domingo, 31 de março de 2013

Lembrando: construção do Canal da Barragem

Canal da Barragem na Itaipu 1996/1997. Hoje se chama Canal de Itaipu e serve como Canal de Desova ou Piracema    

Lutando contra chuvas. Já aparece a armação 

Mais uma etapa. Lá vem a grama! 

Uma empresa privada começou o trabalho e abandonou. Entra  em cena o  Batalhão Ferroviário do Exercito Brasileiro

A missão é não deixar que momentos importantes da história de Foz do Iguaçu sejam esquecidos, apagados ou deletados.O projeto do Parque da Barragem surgiu do governo Jaime Lerner do eixo Tucano-PFL. O canal foi pensado para ser utilizado na primeira edição dos Jogos Mundiais da Natureza e teria sido inspirado no Canal / Pista de Canoagem do Parque Olímpico del Segre em La Seu d'Urgell na Catalunha e utilizado nos Jogos Olímpicos de Barcelona. Não ficou pronto a tempo. Depois de muitas "trapalhadas" e "paralização" e intrigas de bastidores o projeto foi parado. A Itaipu Binacional assumiu o projeto e o incorporou apoiando e fazendo nascer o Canal da Barragem com resultados fantásticos e destacando a utilização dele também como "Canal da Piracema. Vi imagens na RPC TV que o canal anda seco e os remadores remando em águas paradas. Isso é ruim! O Canal é parte de uma série de obras no Oeste do Paraná que não deram em nada como o Espaço das Américas.      

sexta-feira, 29 de março de 2013

Igualdade de gênero e os banheiros na fronteira (1)



Mulheres aguardam na fila para ir ao banheiro no Centro de Visitantes
Eu quase que aposto com você que esta será a primeira vez que você vai ouvir falar deste problema.  Eu só notei a existência desse problema depois que comecei a trabalhar com sanitários, sanitários ecológicos de compostagem e  encontrar muitas dificuldades pelo caminho. Direto ao assunto: ainda como fruto da viagem inesperada às Cataratas do Iguaçu (lado argentino), notei que no Centro de Visitantes havia uma fila enorme de mulheres e meninas. Como eu estava com a bexiga cheia (desculpe falar de órgãos pessoais) e estourando eu procurava desesperado o “banheiro”. O acesso aos banheiros feminino e masculino era pela mesma porta. Como vi a fila tão grande me desesperei. Quase entro na fila quando entendi que a fila era para mulheres. Encontrei uma brechinha e pedindo “permiso” aqui e “permiso” ali descobri que o banheiro dos homens estava livre e desimpedido. Aí me veio à mente uma matéria (reportagem) que li sobre a desigualdade entre gêneros em questão de banheiros. “Não importa onde você vá, a classe do restaurante e o luxo do estabelecimento, o banheiro das mulheres será reconhecido pela fila”, dizia o artigo (mais ou menos). Falava de projetos de leis na Suécia, Dinamarca que obrigarão aumentar o número de banheiros para mulheres em estabelecimentos públicos de órgãos públicos, a shoppings, restaurantes e outros lugares. O texto conclui que é necessário no mínimo o dobro de banheiros para mulheres. Em um banheiro masculino há uns três ou quatro ambientes com porta para quem deseja sentar-se no vaso e “defecar” e há uma boa quantidade de mictórios para quem só quer “urinar”. As mulheres – não se sabe por que carga d’água – não têm nenhuma opção. O banheiro feminino tem a mesma quantidade de vasos sanitários que o dos homens sem que ninguém tenha pensado em criar mictórios femininos. Na falta de um design desses artefatos – a saída é duplicar o número de toilets femininos evitando o sofrimento para as damas.  
    

