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terça-feira, 27 de maio de 2025

Guaíra: natureza, fronteira e tranquilidade fazem da cidade um destino estratégico no turismo paranaense

Hotel Delville em Guaíra

Da Assessoria
Hotel Delville

Localizada no extremo Oeste do Paraná, às margens do Rio Paraná e na fronteira com o Paraguai e Mato Grosso do Sul, Guaíra desponta como um destino singular que une turismo de compras, natureza preservada, pesca esportiva e uma conexão direta com a cultura da região. Para quem deseja explorar essa diversidade, o Deville Express Guaíra é a escolha ideal: um hotel acolhedor, prático e perfeitamente integrado ao contexto local.

Segundo dados do governo estadual, o Paraná liderou o crescimento do turismo nacional em fevereiro de 2025, com um aumento de 6,5% nas atividades turísticas, mais que o dobro da média brasileira. O avanço reflete o fortalecimento dos destinos do interior, como Guaíra, que têm ganhado espaço graças à oferta de experiências autênticas, hospitalidade regional e localização estratégica. 


Uhm, café-da-manhã (Foto Álvaro Pacheco)

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Moisés Bertoni teve um genro alemão que também era cientista: Kurt Schrottky


Retrato de Kurt Schrottky (1912) cedido por Inés Bertoni Schrottky ao padre jesuita e pesquisador brasileiro Jesus S. Moure. Foto do trabalho acadêmico cedida por Gabriel A.R. Melo, Universidade Federal do Paraná, Curitiba.

No cemitério de Montecarlo, Misiones, Argentina, a 120 km de Puerto Iguazu, está sepultado um dos maiores entomologistas do mundo. Ele foi um dos primeiros entomologistas europeus a residirem no novo mundo: Brasil, Argentina ou Paraguai. Kurt Schrottky, não teve uma vida fácil; Sua trajetória de vida pessoasl, profissional e científica foi cheia de dificuldades. Mesmo assim, ele descreveu e propôs 593 novos nomes para insetos himenópteros (vespas, abelhas), dípteros (moscas. mosquitos, pernilongos etc) e lepdópteros (borboletas e mariposas).  Kurt Schrottky fez parte do grupo dos grandes no Brasil e na comunidade cientifica de São Paulo. Mas devido a uma desventura amorosa ele voltou a Alemanha e quando mais tarde  retornou à América do Sul decidiu vir para Buenos Aires.  

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Uma caminhada ao longo da histórica estrada que leva ao Porto Meira no Rio Iguaçu


Estrutura da antiga 2ª Aduana Brasil-Argentina desativada após a inaguração da Ponte Tancredo Neves. Espero que preservar esta estrutura histórica esteja nos planos. Caso contrário já teria sido derrubada   

Viaduto novo parte da estrutura da Ponte da Integração / Estrada Perimetral 


Há poucos dias publiquei duas postagens sobre as obras do governador Moysés Lupion. Na postagem copiei a foto do livro "A Concretização do Plano de Obras do Governador Moysés Lupion 1947 - 1950" que mostra trabalhadores com pá e picaretas trabalhando na abertura da estrada Porto Fiscal - Porto Meira. 

Neste dia 2 de fevereiro, Dia de Iemanjá, avisei a Mãe Amanda Vieira que eu iria diretamente ao Porto, ou seja que não participaria da carreata. Me concentraria no Porto. À tarde, por volta das 16h embarquei no ônibus 320 ou Interbairros que me deixou na entrada do Marco das Três Fronteiras. 

A partir daí caminhei até a área de embarque do Kattamaram II este barco que já é parte do patrimônio da cidade. Depois falarei disso.  Minha meta era observar todo o trabalho envolvido para a construção da Avenida General Meira no governo Moysés Lupion (1947 -1950). A desculpa desta postagem é mostrar as fotos dos cortes do barranco para a construção da estrada. Hoje quem passa de carro não tem chance de ver a beleza das rochas ao longo do caminho. 

Registrei uma nascente que desce pelo canto da estrada por poucos metros, registrei as curvas, detalhes das rochas e até a visão do Hotel Panramic Grand lá do outro lado em Puerto Iguazú, na Argentina. Me lembro que quando era guia e na época em que a gente aprendia dos mais antigos, dizia-se que o edifício era a Residência de Eva Perón. Nada mais atravessado do que isso. Na realidade o prédio é uma construção do Parque Nacional Iguazu, como tudo o mais em Puerto Iguazu. Foi uma das maneiras de incentivar o turismo. Ele teve o propósito semelhante ao do Hotel Cassino Foz, de melhorar a hotelaria e condições no centro da cidade.   

O nome dele era Hotel Iguazu onde também funcionou um Cassino. A pesquisa em andamento foi registrada pelo La Voz de Cataratas e é parte do esforço da cidade em relembrar o passado. O hotel permaneceu um bom tempo fechado. Segundo minhas lembranças pessoais, não implico ningém, a Província travou uma boa luta para que o Governo Nacional passasse o hotel para a Província. O pleito foi um sucesso. Mas asim que a província pegou o hotel, o privatizou. É a situação que o amigo Nelson Mariani diria em portunhol "espertiña" a Província. Mas graças a isso temos hoje o hotel Panoramic Grand. Gosto muito deste hotel.     

Começa a descida. Esta estrada deveria ser preservada em uma categoria que por aí fora se chama "Estrada Cênica"


Curva séria



Começa o paredão esculpido a explosivo, pá e picareta
.
Trabalhadores responsáveis pela obra da estrada que leva ao Porto Meira


Da curva se vê o Hotel Panoramic Grand em Puerto Iguazu, o antigo Hotel Iguazu 


Esta árvore é uma especialista em sobrevivência

Régua para medir a altura do rio. Esta régua ficou debaixo d'água na última longa cheia 

Detalhes demais 

Não é só água mole que fura pedra. Os cipós têm sua importância

Machu Picchu? Não Porto Meira. Posso chamar basalto colunar?

Você está vendo junção ou disjunção aqui? depende do idioma

Perigo na pista é preciso uma mãozinha aí 

Quase chegando à área do Porto de Areia / Navegação e embarque dos passeios turísticos no barco Kattamaram II

Uma pequena nascente serpenteia ao lado da estrada nos primeiros metros dela

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Crise dos turistas: Lista de Passageiros e o Circuito Turístico da Tríplice Fronteira

Radio Cultura 

Eu gostaria de dizer duas coisas. A primeira: tudo vai melhorar. A segunda: antes de melhorar, as coisas podem piorar. Escuto nos noticiários dizer que a Polícia Federal mudou o protocolo sem avisar. Isso é bicho feio. Mas é mais feio ainda se a gente perguntar: que protocolo? A resposta é: ninguém sabe. Pelo que vejo de certa distância, a PF está exigindo que cada passageiro compareça em pessoa para mostrar seus documentos e dá a entrada e saída em seus papéis. 

Até pouco dias,os passageiros de ônibus e vans de turismo ficavam dentro de seus veículos, no ar-condicionado, enquanto os guias corriam com a lista e os documentos para os trâmites. Mesmo assim há que lembrar que ha trâmites e trâmites. Há muitas respostas a serem dadas até para esclarecer o público e não aumentar a confusão na cabeça dos cidadãos comuns sobre a migração de fronteira. 

