quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Eclipse em Foz do Iguaçu: lembrando


Momentos mágicos vividos no dia 3 de novembro de 1994. Pessoas de todo o Brasil e outros países se arrumam como podem para aguardar o eclipse total do sol que mergulhou a região em uma escuridão rápida, total e inesquecível. A foto foi feita por Nei de Souza para a Gazeta do Iguaçu. Embora eu tenha gostado desta reunião aqui próximo às Cataratas, Nei, eu e aquipe passmos a eclipse em um sítio na Avenida das Cataratas, se não me engano acompanhando um grupo de "seguidores de ecplises" e astrônomos amadores dos Estados Unidos em um grupo atendido em Foz pela STTC Turismo. Gostei de ver aqui como a multidão se organizou para ver o eclipse com equipamento improvisado, paci~encia para esperar e guardar o lugar e muita curiosidade.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Expedição científica argentina no Rio Iguaçu em 1892


Em 1892, o governo argentino organizou uma grande "Expediçâo Científica Recoletadora" que reuniu grandes nomes da ciência da época. A meta da expediçao era levantar produtos naturais e industriais e, especialmente, exemplares da fauna argentina para enviar a um evento internacional que aconteceria em Chicago.

A expedição foi dirigida pelo botânico Gustavo Niederlein, do Ministerio da Agricultura. Participaram outros nomes como A. Ballerini, J. Vollenweider, E.C. Moody, A. da Rocha, J. de Hans. Th Schuman, A.N. Campbell Johnston e outros como Moisés Bertoni. Além de botânicos a expedição contava com turistas,artistas, caçadores, fotógrafos e outros profissionais. A foto que aparece aqui é fruto da expedição. Ela mostra um antigo porto que havia em Foz do Iguaçu chamado de Porto Francês. Deve ter ficado próximo à região do atual Porto Meira. O Porto pertencia a Robert de Blosset, um francês que emigrou para Misiones com o propósito de abrir o primeiro Consulado Honorário Francês em Posadas. 

Blosset tanbém teve negócios na região, possivelmente ligados à erva mate. As informações são do site História e Arqueologia Marítima que retrata esta e outras expedições sobre os rios Alto Paraná, Paraguai e Iguaçu e em 1892. A foto é de E.C.Moody que participou na expedição.

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sobre a expedição

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Festival de Canoagem em Tomazina



No dia 14 de novembro, sexta-feira passada, postei um material avisando que uma equipe razoável de Foz do Iguaçu partira de manhã para Tomazina, no Norte Pioneiro do Paraná, para disputar provas da Copa Brasil de Caiaque Pólo, Campeonato Paranaense de Descida e a Copra Open Brasil de Descida. Os três eventos foram parte do 20º Festival de Canoagem de Tomazina. Abaixo estão os resultados que o professor e treinador da moçada, Valdecir Fernandes da Cruz de Foz me acaba de repassar. Confira:

Copa Brasil Caiaque Pólo
Categoria inciante

Meninos do Lago, Foz do Iguaçu, 1° lugar
Atoca Kids, Tomazina, 2° Lugar
Centro Convivência Escola Bairros (Morumbi), Foz do Iguaçu, 3º lugar

Categoria juvenil
Foz Polo, Foz do Iguaçu, 1° lugar
ICLI- Pólo, Foz do Iguaçu, 2° lugar
Atoca Pólo, Tomazina, 3° lugar

Categoria Sênior
São Polo, São Paulo, 1º lugar
Iate Clube A, Londrina, 2º lugar
Iate Clube B, Londrina, 3º lugar
Atoca, Tomazina, 4° lugar

Resultados para o Campeonato Paranaense de Descida
Categoria cadete masculino

Leonardo Lucas Curcell, Foz do Iguaçu, 1° lugar
Rafael Belio Fransceschetti, Foz do Iguaçu, 2° lugar
Ramon Otavio Henrique Correa, Tomazina, 3° lugar

Categoria cadete feminino
Bruna Paula Teixeira, Foz do Iguaçu, 1° lugar
Barbara Rossi, Foz do Iguaçu, 2° lugar
Jessica Priscila Albergoni, Tomazina, 3° lugar

Categoria júnior
André Gean da Silva, Foz do Iguaçu, 1° lugar
Recharleston Alves do Amaral, Foz do Iguaçu, 2° lugar

Categoria Sênior
Clevir de Jesus, Tomazina, 1° lugar
Daniel Gomes Maciel, Tomazina, 2º lugar
Carlos Alexandre do Sene, Tomazina, 3° lugar

