domingo, 29 de junho de 2014

Sultanato de Omã em Foz do Iguaçu: Exposição Tolerância Religiosa

Onde fica Omã?
Omã é um país interessante. Localizado na Ásia, perto da África e controla a entrada do Golfo Pérsico. É um sultanato. Já foi governado por Portugal durante 140 anos. Tem petróleo. Já dominou a ilha de Zanzibar na África. O povo é famoso por ter sido grandes navegantes e hoje investe na divulgação do Omã como um lugar onde a tolerância religiosa é grande. Nem sunita, nem xiita, o Omã é ibadita seguido pro 75% dos habitantes. Mas há hindus, judeus, cristãos tanto católicos como protestantes. E a partir da manhã desta segunda-feira, 30, a Embaixada do Omã está patrocinando uma exposição na Fundação Cultural de Foz do Iguaçu.      
No Brasil só São Paulo e Foz do Iguaçu  estão na lista das cidades que vão receber a exposição itinerante. O nome dela é:  “Tolerância, Entendimento, Coexistência – a Mensagem de Omã sobre o Islã: a vida islâmica em uma sociedade árabe moderna”. A exposição tem o apoio da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira com a ajuda local da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu via Diretoria de Assuntos Internacionais.  

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Constrangido por ônibus do Consórcio Sorriso

A qual empresa do Consórcio Sorriso pertence o micro-ônibus de número 46110 ?  Hoje, sexta-feira, dia 27 deste mês de junho, entre as 16h e 17h, o motorista do mencionado micro me deu um banho na Avenida Costa e Silva. O trânsito ao longo da avenida estava pesado. Chovia, na hora. Centenas de carros passaram por mim e somente o 46110 e me deu um banho. Me pareceu proposital. Gostaria que a direção do Consórcio tomasse alguma providência entre elas e inclusive fornecendo cursos de comportamento no trânsito e as relações entre veículos e pedestres.  Vivemos em um mundo complicado onde todos temos direitos e deveres. Ao passo que o carro tem 128 anos de existência, o pedestre, bípede, o que inclui a todos os motoristas e as motoristas quando não estão no volante, têm entre três e quatro milhões de anos nas costas. O respeito entre montados e desmontados é bom. É inadmissível que um motorista, especialmente se for masculino, use o carro ou o 46110 como uma prótese para sua macheza. Seria interessante ver se a prótese funcionária caso eu decidisse cobrar R$ 5 mil, por exemplo, pelo constrangimento.      

Notícias da Colônia Japonesa de Foz Iguaçu: despedidas das mestras


Despedida das professoras da Jica
O domingo, 22 de junho foi especial para a colônia japonesa de Foz do Iguaçu. Apos a missa do Mês, na Igreja Tenrikyo, mais de 60 pessoas participaram de um almoço organizado para a despedida de duas professoras japonesas que trabalharam em Foz do Iguaçu nos últimos dois anos. 

Brindando, três vivas e um Kampai!
 Elas foram enviadas e bancadas pela JICA - Japan International Cooperation Agency /Agência Japonesa  para Cooperação Internacional. Yoko Fukumoto e Tomomi Oyama. Uma coisa interessante é que Yoko Fukumoto cumpriu a missão dela e teve que voltar para o Japão. Foi substuída por Tomomi Oyama. Meses depois Yoko voltou por conta própria e segundo minha amiga Silvia Saito, com um contrato com a iniciativa privada. Agora acabou o contrato de Tomomi com a Jica. As duas embarcam de volta para o Japão no próximo dia 10 de julho.
O almoço
 Na despedida, Yoko chorou e disse em português bem claro, "desculpe, eu sou chorona". Para a despedida, a comunidade organizou um almoço nippo-brasileiro que foi dominado por uma feijoada, arroz, saladas, sushi, farinha, doces, bolachas e até brigadeiros. A anfitriã da festa, Junko Kimura que assinou a feijoada, explicou que a despedida foi a razão para ter juntado tanta gente.