Primeiro, ao pessoal do setor de turismo, lembro que a lista de passageiros vai continuar a ser exigida pois a existência dela deve-se à exigência da Agência Nacional de Trasportes Terrestres (ANTT) para fins de fiscalização de veículos. Assim não deixem de fazer a lista pois quem o fizer pode ser multado. O uso da lista pela PF além de honrar a ANTT é um especie de pacto de cavalheiros para facilitar a vida dos turistas e colaborar com o setor do turismo. A lista de passageiros de turismo aqui na fronteira está na praça desde a época do empresário Galindo Ortega no Porto Meira para o turismo captado na barranca do rio Iguaçu, passando pelo Fernando Valente (STTC), Ermínio Gatti (Gatti Turismo), no meu ver, pioneiros na nova maneira de fazer turismo. Nova comparada com o tempo do Hotel Cassino ou do Federico Engel quando ele ia pescar turistas em Puerto Aguirre (foi assim que ele pescou Santos Dumont).  

Todo o rolo que está acontecendo hoje e vai piorar poderia ter sido evitado desde 1997 quando da criação do Polo Internacional Turístico do Iguaçu pelo Mercosul. A discussão do Polo não vingou e morreu no ovo em 2002. Se morreu, morreu. Porém, em 2007 foi criado o Circuito Turístico da Tríplice Fronteira. Não confunda este Circuito Turístico com "Roteiro de Turismo".  Este circuito tem força de entidade com existência legal. A primeira reunião tripartite dele aconteceu em julho de 2007 em Ciudad del Este. O circuito mais ou menos tentou preencher o espaço do Polo, embora calçasse um número muito menor. 

Mas na prática o "Circuito Turístico, ligado à ANTT é uma "modalidade específica de serviço de transporte internacional de passageiros". Se você tem um veículo transportando passageiros na fronteira a agência que controla seus trabalho é a ANTT. Como a ANTT vai legalmente diferenciar entre uma empresa de turismo que faz transportes de passageiros na Tríplice Fronteira e uma empresa como a Catarinense, a PLUMA ou a Nuestra Señora de la Asunción que também fazem transporte internacional (regular) de passageiros? A resposta legal foi o Circuito Turístico da Tríplice Fronteira limitadíssimo às cidades de Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu e Ciudad del Este incluindo os aeroportos e parques nacionais e isso em relação a lista de passageiros. Quando se fala em aeroportos inclui o Foz-Cataratas e o Iguazu-Cataratas. Tem que checar como está o Aeroporto Internacional Guarani. Diz o Manual de Procedimento de Fiscalização do Transporte Rodoviário Internacional de Passageiros (p 44 / 6.1):

"O objetivo primordial do acordo é dinamizar o fluxo turístico na região e permitir que as empresas transportadoras realizem suas operações de transporte sem a necessidade de emissão de Autorizações de Viagem Ocasional (Permisos Ocasionales, para as viagens realizadas por empresas Argentinas ou Paraguaias) para cada viagem realizada, conforme prevê o Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre (ATIT). Entretanto, mantem-se aqui inalterada a natureza turística dos serviços, bem como sua característica de viagem em “circuito fechado”. (Se ligue no "circuito fechado")

Com isso convido a todos os interessados a promoverem conscientemente uma reunião do Circuito Turístico da Tríplice Fronteira em uma das cidades mencionadas com a possibilidade de incluir Presidente Franco já que com a Ponte da Integração logo vai começar o transporte turístico internacional de passageiros e seus problemas para esta cidade. É urgente também incluir Hernandarias já que a cidade está dando sinais muito fortes de querer cobrar seu espaço no Circuito Turístico da Triplice Fronteira. É preciso também concluir ou adiantar processos com o Aeroporto Internacional Guarani que fica em Mingá Guazu ou seja, ao pé da letra, fora deste circuito. Por fim, os arquivos de reuniões anteriores do Circuito devem estar com o Foztrans. Vão lá!

quinta-feira, 22 de junho de 2023

O turismo precisa de rumo e os políticos de orientação (II) - O caso da Ilha Acaray



Ponta da Ilha Acaray entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este / Hernandarias - imagem do vídeo da TV Câmara CMFI. Link no texto


Foi publicada uma nota com o título: Foz do Iguaçu encaminha proposta para "utilização turística" da Ilha Acaray.

Não gostei! Deixem a Ilha em Paz. Foz do Iguaçu não pode continuar sofrendo de falta de concentração. Vamos terminar primeiro a Beira Rio. Digo Beira Rio, não beira-foz. Esta historia de beira-foz me lembra o poeta sul-matogrossense Manuel de Barros quando ele escreveu que teve uma namorada que via diferente. Em vez de ver uma garça na beira do rio, ela via o rio beirando uma garça. A mesma coisa com Foz do Iguaçu. Em uma época, em vez de Foz ver-se beirando o rio Paraná, ela viu o rio Paraná, 12º maior rio do mundo, beirando a si, Foz do Iguaçu. Isso é que é ego, mas não é o ego do povo! 

Precisamos resgatar a visão  e fazer as melhoras que a beira-rio merece para que os iguaçuenses possam desfrutar da vista do rio e não o contrário. Aí sim poderíamos falar de utilização e não só turística. Utilização do povo, os namorados poderiam fazer juras de amor tendo a Ponte da Amizade como testemunha, esta ponte mais idosa que após a construção da nova ficou mais bonita com sua arquitetura romântica. Às linhas da nova ponte faltam as curvas poéticas do arquiteto-artista autor da primeira.  

Sobre a proposta de "utilização turística" da Ilha para a construção de um complexo turístico assim como há na China, em Passárgada, no Marco, em Macau ou Dubai lembro a nota anterior "O Turismo precisa de rumo e o político precisa de orientação". Neste caso o nosso secretário de turismo, o empreendedor criativo André Alliana. "A ideia tomou impulso durante um sobrevoo da ministra sobre a Ilha", diz a nota em parte. Minha orientação ao meu colega secretário e ao povo é que os papéis foram invertidos. Se a ideia tomou impulso durante o fatídico voo (para a ilha), isso significa que até aí tal ideia capengava.  Ao trazê-la à ministra alguém orientou a ministra no sentido errado. E inverteu a lógica. Não é a ministra que em um sobrevoo deve reforçar ideias sobre o que fazer para destruir a ilha fluvial mais famosa, mais vista do Sul do Brasil. 

Vereador Cabo Cassol fala sobre projeto in situ 

É a primeira visão de quem  chega ao Brasil pelo Paraguai. Na prática a Ilha Acaray que é propriedade da União sob a guarda da Marinha precisa da defesa que partirá dos iguaçuenses que contra esta ideia se levantará lembrando, que ela, a ideia, não é nova. É preciso lembrar. sem julgamentos de minha parte, que outras propostas foram feitas. O ex-vereador Mohamed Barakat ainda nos anos 90, sugeriu a interligação da Ilha via pontes ao comércio de Foz do Iguaçu-Ciudad del Este com a construção de algo que lembraria o reino de Mônaco, um mini Dubai  ou outro enclave semelhante. Isso mesmo, a Ilha Acaray como um enclave. Na mesma década, antes do início da construção da Catedral Nossa Senhora de Guadalupe, uma liderança do bairro Morumbi, sugeriu a construção de uma estátua gigante de Nossa Senhora de Guadalupe na Ilha. Mais recentemente o vereador Cabo Cassol trouxe à tona a ideia de civilizar a Ilha transformando-a em um "ponto turístico" ligado ao continente (Foz do Iguaçu - Jardim Jupira) por um bondinho. Para o vereador a ilha hoje é um "espaço ocioso" que poderia ser explorada pelo "turismo religioso". 