Andei perdido na fronteira hoje - Semana Santa




Comemorando ter podido comprar as entradas - graças aos caixas eletrônicos

Eu me perdi na fronteira hoje. Me levantei cedo, coloquei R$ 20.00 no bolso e fui ao Hotel Carimã encontrar uns colegas colombianos para acompanhá-los a Puerto Iguazú. Eu iria até o Terminal (Rodoviária) de onde eu os viria embarcar para as Cataratas usando a linha Puerto Iguazú – Cataratas. O ônibus que deveríamos pegar, da linha internacional urbana, demorou. O sol esquentou. Não consegui entender por que demorou tanto o ônibus se há duas empresas brasileiras e três argentinas fazendo o trajeto. No meio daquele desespero passa um taxista, pára o carro e oferece uma corrida. “Levo os três por R$ 30 e não precisa parar na aduana brasileira”, disse o trabalhador do volante que era insistente. Ele já deve ter tido experiência como camelô ou ambulante. Ele passou por nós e parou, três vezes e nada do ônibus chegar. Foi quando já na terceira vez da visitação do taxista, aparece o ônibus da empresa Rio Uruguay. Fizemos sinais e mugangas, o ônibus parou e para fugir do taxista, embarcamos no ônibus que se pôs em movimento.  Tivemos muitas surpresas. A primeira é que o ônibus iria direto para as Cataratas do lado Argentino (fica aí a dica – tem ônibus  direto Foz do Iguaçu – Cataratas Argentinas). O ruim é que ninguém tinha planejado chegar no Parque Nacional Iguazú sem pesos para pagar a entrada (ingresso) do Parque Nacional que por motivos de alto patriotismo não aceita moeda estrangeira. O plano original de passar por Iguazú era para isso – comprar pesos.  Uma vez no ônibus descobrimos que a passagem custava R$ 30.00 por pessoa (ida e volta) com retorno marcado para 16h. Muito bom! A passagem custa exatamente o mesmo que pagaríamos se tivéssemos embarcado na rodoviária de Puerto Iguazú e pego o ônibus Puerto Iguazú – Cataratas (R$ 15.00 cada trecho). Eu não saí de casa para ir às Cataratas porque eu tinha que trabalhar às 14h por isso uma vez no Centro de Visitantes acompanhei a via crucis dos meus amigos colombianos que foi resolvida por uma coisa chamada “caixa eletrônico”. Acompanhei o embarque deles no trenzinho "ecológico" e lá se foram para a Garganta do Diabo. Na volta iriam fazer o passeio superior.
Aproveitei para fotografar coisas que pudessem dar dicas para os viajantes independentes e aventureiros enquanto não me levava de volta a Puerto Iguazu e onde pegaria o ônibus para Foz. Como o horário dos ônibus Cataratas – Puerto Iguazú e outras curiosidades.Entre elas está a questão da 
Igualdade de gênero e os banheiros.



terça-feira, 19 de março de 2013

Maravilhas da Natureza poderão ter torneira para controlar vazão


A crise da água é prevista até pelo humor


A Água do Planeta indo pelo ralo


Sexta-feira é o Dia da Água: como estamos?

Passeio Público, Curitiba. Foto de Fábio Barros

Sexta-feira, 22, será o Dia Mundial da Água. A criação da data foi sugestão das ONU e deveria servir como oportunidade para debate sobre a água no Planeta. Sabemos que a situação da água no Planeta e crítica. A situação de Curitiba, a capital paranaense que é tida como exemplo ecológico no Brasil, embora eu não veja por que, no tocante à água é preocupante. Todos os reservatórios de Curitiba e Região Metropolitana possuem classifcação III [moderamente degradados] ou IV [Criticamente degradado a poluído até a classe V [muito poluído]. Entre os lagos de parques na classe V se encontram o lago do Passeio Público apesar de sua capacidade de encantar curitibanos e paranaenses do interior. É o pouco que pode ser visto do rio Belém. Os outros - a maioria na classe IV - incluem todos os parques conhecidos como o Barigui, Bacaheri, Jardim Botânico e outros. Até os reservatórios para consumo público como o Passaúna Barragem e o Passaúna Olaria são considerados Classe III e a Represa ou Reservatório de Iraí na classe IV. O controle,  monitoramento e informações são do IAP / Secretaria do Meio Ambiente. Volto amanhã com mais sobre o tema. 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Em época de X-Games em Foz mostro meu Skate Duraflex


Porque estamos a um mês dos X-Games Foz do Iguaçu, decidi tirar do baú o meu skate Duraflex made in Califórnia nos anos 70.  Segundo o site Skate Curiosidade, eles eram feitos em madeira maciça com o logo tipo em baixo relevo. Rodas opacas ou translúcidas. Esse eu ganhei de uma família de turistas da Califórnia que ficaram hospedados por muitos dias no antigo camping onde eu morava na Avenida das Cataratas. Foram meus vizinhos e eu como era morador fixo, tinha TV (preta e branco enorme), fogão de verdade e assim fizemos amizade. Como se vê, o meu skate não é de madeira, já é mais uma espécie de fibra. Todos os meus filhos brincaram com ele. Uma relíquia. Ele chegou nas minhas mãos há 33 anos - não que eu seja velho! Aproveito para lembrar que a etapa X-Games Tignes (França) começa quarta-feira, depois de amanhã, próximo ao Lago Tignes, quase na fronteira franco-suíça-italiana.  