No desfile de 100 anos
As carismáticas professoras foram responsáveis pela presença de alunos, pais de alunos e amigos da Escola de Língua Japonesa de Foz do Iguaçu, membros da Igreja Tenrikyo (inaugurada com todas as honras no dia 1º de junho) e da Associação Nipo Brasileira de Foz do Iguaçu localizada no bairro de Santa Rita (Rua Gilberto Romeiro, 211) e famosa pelo Sukiyaki e pelo grupo Todoroki Daiko - grupo dos tambores (taiko) japonêses. Algumas pessoas como o condutor reverendo Lioji Kimura da Igreja Tenrikyo e família participam de todos os eventos.      Com o fim do convênio  com a JICA,  a escola fica sem professor ou professora enviados do Japão por um tempo. Porém a comunidade garante que as aulas continuam sob a batuta de pessoal local. As professoras se integraram tanto a Foz do Iguaçu que participaram do desfile do Centenário de Foz do Iguaçu. Na foto ao lado se vê o grupo de Taiko de Foz na Avenida Paraná. Atrás, de kimono, há três pessoas: a professora Fukumoto, a senhora Ogura e a professora Oyama, parcialmente vista.  A relação delas com os japoneses e descendentes de Foz do Iguaçu; alunos tanto crianças japonesas como adultos não japoneses não termina por aqui.  

terça-feira, 24 de junho de 2014

Câmara de Foz do Iguaçu discute o fracking na sexta-feira

A Associação das Câmaras Municipais do Oeste do Paraná (Acamop) com apoio da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu realiza na próxima sexta-feira (27), às 14 horas, no Plenário da Câmara Municipal, o Encontro Contra o Fracking - fraturamento hidráulico (exploração do gás de xisto). 


O vereador Paulo Rocha - 2ª Secretário e membro da diretoria da Acamop - convida a comunidade de Foz e das cidades adjacentes para encontro. “Esta é a oportunidade de conhecermos os malefícios dessa exploração de nossas reservas naturais para que a partir disso possamos nos posicionar e unir forças para barras este tipo de exploração”, alerta.


Por sua vez, o presidente da Câmara de Foz, vereador Zé Carlos Neves, destaca: “É importante que a sociedade organizada conheça este processo, polêmico e duvidoso, de exploração do gás de xisto. Todos estão convidados, o evento é aberto ao público”, finaliza.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Já que Foz é adulta, vamos revisar essa história: erva-mate, uruguaios, bascos e maçons

A administração autônoma de Foz do Iguaçu já tem 100 anos. Já estamos a caminho dos 200 anos. Agora que passou a febre das celebrações gostaria de chamar a atenção dos amantes da história (não necessariamente os historiadores) para a visão unilateral e nacionalista nossa quanto aos "argentinos" que dominaram o comércio e o transporte da erva mate antes, durante e após a Colônia Militar. A maioria daqueles que nós chamamos somente de argentinos era de descendência ou nacionalidade espanhola; a maioria era etnicamente basca. Muitos haviam nascido ou morado no Uruguai e terminaram em Posadas (Misiones), quando ela ainda se chamava Trinchera de San José, graças à Guerra da Triplice Aliança. 
Leandro Arrechea (Filho) 
Foto do livro de Burton Holmes (1917)
Um deles era o basco-espanhol Alfonso de Arrechea que chegou em Trinchera de San José, em 1869. Ele veio de Maldonado no Uruguai. Segundo informações de várias fontes argentinas, Alfonso Arrechea era fornecedor do exército uruguaio durante a guerra. O Brasil também tinha base em Posadas e seus fornecedores. Anos depois, e já na "bonanza" do mate, o filho dele, Leandro Fidel Arrechea, abriu o primeiro hotel em Puerto Iguazú (então Puerto Aguirre). No lado argentino das Cataratas há uma queda chamada Salto Arrechea em homenagem a ele.

Com o patriarca Arrechea, Dom Alfonso, vieram a mulher dele, a brasileira, Horlanda Machado e os filhos Antonio, Alfonso II  (o futuro hoteleiro), Luis, Epifanio e Luisa. Em Posadas nasceram Leandro), Amelia, Floriano, Vicente, César Augusto e Fidel. Dois outros bascos vieram com ele: Juan Francisco Goicoechea e Joaquim Aramburu. O Francisco Goicoechea se fixou mais tarde no lado brasileiro e consta nos registros de viajantes brasileiros da época. Assim vejo que os argentinos não eram o "bicho papão" que fomos ensinados a pintar hoje.

Domingos Barthe, um dos maiores proprietários de terra no que hoje é o Oeste do Paraná também era basco mas diferente dos Arrechea, Barthe era francês de nascimento. Ele foi, segundo publicações argentinas, o homem mais rico de Misiones (Argentina). Outros nomes também eram bascos, como os Gibajas da empresa Núñez y Gibaja e até Jesús Val, trazido para a fronteira por Arrechea. Jesús Val que aparece registrado na Colônia Militar como Espanhol, segundo a moda tinha algum tipo de documento argentino e possivelmente também nacionalidade uruguaia. 