Na "matéria" que anuncia a mais nova rematerialização da ideia de atacar a ilha que antes de ser parte do Brasil e parte de Foz é parte do bairro Jardim Jupira, afirma-se várias outras coisas. Primeiro o anúncio de que técnicos da Prefeitura foram convocados a elaborar projetos e regras para dizer o que pode ser feito na Ilha. Rebelem-se técnicos da Prefeitura!  

Bolha na informação

A nota repete que a Ilha é uma bolha de vulcão que não explodiu e que já foi local onde habitou a tribo Acarayense. Não há nada errado em dizer que quem nasce na Ilha Acaray seja acarayense mas daí dizer que é uma tribo é outro problema. Foz do Iguaçu é um Destino Sério. Na produção de material para ajudar na interpretação ambiental é necessário basear-se em fatos. Com bolha de vulcão estaríamos dizendo que a Ilha é a maior Geode do Mundo e que seria talvez a maior ametista do mundo? E que língua falavam os acarayenses? 

A Ilha Acaray já é um atrativo turístico de Foz do Iguaçu e da Região Tri-Nacional na categoria que acabo de criar chamada  "atrativo de olhares".  Milhões de pessoas atravessam a Ponte da Amizade em direção ao Paraguai todos os anos. Muitos para comprar em Ciudad del Este. Muitos só para ter a experiência de atravessar uma ponte internacional e desses outros milhares levam fotos de nossa ilha que parece bonita e imponente. Vista bonita da ilha terá quem vai morar no novo condomínio fechado no lado de lá do rio Jupira assim como tem quem mora na Vila B de Itaipu.  Outra visão imponente da ilha tem quem está do lado Paraguaio dirigindo-se  a Hernandarias (PY). É uma vista maravilhosa e a ilha se vê quase pegada ao território do país vizinho. Como será a visão depois que sair o projeto de utilização turística proposto hoje?

Um desvio de rota, perda de foco. Foz do Iguaçu não pode mais continuar neste estilo. Que a ilha permaneça em paz e vejamos como realmente melhorar o que se necessite na cidade sem ter que deportar a Natureza em cada ideia de projeto. Uma olhada em um mapa mostrará que a situação da ilha hoje já é bem claustrofóbica.    


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Coisas da fronteira: como se diz "batida policial" em espanhol?

Significados de "allanar"

Indo diretamente ao assunto, "batida policial" se diz "allanamiento" em espanhol. Um "allanamiento" ocorre por ordem de um juiz (juez) pois envolve a entrada ou ingresso em uma residência constitucionalmente inviolável. Linguisticamente falando me parece que as duas palavras têm origem na prática da caça. Batida não é só uma bebida brasileira. Em espanhol é o nome de uma técnica de caça a "animais maiores" segundo a qual os caçadores se organizam em dois grupos e viram um "rolo compressor" do qual não escapa nada.  

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Desculpe o incômodo, a fronteira em Foz e CDE está em obras

Obras da Sandra .... 
Desculpem senhores, a fronteira está em obras. Ou, estamos trabalhando para melhor servir a todos vocês. Mas antes de ficar melhor, a coisa fica pior.  Fala-se muito de caos. Caos na ponte. Caos em Foz por causa da ponte e Caos em Ciudad del Este por causa das obras que a prefeita Sandra McLeod Zacarías está fazendo. São obras no microcentro – quer dizer o centro do centro, aquele que os brasileiros conhecem como o Paraguai, obras no centro, parques, ruas, obras para todo o lado. 

Na próxima terça-feira, Ciudad del este completa 58 anos. Muitas das obras serão inauguradas até lá. Outras não.  Uma das obras se chama “quarta etapa” quer dizer etapa da urbanização da cidade que incluiu a demolição de todo um setor de prédios que nasceram irregularmente em área  de domínio público.  A quarta e última etapa está em andamento.  Quem chega de outras áreas do planeta pode pensar que houve um terremoto ou ainda um bombardeio. É histórico o processo. Na foto aparecem uns alemães.  Pedi a eles que me dissessem o que eles achavam que teria acontecido.  Steffen Boehlke disse que para ele  isso era supernormal e  adivinhou  que um shopping center tinha sido demolido. “Isso acontece na Alemanha todos os dias”, disse. 
Os alemães Henrik Niegoth e Steffen Boelhke observados por mais dois conterrâneos
Contei a história das obras na fronteira inclusive a segunda ponte dando o detalhe que a atual ponte que vai completar 50 anos em março ficará para uso turístico, carros de passeio. A carga pesada de exportação e importação ficará para a nova ponte. “Então aqui vai ficar mais para pedestres?”, perguntou Steffen.  “Duvido”, eu disse.  “Nós aqui ainda estamos na fase de que as ruas foram feitas para carro, vai demorar esse negócio de pedestre”, eu disse. “Na Alemanha estamos fazendo o caminho inverso. Estamos fechando muitas ruas dos centros de cidades para carros e incentivando pedestres e ciclistas a ocuparem as ruas”, concluiu. 

Na cinquentona Ponte Internacional da Amizade
Assim venha preparado para nossa região. No momento o melhor conselho é atravessar a ponte a pé nos dois sentidos. Menos de 10 minutos. Agora se você insiste em vir de carro você vai esperar no mínimo 40 minutos. Mas se for necessário esperar três horas, não chore. Venha de peito e cabeça abertos!
P.S. Atualizando: há obras também na ponte Internacional entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú ou seja Brasil - Argentina. Está acontecendo a troca das pastilhas da cabeceira da Ponte. A obra começou do lado argentino em direção ao Brasil. O DNIT vai aprobeitar o embalo e renovar a pintura ponte. Só está liberada metade da ponte. Filas também podem acontecer. Paciência!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A voz da fronteira: estava tudo indo tão bem. De repente ...

Lenha na fogueira: Jeffrey Sachs
Estou na fronteira Brasil / Paraguai / Argentina desde 1977. Nunca vi um clima tão confuso  na região desde então. Primeiro temos o pepino da suspensão do Paraguai do Mercosul e a inclusão da Venezuela no bloco.  Aguardo com muita expectativa e desespero a oportunidade para celebrar uma solução. Os diplomatas precisam, trabalhar e muito. Como se não bastasse, o economista neoliberal dos Estados Unidos Jeffrey Sachs cuja maior fama é ter aplicado a chamada "Doutrina do Choque"*  na Bolívia para baixar a inflação, tem andado em Assunção onde está pregando a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI) na organização das contas da Itaipu no Paraguai. 

