terça-feira, 31 de março de 2009

Morte da Onça no Parque Nacional do Iguaçu e a Caçada às Bruxas


Fila de ônibus para entrar no Parque Nacional na Semana Santa. Foto "Bairronauta"2008

Saiu na imprensa hoje que taxis e vans de turismo estão proibidos de entrar no Parque Nacional do Iguaçu. Segundo o material elaborado e assinado por minha colega Fabiula Wurmeister da Gazeta do Povo em Foz, "a restrição prevista no Plano de manejo da Unidade desde 1999 só passou a ser respeitada após a morte do animal".

Mais adiante, a matéria lembra que "além do Plano de Manejo, o contrato de Concessão para exploração do Hotel das Cataratas, dentro da reserva, também prevê, entre outros, que o transporte de funcionários e hóspedes seja feito com ônibus semelhantes aos que levam turistas às Cataratas".

Mais adiante ainda a matéria lembra que a data para a efetivação da medida seria 1° de abril de 2009. A partir daqui segue alguma coisas que questiono:

O Plano de Manejo previu sim um meio de transporte único para o interior do Parque Nacional do Iguaçu - quer dizer, não todo o PNI só o trecho da BR 469 entre o portão de entrada e o Porto Canoas.

1) Se o Plano de manejo é quem manda no Parque Nacional do Iguaçu, como foi possível conceder o Hotel das Cataratas, quando o Plano de Manejo é contrário a existência de um hotel no Parque Nacional do Iguaçu, não ofereceu ou oferece idéia nenhuma do que fazer com o hotel, limitando-se apenas a dizer que a cidade (Foz do Iguaçu) é bem servida de hotéis?

2) Simples: o transporte de hóspedes e funcionários do Hotel das Cataratas que deve ser feito pelo Hotel em ônibus similares aos que levam turistas, graças ao contrato de concessão, não é previsto no Plano de Manejo. A concessão em si não era prevista. Tal transporte do hotel seria "mais um" meio de transporte além do "transporte único". Como aconteceu isso?

3) A morte da onça acontece quatro dias antes da data de vigência da proibição de veículos ligadas à operação do transporte do contrato de concessão e acontece, para o azar ainda não sei de quem, quando o chefe da unidade, Jorge Pegoraro, está viajando.

4) Há muita coisa que o Plano de Manejo não prevê e que se está fazendo no interior da Unidade. Exemplos: o Plano de Manejo não prevê a existência de "Luaus nas Cataratas". Prevê sim passeios em noites de lua cheia limitados a cinco grupos de vinte pessoas por noite. Quem autorizou os luaus?

5) O Plano de Manejo não previu ou prevê a existência de rafting, rappel ou canyoning no cânion do rio Iguaçu. Escaladas eram previstas para a AD Macuco no Salto do Macuco próximo à Caverna ou Gruta ou algo mais do Morcego. Quem mudou? Como?


6) O Plano de Manejo pede sugere uma pesquisa entre os dois parques nacionais (Iguaçu/Iguazú) para saber se o passeio do Macuco deve ser proibido na piracema. A pesquisa nunca foi feita. Por que não se fala sobre isso? Será o Macuco uma boa concessão?

7) Houve uma licitação feita pelo Ibama para a construção de um heliporto próximo à Garganta do Diabo, ou mais extamente ao lado do Restaurante Porto Canoas. A licitação foi ganha. O heliporto foi construido. E isso violando uma Declaração Conjunta presidencial (Brasil/Argentina)e o posicionamento contrário do Plano de Manejo. Como foi possível fazer tal licitação? Que milagre foi feito? O heliporto foi parado, mesmo com licitação, após denúncia (infelizmente minha).

8) Desde que entrou em vigor o Plano de Manejo deveria ter sido vedada a entrada de veículos e especialmente ônibus. Hoje, em feriados como o que vai vir agora no final de semana, Pascoa, chegam grandes quantidades de ônibus. E, infelizmente, todos entram, como mostra a foto acima que tirei na semana Santa de 2008 (leia texto que escrevi no dia) Isso acontece porque os ônibus da concessionária não têm capacidade de transportar todo mundo. O Parque Nacional do Iguaçu, o turismo, a comunidade, de Foz e do entorno, têm que achar o que Plano de Manejo sugere, ordena, instrui: alternativas para as atividades do entorno. É isso que peço há muitos anos.

9) Já chamei a atenção para esta questão antes. O Plano de Manejo que foi feito sob uma visão de ecoturismo definiu, até que houvesse novas pesquisas, o número de visitantes do Parque Nacional do Iguaçu (ou seja das Cataratas do Iguaçu) como sendo equivalente à capacidade de transportes dos ônibus da concessionária Cataratas do Iguaçu S.A. Interpretando posso dizer que a concessionária tem oito ônibus cada um transportando, digamos 60 passageiros (pode ser 70). Dez viagens leva 600 passageiros. Se não me falha a matemática, 100 viagens levaria 6.000. Essa seria a capacidade dos ônibus se pudessem fazer 100 viagens. No lado argentino onde o mesmo modelo foi adotado, o transporte é um trenzinho engonosamente chamado "Tren de la Selva". O comboio leva de uma vez 350 passeiros. Dez viagens transportaria 3.500 passageiros. Cem viagens significaria 35.000. Esses números não estão disponíveis.Por isso cogito. Uma vez, em uma reunião especializada chegou-se a um número de 600 e poucos mil turistas por ano como a capacidade de transportes da Cataratas S.A. Então se o Plano de Manejo aponta para uma redução do número de visitantes às Cataratas, por que todos os anos, a direção do Parque celebra o aumento de visitantes junto com o trade? Quem está se enganando?

10) Tem mais: há um empurra-empurra de um monte de coisas. O mais novo ator na novela das concessões do Parque Nacional do Iguaçu é o Hotel das Cataratas sob a bandeira da Orient Express. Muitas das "sugestões" do Plano de Manejo que deveriam ter acontecido desde 1999, pelo que se deu a entender, pela única Concessionária prevista, foi passada para a Orient express. Entre outras: a construção de uma a ciclovia e o "enterramento" da linha de alta tensão da Copel. Para as costas da Orient express foi empurrada a Pesquisa sobre as Onças ligadas ao Projeto Carnívoros ou seja lá qual for o nome adotado hoje (veja matéria / anúnico da Pesquisa pela Orient express).


