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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Constrangido por ônibus do Consórcio Sorriso

A qual empresa do Consórcio Sorriso pertence o micro-ônibus de número 46110 ?  Hoje, sexta-feira, dia 27 deste mês de junho, entre as 16h e 17h, o motorista do mencionado micro me deu um banho na Avenida Costa e Silva. O trânsito ao longo da avenida estava pesado. Chovia, na hora. Centenas de carros passaram por mim e somente o 46110 e me deu um banho. Me pareceu proposital. Gostaria que a direção do Consórcio tomasse alguma providência entre elas e inclusive fornecendo cursos de comportamento no trânsito e as relações entre veículos e pedestres.  Vivemos em um mundo complicado onde todos temos direitos e deveres. Ao passo que o carro tem 128 anos de existência, o pedestre, bípede, o que inclui a todos os motoristas e as motoristas quando não estão no volante, têm entre três e quatro milhões de anos nas costas. O respeito entre montados e desmontados é bom. É inadmissível que um motorista, especialmente se for masculino, use o carro ou o 46110 como uma prótese para sua macheza. Seria interessante ver se a prótese funcionária caso eu decidisse cobrar R$ 5 mil, por exemplo, pelo constrangimento.      

sábado, 29 de outubro de 2011

Cada celular é um studio multimídia: chuva e noticias

Inundação na Avenida JK hoje . Chuva, muita chuva com vento. Esse foi o último dia do I Encontro Mundial de Blogueiros. Em época em que cada cidadão é um repórter, vale a máxima "um celular na mão e um acontecimento à vista" . Enquanto conversava vi muita gente fazando imagem com celulares de vários tipos. O mais novo parecia ter 10 anos. Onde as imagens vão para? No orkut, facebook, MSN e outras mídias sociais? Pena que não pude chegar perto do encontro dos blogueiros. O domínio da notícia se esfuma, o acesso aos meios de produção de imagem é mais fácil, os preços caem e cresce o número de gente falando - se pulveriza o material e o controle cai. Diminui também o tamanho da audiência. E o ganho financeiro. Ninguém é ninguém na internet individualmente. Fiz esta foto que ilustra o que estamos falando - cidadão observa registra a invasão da água pelo celular. Na foto três, o colega e fotógrafo Kiko Sierich provando que o que está ruim pode piorar. Kiko no meio da inundação da JK em Foz com suas botas já submersas e pesadas de água! Quanto custa, em sacrifício, uma boa foto!







terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um dia especial ! Que combinação!

Lua cheia, em dia de solstício (de verão, para nós) e eclípse total da lua - foto da Nasa mostra a Lua encoberta pela sombra da Terra em Arlington, Virgínia EUA. Não vimos eclípse na latitude de Foz do Iguaçu. Primeiro porque estámos muito ao Sul. Segundo, porque agorinha está chovendo. E chovendo gostosamente. Há oito dias, Foz do Iguaçu amanheceu com céu nublado e uma temperatura de 13º C. Ontem, amanhecemos com 33ºC caminhando para a máxima de 36ºC. Hoje fez calor de apimentar a pele. Não caminhei na rua para não me queimar. E à noite, o alívio: choveu. Lua cheia, solstício e eclípse é uma combinação de trincar a cabeça. Viva a combinação! É algo que anuncia mudança. E põe mudança nisso. Tudo vai mudar. Depois me explico. Logo, logo! Por enquanto deixem rolar! Na foto dois, o solsticio em Stonehenge, Inglaterra.