Sachs tem dito que a dívida de Itaipu de cerca de US$ 14 bi é muito grande e sugere ao Paraguai que peça além da participação do FMI, a criação de um novo Tratado de Itaipu. Ele sugere que os paraguaios façam isso sem enfrentamento com o Brasil. O assunto é de interese de todos pois segundo a conta dele a Itaipu já custou US$ 12 bilhões e ainda deve US$ 14 bi. Esse assunto vai pegar todo mundo porque todos trabalhamos com a possibilidade da Itaipu estar paga em 2023 quando termina o Tratado.    Ele diz que o Paraguai já tem direito a seus 50% de energia para vender no mercado internacional. 

Na área ambiental, abaixo do Trópico de Capricórnio, temos convivido sem a presença de grandes poluidores e grandes chaminés  O presidente Federico Franco, do Paraguai, defende a vinda da mineradora Rio Tinto para, acima de tudo, queimar a parte da energia da Itaipu que lhe corresponde e que sem dúvida trará uma nova fonte de poluição para a região até agora livre dela. Os argentinos que moram próximos da região onde a mineradora poderá se instalar já disseram que não querem. Mas o presidente Franco mandou a mensagem da soberania e que ele pode colocar a fábrica onde quiser. 

Porém a última novidade ou ingrediente no cenário sub-trópico capricorniano é o anúncio de que a província de Formosa, na Argentina,  poderá receber um reator atômico de 200 MW da versão CAREM (Central Argentina de Elementos Modulares) Ora, Formosa está ao lado de Assunção. O presidente do Paraguai já protestou dizendo que é incabível tolerar uma usina nuclear na érea do rio Paraguai. O governo de Formosa é a favor. O material para o protesto já está pronto.Esse cartaz vermelho e preto diz: Não à Fukushima de Formosa.
 

* Escrevi sobre a "Doutrina do Choque" aqui comentando um livro do mesmo nome da escritora canadense Naomi Klein.  

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Um pedacinho Maldito de Fronteira: Jupira - Marco Três Fronteiras


Dou o link aqui para uma notícia do site da Rádio Cultura. As autoridades estão pensando em revitalizar a barranca do Rio Paraná. As autoridades entenderam que a barranca do Paraná hoje está a serviço do crime. E destaco para o fato de que a proposta partiu do delegado da Polícia Federal e atual superintendente da PF, José Alberto Iegas. Aproveito também para lembrar um desabafo que fiz no meu blog Notas do Turismo em 26 de março de 2007. Me angustiava na época a matança de jovens. Sugiro que você dê uma olhadinha até para ver o que mudou e o que está mudando. A postagem em questão se chama SOS Foz do Iguaçu . Nela eu chamo o trecho entre o Jardim Juprira e Marco das Três Fronteiras de "um pedacinho maldito de fronteira". As autoridades, estarão se acordando?


Sobre a foto acima:


A foto é minha. Foi tirada de um apartamento do Slaviero Suites Hotel. A bela vista mostra a "barranca" do Rio Paraná que corre, descendo, entre os dois países. É parte do trecho que as autoridades querem revitalizar. Se isso não aconteceu até hoje, o fato é inexplicável. Aproveito para cobrar a revitalização e alfandegamento do antigo e histórico Porto Oficial de Foz do Iguaçu também no Rio Paraná com presença permanente de nossas forças! A foto pequena aqui mostra o porto alfandegado e legal de Puerto Iguazú. Além de alfandegado o posto também tem a presença permanente da Prefeitura Naval (Capitania) e Direção Geral de Migrações. Na redondeza há vários pequenos negócios de pessoas que oferecem passeios de barco, bóia, banana-boat e outros.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Municípios da Faixa e Linha de Fronteira no Paraná.

Coloco abaixo uma lista dos 139 municípios do Estado do Paraná ligados à ou que têm algo a ver com a "fronteira". A maioria pertence à Faixa de fronteira, seguidos pelos municípios que estã na linha de fronteira e ainda estando na linha cmo na faixa de fronteira confira o que são classificados oficialmene como cidades gêmeas. A lista abaixo foi tirada do site do Ministério da Integração. Os números se referem à população segundo números de 2007.