Categoria Master
Edélcio Roberto Palhares, Londrina, 1ª colocação

Resultados Open Brasil Descida
Leonardo Lucas Curcell, Foz do Iguaçu, 1° lugar
Robson, Foz do Iguaçu, 2° lugar
Rafael Belio Fransceschetti, Foz do Iguaçu, 3° lugar
Fabiano Welter, Santa Catarina, 4° lugar
Marcos Zanguiline, Santa Catarina, 5° lugar
Bruna Paula Teixeira, Foz do Iguaçu, 6° lugar
André Gena da Silva, Foz do Iguaçu, 7° lugar
Edelcio Roberto Palhares, Londrina, 8° lugar
Ramon Otavio henrique Correa, Tomazina, 9° lugar
Clevir de Jesus Albergoni, Tomazina, 10° lugar

As provas aconteceram no rio das Cinzas. Mais de 100 atletas participaram. A cidade movimentou mais de 10 mil pessoas no final do semana por causa do festival. A palavra Atoca, que vimos acima, é a sigla da Associação Tomazinense de Canoagem.

Proibido entrar dois por vez


Passando por um bar popular de um bairro de Foz do Iguaçu descobri esta placa. O banheiro dos homens, o "ELE", fica no lado de fora do bar. Possivelmente o "ELA" fique dentro. O "ELE" está ao lado da rua. Foi lá que vi esta placa que avisa aos que ainda não sabem que é proibido a entrada no recinto privativo de mais de um usuário por vêz. Por quê? Não sei. É provável que não tenha nada a ver com o que se possa pensar. Talvez, os homens entrem para conversar. Mas isso o bar não permite mais.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Mosquito da dengue do Morumbi

Há alguns dias descobri uma escultura de um mosquito da dengue em cima de uma casa no bairro Morumbi I. Agora vou contar alguma coisa sobre o que descobri. Primeiro não é só uma casa. É ali onde funciona a sede do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Mocidade Independente do Sâo Francisco. O mosquito, cuja foto você vê Aqui, não é só um mosquito. É um mosquito famoso. Ele é parte de uma campanha educatiova muito séria. No dia 15 de novembro de 2007, a Mocidade Independente do São Francisco,organizou um carnaval educativo fora de época e desfilou, com carro alegórico e tudo, pelas principais ruas dessa região de Foz do Iguaçu. O mosquito era parte dos passageiros do principal carro alegórico. Por casualidade, no dia 15 de novembro de 2008, sem saber de nada, bati na porta da casa onde funciona a sede da escola. Quer dizer, exatamente um ano após o desfile-campanha.

Sérgio Pereira, carioca, 50 e poucos anos, presidente da escola, declarou que a minha chegada no aniversário do histórico desfile não era por acaso. "Foi Deus que tem mandou. Você foi o evento deste ano", disse. Este ano não houve desfile. Por quê? Ora é fácil a resposta. As autoridades boicotaram. Todos me disseram que já tinham suas campanhas preparadas na TV.

O que eles não sabem é que para Sérgio, Escola de Samba é meio de comunicação, é educação e arte. O que as autoridades não sabem é que o Sérgio está certo. Eles não sabem da existência de duas palavras que são disciplinas da comunicação: folkcomunicação e midiologia. Vou acompanhar de perto o trabalho do pessoal do Morumbi e já retorno!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Atletas de Foz vão para Tomazina



Hoje pela manhã, um ônibus da Prefeitura de Foz do Iguaçu partiu para Tomazina, no Norte do Paraná. Abordo, cerca de 30 canoistas iguaçuenses que vão competir em várias categorias. Logo direi mais. Nas fotos, o cartaz do campeonato de Tomazina que completa 20 anos e uma visão do ônibus um pouco antes de partir. Muito agito!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Campanha da dengue à la morumbi-iguaçuense


Esta foto diz parte da história de uma campanha contra a dengue e seu mosquito que o Blog de Foz classifica de popular, artística, o que se pode chamar de base. É uma iniciativa que vem do povo, não consumiu verbas e está lá. Uma escultura de um mosquito que chama a atenção de quem passa pela rua (que rua? - vou voltar lá pra dizer). Fica no Morumbi I, próximo ao Posto de Saúde. Logo trago a ficha completa!