Outros bascos importantes com presença na região foi Domingo Arrayagaray e Martín Errecaborde que compraram as terras onde hoje se encontra o Parque Nacional do Iguazú. Foi Arrayagaray quem vendeu ao governo argentino as terras para a criação do Parque Nacional Iguazú. A importância dos bascos na região é grande. Outro fato que me chama a atenção é que a região deve muito a outro grupo social que ajudou a formar a indústria da erva mate e a base para o crescimento da região. Falo da maçonaria e não aleatoriamente. Me refiro a Logia Roque Perez de Posadas fundada em 1879. Sem ela, a vida de Posadas e da região teria sido bem mais difícil.      


Finalmente chamo a atenção para a coexistência da indústria da erva mate com o turismo. Peço licença para discordar e sugerir que no ciclo da erva mate estava contido o turismo cujo ciclo está longe de terminar. O capitão Edmundo de Barros, o governador de Misiones, os capitães de barcos todos mantinham conversações 'especulatórias' sobre o turismo e deram os primeiros passos. O primeiro hotel na Argentina estava ligado aos primeiros hotéis em Foz do Iguaçu. Voltaremos ao assunto!

Bandeira de Taiwan é hasteada em Foz (pela primeira e última vez)


Bandeira da República da China (Taiwan) oficialmente hasteada 
 Havia uma inocência no ar nos anos 90. O Muro de Berlim havia acabado de cair e guerra fria chegava ao fim. Começava uma disputa morna e Foz do Iguaçu não conseguia entender bem o que acontecia. Feira das Nações de Foz do Iguaçu é dona de um dos nomes mais bonitos já criados pela comunidade organizadora de eventos de Foz do Iguaçu. Em maio de 1992 aconteceu uma Fenartec especial. Foi uma das mais animadas. Um dos motivos foi a participação da Coréia e da China – quer dizer da República da China. N metade dos anos 1980 até certa parte dos anos 90, um dos sonhos de muitos iguaçuenses era vender uma casa para os chineses que chegavam na região fronteiriça em grade número. A comunidade chinesa em Foz do Iguaçu era na maioria de Taiwan, a ilha que já foi chamada de Formosa pelos navegantes portugueses porque de longe ela parecia formosa. Em 1992, um ano bom, os organizadores da Fenartec convidaram a comunidade chinesa para participar. 

Comunidade Taiwanesa teve a maior presença na festa daquele ano
Taiwan e China
A adesão foi em peso, várias barracas foram compradas com direito a karaokê chinês, comida e entrega de brinquedos para entidades locais. A comunidade adquiriu vários stands e foi uma das etnias presentes super alegres. No dia da abertura, por volta das 19h40, foi tocado o hino nacional brasileiro. A flâmula verde-amarela foi hasteada lentamente pelas autoridades e simultaneamente subiam o mastro as bandeiras das comunidades presentes: argentina, paraguaia, portuguesa, ucraniana (da República de Prudentópolis), japonesa, coreana – também participando pela primeira vez, libanesa, também super animada e é possível que venha havido outra. Em seguida, foram cantados os hinos nacionais de cada colônia. Eu cobria a cerimônia para A Gazeta do Iguaçu pois eu acompanhava a historia de Taiwan e sua luta para existir apesar da oposição da República Popular da China, a China Grande.  Ainda era época de guerra fria. Taiwan era pró-Oeste e a China era o perigo. Na América do Sul, daquela época como ainda é hoje, Taiwan só mantinha relações diplomáticas plenas com o Paraguai e o Equador. Ver um chinês da China Popular era muito difícil. Na matéria repercuti o fato da bandeira de Taiwan ter sido hasteada no Brasil pela primeira vez e não só, isso, com direito à posição de sentido para o hino de Taiwan. Orgulhosos do acontecimento, chineses, coreanos e outras nacionalidades decidiram com os organizadores que a cerimônia das bandeiras e dos hinos se repetiria até o fim da festa. No outro dia, os organizadores foram informados de que havia impedimento para a cerimônia ligada à bandeira de Taiwan pelo motivo de que o Brasil não permitiria por motivos diplomáticos. Naquela época, como agora, era normal em Foz as conversas de pé de ouvido, sem que se abrisse ou se abra o jogo. 