1 Altamira do Paraná - faixa de fronteira 4.369
2 Alto Piquiri - faixa de fronteira 10.210
3 Altônia - faixa de fronteira 19.904
4 Ampére - faixa de fronteira 17.067
5 Anahy - faixa de fronteira 2.868
6 Assis Chateaubriand - faixa de fronteira 32.226
7 Barracão - cidade-gêmea 9.027
8 Bela Vista da Caroba - faixa de fronteira 4.136
9 Boa Esperança - faixa de fronteira 4.706
10 Boa Esperança do Iguaçu - faixa de fronteira 2.866
11 Boa Vista da Aparecida - faixa de fronteira 7.818
12 Bom Jesus do Sul - linha de fronteira 3.835
13 Bom Sucesso do Sul - faixa de fronteira 3.061
14 Braganey - faixa de fronteira 6.044
15 Brasilândia do Sul - faixa de fronteira 3.306
16 Cafelândia - faixa de fronteira 13.065
17 Cafezal do Sul - faixa de fronteira 4.271
18 Campina da Lagoa - faixa de fronteira 15.983
19 Campo Bonito - faixa de fronteira 4.426
20 Candói - faixa de fronteira 15.412
21 Capanema - linha de fronteira 18.103
22 Capitão Leônidas Marques - faixa de fronteira 13.616
23 Cascavel - faixa de fronteira 285.784
24 Catanduvas - faixa de fronteira 9.578
25 Céu Azul - faixa de fronteira 10.914
26 Chopinzinho - faixa de fronteira 19.224
27 Cidade Gaúcha - faixa de fronteira 10.468
28 Clevelândia - faixa de fronteira 17.599
29 Corbélia - faixa de fronteira 15.428
30 Coronel Domingos Soares - faixa de fronteira 7.480
31 Coronel Vivida - faixa de fronteira 21.571
32 Cruzeiro do Iguaçu - faixa de fronteira 4.150
33 Cruzeiro do Oeste - faixa de fronteira 20.182
34 Diamante d'Oeste - faixa de fronteira 3.665
35 Diamante do Sul - faixa de fronteira 4.944
36 Dois Vizinhos - faixa de fronteira 34.001
37 Douradina - faixa de fronteira 6.530
38 Enéas Marques - faixa de fronteira 5.974
39 Entre Rios do Oeste - linha de fronteira 3.842
40 Esperança Nova - faixa de fronteira 1.887
41 Espigão Alto do Iguaçu - faixa de fronteira 5.104
42 Flor da Serra do Sul - faixa de fronteira 4.685
43 Formosa do Oeste faixa de fronteira 7.532
44 Foz do Iguaçu cidade-gêmea 311.336
45 Francisco Alves - faixa de fronteira 6.342
46 Francisco Beltrão - faixa de fronteira 72.409
47 Goioerê - faixa de fronteira 28.941
48 Guaíra - cidade-gêmea 28.683
49 Guaraniaçu - faixa de fronteira 15.959
50 Honório Serpa - faixa de fronteira 6.169
51 Ibema - faixa de fronteira 5.927
52 Icaraíma - faixa de fronteira 9.212
53 Iguatu - faixa de fronteira 2.286
54 Iporã - faixa de fronteira 15.086
55 Iracema do Oeste - faixa de fronteira 2.580
56 Itaipulândia - linha de fronteira 8.581
57 Itapejara d'Oeste - faixa de fronteira 10.537
58 Ivaté - faixa de fronteira 7.792
59 Janiópolis - faixa de fronteira 7.032
60 Jesuítas - faixa de fronteira 8.825
61 Juranda - faixa de fronteira 7.684
62 Laranjal - faixa de fronteira 6.322
63 Laranjeiras do Sul - faixa de fronteira 30.481
64 Lindoeste - faixa de fronteira 5.446
65 Manfrinópolis - faixa de fronteira 3.306
66 Mangueirinha - faixa de fronteira 17.119
67 Marechal Cândido Rondon - linha de fronteira 44.562
68 Maria Helena - faixa de fronteira 6.012
69 Mariluz - faixa de fronteira 10.461
70 Mariópolis - faixa de fronteira 5.805
71 Maripá - faixa de fronteira 5.571
72 Marmeleiro - faixa de fronteira 13.156
73 Matelândia - faixa de fronteira 15.404
74 Medianeira - faixa de fronteira 38.397
75 Mercedes - linha de fronteira 4.713
76 Missal - faixa de fronteira 10.412
77 Moreira Sales - faixa de fronteira 12.926
78 Nova Aurora - faixa de fronteira 11.753
79 Nova Esperança do Sudoeste - faixa de fronteira 5.182
80 Nova Laranjeiras - faixa de fronteira 11.302
81 Nova Olímpia - faixa de fronteira 5.227
82 Nova Prata do Iguaçu - faixa de fronteira 10.452
83 Nova Santa Rosa - faixa de fronteira 7.582
84 Ouro Verde do Oeste - faixa de fronteira 5.465
85 Palmas - faixa de fronteira 40.485
86 Palotina - faixa de fronteira 27.545
87 Pato Bragado - linha de fronteira 4.631
88 Pato Branco - faixa de fronteira 66.680
89 Perobal - faixa de fronteira 5.055
90 Pérola - faixa de fronteira 9.334
91 Pérola d'Oeste - linha de fronteira 7.046
92 Pinhal de São Bento - faixa de fronteira 2.524
93 Planalto - linha de fronteira 13.649
94 Porto Barreiro faixa de fronteira 3.761
95 Pranchita - linha de fronteira 5.811
96 Quarto Centenário - faixa de fronteira 4.848
97 Quatro Pontes - faixa de fronteira 3.669
98 Quedas do Iguaçu - faixa de fronteira 30.181
99 Querência do Norte - faixa de fronteira 11.804
100 Ramilândia - faixa de fronteira 4.147
101 Rancho Alegre D'Oeste - faixa de fronteira 2.928
102 Realeza - faixa de fronteira 15.809
103 Renascença - faixa de fronteira 6.762
104 Rio Bonito do Iguaçu - faixa de fronteira 14.450
105 Rondon - faixa de fronteira 9.023
106 Salgado Filho - faixa de fronteira 4.666
107 Salto do Lontra - faixa de fronteira 12.480
108 Santa Cruz de Monte Castelo - faixa de fronteira 7.924
109 Santa Helena - linha de fronteira 22.794
110 Santa Isabel do Ivaí - faixa de fronteira 8.509
111 Santa Izabel do Oeste - faixa de fronteira 11.434
112 Santa Lúcia - faixa de fronteira 3.725
113 Santa Mônica - faixa de fronteira 3.453
114 Santa Tereza do Oeste - faixa de fronteira 9.378
115 Santa Terezinha de Itaipu - faixa de fronteira 19.552
116 Santo Antônio do Sudoeste - linha de fronteira 18.565
117 São João - faixa de fronteira 10.900
118 São Jorge d'Oeste - faixa de fronteira 6.031
119 São Jorge do Patrocínio - faixa de fronteira 8.979
120 São José das Palmeiras - faixa de fronteira 3.873
121 São Miguel do Iguaçu - linha de fronteira 25.341
122 São Pedro do Iguaçu - faixa de fronteira 6.540
123 Saudade do Iguaçu - faixa de fronteira 4.931
124 Serranópolis do Iguaçu - linha de fronteira 4.327
125 Sulina - faixa de fronteira 3.445
126 Tapejara - faixa de fronteira 14.498
127 Tapira - faixa de fronteira 5.829
128 Terra Roxa - faixa de fronteira 16.208
129 Toledo - faixa de fronteira 109.857
130 Três Barras do Paraná - faixa de fronteira 11.718
131 Tuneiras do Oeste - faixa de fronteira 8.598
132 Tupãssi - faixa de fronteira 7.755
133 Ubiratã - faixa de fronteira 21.214
134 Umuarama - faixa de fronteira 95.153
135 Vera Cruz do Oeste - faixa de fronteira 9.099
136 Verê - faixa de fronteira 8.002
137 Alto Paraíso - faixa de fronteira 3.252
138 Vitorino - faixa de fronteira 6.310
139 Xambrê - faixa de fronteira 5.818

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Encontro em Foz discute bilinguismo na fronteira

Lnguistas de todo o Brasil, Mercosul e até dos Estados Unidos se encntram em Foz do Iguaçu para participar do I Seminário em Gestão de Educação Linguística de Fronteiras do MERCOSUL (GELF)que começou ntem (19) e vai até sexta (22) na Unioeste. Ainda não fui lá mas pelo que saiu na Gazeta do Iguaçu em matéria de Daniela Valiente há discussão interessante sobre o bilinguismo. Destaco aqui algumas frases chaves sobre o bilinguismo como ferramenta para a multiculturalidade tendo a fronteira como palco que apareceram na matéria.

Aqui os destaques:

"Nós passamos uma história de muita repressão às línguas e o contexto mundial hoje nos leva a reconhecer a diversidade como um valor e também a diversidade linguística como valor e necessidade para que o mundo esteja equilibrado com conhecimentos compartilhados" - Rosângela Morello do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística,


"No Brasil temos divisão muito grande, o espanhol é tratado como língua estrangeira e não como segunda língua. O ensino precisa ser qualificado".



"Se buscamos uma sociedade integrada nós vamos ter outro tipo de política de língua, não podemos ter o brasileiro monolíngue, monoglota, que não lê espanhol não se relaciona com os "hispânicos", ao contrário, se queremos essa integração teremos que ter justamente esse aprendizado".

"O Brasil, devido a Portugal tem esse histórico de rechaço e fechamento frente aos vizinhos em relação à língua, o MERCOSUL está ajudando a rever isso". Um dos exemplos desse sucesso já pode ser visto na Argentina que segundo ele; "deixou de ser país inimigo para ser parceiro estratégico".

"Com o MERCOSUL houve modificações sobre a visão de muitos sobre essa cultura. No Uruguai, por exemplo, era ridículo pensar em aprender português, pois a língua nos parecia tão simples e tão próxima. Hoje o português é a língua mais solicitadas pelos adolescentes, é tida como língua regional e não estrangeira".