Penúltima coisa: o Plano de Manejo pede? Ordena? Sugere? O que faz o Plano de Manejo. Pelo que vi, depende. Se o pessoal do PNI erra, dizem: o Plano de Manejo só sugere. Se quem erra é o cidadão, o discurso muda: O Plano de Manejo ordena!


Última coisa: estou dizendo tudo isso na esperança de que a morte da onça nos ajude a fazer um turismo de qualidade onde o trade possa oferecer seus serviços com regras claras e imparciais.

RPC lança Atitude Foz com pesquisa reveladora

RPC - significa Rede Paranaense de Comunicação. Dela faz parte a TV Cataratas de Foz do Iguaçu. Ontem pela manhã, em um café-da-manhã no Hotel Internacional Mercure dessa cidade sui generis, os convidados tiveram a oportunidade de ver, de camarote, a pesquisa feita pelo Instituto Ethos sob encomenda RPC sobre Foz do Iguaçu. Muita coisa a gente já sabe. Mas, foi revelador. Por exemplo, 66% dos iguaçuenses pertencem a classe "C". Quer dizer a maioria dos moradores da Terra das Cataratas é pobre. O acesso à tecnologias é deifeituoso. Só 33% da população tem acesso à internet, por exemplo. Só um 1% dos iguaçuenses estão abordo da classe "A". As classes B1 e B2 tem 19% da população. Voltado à internet, mesmo dos 33% dos que têm acesso, 73% a usa para acessar o MSN. No caso dos blogs o acesso, para minha tristeza é de 7% da população conectada. Nos Estados Unidos, a Casa Branca tem blog. Em Foz do Iguaçu é proibido acessar blogs na Prefeitura, na Câmara e na maioria dos locais de trabalho. Mas tem números piores. Na população entre os 18 e 24 anos, 76% estão fora da escola. A maioria trabalha no Paraguai em vários níveis de emprego. Porém, puxar muamba do Paraguai é o mais normal. Saiba mais sobre os números na Gazeta do Povo de hoje.

Outros números interessantes: 87% dos iguaçuenses gostam da diversidade da cidade; 47% consideram que belezas naturais não compensa problemas como a violência e as drogas; 32% consideram o turismo como um mal necessário.


Veja o que me marcou na conclusaõ do Estudo:
* Foz do Iguaçu se caracteriza como uma cidade de classe média baixa, onde a maioria da população é pobre, tem baixo nível de escolaridade e acesso restrito à tecnologia.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Manifestação de jornalistas amanhã em Foz


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná convoca todos os jornalistas, estudantes e professores de Jornalismo para ato público em defesa da formação superior específica para o exercício da profissão. A manifestação será realizada na próxima terça-feira, dia 31, às 18 horas, na Praça do Mitre.

O protesto acontece em articulação com a Fenaj e demais sindicatos de jornalistas do Brasil, que mobilizarão suas respectivas bases para defender o diploma, na véspera do julgamento do RE /511.961, que ameaça pôr por terra esta conquista da sociedade.

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domingo, 29 de março de 2009

Onça-pintada é atropelada no Parque Nacional do Iguaçu. Parte II: a Matéria como deveria ter saido


Esta foto do site Imotion

A matéria que você leu, avisando ao mundo de que o Parque Nacional do Iguaçu falhou em proteger a onça deveria ter saído assim:
Titulo 1: Morre Última onça-pintada do Parque Nacional do Iguaçu
Título 2: Com a morte da última onça-pintada, animal está extinto no PNI

Daí o subtítulo poderia ser: começa a caçada às bruxas.


A partir daqui continuo eu:

Ontem, domingo, 29 de maio, tentei escrever esta postagem e meu MP3 tocou a trilha sonora do filme "O Último dos Mohicanos". Só em pensar que aquela onça pode ter sido a última do Parque Nacional do Iguacu, comecei a chorar, a soluçar. Chorei por uns 15 minutos. Eu sou muito sensível a idéia de extinção. Choro quando qualquer coisa é extinta. Pode ser uma tribo, uma língua, um povo. E assim chorei por esta onça e por todas as onças do Brasil, da terra. Já não há espaço para onças na terra. Triste.

E hoje, trêmulo saí às ruas de Foz. Tudo parecia triste. Aos poucos pessoas me paravam e me contavam sobre a caça às bruxas. O Parque foi fechado. Quer dizer, não o Parque. a Estrada. Ainda, não a estrada, o acesso a carros de particulares, especialmente carros de turismo. Eu tenho uma impressão de que guia de turismo está em extincão. O agente de viagem esta em extincão. O meio de vida de muita gente, esta em extinção. Quando eu, o menor entre um monte de gente, batalhamos em 1986 pela abertura de parques nacionais para o ecoturismo, não esperava ver nada do que estou vendo. Víamos, então, a oportunidade de um ecoturismo que beneficiasse as comunidades locais, à cultura local, às populacões locais. Hoje vemos Parques Nacionais sendo forçados a dar lucro e por isso alinhando-se ao capitalismo neoliberal que prega exatamente o contrário.

Na caçada às bruxas, quero apresentar aqui quatro nomes de culpados:
1) O Modelo de turismo que o PNI vem privilegiando
2)O nao cumprimento do Plano de Manejo pelo pessoal do Ibama /Inst. Chico Mendes
3)Os carros dentro do PNI
4)O carro e o motorista que fisicamente bateram na onca

Mais algumas coisas me preocupam: escuto em rodas de pessoas ligadas ao turismo frases como "isso foi plantado". "É uma armação". "A onça estava em adiantado estado de decompsição" e outras do estilo. Por quê? Ha tempos o Ibama e ICMBio querem impedir a entrada de carros de turismo no Parque. A armação, se houve, teria tal propósito. Então quem matou a onça? Daí escuto vozes clamando pelo envolvimento da Policia Federal e do Ministerio Publico nas investigaçõe.

Seja la como for, venho opinando sobre o PNI há muito tempo. A morte dessa onça, eu ja havia previsto logo que o veterano jornalista Sá Correia escreveu em Sao Paulo uma nota dizendo que tudo estava em paz no Parque Nacional do Iguacu ao cumprir-se seus 70 anos.