quarta-feira, 24 de março de 2010

As chuvas: o dia depois! Reflexões de um Ecologista

Um dia depois do Dia Mundial da Água uma chuva forte alagou Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e causou muito prejuizo. Mostrou que temos problemas. Nesta primeira foto, chamo a atenção para este mecanismo que cata água do teto da casa e joga diretamente na rua. Pense em quanto teto nós temos nas cidades e quanta água é jogada diretamente na chamada rede pluvial. Na prática esse é o caminho mais rápido para a água chegar no rio lá no fundo do vale. Quando a Natureza criou a chuva, a ideia era que a água fosse utilizada in situ para a recarga de águas subterrâneas como lençóis freáticos, aquíferos e outros. Hoje, pode chover quanta chuva quiser, mas essa recarga não acontece porque toda água é mandada para um "córgo" (córrego, rio) da maneira mais veloz possível via bocas de lobo, boeiros e as famosas galerias de águas pluviais. Captar esta água em casa evitaria que boa parte dela fosse contribuir para as enchentes relâmpagos dos rios.
Há um pouco mais de um mês publiquei uma nota chamada "Socó pensa que está no Pantanal" onde mencionei, de passagem, o perigo de alagamentos nas regiões da Vila Borges e outras áreas por causa da inevitável ocupação (drenegem, aterro, construções) dos terrenos na Avenida República Argentina. Esse problema vai acontecer por toda parte. As duas fotos, inferiores, mostram detalhes do alagamento da Avenida República Argentina que com um pouquinho mais alagaria também os supermercados da região (há dois). No momento, na minha casa eu estou fazendo igual a todos. Minha casa não tem calha e meu terreno quase alagou por causa da água que caia do meu próprio telhado. O meu plano é segurar o máximo de água nas próximas chuvas, usar a água e devolvê-la à terra dentro do meu terreno. Quer dizer ajudar a recarregar o lençol freático logo abaixo de minha habitação. Aceito a doação de super caixa d'água (5mil litros ou +) e calhas velhas. Veja um diário dessas reformas que são parte de um projeto de vida.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pó de serra para atrair barro vermelho! Saudades da Foz velha!



Fotos 'bairronauta' - Foz não morreu, ainda tem barro vermelho!

Quando cheguei em Foz do Iguaçu em 1977 uma coisa me chamou a atenção além da terra vermelha. Em dias de chuva, os ônibus urbanos enchiam o corredor de pó de serra. Você sabe o que é isso? O pó de serra era de madeira de qualidade. A região ainda tinha serrarias que serravam madeira de lei. A serragem que é outro nome para o pó de serra, ajudava a evitar que os pés pesados de barro vermelho dos iguaçuenses sujassem os ônibus. Mas agora uma pergunta importante. Por que estou usando os verbos no passado nesta narrativa? Ainda hoje os ônibus de algumas linhas de Foz do Iguaçu colocam pó de serra para que os passageiros que ainda moram em ruas sem calçamento, sem pavimentação ou calçada possam embarcar sem precisar sujar o veículo. É o que tento mostrar com a foto acima onde um ônibus da Empresa Irmãos Rafagnin tem um escudo de pó de serra. O ônibus que aparece na foto não faz a linha Lote Grande - Aparecidinha - Foz do Iguaçu centro. Ele faz a linha, sente-se e segure-se, Vila "A" Jardim Ipê II via Avenida Paraná. É a nobre linha 50.

Além de me lembrar dos velhos tempos, o pó de serra amarelinho, desta vez, possivelmente de pinho é testemuha de que a madeira de lei acabou, as serrarias fecharam e os madereiros tiveram que mudar de vida. Fiquei contente de constatar que ainda temos pó de serra de ônibus e não atingimos aquele nível de "desinfecção sanitária" e "natural" que possuem Nova York, Londres e até o metrô de São Paulo. Ainda temos barro vermelho para emporcalhar o que for necessário. Viva o Barro Vermelho!

Me lembrei da Manuela

Manuela é portuguesa. Eu devo levar uns seis meses de vantagem sobre ela. Quer dizer cheguei em Foz vindo de Alagoas uns seis meses antes dela. Manuela, eu sei por quê cargas dela ela chegou aqui mas não vou contar, chegou para ficar e ficou. Manuela era pequeninha, fraquinha mas teimosa e além de ser aparentemente de ferro. Manuela chegou de Lisboa, ou pelo menos deve ter embarcado em Lisboa, que como toda a Europa além de ter um céu triste, horizonte cinzento ainda tem um solo sem cor.

Chegando em Foz, logo Manuela teve que andar de ônibus da periferia que naquela época incluia a linha Vila Iolanda - Parque Nacional, por exemplo. E mesmo nessa linha que hoje é chique, o ônibus já vinha com o piso forrado de pó de serra. Manuela me confidenciou esses dias, na festa de despedida de uma colega de São Paulo que veio pra Foz, fez Unioeste e casou com um paulista e daí voltou pra lá. Ela me disse: "sabe qual é minha lembrança? Foi o primeiro dia que peguei o ônibus e vi aquele monte de pó de pau, quer dizer, serra. Pensei: onde eu estou meu Deus? Aquelas ruas sujas, não de lixo, mas de barro. Eu chorei muito" segredou-me. Pois bem Manuelinha, saiba e sinta-se feliz, o pó de serra ainda está aí. Mais amarelinho e reduzido a uma ou duas espécies, Mas não morreu. Clique na foto para aumentá-la e matar a saudade!