controlada pelo governo brasileiro, que atua nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Com foco em rentabilidade, competitividade, integração e sustentabilidade, a companhia lidera um sistema composto de 12 subsidiárias, uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar), um centro de pesquisas (Eletrobras Cepel) e metade do capital de Itaipu Binacional". 

Desde 2008, a Eletrobras é uma empresa brasileira transnacional como a Petrobras. Ainda do seu site lemos: "Líder em geração e transmissão de energia elétrica no Brasil, a Eletrobras começa a conquistar o mundo. Seu negócio começou a transpassar fronteiras em 2008, com o início do processo de internacionalização da empresa. A Eletrobras foi autorizada, com a publicação da Lei 11.651, de 7 de abril de 2008, a atuar no cenário internacional" participando com seu expertise a outros mercados". 

Ainda do site oficial aprendemos que a Eletrobras busca oportunidades de investimento no setor de energia elétrica em outros países, "tanto na área de geração - preferencialmente onde exista oportunidade de investir em usinas hidroelétricas - e na área de transmissão". Resta lembrar que a Eletrobras é dona de Furnas, ou melhor, Furnas é uma subsidiaria da Eletrobras e é, por sua parte, uma super empresa tão grande que já fala de "Sistema Furnas". Informações no site da Furnas mostram que o Sistema Furnas é dono de 17 usinas hidrelétricas, duas termelétricas, três parques eólicos, aproximadamente 24 mil quilômetros de linhas de transmissão e 62 subestações. A apresentação conclui que mais de 40% da energia consumida no Brasil passa por esse sistema, que utiliza a força da água para gerar 95% de sua energia através das hidrelétricas.    

Então vemos que Eletrobras e Furnas, pelo Brasil, é coisa grande que tem nas hidrelétricas ou seja na água sua fonte de renda e produção. Note que furnas tem três parques eólicos além de participação em cerca de 30 projetos de parques eólicos no Brasil. E visto que Furnas é parente da Eletrobras, vale lembrar que a Eletrobras e a Administración Nacional de Usinas y Trasmisiones Eléctricas (UTE do Uruguai formaram uma empresa chamada Rouar SA  para a construção do Parque Eólico Binacional Artilleros no Uruguai. A Eletrobras tem 50% da empresa. As 31 turbinas de 2.1 MW cada foram encomendadas da empresa Suzlon de Ahmedabad, India.  

Como você vê, é muito dinheiro e tudo é muito grande, muito macro. Tão grande que faz Itaipu ficar pequena. Portanto, após esta excursão no cenário Eletrobras - Ande; Eletrobrás - Furnas e Eletrobras - UTE, sem falar dos projetos binacionais das usinas  Garabi-Panambi parceria da Eletrobras com a argentina Emprendimientos Energéticos Binacionales S.A. (Ebisa) no rio Uruguai, é hora de perguntar: onde ficam, neste contexto,  os interesses estratégicos de Foz do Iguaçu e de seu povo que hoje depende tanto dos royalties? Onde ficam os interesses dos 16 municípios da Região dos Lindeiros do Lago de Itaipu no Paraná e no Mato Grosso do Sul na questão dos royaties / compensação quando a Usina da Eletrobras e da Ande    ex-Itaipu Binacional   , com muito capital privado tiver que dar lucro? No caso de Foz do Iguaçu, quando o prefeito Reni Pereira assumiu a Prefeitura de Foz, faltavam 10 anos para 2023. Em 2015 faltarão oito anos. Depois da gestão Reni Pereira teremos a gestão 2017 – 2020. Quem será o eleito? Depois vem a gestão fatal: 2021 - 2024. Fatal porque será nela que a bomba vai explodir! 



sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Extraterrestres: estão falando cada vez mais neles

A NASA e a Biblioteca do Congresso reuniram cientistas e teólogos em um Simpósio de Astrobiologia para debaterem a necessidade de preparar a população para a possibilidade de um contato com seres extraterrestres.  No Vaticano, os astrônomos oficias da Cidade-Estado, padre José Gabriel Funes e o irmão jesuíta Guy Consolmagno vem fazendo a mesma coisa. Cada vez é mais frequente que autoridades e estudiosos, para dizer o mínimo, falam da possibilidade de que descubramos que não estamos sozinhos. E como em nosso planeta ainda temos um problema sério com o racismo, classismo, não-aceitação do outro ou do próximo especialmente se o próximo for diferente, a preocupação das lideranças que estão trabalhando para formar uma política da terra com outros sistemas (Exopolítica) é amplamente justificável. Basta lembrar o preconceito contra africanos e haitianos após a explosão do ebola: "eles trazem doenças para o nosso país", foi uma afirmação ouvida por toda parte no Brasil. Imagine quando chegar a hora de vivermos com varias espécies inteligentes que tenham diferentes corpos e venham ser seus vizinhos no seu condomìnio, no seu prédio ou na sua rua. 
Escrevo para chamar a atenção para o VI Fórum Mundial de Ufologia que acontece em Foz do Iguaçu entre 27 e 30 deste mês. O evento é organizado pela revista UFO  e acontece em Foz pela terceira vez. No evento da Nasa, uma das autoridades lembrou a possibilidade de que seres terrestres não só estarão prestes a aparecer na terra como já podem estar entre nós. Eu não tenho dúvida. Há poucos dias, escutei no programa da Olga Buongiovanni da TV Tarobá, Cascavel, uma entrevista falando sobre um documentário em que Chico Xavier falava sobre o que ele chamou de "Nova Era" que, colocando na ponta do lápis, poderia acontecer por volta de 2019. Não é necessário se impressionar com datas. Afinal as datas não são as mesmas no universo. Não são a mesma sequer na terra onde a parte cristã está no ano 2014, os muçulmanos estão no ano 1436; os judeus estão em 5.775  e os Bahá'is estão no ano 171, só como um exemplo. Se o ditado "onde tem fumaça tem fogo" for confirmado, tanta gente de confiança falando sobre o mesmo tema mostra que alguma coisa está acontecendo. Veja mais informações sobre inscrição e custos aqui no site oficial do UFOZ.   

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