Hoje na edicão da Gazeta do Iguacu, a Policia Militar, o braço da PM ridicularmente chamdo de Forca Verde e funcionarios da fiscalização prenderam uma renca de caçadores em Ceu Azul - cidade com a maior porção de suas terras dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Com eles havia armas, balas, um veado sem couro e outras evidencias. De vez em quando a gente escuta noticias de ações coercitivas. Faltam as preventivas e as educativas. Falta andar no entorno e prestar atenção naquela região a partir de Santa Tererza até a desembocadura do Rio Gonçalves Dias em Capitão Leônidas Marques especialmente entre a Cachoeira da Fazenda Colonial, o Salto dos Paulistas e a Linha Princeza próximo a localidade de Barra Grande. É comum e notório por ali boatos de grupos que foram caçar no Parque. Publico aqui o telefone da Força Verde: 0800 6430304

O caso das onças do Parque Nacional do Iguaçu: projeto chega tarde. Onbça morre (Parte II)


(Esta é a segunda parte de minhas postagens inspiradas pela morte da onça pintada no Parque Nacional do Iguaçu maravilhosamente administrado pelo Instituto Chico Mendes) Esta segunda postagem se limita a relembrar matéria do Paraná Online onde o Instituto Chico Mendes anunciava intenção de empurrar para a iniciativa privada o "iguaçuensemente" caduco Projeto Carnívoros
Foto do H2Foz.

Por Flavio Langinski

Conhecer a população de onças-pintadas e estabelecer um mosaico de conservação da espécie no Alto Rio Paraná. Essa é a intenção do Projeto Carnívoros, iniciativa do Instituto Chico Mendes que será realizada principalmente no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, oeste do Estado.

O que o instituto promove, agora, é um retorno dos trabalhos, já que o projeto havia se encerrado em 2001 por falta de recursos. Espera-se que esteja em pleno funcionamento em janeiro de 2009.

O projeto, cuja verba na ordem de R$ 1,4 milhão será proveniente do edital de licitação para explorar um hotel no parque, deverá englobar outras áreas de preservação, como o Parque Nacional de Ilha Grande. O trabalho verificará diversos fragmentos (pedaços da Mata Atlântica) em que a onça-pintada passa.

“O Parque Nacional do Iguaçu desempenha um importante papel nesse estudo, pois serve como matriz, isto é, a Panthera onca (nome científico do animal) nasce nessa região e migra para outros locais, aproveitando o corredor verde que existe tanto no parque brasileiro como no argentino”, conta o chefe do Centro Nacional de Predadores do Instituto Chico Mendes, Ronaldo Gonçalves Morato.

O projeto englobará uma estimativa da população de onças-pintadas, conscientização de fazendeiros dos entornos e colocação de rádios-transmissores de monitoramento nos animais.

A bióloga responsável técnica pelo trabalho, Marina Xavier da Silva, diz que um estudo feito pelo parque argentino detectou a presença de apenas 50 onças espalhadas pelos dois parques. “A causa desse número baixo deve-se principalmente à ação de caçadores, que durante as décadas de 80 e 90 dizimaram a população de onças-pintadas no parque”, lamenta

Veja original no Paraná Online

Onça pintada é atropelada no Parque Nacional do Iguaçu (Parte I)


(Esta postagem é parte de um material de várias partes. A parte I se limita a transcrever o material do ótimo site H2Foz noticias e Turismo de Foz do Iguaçu)



Uma onça-pintada foi atropelada na BR 469, via de acesso às Cataratas do Iguaçu, no interior do Parque Nacional do Iguaçu. O animal é símbolo da unidade de conservação e está ameaçado de extinção. O atropelador não foi identificado.

O animal foi encontrado na manhã deste sábado, 28, por funcionários da concessionária Cataratas do Iguaçu, no quilometro 27 da rodovia. Eles avisaram os técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor da unidade.

Devido ao atropelamento, o Instituto proibiu, por tempo indeterminado, a entrada dos veículos de turismo no interior da unidade pelo portão de serviços até que se encontre o responsável pelo atropelamento do animal. A entrada dos turistas está concentrada pelo Centro de Visitantes. O órgão irá convocar os condutores que entraram no local pela madrugada para esclarecimentos sobre o ocorrido.

Eles calcularam que o atropelamento na madrugada, por um veículo em alta velocidade. Nesse horário somente os veículo autorizados pelo ICMBio transitam no local.

A onça-pintada foi levada pelos os técnicos do instituto até a base de pesquisa do Poço-Preto, onde foram retiradas amostras de pêlos e peles para análise laboratorial, fotografada e feita a telemetria para observar o tamanho e peso. O animal era um macho adulto saudável, com cerca de 70 quilos e quase dois metros de largura, incluindo a cauda.

(Portal H2FOZ)

sábado, 28 de março de 2009

Introdução a Uma História Não-Oficial das Três Fronteiras (II)

Aqui na foz do rio Iguaçu, se encontram três cidades, três países, três divisões administrativas cuja equivalência entre elas diverge - que dizer um estado brasileiro (Paraná), uma província argentina (Misiones) e um departamento paraguaio (Alto Paraná). Pelo lado brasileiro temos uma cidade (Foz do Iguaçu). Pelo lado argentino uma cidade (Puerto Iguazú). Pelo lado paraguaio três cidades (Presidente Franco, Ciudad del Este e Hernandárias) mas, pode ser cinco se acrescentamos ainda a a cidade de Yguazu nascida de uma Colonia Japonesa e Mingá Guazu onde está o Aeroporto Internacional Guarani que junto com o Internacional-Cataratas e o Internacional Iguazu formam a trindade aeroportuária da logística dos transportes aéreos da TriFron.

Quero contar a História da TriFron. Sem separar. Por onde começar? Bem creio que vou começar do momento em que o Paraná se separou de São Paulo; Misiones se separou de Corrientes e declarou Posadas como capital e o Paraguai começou a olhar para o Leste porque até aí o Alto Paraná era selva sob o comando direto de Assunção e das empresas latifundiarias.

A história da TriFron é a história da colonização. Os governos doavam, davam, concediam terras. No Brasil o Império concedeu terras a empresa ferroviaria inglesa São Paulo Rio Grande (Sâo Paulo Rio Grande Railway) em pagamento pela construção da ferrovia entre São Paulo - Rio Grande do Sul.