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fronteira, drogas e armas e muitas opiniões


No dia em que o governador do Paraná, José Richa, veio a Foz do Iguaçu com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e a secretaria nacional de Segurança Pública, Regina Mikki para lançar o primeiro Gabinete de Gestão Integrada da Fronteira do Brasil, a Folha de São Paulo revelou que até mototaxistas fazem delivery de armas na fronteira. Clique Aqui para ver a matéria tal como foi publicada em jornal da Paraíba. Vi o link no jornal ABC Color de Assunção. O repórter da Folha comprou a arma em CDE, pagou e recebeu o revolver em Foz. Operação perigosa para jornalista fazer. Penso sobre o que aconteceria, caso o motoboy tivesse sido pego. Teria o jornal deixado o motoboy pagar a conta sozinho? Zé Dirceu ou alguém de sua assessoria leu o material e se revoltou com a criminalidade. Daí postou a seguinte opinião em seu blog que foi retransmitida pelo Correio do Brasil:


"Verdadeira terra de ninguém, a região da chamada Tríplice Fronteira - Foz do Iguaçu (Brasil), Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazu (Argentina) - é considerada a base do crime organizado na América do Sul. Sem fiscalização e repressão por parte das autoridades competentes esses episódios se repetem diariamente".


Como a foto ao lado mostra, A PF está equipada com lancha blindada tanto no rio Paraná à jusante da Barragem de Itaipu como acima dela no Lago Internacional ou Binacional de Itaipu. Essa preparação da polícia para enfrentar o crime nesse nível é nova. Dizer que as autoridades não fazem nada é injusto.
Hoje além da Polícia Federal, já começamos a ver Fuzileiros Navais da Marinha, Força Nacional e além da Polícia Militar do Paraná via esquadrões especiais navegando na região. Richa anunciou a criação de um batalhão da PM especial para os crimes de fronteira (armas e drogas) com 500 homens. 
Assim, o Blog de Foz lembra que é fácil falar sem estar vendo o que acontece. Por outro lado, a questão do crime é séria. Fontes de inteligência dão conta que em dez anos, Ciudad del Este pode ser uma narcocidade e se levamos em consideração a quantidade de crack e coca que está sendo apreendida na região, a profecia pode se cumprir. A situação é muito séria. Digo até que é triste. É surpreendente a quantidade de brasileiros levando em seus carros, crack e drogas para o resto do Brasil. 
É como se houvesse um desespero (da parte da oferta) para jogar a droga no Brasil e a imagem que me vem à cabeça é que, a cada minuto, há toneladas de droga aguardando para ser catapultada para o Brasil para suprir a demanda. A segunda foto menor mostra o governador do Paraná de colete à prova de bala, na barranca do rio Paraná se informando da situação. Por que os brasileiros estariam demandando tanta droga? (Todas as fotos da AEN - Agência Estadual de Notícias)

domingo, 28 de novembro de 2010

A Guerra do Rio e Nós

Um editorial

A Guerra do Rio de Janeiro com a espetacular retomada pelas Forças Governamentais do Complexo de favelas do Alemão e outras, traz uma lição para o resto do País e especialmente para Foz do Iguaçu e municípios ao longo do Lago de Itaipu. Todos transfromados em rotas de tráfego internacional de droga, armas e munições e só só deus sabe o quê mais. A lição para os bandidos e população 'convivente' e conivente é que, se no Rio de Janeiro, um dia, dois dias foi o suficiente para invadir e retomar o espaço, quanto será necessário para ocupar e retomar o controle da beira do rio Paraná em Foz do Iguaçu entre o Jardim Jupira e o Espaço das Américas? Nada, quando comparado. Há tempo vejo esse tipo de operação sendo preparada - isto é recebendo as provisões legais que permitam e legalizem ações conjutas do tipo que vemos no Rio de Janeiro. A lei do abate foi a prieira. A última, a Lei assinada pelo prsidente Lula que deu poder de polícia à Marinha e à Força Aérea. Isso permitiu a participação da Marinha com seus blindados e fuzileiros, do Exército e da Força Aérea. A quantidade de bandidos no Rio de Janeiro - será revelado logo - é bem menor do que se imagina. O poder vem do terror. A mesma coisa no lado brasileiro do Rio Paraná e no lago de Itaipú. Além da participação das forças armadas, todas as outras polícias entraram em ação: Civil, Militar, Bope, e PRF. São truques de guerra de verdade - tudo isso segundo a doutrina do terrorismo que passa a ser qualquer coisa que tente substituir o monopólio da força que pertence ao Governo. Aqui, no lado brasileiro, temos VANTS, Nepoms, Força Nacional, as mesmas forças militares usadas no Rio, acrescenta-se a Receita Federal, a PF todas com suas inteligências, seus braços aéreos e equipes de choque. Se a lição do Rio ensinar alguma coisa, o que está guardado para a bandidagem local, será entregue logo, logo. E isso sem contar que, na hora da verdade, o Paraguai tem a mesma estrutura; a Argentina tem a mesma estrutura, e se as autoridades fizerem o que sabem fazer - quer dizer coordenar e cooperar entre elas o tempo necessário para a retomada da beira do Rio vai se bem mais curto. Daí vamos recuperar o acesso ao Porto Oficial, poderemos pescar e remar nos rios da cidade sem medo de sermos baleados. A parte social dessa recuperação é outra coisa.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O mundo fica mais sério e carrancudo

O Comando do Exército Brasileiro assinou um contrato na quarta-feira dia 24 com a empresa ATECH para o desenvolvimento do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SisFron). O ministro Nelson Jobim (Defesa) participou do evento. O mapa acima mostra o conceito do SisFron que cobrirá eletronicamente os 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil. Essa é a parte do Exército Brasileiro. Outras forças também estarão trabalhando nas fronteiras. Sempre tenho dito que a idéia romântica de fronteira onde ninguém sabia quem era dono de quê, acabou.
Esta foto (ao lado), fundamenta minha última frase. Você está vendo um membro do PeFron - Policiamento Especializado de Fronteira que é parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). " ... O efetivo vai contar com equipamentos de última geração como binóculos com câmera, aviões anfíbios, helicópteros tripulados e não-tripulados e lanchas que conseguem navegar em lâminas de 20 centímetros de água". diz o site Defesa Brasil. O PeFron deve ter entrado em operação no Pará no dia 15 de junho. O Pefron é formado por membros de policias militares e civis de estados brasileiros. O alvo são os crimes típicos de fronteira como o tráfico de drogas, contrabando de armas e munições, roubo de cargas e veículos, tráfico de pessoas, exploração sexual e crimes ambientais. O Paraná que já tem a Companhia Independente de Policiamento e Operações de Fronteira (CIPOFron) ou Força Alfa que é uma Organização Policial Militar (OPM) da Polícia Militar do Paraná (PMPR), não havia aderido ao PeFron. A Força Alfa foi criada especialmente para combater o tráfico de drogas e de armas na "tríplice fronteira" embora eu a veja mais na região do Lago de Itaipu, Santa Helena e com base em Guaíra.