domingo, 10 de março de 2013

Leticia Bufoni é nome confirmado para X-Games Foz do Iguaçu

A skatista paulista e residente nos Estados Unidos, Leticia Bufoni está em São Paulo participando nas filmagens de um preview (tira-gosto) da ESPN sobre os X-Games Foz do Iguaçu. Letícia é o primeiro nome confirmado para Foz do Iguaçu - pelo menos no conhecimento deste blog. Em São Paulo, a brasileira  que foi prata no skate feminino do X-Games Los Angles 2010 e bronze no X-Games Los Angeles 2011 está gravando em locais que fizeram parte de sua vida na capital paulista. A expectaiva de Leticia é levar o OURO em Foz especialmente por causa da torcida brasileira que será grande em Foz do Iguaçu. Uma das torcedoras ferrenhas dela será a avó que mora em São Paulo e já confirmou presença na Arena da Infraero -Aeroporto Internacional em Foz do Iguaçu-Cataratas em abril. Confira a nota original aqui. A foto de Leticia Bufoni é da revista COVEN 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Parques Nacionais Iguaçu / Iguazú assimetria administrativa Brasil-Argentina

Transporte Único na Área Cataratas no Parque Nacional Iguazú [Foto Robert J-Loeb]

Meio de Transporte Único - As lideranças do turismo de Foz do Iguaçu sabem que um dia, a entrada de veículos da frota do turismo local no Parque Nacional do Iguaçu será proibida. Escutei em várias conversas que além de estar cientes disso, o "trade" como se chama o setor organizado  está disposto a aceitar a interdição, a proibição. A única imposição é que seja estabelecido um verdadeiro novo sistema de transporte único no interior do Parque Nacional do Iguaçu. O setor quer que o "modelo" seja bem diferente do que há hoje. Querem um sistema que seja em si uma "atração turística" ou "atrativo turístico". O Parque Nacional Iguazú, no lado Argentino, resolveu este problema sem trauma desde o início. No quesito "transporte interno único", os argentinos optaram por um trem. Nao é um trem grande, tipo as composições da ALL - All American Logistics. É um trenzinho baixo, lúdico, diferente e só deus sabe onde os argentinos conseguriam o trenzinho que recebeu o nome de "Tren Ecologico de la Selva". Não estou aqui para julgar se o trenzinho é ecológico. Não é um trenzinho elétrico e silencioso. É, pelo contrário, bem barulhento e funciona a óleo diesel*. Todo o problema com o trade de Iguazú foi resolvido. Os concessionários construíram a estrutura que inclui Centro de Visitantes / Interpretação, estação de embarque do trenzinho além de uma trilha que pode ser feita por quem quer ir a pé. O que Foz do Iguaçu tem que fazer agora é brigar pela instalação de um meio de transporte ambientalmente decente. Isto é silencioso, baixo impacto, poluição zero, bonito e que seja capaz de fazer os turistas colocarem a cabeça na janela para aparecer bem na foto. Neste caso, Foz do Iguaçu tem obrigação com o resto do Brasil para não permitir que o modelo de gestão do Parque Nacional do Iguaçu seja implantado cegamente nos outros Parques Nacionais do Brasil. Foz tem que cobrar a criação de um modelo de gestão discutido nas esferas ambiental, política e social. O Plano de Gestão do PNI pecou por não levar em consideração que Foz do Iguaçu - uma cidade com mais de 200 mil pessoas existia no entorno. Digo que o modelo de gestão que hoje domina o Plano de Manejo na área de visitação e negócios é um modelo criado em Curitiba pela Superintendência do Ibama no estado com a participação de 16 pessoas. É necessário agora levar este debate a um nível nacional e não ter medo de chegar ao Congresso Nacional.   

