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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Quem é quem e o peso de cada país no FMI: o Brasil não está tão mal como dizem

Quais são os países que mais têm peso no Fundo Monetário Internacional? Esse peso, tem a ver com a "quota" em contribuição em SDF para formação de capital, o capital em SDF. Os números estão de acordo com a líderes do G-20 realizado na China em agosto deram as boas vindas à entrada entrada em vigor da 14ª revisão da reforma de quotas. Para o FMI a revisão reflete "um grande passo no papel desempenhado por países de mercados emergentes dinâmicos na governança do Fundo. A 15ª revisão deve ser concluída nas reuniões anuais do fundo em 2017.  Abaixo uma lista do Blog de Foz mostrando a participação de 22 países. Note que os Estados Unidos tem a maior quota no Fundo seguido pelo Japão e China. A revisão visa atender cobranças de países como o Brasil que querem ter mais voz no fundo mundial. A criação do Novo Banco de Desenvolvimento (BRICS) e o Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB) são parte dessa luta por voz no ajuste da situação financeira internacional. Consulte os links (fontes) e veja que o Brasil não está tão mal como alguns setores querem convencer a população. Confira a lista total das quotas dos países membros do Fundo Monetário Internacional.    
 

sábado, 1 de outubro de 2016

Está valendo: o Renminbi chinês já é parte da nova cesta de moedas do FMI

Christine Lagarde, Diretora do FMI
 O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a adoção da nova cesta de valorização do Direito Especial de Giro (DEG - SDR, em inglês). na qual está incluído o renminbi chinês (RMB), e as novas quantias de moedas que determinarão o valor do DEG durante o novo período de valorização. 

Segundo o aprovado pelo Diretório Executivo do FMI em 30 de novembro de 2015, a partir de hoje 1 de outubro de 2016 se determina que o RMB é uma moeda de livre uso está incluída na cesta do DEG como quinta moeda, junto com o dólar dos EE.UU., o euro, o yen japonês e a libra esterlina o Diretório decidiu também nessa oportunidade que as ponderações de cada moeda serão 41,73% para o dólar de EE.UU.; 30,93% para o euro; 10,92% para o renminbi chinês, 8,33% para o yen japonês e 8.09% para a libra esterlina. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Misão do FMI encerra visita e divulga sugestões para o Brasil de Temer

Algumas adaptações sugeridas pela equipe enviada ao Brasil pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)  que correspondem  ao item número 13 neste documento (relatório) divulgado. Segundo a instituição, as sugestões são da equipe ou missão não do FMI. 

Gargalos de infraestrutura. Prosseguir com as melhorias e reformas regulatórias recentemente anunciadas ajudarão a tornar as concessões mais atraentes para os investidores, preservando os altos padrões de governança e a concepção do programa.

Abertura da economia. Reduções nas barreiras tarifárias e não-tarifárias, incluindo uma revisão das políticas em matéria de requisitos de conteúdo nacional, e o prosseguimento com as negociações de livre comércio fora do Mercosul, iriam ajudar a aumentar a concorrência, eficiência e crescimento a médio prazo.


Alocação da poupança. Seria aconselhável a revisão das regras de destinação de crédito e outras distorções para assegurar que as poupanças nacionais se encaminhem para usos mais produtivos.


Reforma trabalhista. Reformas destinadas a facilitar o emprego produtivo e redução dos incentivos à informalidade iria promover de criação de emprego, investimento e crescimento.


Reforma tributária. Uma maneira importante de reduzir o custo de fazer negócios seria simplificar o Imposto de Estado sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). PIS / CONFIS e IPI também deve ser consolidado e substituído por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) federal.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

É oficial: Renminbi chinês é o novo "dinheiro" na Cesta de Moedas do FMI




É oficial. A partir de sábado, 1º de outubro a moeda chinesa o "Renminbi"   (RMB) passa a ser parte da "cesta de moedas" do FMI junto com o dólar, o euro, o iene japonês (Yen) e a libra esterlina. Segundo o Fundo Monetário Internacional, a partir de 1º de outubro o "RMB será uma Moeda de Uso Livre (Freely Usable Currency) como definido em nossos artigos" o que significa que o RMB terá um papel mais central nas transações do FMI. A cesta de moedas é chamada de SDR (Special Drawing Rights) ou Direito Especial de Giro. A informação acima  é parte da transcrição de uma teleconferência global realizada na quinta-feira, 22.



quarta-feira, 3 de julho de 2013

A voz da fronteira: estava tudo indo tão bem. De repente ...

Lenha na fogueira: Jeffrey Sachs
Estou na fronteira Brasil / Paraguai / Argentina desde 1977. Nunca vi um clima tão confuso  na região desde então. Primeiro temos o pepino da suspensão do Paraguai do Mercosul e a inclusão da Venezuela no bloco.  Aguardo com muita expectativa e desespero a oportunidade para celebrar uma solução. Os diplomatas precisam, trabalhar e muito. Como se não bastasse, o economista neoliberal dos Estados Unidos Jeffrey Sachs cuja maior fama é ter aplicado a chamada "Doutrina do Choque"*  na Bolívia para baixar a inflação, tem andado em Assunção onde está pregando a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI) na organização das contas da Itaipu no Paraguai. 

Sachs tem dito que a dívida de Itaipu de cerca de US$ 14 bi é muito grande e sugere ao Paraguai que peça além da participação do FMI, a criação de um novo Tratado de Itaipu. Ele sugere que os paraguaios façam isso sem enfrentamento com o Brasil. O assunto é de interese de todos pois segundo a conta dele a Itaipu já custou US$ 12 bilhões e ainda deve US$ 14 bi. Esse assunto vai pegar todo mundo porque todos trabalhamos com a possibilidade da Itaipu estar paga em 2023 quando termina o Tratado.    Ele diz que o Paraguai já tem direito a seus 50% de energia para vender no mercado internacional. 

Na área ambiental, abaixo do Trópico de Capricórnio, temos convivido sem a presença de grandes poluidores e grandes chaminés  O presidente Federico Franco, do Paraguai, defende a vinda da mineradora Rio Tinto para, acima de tudo, queimar a parte da energia da Itaipu que lhe corresponde e que sem dúvida trará uma nova fonte de poluição para a região até agora livre dela. Os argentinos que moram próximos da região onde a mineradora poderá se instalar já disseram que não querem. Mas o presidente Franco mandou a mensagem da soberania e que ele pode colocar a fábrica onde quiser. 

Porém a última novidade ou ingrediente no cenário sub-trópico capricorniano é o anúncio de que a província de Formosa, na Argentina,  poderá receber um reator atômico de 200 MW da versão CAREM (Central Argentina de Elementos Modulares) Ora, Formosa está ao lado de Assunção. O presidente do Paraguai já protestou dizendo que é incabível tolerar uma usina nuclear na érea do rio Paraguai. O governo de Formosa é a favor. O material para o protesto já está pronto.Esse cartaz vermelho e preto diz: Não à Fukushima de Formosa.
 

* Escrevi sobre a "Doutrina do Choque" aqui comentando um livro do mesmo nome da escritora canadense Naomi Klein.