Tendência
O Congresso de El Salvador aprovou mudança na Lei Antiterror do país. O país centroamericano registrou um aumento de casos de assaltos violentos e hediondos a ônibus em todo seu território. Dos 84 votos da casa, 74 apoiaram a mudança na lei que incluiu os ataques hediondos aos ônibus. Os bandidos foram promovidos de deleinquentes para terroristas.

sábado, 15 de maio de 2010

Holywood Go Home! Leia o texto de Andrés Colmán Gutiérrez sobre o Filme Triple Frontier

"Si fuera por la “mala imagen” que el cine puede construir sobre una región, nadie querría visitar Sicilia, retratada en tantas películas como un siniestro lugar de donde surgen los grandes criminales capos mafiosos de la Cosa Nostra, como el legendario Vito Corleone, inmortalizado en la magistral trilogía El Padrino, de Francis Ford Coppola", leia mais deste texto inteligente AQUI. Colman Gutiérrez é jornalista e escreve para o jornal "Última Hora", Paraguai.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Grupo ABBA em Foz do Iguaçu: Surpresa para os seguidores


Eu havia anunciado aqui há pouco que o grupo Abba poderia fazer um show em Ciudad del Este. O que me levou a isso foi o fato dos organizadores serem o N9NE Bar & Lounge que tem sede em Ciudad del Este e é um empreendimento brasileiro-paraguaio ou paraguaio-brasileiro. Foi uma confusão. Leia aqui no site Território da Música sobre o show mundial que o grupo Waterloo está fazendo em tributo ao grupo Abba original. O grupo Waterloo estará fazendo uma série de shows no Brasil inclusive Curitiba. Foz do Iguaçu está na lista. O show está programado para Foz do Iguaçu no dia 19 de maio. O local deverá ser confirmado. No site acima há uma lista das outras cidades onde acontecerão os shows. O anúncio acima traz três telefones para contato.
O fã clube do ABBA no Brasil está agitado!

Em Foz: (45) 9975 8000 e 9945 6666
Em Ciudad del Este: (561) 513 996

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Guaritas de Migração em Foz: Por que essas cabines não podem continuar fechadas?

Foto 'bairronauta'
Resposta: porque essas cabines são nossas. Essas cabines não foram construidas para controle migratório internacional de longa distância. Como a placa azul (foto) mostra, elas foram construídas para o controle do trânsito fronteiriço. Tem gente que diz, em seu direito à revolta, que o Mercosul não existe. Estão errados. As cabines estão cumprindo regras do Mercosul. O "Trânsito de Vizinhança" ou "Transito Vecinal Froterizo" (TVF) é específico para os moradores da fronteira. O Mercosul reconhece o direito dos moradores fronteiriços atravessarem a fronteira a qualquer hora e com o mínimo de incômodo. Isso não quer dizer que seja porteira aberta. Para isso, as cabines serão equipadas com computadores, leitores de cartão que possibilitarão que o fronteiriço passe pela cabine, diminua a velocidade do carro, passe o cartão no leitor ótico e prossiga.

É muito parecido com o cartão que a gente usa hoje em Foz, e por aí afora, para passar nas catracas de ônibus. Se o cartão travar é porque seu crédito acabou ou você sentou em cima dele. Se o seu cartão de identidade especial (credencial fronteiriça)- que já foi testado na fronteira - travar ou se o policial lhe der voz de prisão aí você está frito porque, no mínimo há um problema, pelo menos um equívoco. Temos que cobrar e ajudar a que os cartões ou carteiras de identidade fronteiriças com código de barra estejam disponíveis e que as máquinas leitoras estejam disponíveis para entrarem em ação. (O lado argentino andou fazendo fotocópias da carteira e dando a muita gente que está usando. Mas isso é gambiarra). Exijamos a carteiras de verdade!

O problema é que tem muita coisa sendo travada e cada coisa travada trava outra. Temos que descobrir quem é o homem ou mulher com o poder de resolver isso. O delegado em Foz não pode pagar o pato sozinho. É coisa de política grande. O assunto não é prioridade hoje. É como dizem na política comum , digo partidária, falta vontade política. Se não tem as carteiras para que as máquinas leitoras óticas? Se não mesas onde colocar as máquinas e cadeiras como vamos abrir as cabines? Se não destravamos a livre movimentação como podemos esperar progredir para um Mercosul Sem Fronteiras? Para haver um Mercosul Sem Fronteiras vamos ter que apressar a celebração de um Acordo no estilo do "que criou a Europa sem Fronteiras, que criou a "Área Schengen" Acordo de Schengenque permite que você, brasileiro, argentino ou paraguaio, ou árabe entre na Europa e só faça migração no Aeroporto de chegada. Depois daí você pode percorrer tranquilamente toda a "Área ou Espaço Schengen" que é formado por 25 países (Mapa - clique para aumentar). Essa nossa hora de celebrar um Tratado ou Acordo de Schengen do Mercosul vai chegar. E porque não chegou? Porque antes de falar na criação de um "Mercosul sem Fronteiras", vamos ter que acabar com o que os especialista em segurança chamam de "Fronteiras Porosas" - onde há um vazamento do controle exatamente como a nossa. Deus, o Superman ou qualquer outro ser que nos olhe da altura, verá traqnquilamente que estamos caminhando. O aperto da Receita Federal para acabar com a "porosidade" da fronteira; a concentração de forças na região, o esforço da Polícia Federal, as novas leis que oferecem poder de polícia às forças armadas, o VANT são ferramentas que permitem estancar a porosidade. O problema é que o delegado responsável pela aplicação não tem o mapa do caminho. Não tem a visão de todo o processo. Ele cumpre ordem e especificações. De quem? Falta a todos, com exeção dos negociadores do Mercosul, a visão panorâmica e holística que permita, do começo, ver o fim. Então para onde estamos indo? É aí onde se necessita dos ideólogos, pensadores e planejadores. E o conselho é cobrar!

Eu cobro que abramos a guaritas; cobro de você que você exija o seus direitos ao TVF; que trabalhemos para a eliminação das fronteiras mas sem bandidagem. E como acabamos com a bandidagem? Ora pergunte a Paulo Freire! Ora peça números e lição de moral ao presidente do IPEA, Marcio Pochmann. E como vamos chegar ao nosso Tratado de Schengen se a gente não se move?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Desleixo, descaso, folga na Fronteira: Alguém manda aqui?