De maneira não oficial saiu a informação de que quem impediu a festa foi a Embaixada da China. De lá para cá muita coisa mudou. A China não abre mão de ser a única representante do povo chinês inclusive daqueles que moram em Taiwan e não querem saber dela. Pouco a pouco a influência da China chegou a todo mundo e a comunidade taiwanesa de Foz do Iguaçu começou a ser mais silenciosa ao ponto de hoje ser difícil encontrar que diga que é de Taiwan. Muitos iguaçuenses ficaram de boca aberta e como sempre tentaram se rebelar. Oficialmente as coisas não mudaram. O Paraguai continua fiel à República da China. Tem Embaixada em Assunção e consulado em Ciudad del Este. O Brasil não tem representação diplomática de Taiwan mas tem um escritório comercial. Para o taiwanês vir ao Brasil é necessário uma certa acrobacia. Ainda hoje não seria possível anunciar que o hino de Taiwan seria tocado em uma cerimônia oficial com prefeito e vereadores participando. A Fenartec aconteceu no CTG Charrua. Aí está um evento que não pode ser descontinuado! Festa das Nações!             


domingo, 15 de junho de 2014

Nota do Comtur pede que se permita vinda de missão da Unesco

O Conselho Municipal do Turismo de Foz do Iguaçu rompeu o silêncio e se posicionou sobre o problema da possibilidade do Parque Nacional do Iguaçu perder o título do Patrimônio Mundial, em última instância e de entrar para a Lista do Patrimônio Mundial em perigo.  Na nota (clique na imagem para aumentar o tamanho) o COMTUR se solidariza com o deputado Assis do Couto autor da Lei que cria a Estrada Parque do Colono no sentido, de ambos, sugerirem transparência do assunto, discussão aberta e que permita-se a vinda de uma missão científica da IUCN / Unesco para avaliar os reais riscos da Usina Baixo Iguaçu e da Estrada do Colono. A nota foi publicada no dia 12 de junho na A Gazeta do Iguaçu.   

Fórum em Cascavel discutiu o fracking no Oeste

A Gazeta do Iguaçu de 12 de junho de 2014
Há poucos dias o blog postou uma nota sobre a iminente exploração do gás de xisto no Oeste do Paraná. Uma das preocupações era a dificuldade da discussão sobre o assunto levar voo e sair da região Oeste do estado e chegar às ruas de maneira que os brasileiros possam dizer se querem ou não e, claro, pagar o preço. Na reportagem publicada na edição da Gazeta do Iguaçu de 12 de junho, o repórter Enio Jorge Job registra um fórum em Cascavel que discutiu o assunto. Um especialista falou sobre o assunto e disse que na operação de "fraturamento hidráulico" chega-se a utilizar 30 ou 40 milhões de litros de água misturadas a um coquetel de produtos químicos e areia para liberar o gás preso nas rochas. A quantidade de água equivale a uma Cataratas do Iguaçu em dias de enchentes. Esta semana as Cataratas chegaram a uma vazão de 46 milhões de litros ou 46 mil metros cúbico por segundo. É esta a grandeza com a qual estamos trabalhando.  De onde virá essa água? É possível tratá-la depois considerando que há mais de 600 produtos químicos que podem ser utilizados, todos poluentes e alguns cancerígenos? A discussão aconteceu na Câmara de Cascavel.  Pesquise para saber mais sobre o perigoso assunto! Última coisa, veja os nomes das empresas que são candidatas à concessão.  

sábado, 14 de junho de 2014

A inesquecível Festa Ecumênica Iguaçuense para Iemanjá em 1993

Missa ao som do atabaque com oferendas ...

Porque Foz é centenária. 
É bom lembrar algumas coisas! 

Foi a 18ª Festa de Iemanjá celebrada no domingo, 7 de fevereiro de 1993. Foz do Iguaçu ousou. Às 5h da tarde daquele dia, um caminhão do Corpo dos Bombeiros chegou trazendo a imagem de Iemanjá e a de Nossa Senhora dos Navegantes puxando uma caravana, uma procissão. No Porto Meira, um pouco antes da rampa que na época dava acesso público e irrestrito ao rio Iguaçu, membros da organização haviam preparado um altar onde seria realizada uma missa.
A soltura da pombinha da paz foi muito bonita

Os religiosos responsáveis pela missa era da Igreja Católica Apostólica Brasileira. Era uma missa normal celebrada pelo bispo Dom Manoel José da Rocha e o padre Zeferino Ranzolin com a diferença de que tinha acompanhamento também de atabaques. Havia próximo ao altar católico, um “conga”  ou altar de umbanda e candomblé. No altar afro-brasileiro havia oferendas que ima desde flores, perfume e comida.
Missa ao som do atabaque com oferendas ...