As terras entre Guarapuava e a foz e daí até Guaíra estavam nas mãos de algumas empresas: Fazenda Britânia (Jorge Schimmelpfeng trabalhava para ela) - pertencente a Braviaco que pertencia a São Paulo-Rio Grande - que por sua vez pertencia a Brazilian Railway Company que pertencia a Percival Farquhar que era dono de meio Brasil inclusive da Ferrovia Mad Maria em Rondônia (Lembra da minisérie da TV GLOBO?). Outras propriedades no rio Paraná na época eram: Valdemar e Miguel Matte (terras requeridas em 1918), Domingos Barthe, a Fazenda Lopéi da pedro Núñez y Lazaro Gibaja, Puerto Artaza (Paraguai), a Mate Laranjeira na regiao de Guaira e o Mato Grosso do Sul, a Industrial Paraguaya S.A. que era a maior latifundiaria do Paraguai desde 1886 e mais tarde a Cia Paranaense de Colonização Esperia (1926). Só as terras da Colonia Militar do Iguaçu estavam fora do dominio das empresas exploradoras de ervais e das obrajes.


Estamos nos anos 1900. As terras onde hoje estao o Parque Nacional Iguazu e a cidade de Puerto Iguazu pertenciam a duas empresas. Ao norte das Cataratas pertenciam a Domingo Arrayagaray e parte sul a Martín Errecaborde. Estamos em 1907 e as terras foram compradas em leilao. No lado do Brasil, as 1.008 hectares de terra ao redor das Cataratas tinham sido doadas pela Colonia Militar ao espanhol Jesus Val. A honra de ter construido os primeiros hoteis nas Cataratas cabe a Nunez y Gibaja pelo lado argentino e Jesus Val pelo lado brasileiro. No Paraguai as terras estavam nas maos da Industrial Paraguaya S.A. que tinha sede no Porto de Tacurupucu - hoje a sede da cidade de Hernandarias, a mais velha das cidades da TriFron.

Continua...
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Exposição Consciência Hídrica no Ecomuseu de Itaipu


Clique na foto para ver / ler convite

Agende!

Foi inaugurada no dia 25 deste mês (março) e vai até o dia 06 de setembro deste ano. Falo da Exposição Consciência Hídrica - assinada pelo CEAEC - Centro de Altos Estudos da Conscienciologia em parceria com as entidades que aparecem no convite (foto). Se você nunca pensou sobre a água, ou, se você não sabia que pensar a água poderia abarcar tantas dimensões, vale a pena uma visita à amostra. Veja aqui as dimensões através das quais podemos discutir a água (como se cada dimensão fosse óculos pelos quais pudessemos olhar para água):

Dimensão Consciencial
Dimensão Cultural
Dimensão Ambiental
Dimensão Diplomática
Dimensão Ético-juridica
Dimensão Política
Dimensão Econômica
Dimensão Administrativa
Dimensão Qualiquantitativa
Dimensão Fisico-quimico-biológica

terça-feira, 24 de março de 2009

Região 09 de Foz do Iguaçu. Centro / Vila Iolanda. Conheça os bairros centrais de Foz do Iguaçu

Em julho de 1977 cheguei a Foz do Iguaçu pela primeira vez. Voltava de Assunção onde havia permanecido por mais de um ano. Como contei em meu primeiro livro "Na Terra das Muitas Águas", decidi ficar em Foz do Iguaçu porque muita coisa me chamou a atenção. Uma delas foi a Vila Yolanda. As casas de madeira, bem cuidadas, ruas arborizadas e calmas, nivel de vida invejável. Vindo do Nordeste, onde é normal ver casas pegadas umas às outras, gostei da organização territorial em Foz, onde cada casa gozava de idependencia em seu lote.

A Vila Yolanda foi o meu primeiro contato real com Foz do Iguaçu. O Salão do Reino das Testemunhas de Jeová (sim, sou ex-Testemunha de Jeová) que eu frequentei ficava lá, em uma casinha de madeira. Certa vez escrevi um texto para a Vila Yolanda. Já não me lebro se era poesia, crônica ou reportagem. Destruí o pobrezinho. Já destrui muitos trabalhos meus. Hoje, em vez de destruir, ponho tudo na internet em um de meus 60 e tantos blogs. Adoro a Vila Yolanda.

Essa região de Foz é uma das mais interessantes no que toca à quantidade de bairros cujos nomes são desconhecidos para a maioria das pessoas. Por exemplo, a rua 18 de julho ou, às vezes 18 de junho, está na Vila Itajubá. Com a exceção dos velhos moradores, moradores, a Copel e a Sanepar, para o resto do povo a região é conhecida como Mboici e ponto final. Creio que a descrição desses bairros vai exigir várias postagens. Volte! Estou esperando! Confira a lista dos bairros tal comoo aparece no tarabalho de Darcilo Webber, já mencionado em outras postagens.


Vila Bom Jesus, Vila Itajubá, Jardim Eldorado,Jardim Esmeralda, Jardim Esmeralda II, Jardim Guarapuava, Jardim Guarapuava II, Jardim Iguaçu, Loteamento Parque Mboicy, Vila Matilde, Jardim Naipi, Loteamento Roth, Jardim Social, Jardim social II, Jardim Tarobá, Vila Iolanda (Yolanda), Vila Maracnã, Jardim Los Angeles, Vila Remígio, Centro. Região 09 de Foz do Iguaçu.


Indice das Regiões

segunda-feira, 23 de março de 2009

Maratona Fotográfica das Cataratas



Iguazú abre sus puertas a la Maratón Fotográfica Iguazú 2009 y ustedes están
ESPECIALMENTE INVITADOS. Les agradecemos la recepción y difusión de la información y los invitamos a que visiten la web oficial del concurso Maraton Fotografica para consultar las bases y acceder al formulario de inscripción.LOS ESPERAMOS Y DESDE YA SON BIENVENIDOS!!

Em outras palavras:
O meu colega Claudio Salvador, jornalista, escritor e presidente da Associação de Jornalistas de Puerto Iguazu está convidando a todos os fotógrafos que desejem passar bons "ratos", isto é, momentos nesta primeira maratona fotográfica organizada em Puerto Iguazu. Eu vou! Ah mas minha máquina é muito fraca. Vou de qualquer jeito só para ver. Atenção colegas fotógrafos, alô Aurea Cunha, Robson Meireles, Robson Meireles, Billy da Parafly, Ricardo Storch de Capitão Leônidas, Lilian Grellman, Adenésio Zanella! Vamos participar, vamos fazer esta fronteira valer a pena? Vamos sair de nosso quadrado!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Região 08 de Foz do Iguaçu. AKLP / Vila "A". Conheça os bairros da R-08

Essa é uma região muito interessante. A Vila "A" ( já averiguo melhor sobre os números) foi construida para abrigar funcionários da Itaipu Binacional - pessoas de nível mais alto, colarinho azulado da empresa. Na região existe também o que é conhecido simplesmente como Vila "B" também da Itaipu e feita para alojar os funcionários mais elevados, caciques, engenheiros, etc. Essas são as regiões oficiais convidadas a participar da construção da Itaipu Binacional.