Vá para a história um pouco mais completa

Uma dica: como achar rua em Foz do Iguaçu


Aqui vai uma dica muito sábia, talvês filosófica. ´Só poderia estar saindo aqui no blog de Foz. Uma das grandes dificuldades para se encontrar ruas em Foz do Iguaçu, de repente em todo o Brasil, é que não há placas suficientes para identificar todas as ruas de uma cidade - no caso Foz do Iguaçu. O centro até que tem placas. Mas nos bairros, a coisa é diferente. A maioria das ruas nos bairros ou não tem placas ou as placas são insuficientes. Há uma tendência de que elas se concentrem em cruzamentos mais famosos. A dica que tenho que dar é a seguinte: não procure as placas. Se ligue nos postes de eletricidades da Copel. Toda rua tem vários postes com os nomes das ruas pintados em cor branca sobre fundo azul. A única dificuldade é quie você terá que olhar para cima, buscando os nomes das ruas lá pela segunda metade do poste, tipo assim, lá pelos três metros de altura. Gostou? É isso aí. Não se perca mais. Ah, agradeça a Copel!

É feia! Mas é nossa!


A Avenida Brasil - principal avenida de Foz do Iguaçu pode ser, talvês, a "rua principal de cidade" mais improvisada do mundo. Nada de edifícios suntuosos ou exuberância arquitetônica. Nada que a gente possa chamar de belo. É improvisada. Na avenida Brasil, se concentram as principais lojas da cidade, incluindo lojas de renome nacional. As lojas têm fachadas comuns mas razoavelmente chamativas.

Quando as fachadas são retiradas, o que aconteceu nesta propriedade, o que vemos é um edifício pequeno, com detalhes interessantes que revelam uma Foz do Iguaçu dos anos 60 ou mais antiga. Veja os detalhes da facahada desta loja - aqui funcionou durante muito tempo a agência Leocádio Turismo, - observe aquelas janelinhas antigas lá no topo. Por isso, eu disse no título "é feia mas é nossa".

Como cidade turística, Foz do Iguaçu poderia ter um programa especial para destacar lugares e casas - com plaquinhas dizendo entre outras coisas quem construiu, quem morou aí, que história tem e assim por diante. Já volto com mais sobre a arquitetura improvisada mas realística da cidade. O que pode ser feito? Seria o caso de assumir tais fachadas e mostrá-las de uma vez? Em verdade, em verdade lhe digo, há uma cidade totalmente diferente escondida por trás das fachas, dos luminosos, dos painés. Quem sabe se não estamos escondendo o que deveríamos mostrar?

Clique AQUI para ver a Lei Municipal No. 14223 de São Paulo que propôs extamente o que estou dando a entender nesta nota!

sábado, 8 de novembro de 2008

Que fazer com os laranjas?


Foz do Iguaçu, na região Oeste do Paraná, com seus quase 300 mil habitantes, 269 bairros localizados em 12 regiões é uma cidade complexa. Jáse disse muito que ela é atípica - quer dizer, não é típica. Para começar pela sua área de terra no papel e a área de terra realmente disponível. No total, Foz do Iguaçu tem 589 quilômetros quadrados. Como toda as cidades do mundo,Foz do Iguaçu tem uma área urbana e outra rural. A área urbana de Foz do Iguaçu tem 165 quilômetros quadrados. A área rural tem uns quatro quilômetros a menos que a área urbana - 161 quilômetros quadrados. Isso já é atípico entre todos os municípios do Oeste do Paraná ou entre a maioria dos municípios brasileiros.

Ao contrário da maioria dos municípios, o território iguaçuense sofreu dentadas em seu território com conseqüências sérias. As dentadas dadas no território iguaçuense tiveram fins nobres - isto é, o serviço à humanidade. Itaipu Binacional mordeu e arrancou um pedaço de 155 quilômetros quadrados do territóriode Foz do Iguaçu. Esses 155 km2 estão debaixo do Lago de Itaipu. Outra mordida séria foi dada para se criar o Parque Nacional do Iguaçu. O tamanho desta dentada é de 106 quilômetros quadrados. Assim, dos 589km2 originais, Foz do Iguaçu perdeu 261km2. Sobraram 328 quilômetros quadrados.

Desses 328,Foz não tem autonomia sobre outras tantas áreas. Temos a área do
34º Batalhão de Infantaria Motorizada (34ºBIMTZ) no centro da cidade incluindo boa parte do lado direito da Avenida JK. Há ainda terrenos e vilas militares espalhadas por várias partes da cidade sob jurisdição da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira - como a Ilha Acaray que é da Marinha e outros terrenos e áreas até na Avenida Brasil.