Na missa os padres católicos lamentaram que os direitos dos africanos a adorarem a Deus da maneira que eles entendem não tenha sido respeitados. Segundo o material publicado n’A Gazeta do Iguaçu e assinado por mim passou a idéia de celebração da liberdade.Destaco a participação dos bombeiros, do Macudo Safari e da Capitania de Portos do Rio Paraná.

 
Adicionar legenda

Como no evento, na época, já havia a participação de argentinos e paraguaios, a festa apontava para um futuro promissor. Ainda continua, mas a ousadia universalista demonstrada naquele ano, é algo que pode e deve ser recuperado, resgatado.A Festa de Iemanjá continua sendo celebrada em Foz do Iguaçu e após um período de calma, começa a recuperar a Força. Nos últimos três anos tenho acompanhado a festa iniciada em Foz do Iguaçu pela Mãe de Santo Vó Benedita e agora sob a liderança da Ialorixá Mãe Amanda Vieira do Porto Meira.             

Por que não teve continuidade?

Argentina restaura antigo hotel das Cataratas - Patrimônio Histórico de Puerto Iguazú

O antigo Hotel Cataratas del Iguazú ***
Já restaurado e inaugurado como Centro de Interpretação Ambiental do Parque Nacional Iguazú  (divulgação)


O menú do restaurante do Hotel Cataratas del Iguazú do dia 19 de agosto de 1947 oferecia o seguinte para os privilegiados hóspedes, segundo José Antonio Fragas, guarda-parque aposentado do Parque Nacional Iguazú,  no livro "Parques Nacionales - La razón de mi Pasión": *

Menu
CENA 
19/8/1947

Mayonesa de Atún
Consomé Pastina a la reina
Timbal de Maíz
Spezzatino de Teraera Funghatto
Pesceto de Novillo hechado al Horno
Coliflor Fines Herbes  
Fina Pastelería  
Café

Esta nota se justifica porque o prédio do antigo Hotel Cataratas del Iguazú foi restaurado, ganhou nova missão e foi inaugurado no final de maio deste ano. A nova missão do "Viejo Cataratas", apelido carinhoso dele, é servir como Centro de Interpretação Ambiental do Parque Nacional Iguazú. Interpretação é uma parte importante do novo Centro que servirá também de apoio à venda de artesanato mbyá guarani.  Graças ao livro de Fragas, foi possível conhecer a logo original do Hotel: um "H", contornado por um "C", maiúsculos, tendo uma palmeira pindó cortando o centro do água representando o "i". Muito sábio o uso da palmeira porque nada é mais simbólico das Cataratas do que as Palmeiras Pindó além de serem parte da tradição e visão de mundo guarani.

O Hotel foi inaugurado em 1922. A construção começou em 1920 pelo engenheiro Otto Hansen, que explorava ou sublocava as terras que pertenciam a Domingo Arrayagaray Echeverría e que mais tarde seriam compradas pela "Nação" * para a criação de um Parque Nacional. Ayarragaray morreu em 1921 sem ver a inauguração do hotel. Hansen prosseguiu com a exploração do hotel após negociação com os herdeiros do uruguaio de descendência vasco-espanhola Ayarragaray falecido em Buenos Aires. O novo Centro de Interpretação foi inaugurado com a presença do ministro do Turismo Henrique Meyer, do governador da Província, Maurice Closs, autoridades municipais, o chefe do Parque Nacional Iguazú, Juan Sergio Bikauskas e do chefe do parque Nacional Iguaçu, Brasil, Jorge Pegoraro. Acrescento que o edifício do Velho Hotel foi declarado Patrimônio Municipal de Puerto Iguazú pelo Conselho (Câmara) Municipal desde 2009 junto com outros sete prédios no centro da cidade-gêmea com Foz do Iguaçu. Além do antigo Hotel Cataratas del Iguazú na área das Cataratas, o Antigo Mirante  (ao fundo na foto) que por anos ofereceu uma grande visão das Cataratas para os mais destemidos, também foi incluído na lista do patrimônio histórico e cultural de Puerto Iguazú.

 *  Editorial Administración Parques Nacionais (APN) da Argentina / Cortesia do intendente anterior do PN, Daniel Crosta.
** "Nação" em vez de dizer governo federal;  
*** Foto cortesia de Leontina Fernandes, in memoriam. (Filha de Leodato Fernandes topógrafo do DNER responsável pelos levantamentos da Ponte Internacional da Amizade)            

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