Ao redor e especialmente ao norte da Vila, do outro lado da Avenida Silvio Sasdelli e ao longo da atual Avenida Garibaldi, a inciativa privada, loteadores, imobiliárias e outros empreendedores organizaram loteamentos que foram vendidos e os não convidados cercaram a Vila "A". Hoje já há sinais de integração em algumas áreas da região. As avenidas primcipais como a Sasdelli, a Garibaldi, a Gramado, Araucária e outras prometem agitar o coreto ainda mais.

Interessante que essa região inclui uma ilha - a Ilha Acaray que em documentos mais antigos, mas põe antigo nisso, é chamada de "Ilha da Marinha". Sabe por quê? Porque é da Marinha. Não faz muito tempo a Marinha tentou vender a Ilha. Houve oposição ferrenha e o projeto foi engavetado. Ainda bem. Mas atenção, a qualquer hora a idéia pode voltar. Especialmente depois do Ministério do Meio Ambiente Petista ter anunciado que tudo tem que dá lucro (parques nacionais, reservas, a mãe). Assim rezo para que a Marinha do Brasil não embarque nessa. A Ilha fica no meio do rio Paraná. Pertence ao Brasil. O Paraguai está logo à frente. A ilha está na desembocadura do Arroio Jupira que dá nome a uma comunidade desfavorecida "habitacionalmente" e em meios de vida.

Há mais duas coisas interessantes sobre a Ilha da Marinha (Acaray). Primeiro, dizem que há muitas cobras. É tanta cobra que a sobrevivência de primatas superiores (gente) não está assegurada. Eu creio que essa é uma mentira bolada para evitar invasão e como o povo tem medo de cobra (lembra de Eva?) parece que deu certo.

A outra coisa interessante é que a Ilha já foi alvo de pesquisa antropólogica, por equipe séria e todo o material antropológico encontrado foi levado para Curitiba. O material está lá. E nós não temos seuqer noticias do que foi descobreto. O que acharam? Que material? Se Foz do Iguaçu tivesse um museu poderíamos ter moral de exigir que as peças voltassem para a terra de origem. Falo de um museu de Foz do Iguaçu. Quer fosse municipal ou privado além do Ecomuseu de Itaipu. O Ecomuseu tem sua maneira de ver o mundo. Falo de museus e vários. Aproveito para dizer que Foz do Iguaçu poderia ter vários museus: da imigração Árabe (de onde os árabes vieram? Da lua? De bairros, dos Chineses, dos Gaúchos, do Turismo, da Hotelaria, da Administração Pública. De tudo. Mas não temos. Lembremos que São Paulo fez o Museu da Lingua Portuguesa! E há Museu do Futebol! Segue a lista dos bairros da Região 08. Posso estar errado mas de qualquer modo destaco as inicias de alguns bairros que deram inicío a sigla AKLP (Se estiver errado, me corrija, viu?)


Bairros da Região da Vila "A" / AKLP

Vila Residencial "A" (1-3), Conjunto Residencial Aporã,Condomínio Residencial "B", Jardim Barbara, Conjunto Belvedere I, Loteamento Belveldere II,Jardim Curitibano, Jardim Curitibano II, Jardim estrela,Jardim Ipê, Jardim Ipê II, Jardim Ipê III, Jardim Jasmin,Parque Residencial Karla, Jardim Lancaster II, Jardim das Laranjeiras,Jardim Norma, Jardim Paraná,Jardim Petrópolis, Condomínio Horizontal Fechado Porto Seguro, Jardim Santa Rosa, Jardim Lancaster, Ilha Acaray.

Indice das Regiões

Leia os comentários abaixo

Região 07 de Foz do Iguaçu - Região do Parque Imperatriz: conheça os bairros da R-07

O Parque Imperatriz que dá nome a região que tem 22 bairros domina o lado esquerdo da BR 277, sentido Foz - Cascavel - Curitiba,onde está o Hotel Rafain. Atrás do hotel passa a Avenida Araucária, bem arborizada, calma. Aí fica a Escola Muncipal Olimpio Rafagnin, onde eu voto. É minha zona eleitoral. O município está construindo um centro de educação infantil na região. Já logo depois do Hotel Mufatto, na esquina com a Avenida Nacional, já começa o Jardim Nacional. Na BR ainda, está o Teatro Plaza Foz, local que recebe turistas estrangeiros todas as noites e onde são apresentados shows e espetáculos. O Plaza Foz, teatro deu origem ao nome de bairros como o Conjunto Habitacional Plaza. Logo volto com mais e qualquer momento!




Jardim Ana Cristina,Jardim Aurora,Jardim Canadá, Jardim Canadá II, Jardim Curitibano IV, Distrito Industrial, Jardim Duarte, Conjunto Habitacional Parque Imperatriz, Parque Imperatriz,Conjunto Habitacional Fechado Lago dos Cisnes, Jardim Lancaster, Jardim Lancaster III, Jardim Lancaster IV, Jardim Lancaster V, Jardim Nacional, Jardim das Palmeiras, Jardim das Palmeiras II, Pilar Parque Campestre, Conjunto Habitacional Plaza, Parque Presidente II, Jardim Dona Rocca,Parque Residencial Três Bandeiras.

Indice das Regiões

sábado, 14 de março de 2009

Ser Fronteiriço: Introdução a uma história não-oficial das Três Fronteiras



História das Três Fronteiras - Primeira Parte
Estas duas fotos de Nei de Souza mostram momentos da realidade da fronteira que estão pouco a pouco viajando para a história. (coloquei varias fotos e textos sobre o assunto em um blog meio abandonado que tenho. Clique aqui para vê-lo) Quer ver uma versão da Dança do Quadrado no Youtube?