Com isso não estou defendendo a saída do Batalhão, como muita gente da cidade defende. Não estou defendendo nada. Há ainda toda a área em terra firme da Itaipu Binacional a partir da "Barreira", as áreas verdes da Binacional fora da barreira; temos a Vila B, entre outras áreas de acesso restrito - quer dizer áreas de Foz onde iguaçuense não entra a menos que seja convidado ou seja empregada doméstica.

Infeliz e lamentavelmente temos ainda a beira do Rio Paraná, fora da área de Itaipu, até a foz do rio Iguaçu, que tampouco pode ser incluida nas posses da Cidade de Foz do Iguaçu. Essa é a área que foi requisitada e está à serviço do crime organizado, desorganizado ou seja lá de que espécie seja. Foz do Iguaçu não conta com tais terras. É por isso que Foz do Iguaçu, não conta por exemplo, com portos que estejam abertos ao povo. É como se não tivesse rio. É como se Foz do Iguaçu estivesse no sertão, no agreste, no árido.

Sendo uma cidade com tanta riqueza calculada em bilhões de dólares, Foz do Iguaçu amarga ainda um dos mais brutais desempregos do País. Por isso, atipicamente é uma das capitais do Brasil na criação, promoção e exportação de "laranjas". Laranjas são pessoas protegidas pela Constituição Brasileira, pela Declaração Univesal dos Direitos Humanos e inumeras outras convenções internacionais que asseguram não o direito de ser "laranja", mas de serem cidadãos orgulhosas de terem trabalho, educação, saúde, moradia - todos dignos. Fotografei o muro (acima) onde algum eleitor deixou na parede sua esperança (Vote Reni e Ajude os Laranjas). Não estou aqui criticando ou responsabilizando o candidato pela pintura do muro.

Em outro muro de Foz do Iguaçu, está escrito e há tempo "Lula traidor dos Laranjas". Seja como for, já é hora de transformar laranjas em cidadãos. Como? Assegurando o trabalho para todos. É a única maneira! O que não dá mais é que o Brasil veja Foz do Iguaçu como a "Terra dos Laranjas". Eu não gosto disso. Eu não sou laranja. Você é?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Violência nas escolas, veja o que ando descobrindo

Desde as séries iniciais, primeira e segunda, os professores já notam que as crianças, gritam, batem, chutam, dão socos, dizem palavrões, insultam e brigam. As escolas não sabem o que fazer. Os professores e professoras não sabem o que fazer. Marcam reuniões e chmam os pais. Muitos pais não vão. Os que vão escutam os professores dizerem que não sabem o que fazer. Muitos dos pais dizem que tampouco sabem. Fazer o quê? Levar a um psicólogo? Já levei. Internar, não posso. Deportar também não posso. Fazer o quê?

As escolas também estão ficando violentas. Conheço escolas em Foz do Iguaçu que estão adotando posturas nazistas. Estão chegando muito perto de "criminalizar" a infância. Em uma folha de papel entregue aos pais após uma reunião estava escrito:

"Toda criança, no exercício de sua liberdade, tem que responder pelos seus atos" e enumerava:

* Diante de sua consciência;
* Diante da sociedade;
* Diante de Deus;

Quer saber mais? Leia o restante do material

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Buscando soluções para enfrentar a crise



Foz do Iguaçu, município fundado em 1914, conta hoje quase 300 mil habitantes que habitam em um dos 269 bairros da cidade. Os prefeitos de Foz do Iguaçu, desde Jorge Schimmelpfeng, o primeiro prefeito, até Paulo MacDonald Ghisi, o prefeito atual e que acaba de ser reeleito, não conseguiram resolver o maior problema da cidade: a falta de emprego, ocupação e renda.

Uma ótima inciativa que busca soluções para o problema são os cursos profissionalizantes idealizados pelo Provopar e que acontecem em dois ônibus que percorrem bairros da cidade. No momento, estão em andamento cursos de cabeleireiro, pedicure e manicure e, em outro ônibus, iniciação em informática.

As fotos mostram alunos dos cursos da área de beleza participando em um mutirão na Escola Municipal Duque de Caxias. O mutirão atendeu a pessoas do bairro e estudantes da escola. Na segunda foto, aparece Angelino da Silva cortando o cabelo de um dos alunos. Ex-trabalhador da construção, Angelino passou uns quatro anos trabalhando como "laranja" no Paraguai. "Mas mesmo o trabalho de laranja está acabando", conta Angelino. A saída, segundo ele, foi aprender uma nova profissão. Angelino é o único aluno masculino do grupo. Junto com ele, Francine Gonzaga, participa do segundo mutirão por conta do curso. "Assim que terminar o curso, quero trabalhar na área", disse Francine. O Blog de Foz tem muito interesse nessa iniciatica que envolve o Provopar, a Prefeitura de Foz do Iguaçu e Receita Federal - que doou os ônibis antes usados no contrabando ou descaminho de mercadorias.