Ruta 101 - Estrada que cruza trecho do PNI / Argentina
Estrada do Colono versus RN 101 ou Projeto Ruta Paisaje 101 **

O Parque Nacional Iguazú, Argentina, é cortado por uma estrada não asfaltada, sem acostamento, velocidade controlada,  vigiada pela Gendarmería Nacional, na entrada e na saída dela, que liga a região das Cataratas à cidade de Andresito na fronteira com o Paraná, (Capanema]. É a estrada que os brasileiros do Oeste e do Sudoeste do Paraná usam para viajar de Capanema a Foz sem ter que dar a volta por Cascavel. O Capanemense consegue chegar em Foz do Iguaçu em menos de duas horas e vindo devagar. Se chover, a viagem pode não ser possível. A Estrada aparece como a RN 101. Agora há um projeto de pequena melhora para que seja transitada o ano todo mas sem asfalto. Tanto a RN 101 como a Estrada do Colono existiam na época em que nossos países, Brasil e Argentina, ofereceram os Parques Nacionais Iguaçu / Iguazú como Patrimônios Mundiais Naturais. Infelizmente, nós os brasleiros gostamos de tudo grande, largo e caro. A Estrada do Colono era oficialmente uma estrada paranaense que vivia em paz com o meio ambiente, com os ativistas ambientais e protetores da Natureza pelo menos até que o Governo do Paraná (DER) inventou de anunciar o afaltamento da estrada e sua transfomação em uma estrada paranense como tantas outras. Foi isso que levou aos pedidos na Justiça para que a Estrada não só não fosse asfaltada mas fechada. Anos mais tarde, após fechamentos, reaberturas, invasões e ocupação, as populações locais  conseguiram reabrir a estrada. Na época o discurso dos que reabriram era que a estrada seria usada como uma estrada-parque, para uso de veículos pequenos, manutenção de vínculos entre as famílias separadas pelo parque e outras boas intenções. Contudo, não demorou muito, a estrada começou a ficar cada vez mais larga e passou a ser utilizada por caminhões, jamantas e comboios de ônibus de compristas que usavam a estrada para diminuir o trajeto entre Foz do Iguaçu e cidades gaúchas. Esse capítulo terminou com o re-fechamento da estrada e dinamitação da balsa usada para a travessia dos veículos. 

  * Corrigindo! Fui informado que não é "diesel" mas sim GLP (Gás liquefeito   de petróleo). Obrigado Valmor!
** Projeto Estrada Paisagem / Estrada Paisagística



       

sexta-feira, 1 de março de 2013

Correntes Mentais: Chute essa cadeira Foz!

Foz do Iguaçu amarrada no ICMBio

O Programa de Revitalização do PNI
Clique para ampliar: a equipe não infalível que assinou o "Programa"
O cavalo acima acredita que está preso. Algo não lhe permite ver que, na realidade está solto. Basta jogar a cabeça de um lado para outro que a cadeira voa. A foto foi tirada do meu facebook. Nela, eu digo que a imagem do cavalo me faz lembrar nossa condição como iguaçuenses. Algo nos mantém sempre subjugados e tudo dá errado. No caso ICMBio e o problema do Parque, noto um problema bem simples. O ICMBIo também tem problema. O Instituto tenta mostrar que está no controle. Dá a entender que o Plano de Manejo veio do céu e foi assinado por Deus. Não! O Plano de Manejo é um documento oficial de gestão de um parque nacional mas foi concebido com muitos erros. Um deles é que foi baseado em um documento suspeito chamado Programa de Revitalização do Parque Nacional do Iguaçu que foi bolado por um grupo de pessoas que não são infalíveis. Houve má intenção e por isso, para salvar a pátria, é melhor manter a postura de infalível. Falando sobre a falta de diálogo com a população por parte funcionários públicos em uma outra questão , o geógrafo brasileiro, PhD da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, Erico Soriano escreveu explicando: 

"...faz parte de uma cultura que busca convencer a sociedade da representação de sua eficiência e infalibilidade a partir de uma série de práticas de poder. O fechamento ao debate, porém, traz efeito contrário ao desejado pelas autoridades.A não divulgação é um problema, pois aumenta as discussões sobre os riscos e o medo da população”. 

Adaptando ao caso ICMBio e ao documento Programa de Revitalização, entendi desde o começo que o pessoal do Ibama, na época, não era nem infalível, nem eficiente. Mesmo hoje a após o Plano de Manejo ter sido  implantado e o Parque Nacional do Iguaçu apresentado como modelo, dos 68 parques nacionais brasileiros,  menos de 30 tem visitação; poucos tem cobrança, centro de visitantes e estrutura. Uma das tendências do modelo funesto é atacar e privatizar áreas via concessão e mais especificamente as  que já dão resultados econômicos. Áreas cuja visitação se deveu ao esforço de uma dada comunidade ao longo do tempo. No caso de Foz do Iguaçu, desde o começo dos anos 1900 até 1999.    

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