Os moradores da fronteira aqui entre Argentina, Brasil e Paraguai na região de Foz do Iguaçu andam revoltado. A revolta é forte especialmente entre os cidadãos estrangeiros residentes no Brasil e portadores da Carteira de Identidade de Estrangeiro (Model0 19) e os argentinos em geral mas especialmente os moradores de Puerto Iguazu. Por quê? Porque estão sendo multados como loucos. A primeira foto à esquerda, mostra umas cabines (guaritas) fechadas e vazias. Essas cabines deveriam estar abertas para impôr um controle próximo aos 100% que é o que eu defendo. O problema é que as cabinas não estão habilitadas ainda por falta de recursos, verbas ou dinheiro para mobiliá-las (móveis, ar condicionado etc). O programa (software) já existe. Quando completa, quem entra e sai do Brasil vai fazer uma parada rápida e sem traumas e será atendido por um funcionário terceirizado pela PF e pronto já estará registrado. O problema é em 90% do tempo a área de recepção do Brasil está desabitada, vazia - não tem ninguém à vista ou pelo menos que seja visível. Dai o que está acontecendo é que o "fronteiriço" não vendo niguém prosegue a viagem. Quer seja saindo ou entrando no Brasil - leia-se para vir a Foz do Iguaçu. O que está acontecendo é que de vez em quando aparece alguém e pára o usuário. Se ele entrou no Brasil ontem e fez entrada e voltou para casa sem dar baixa é multado. Conheci uma menina que foi multada em R% 60.00. Ela não pagou porque não podia. Enquanto não pagar, ela não pode voltar ao Brasil. Empresários que tem lojas nos dois lados estão fazendo migração (entrada e saída) todos os dias. No dia em que a área está deserta e eles passam, multa. Desta vez a multa começa em R$ 170.00. Então se o problema é falta de dinheiro do Governo, se é culpa do Governo por que as pessoas estão sendo punidas? Se isso está acontecendo com o povo local, o que não estará acontecendo com os turistas?
No lado argentino, todo mundo sabe, o Governo é rígido e todo mundo sabe como funciona. Sem surpresas. Nesta foto, mostro a as mesmas cabines (recentemente inauguradas pelo governador de Misiones Maurice Closs) que farão o mesmo trabalho no lado argentino. Ontem, seis delas estavam abertas e dentro delas havia um funcionário de carreira da 'Migraciones' ou um terceirizado (O Brasil também está trabalhando com terceirizados). A Argentina é o modelo e o exemplo que o Brasil gostaria ou anuncia que quer seguir. A diferença é que lá o Governo prioriza a compra de móveis e instrumentos de trabalho. O desmando buraocrático dos funcionários públicos de lá não é cobrado do povo. Infelizmente, o iguaçuense é 'manso' e engole todas estas situações. Eu creio que se a comunidade empresarial, turística quiser acabar com esta situação de 'desleixo' e 'falta de respeito' com os brasileiros tão verdes e amarelos da fronteira quanto os que estão em Quixabá ou Taguatinga. Para piorar, o comércio de Foz do Iguaçu começa a pagar o preço. Na rodada de conversa que eu estava ontem, o argentino está com medo de vir ao Brasil e ser multado na volta. A boa notícia é que os preços de alguns produtos no Brasil está melhor que na Argentina. A má noticia é que o o cliente pode ser multado. Atenção: Vi no jornal em Foz estes dias: não há prazo para habilitar as guaritas! Bem, isso não é problema meu. Tem que haver prazo! Ou a coisa não anda!
A última foto mostra um balcão para controle migratório dentro do Duty Free Shop Puerto Iguazu. Oficialmente o Duty Free está fora da Argentina. Quem vai ao Duty Free não precisa passar pelo Complexo Migratório. Mesmo assim um balcão da Dirección Nacional de MIgraciones foi colocado lá na entrada e os visitantes do Free Shop fazem fila para mostrar a identidade. Na maioria dos casos a funcionária só olha e deixa entrar. Pero quer dizer mas se o visitante for procurado pela Justiça Argentina ou Interpol, fica alí mesmo.

Fotos ©'bairronauta' clique nelas para ver detalhes!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Migração na fronteira: aperto a partir de agosto

Em matéria assinada pelo colega Fermin Jara da redação local do Jornal ABC Color, o Brasil estaria pronto para dar o golpe de graça ao comércio de Ciudad del Este. Segundo o material, a partir de primeiro de agosto a Policia Federal brasileira vai aumentar o controle de todos os que entram e saem do País pela POnte Internacional da Amizade. Todos, segundo o texto, terão que tramitar "entrada" e "saída" não importa quantas vezes se atravesse a fronteira. Em parte na matéria, o colega cita empresários que acham que o anúncio vem como resposta ao pedido paraguaio de revisão do Tratado de Itaipu.


Comentário do Blog de Foz

Não há novidade. Tudo isso estava previsto. Em fevereiro de 2006 concersei com o então chefe da Delegacia de Migração da Polícia Federal no Paraná, delegado Igor Romário de Paula e ele anunciou que, se não me engano, a partir de junho daquele ano, todos os brasileiros iriam voltar a ter que "fazer saída" ao sair do País. Hoje, o brasileiro sai do país sem preencher nenhum documento. Isso nem sempre foi assim. Essa liberação de preencher um documento de saída foi criada no Governo do Presidente Fernando Collor. Antes disso, todos tínhamos que preencher um "cartão de saída" para irmos à Assunção, Caacupé, Buenos Aires, Posadas. Há mais tempo ainda, na época militar, a gente tinha que conseguir um visto de saída.

Escrevi sobre esse tema no meu blog Notas do Turismo. Como o material foi decentemente bom coloco aqui o link para uma postagem chamada Mudanças na Fronteira. Nela, o delegado Igor Romário de Paula, chefe da Delegacia de Migração para o Paraná, na época, me explicou bonitinho tudo o que estava acontecendo e anunciou algumas coisas que até o momento não recebeu a devida atenção da cidadania, da imprensa, das lideranças. Recomendo uma leitura do material. Tem novidade apesar de ser de fevereiro de 2006. Se ligue em uma informação para quem atravessa a ponte todos os dias e o travamento de uma máquina! Vê lá!


Bem tendo dito isso e ajudado a difundir a idéia de que tudo está previsto, e de que ninguém inventou a roda, acrescento que devemos aguardar para muito breve o anúncio de que o Paraguai também vai controlar quem entra no País de maneira mais eficaz. É só as obras da nova estrutura aduaneira-migratória ficarem prontas.

É o fim do Comércio de Ciudad del Este? Será o fim do turismo de Ciudad del Este? Desde 1995 venho acompanhando as discussões do que se chama "Produtos Turísticos Integrados do Mercosul" que criou alguns "pólos turísticos internacionais" dos quais o mais adiantado, apesar de tudo, é o "Pólo Turístico Internacional do Iguaçu" que inclui Foz do Iguaçu, Ciudad del Este, Puerto Franco, Hernandárias e Mingá Guazú (Paraguai) além da cidade e departamento de Puerto Iguazu (Argetina).

Esse Pólo significará agilidade nos processos migratórios de turistas. Hoje há muitos problemas com vistos. Tem turista que vem à Foz e não pode ir ver as Cataratas no lado argentino por falta de visto consular ou vice-versa. O Pólo significará que o turista que tiver entrado legalmente em um dos países membros do Pólo, pode circular livremente dentro do Pólo Internacional Turistico do Iguaçu. O Pólo terá limites. Por exemplo, o turista que estiver dentro do Pólo não poderá ir à Prainha de Santa Terezinha porque Santa Terezinha não está dentro do Pólo.

É aí onde entram as futuras bases de controle migratório nos limites do Pólo conhecidas pelo processo "afastamento das fronteiras". O Paraguai terá um controle no KM 14, a Argentina já tem um no KM 50 antes do Lago da Usina Hidrelétrica do Uruguaí e o Brasil terá uma estrutura perto do ou naquele prédio que os locais chamam de elefante branco na BR 277 que foi feito para ser o Portal de Foz (não confundir com o Portal da Foz, bairro). Vale a pena esperar para ver como terminará a novela daquele prédio do Governo Estadual.

É isso aí! Tudo está previsto. É mais fácil ajudar a acontecer! E não tem nada a ver com a revisão do Tratado de Itaipu! O Blog vai continuar acompanhando!