sábado, 1 de novembro de 2008

Como visitar o Recanto dos Cactos


O Recanto dos Cactos fica na Rua Acácio Pedroso, número 265. A dona e idealizadora do recanto, Marlene Parzwewski não cobra entrada. Contudo com o aumento das despesas ela criou umas fotos especiais tiradas por ela mesma que mostram diversas espécies de cactos em flor. Ela espera que as pessoas entendam o que está envolvido e levem uma foto-lembrança que ela vende por cinco reais. Recomendo que as agências de turismo que queiram oferecer este passeio simples mas extraordinário, encontrem uma maneira de contribuir para a manutenção e progresso do local, talvez adquirindo as fotos e dando-as aos clientes. Na prática, para os visitantes, não deixa de ser uma entrada.

D. Marlene, idealizadora do Recanto dos Cactos



Nas fotos, o catus almofada da sogra (foto 1) e Marlene Parzewski, realizadora do sonho

Um dos lugares mais bonitos de Foz do Iguaçu é o Recanto dos Cactos. Há poucos dias anunciei que este lugar era um forte candidato a entrar na minha Lista do que é possível fazer nas Três Fronteiras e que já conta com 131 sugestões. Agora, escrevo para confirmar: o Recanto dos Cactos já está na lista e é a 132ª sugestão. Deixe-me dar um pouquinho da história do local. Primeiro, a responsável por esse jardim-paraíso se chama Marlene Parzewski, moradora de Foz do Iguaçu há mais de 20 anos. O Recanto dos Cactos já conta com catos de um monte de espécies plantados. E de onde nasceu a idéia?

- De um sonho, disse dona Marlene.
- Mas, sonho sonho?
- Sim,sonhei uma noite que comprava o terreno ao lado de minha casa e que fazia um jardim de cactos igual a esse que fiz.

O sonho foi sonhado há oito anos. Mas a dona Marlene não tinha condição de comprar o terreno ao lado. Após o falecimento do pai, a parte da herança que lhe coube, ele investiu no sonho, literalmente. "É uma maneira de lembrar dele", disse.

Dona Marlene tem certeza de que o sonho selou uma espécie de compromisso. "Isso me dá tanta alegria, que prometi nunca cobrar nada de ninguém que queira ver o Recanto", contou. Ela prometeu também que nunca venderia ou daria mudas.

Isso mudou. Hoje ela tem uma série de cactos que ele oferece para quem deseja. São resultados de mudas novas que ameaçam fechar os caminhos dos contempladores. Quanto a vender, a promessa segue em pé.

Hoje, dona Marlene continua firme na decisão de não cobrar entrada. Mas para ajudar na manutenção de seu paraíso terrestre ela gostaria de que os visitantes adquirissem uma foto do lugar. "Eu mesmo fiz as fotos", acrescenta e destaca a frase "Lembrança do Recanto dos Cactus, Foz do Iguaçu".

Entre as variedades de cactos que a dona Marlene mostra durante a visita estão a poltrona da sogra, almofada da sogra, dinosauro, o cérebro, o abacaxi e o mandacaru.

Sabia que o mandacaru é uma espécie de manjar sagrado para o morador da caatinga. Sabendo disso e como o mandacaru cresce muito, dona Marlene, decidiu comer mandacaru durante uma semana.

- Eu queria confirmar isso que dizem de que os nordestinos sobrevivem do mandacaru em épocas de seca.

E a ponta-grossense de origem alemã apesar do nome polonês (que é do marido) ainda disse: vendo que as mudas novas do mandacaru são mais suaves, me apareceu uma idéia de fazer um suco batendo as folhas num liquidificador. E descobri que não há coisa melhor. Toda semana tomo.

A dona Marlene me disse algumas coisas interessantes. Primeira, esse projeto é dela. Os familiares não gostam. Segundo, ela gostaria de receber turistas para ajudar na conservação e manutenção do seu paraíso e que as agências de turismo incluísse o local (seriamente) nos opcionais do visitante. A manutenção do lugar custa muito. Além de pagar jardineiro, ela paga por serviços como o corte de gramas.

- Isso é problemático. Os cactus devem ser cobertos. Nada pode acontecer a eles. E isso não é serviço de 100 reais.

Veja ainda:
Como visitar o espaço responsavelmente?

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