Viver na fronteira é sentir-se participando da Dança do Quadrado (Ado-a-ado cada um no seu quadrado). Você tem que dançar e fazer um monte de coisas mas sem sair do seu quadrado. O pessoal de Foz tem o seu quadrado. Ciudad del Este tem o seu quadrado. Puerto Iguazú também tem. Fronteira é cerca, povo é gado e país é curral. Assim se divide a humanidade. O quadrado do outro é proibido. Exceção? O comércio! Fronteira é lugar de ganhar dinheiro. Analfabeto com quatro carros do ano na garagem. Daí o contrabando, o descaminho, as profissões malucas: laranja, mulas, formiga, passeiro, nadador recuperador de caixas, bicicleteiros, cigarreiro e outras. Um vereador do quadrado de Foz (Tadeu Madeira) até propôs o "seguro desemprego do laranja".

Fronteira vem da diferença. O Mercosul que tem como meta acabar com o charme do ilícito nas fronteiras supranacionais chama esta "diferença" de "assimetria" - e elas estão identificadas e mapeadas. Em blocos de nações integradas do estilo "União Européia" as fronteiras não têm mais serventia. Tudo está normatizado. Tudo igual. Futuro? O Brasil construiu uma Nova Aduana em Foz e o Paraguai está trabalhando na dele ( Os EUA financiaram a nossa, nós financiamos [em parte] a do Paraguai); As duas serão absoletas um dia quando tudo estiver harmonizado.

Morar na fronteira não significa mente aberta. A menina de Foz sabe tanto do Paraguai quanto sua colega de Vitória. O muro funciona. O pessoal de Foz não fala mais espanhol que a galera de Curitiba. O ensino de espanhol usa livros feitos em São Paulo. As escolas têm o mesmo convite lenga-lenga: Inglês e espanhol - matrículas abertas. Os professores de espanhol são brasileiros ou pelo menos devem possuir um diploma brasileiro. O diploma precisa ser reconhecido pelo MEC do Brasil. Ou ainda precisa ser revalidado. A cerca existe! O diploma de letras do Paraguai não serve.

No outro lado do rio onde argentinos e paraguaios dançam nos quadrados de Puerto Iguazu e Ciudad del Este, acontece a mesma coisa. Por que não há professor brasileiro ensinando português lá? Por causa da cerca! Os livros usados em espanhol que se vende em Foz vem de São Paulo e Curitiba e não da Calle Corrientes - a rua do livro em Buenos Aires, por exemplo. Não há contrabandista de livro.

Grande porcentagem dos bailarinos do quadrado de Foz não consegue traduzir a frase: "o professor é dono da garrafa de Coca-Cola". O povo de bem da fronteira não tem contato com seus equivalentes do outro lado da cerca que delimita o quadrado que separa os currais. O ladrão, o traficante, o traficante de mulheres, os matadores têm. São mais integrados que a população do bem. O professor de matemática de Foz, não conehece nenhum professor de matemática de Ciudad del Este - alguém a quem possa chamar - "amigo" e derramar lágrimas no seu ombro.

Um vereador de uruguaiana, defendendo a integração, lovou certas fronteiras do Rio Grande do Sul com o Uruguai onde há casas construidas na fronteira. A cozinha no Uruguai. A sala no Brasil. Uma vantagem e tanta aproveitada por quem? Pelos professores dos dois países? Pelos médicos, que aproveitam para fazer consultórios onde atendem pelo SUS e pelo ISS (Instituto de Previdencia Social)? Pelos músicos com suas bandas? Pelas bibliotecas binacionais?

Provavelmente, tal iniciativa seria monopólio do trambique binacional ou transfronteiriço. (A lei sabendo disso, proibiu construções a menos de 50 metros da linha de fronteira. É uma faixa que se não estou com amnésia soa como faixa "non-construendis"). E como as fronteiras atraem trambiqueiros de todo o país?!! Quando a pau quebra, a fronteira paga. Mas o contrabando é nacional. Os patrões dos diversos tipos de laranjas de Foz estão nos grandes centros brasileiros: São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia e muitas outras cidades.

A vergonha é que até hoje, os prefeitos que lideraram a Dança do Quadrado de Foz do Iguaçu, desde Jorge Schimmelpfeng até o atual prefeito Paulo MacDonald Ghisi, foram tão ruins na promoção de uma base econômica digna para o quadrado iguaçuense nesse pontinho do Oeste do Paraná. A vergonha é ser prefeito de uma cidade onde laranja é profissão.

Acompanhe as outras postagens sobre a História nas 3Fronteiras

quarta-feira, 11 de março de 2009

Região 06 de Foz do Iguaçu, Região do Jardim América. Conheça os Bairros da R-06, Jardim América

O bairro Jardim América é o que dá o nome a essa região sui generis de Foz do Iguaçu. Sui generis por quê? Porque é a região que margeia o rio Paraná, essa é a razão número um. A número dois é que é uma região que abarca desde o riozinho ou arroio Jupira na divisa com a Vila B da Itaipu Binacional até bem próximo do Terminal de Transportes Urbanos na divisa com o Centro de Foz do Iguaçu.

Como a "barranca" do Paranazão (assim o rio é chamado pelos locais) é prática e oficialmente desabitada, abundam as áreas da cidade identificadas pela palavra "imóvel". São áreas que estão à espera. Estão "pinduradas", no sentido de estarem à mercê. De quê? Do que vier. O que vai acontecer? Haverá uma (estrada) Baira-Rio? Haverá pontes novas? Haverá espaço-porto? Haverá uma nova onda especulativa? Enquanto estamos, todos, pendurados, suspensos, no aguardo, a costa brasileira do Paranazão, no trecho entre o Arroio Jupira e a foz do rio Iguaçu, é usada para o contrabando, passagens de qualquer coisa e em lugar de esconderijo ou mocó de qualquer coisa. 

Por isso, embora não haja faixas, cartazes, avisos, os iguaçuenses sabem que a beira do Rio Paraná em Foz do Iguaçu não é lugar onde se pode pegar sol ou seja de bronzeamento natural. Já vimos na TV moradores dizer que as águas do Paranazão são loteadas e que há disparos de arma de fogo do lado oposto do rio, para afugentar os únicos malucos que insistem em ir ao rio: os pescadores.

Com a exceção da região costeira do rio, a Região 06 ou do jardim América é muito interessante. Destaco aqui: a Vila Paraguaia, que ocupa a área entre a Rua Bolívia e a Martins Pena, a Marechal (Mariscal) Francisco Solano López e a Nossa Senhora de Caacupé e onde há ainda as ruas Caaguaçu, Ramón C. Aguayo e a rua Ipacarai (Ypacaraí). Tanto o espanhol como o guarani (avañe'en) ainda são muito usados na Vila Paraguaia.

Como o bairro é Jardim América, não podem faltar as ruas como a Rua Bolivia, Rua das Guianas, Rua Chile, Rua Equador, Rua Uruguai, Avenida Venezuela que ao sair do bairro pan-americano, perdeu o nome e passou a ser chamada Duque de Caxias - onde se monta o Carnaval de Foz do Iguaçu, chamado "Carnafalls" na gestão do prefeito Paulo MacDonald e cultura-man Rogério Bonatto. Na outra pode mudar para Carnacata ou Carnarata - para dizer Carnaval das Cataratas.

Destaque ainda para a Vila Portes - um bairro conhecido como "Area da Exportação". É normal que as mulheres de Foz do Iguaçu saiam de todos os bairros para comprar coisas na "exportação". Ainda farei uma cobertura melhor desse bairro que tem fama de "ter tudo". O bairro é voltado para a exportação ao Paraguai embora argentinos também possam ir lá sem pagar ingressos. As lojas tendem a ter uma especialização: parafusos, pneus, vasilhames, peças, ferramentas, material de construção e assim por diante. A Vila Portes vale uma visita. Depois dos anos 90, com, a entrada do Mercosul, muito mudou na região. Contudo a Vila Portes continua e vem reagindo bem.

Já o Jardim Jupira que era uma continuação da Vila Portes - no outro lado da BR 277, levou um baque maior tanto por causa da adoção do real e de um câmbio que encareceu os produtos brasileiros, como devido a BR 277 ter implantado barreiras que dificultam o acesso ao bairro. Uma das melhores visões da Ponte da Amizade é do Jardim Jupira, embora, infelizmente, a ida aí não seja ainda aconselhável por motivos de segurança. Uma pena!

Confira os bairros da Região do Jardim América:


Jardim América, Jardim Boa Vista, Jardim Central, Jardim Cristina, Imóvel Farro, Jardim Jupira, Parque Monjolo (Comercial das Bandeiras),Jardim das Nações, Imóvel Olaria Fulgêncio, Loteamento Paraguaçu, Vila Paraguaia, Vila Pérola, Imóvel Portes, Vila Portes, Imóvel Porto Alegre, Loteamento Renato Festugatto, Imóvel Rodrigues "A", Imóvel Santo Inácio

Indice das Regiões

Região 05 de Foz do Iguaçu, Região do Jardim São Paulo. Conheça os Bairros da R-05 Jardim São Paulo

Eu já volto com o levantamento da Região do Jardim São Paulo. Por enquanto, confira os bairros:


Jardim Residencial Bela Vista, Loteamento Residencial Cohiguaçu, Jardim Copacabana,Chacaras Dom Emílio, Jardim Dom Miguel Osman, Jardim Dom Pedro I, Jardim Estela,Jardim Dona Fátima Osman, Jardim Dona Leila, Loteamento Lindóia, Linha Guarapuava, Jardim Niterói, Jardim Panorama I, Jardim Panorama II, Jardim São Bento, Jardim São Luiz, Jardim Sâo Paulo I, Jardim Sâo Paulo II, Jardim Residencial São Roque, Jardim Três Pinheiros, Jardim Vitória, Jardim São Roque II.


Indice das Regiões

terça-feira, 10 de março de 2009

Região 04 de Foz do Iguaçu, Porto Meira. Conheça os Bairros do Porto Meira,



(Foto 1) Marco das Três Fronteiras tal como foi construido em 1903.(Foto 2) Marco das Três Fronteiras no Porto Meira, com as cores do Brasil. Vê-se uma placa da Fé Bahá'í lembrando que a terra é o verdadeiro país de todos (Fiz uma reportagem para a Revista 100 Fronteiras sobre os Marcos dos Três Países)

Quero dizer duas coisas sobre a Região do Porto Meira que tem 28 bairros. Primeira, a dívida que Foz do Iguaçu tem com esta região é impagável. A cidade começou aqui. O encontro dos dois rios (Iguaçu e Paraná)acontece aqui. Daqui a cidade ganhou o nome. O Marco das Três fronteiras está aqui. O Espaço das Américas está aqui. Aqui está a verdadeira "Três Fronteiras" entre Porto Meira,Porto Franco e Porto Iguazú. Segunda, ainda hoje, os mapas internacionais de estradas e rodovias que os argentinos compram em Buenos Aires, Porto Meira aparece. Eu tenho dito que o Porto Meira é o único bairro do Brasil que aparece em mapa internacinal. Tudo está aqui e ainda assim tanto abandono. Cnfira os bairros da região e logo volto com mais. Esta postagem vai crescer!

Aos bairros

Vila Adriana I, Vila Adriana II, Jardim Boa Esperança, Loteamento Bourbon, Jardim Cecília, CondomínioResidencial fechado Solar das Crisálidas (ou Yin Yang), Jardim Residencial Deville, Jardim Eliza I, Jardim Eliza II, Jardim das Flores, Jardim Guaíra, Condomínio de Lazer Helena, Jardim Horto, Jardim Iara, Jardim Morenita, Jardim Morenita II, Loteamento Nossa Senhora da Luz, Jardim Oriente, Parque Residencial Ouro Verde, Vila Padre Monti, Parque do Patriarca, Jardim Polônia, Conjunto Residencial Aristides Merhy (ou Profilurb), Conjunto Residencial Piracema, Vila Shalon (Shalom), SOAB, Loteamento Parque das Três Fronteiras, Jardim Tropical, Jardim Veraneio.

Logo vem:
Avenidas do P.Meira
Pioneiros
Antiga Aduana e Porto
Igrejas e locais de adoração


Indice das Regiões

Região do São Francisco ou Região 03 de Foz do Iguaçu: conheça os bairros da R-03

A Região do São Francisco de Foz do Iguaçu é uma das maiores da cidade. Pode ser a maior fonte de votos nas eleições. É uma região populosa e embora tenha fama de ser carente, há um pouco de tudo. No total a Região do São Francisco tem 21 bairros:

Mutirão 1º de Maio, Vila Borges, Jardim Copacabana, Jardim Europa,Loteamento Residencial (Jd) Itália, Jardim Liberdade, Parque Residencial Morumbi I,Parque Residencial Morumbi II, Parque Residencial Morumbi III, Parque Residencial Morumbi IV, Jardim Pacaembu, Portal da Foz, Loteamento Rincão do Sâo Francisco (Cohapar III), Jardim Sâo Rafael, Jardim São Rafael II, Jardim Tarobá, Jardim Terra e Lar.

A Paróquia Católica se chama São Francisco. A Igreja principal fica na Avenida Mário Filho e pertence aos Freis Cpuchinhos Franciscanos que têm o lema Paz e Bem! Se você vai ao TTU (Terminal de Transportes Urbanos)você verá que há várias linhas que servem à região (1º de Maio que serve ao Jardim Europa e termina no Portal da Foz, Morumbi - que atravessa todos os Morumbis com final no Morumbi IV,Jardim Copacabana, Portal da Foz etc).

Por que Mutirão 1º de Maio? Estou atrás da resposta. Por que Rincão do São Francisco? Porque esse "bairro" de poucas ruas ocupa exatamente um cantinho da região no encontro da Avenida República Argentina com a Avenida Mário Filho. Rincão ou "rincón" (espanhol) significa "canto". Nos tempós antigos quando a discriminação era maior, qualquer coisa que estivesse nessa direção se chamava "Chicão". Os moradores me contam que ir ao centro de Foz e entregar curriculo e ter de dizer que a pessoa morava no Chicão era suicídio ocupacional. O Jardim Europa é bairro recente. A avenida principal se chama Alemanha. Mas há Austria e outros países. O tema do bairro é Europa. O Portal da Foz tem como tema os passarinhos - a Avenida Principal é a Avenida Beija-Flor. Os Morumbi tendem a prestigiar o futebol entre as avenidas estão Mané Garrincha, Palestra Italia, Fonte Nova e Maracanã.

Logo voltamos com mais!

Indice das Regiões

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher



A todas minhas colegas um feliz:

Día Internacional de la Mujer
国際女性デー
國際婦女節
اليوم العالمي للمرأة
Internationaler Frauentag
International Women's Day
Internacia tago de virinoj
Journée internationale de la femme

sexta-feira, 6 de março de 2009

CVC compra Bourbon Iguassu Golf


Guilherme Paulus presidente do Conselho de Administração da CVC (com foto de Feranando Chirotto)

O Blog de Foz publica abaixo comunicado de imprensa da Rede Bourbon Hotéis & Resorts que deixa de operar o Bourbon Iguassu Golf Resort, localizado em Foz do Iguaçu (PR). Após 6 anos à frente da administração do empreendimento, com desempenho positivo e reconhecimento no mercado de hotéis com facilidades para golfistas, a Bourbon comunica o encerramento de sua gestão hoteleira nas áreas de reservas, vendas, marketing, operações, manutenção e administrativas. O motivo do encerramento da administração Bourbon deve-se ao fato da recente troca de proprietários do empreendimento, grupo que já dispõe de administradora hoteleira própria – G J P Administradora de Hotéis Ltda, pertencente a Holding CVC.

O Comunicado:

Curitiba, 05 de março de 2009.

A rede Bourbon Hotéis & Resorts informa que deixa de operar o Bourbon Iguassu Golf Resort, localizado em Foz do Iguaçu (PR). Após 6 anos à frente da administração do empreendimento, com desempenho positivo e reconhecimento no mercado de hotéis com facilidades para golfistas, a Bourbon comunica o encerramento de sua gestão hoteleira nas áreas de reservas, vendas, marketing, operações, manutenção e administrativas. O motivo do encerramento da administração Bourbon deve-se ao fato da recente troca de proprietários do empreendimento, grupo que já dispõe de administradora hoteleira própria – G J P Administradora de Hotéis Ltda, pertencente a Holding CVC.

A Rede continuará presente em Foz do Iguaçu com o Bourbon Cataratas Convention Resort – um empreendimento cinco estrelas, de reconhecimento internacional, que ocupa área de 112 mil m2 e dispõe de 312 unidades habitacionais, além de moderna estrutura de lazer e completa infra-estrutura de convenções e evento.

Para 2009, a Rede Bourbon tem planos ambiciosos, mas deixa clara sua intenção de crescer seletiva e qualitativamente no mercado, buscando empreendimentos em fase de conversão de bandeira ou em construção. É missão da Rede destacar seus valores competitivos junto a investidores no que tange à operação genuinamente brasileira, gestão profissional com foco em resultados, contínua preocupação em zelar pelo patrimônio e uma estratégia agressiva de buscar sempre oportunidades que garantam uma expansão saudável e que tragam rentabilidade.

A rede Bourbon Hotéis & Resorts está presente nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná e conta com um total de onze unidades nas cidades de Atibaia (SP), Alphaville (SP), Foz do Iguaçu (PR), Curitiba (PR), Londrina (PR), Rio de Janeiro (RJ), Cascavel (PR), Joinville (SC) e São Paulo (SP).

Atenciosamente,

Bourbon Administradora, Comércio e Serviços Hoteleiros Ltda.

Ver noticia no Hotel News

segunda-feira, 2 de março de 2009

Onde a comunidade portuguesa se encontra


Associação Cultural Luso-Brasileira de Foz do Iguaçu, basta clicar na foto para saber detalhes como números de telefone. E a partir daí é só descobrir quando tem festa. O Blog de Foz está aberto à comunidade!

Rua Almirante Barroso, Foz do Iguaçu



Uma das principais ruas de Foz do Iguaçu, a Almirante Barroso, na esquina com a Rua Jorge Samways. Vê-se à esquerda o Edifício Nagib, um dos primeiros da cidade, no andar térreo fica uma papelaria local chamada Encopel. O edifíco pintado de azul abriga no andar térreo a Scappini Câmbio e Turismo. A calçada azulejada pertence ao Hotel San Rafael. A Casa Manica fica logo em frente. As calçcadas da rua ainda não se encontram no padrão oficial adotado pelo município há mais de um ano. Nessa rua ficam vários estabelecimentos de grande importância para a cidade. Um ônibus da Viação Itaipu com destino ao Morumbi sobe a ladeirinha levando trabalhadores para casa. Uma noite eu estava passando por este local quando dois carros se chocaram. O que me chamou a atenção é que os dois fugiram tão rápido como possível. Tive que rir. Imaginem que espécie de irregularidade poderia incriminar os dois caso parassem! Coisas da fronteira!

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