domingo, 28 de fevereiro de 2010

A Gruta Ecumênica do Sâo Francisco Morreu! Desculpe-me padres, mas não gostei



As obras terminaram! A antiga Gruta Ecumênica da Paróquia São Francisco no Morumbi em Foz do Iguaçu acabou. Em seu lugar foi colocada uma cruz que sem dúvida deve celebrar alguma coisa importante. Mas a Gruta Ecumênica acabou e eu não gostei. A Igreja faz o que quiser. Infelizmente repetimos o que acontece em toda a cidade que jé é pobre em esculturas, obras e qualquer outra demonstração de arte. O fim da gruta é para mim, que sou exagerado, o fim de uma época e a Igreja do São Francisco para mim não tem nada mais para ser mostrado - no que tange à arte inspiradora.

Aqui está a antiga gruta - que mostrava São Francisco falando com mulçumanos. A gruta sempre me chamou a atenção. Foi na época das Cruzadas quando em plena guerra, São Francisco se dirigiu ao acampamento militar árabe-mulçumano para conversar - criar pontes. Numa cidade como Foz do Iguaçu, o exemplo era singular!
Esta última foto é intermediária. Incorporando o papel do 'bairronauta' registrei aqui os momentos finais da morte da Gruta Ecumênica. Para fazer justiça à iniciativa de construção da Gruta, gostaria de saber quem foi o idealizador da Gruta Ecumênica, em que época foi e qual foi o motivo da iniciativa? Isso leva a querer saber o que mudou para que ela fosse extinta e substituída. Não creio que São Franscisco fizesse isso se estivesse trabalhando no bairro! Faria?

As outras postagens:
São Francisco e os Muçulmanos
Já era!Gruta Ecumênica

Quanto custa e como pagar a passagem de ônibus e Foz do Iguaçu?



Resposta: Custa até hoje R$ 2,20. Com o Único terá valor calculado em UT (Unidades Tarifárias). O sistema Único de bilhetagem eletrônica entrou em vigor. Entrou devagar. Primeiro, efetivaram o vale transporte que força as empresas a cadastrarem funcionários. É mais fácil e é um filão cativo, alvo fácil tal como um pato sentado na água. Em segundo, atacaram os estudantes com vale estudante. Registro que já há protestos dos estudantes pois estão se sentindo roubados. Hoje a pssagem custa R$ 2.20 e pronto. Com o único há agora uma unidade tarifaria. Isso muda tudo. Se ligue. No final haverá um cartão Único para todos e todos com uma mesagem doce estilo "H" como: "Quem enfreta a jornada... é único". Há também um Único Turista que deverá ser vendido nos hotéis e lugares onde turistas circulam.

O Blog de Foz sempre esteve ligado no Único. Para as empresas a grande tacada do Único foi acabar com o uso paralelo do Vale Transporte como moeda de pagamento em postos de gasolina, mercadinhos e outros. Agora, sem o Vale de Papel, os trouxas, perdão, os cidadãos passageiros, serão encurralados para os ônibus superlotados. Não gosto de usar palavras de baixo calão, mas neste caso digo, essa foi uma sacanagem contra o povo. Mas que as empresas de Foz não se enganem, a grande sacanagem será feita logo, logo, e desta vez será contra elas. A nova licitação pretende dimiuir o número de empresas das quatro atuais para duas. Escutei de boa fonte que o ideal seria uma. Se for uma, as empresas de Foz estarão fora.
Se forem duas, uma virá de fora. Já se sopra no ar que seria uma empresa do Grupo Constantino - grupo que domina os ônibus no País (mais de 10 mil). Daí, veremos empresas iguaçuenses acaband como aconteceu com a Viação Morena tirada de circulação após uma licitação que trouxe a Salto de Pirapora. Viação Itaipu comprou a Morena e a Salto de Piraporá se metamorfoseou em Expresso Cidade Foz - hoje com história e parte de nossa vida. As empresas de Foz possuem história e embora licitações nacionais sejam legais, para mim, cidadão, não deixam de ser imorais. Confira as postagens:
1) O Único está chegando
2) É isso mesmo, o Único está chegando
3) Mais Uma
4) Lembra do Único?
(Nesta postagem há um parágrafo sobre a logomarca da Único quando comparada com a da Skol)

Vou chegar em Foz de Madrugada: Tem ônibus para a cidade?


Não! O último ônibus do Parque Nacional do Iguaçu com destino ao centro da cidade via Aeroporto sai do Parque Nacional às 00h40 minutos. E na madrugada chegam vários voos. Só há três maneiras de chegar ao centro para quem chega de avião na madrugada. Taxi, carona e traslado via agência de turismo. O taxi não vai custar menos de R$ 45,00 se o seu destino for o centro. Uma boa notícia é que o taxi é seguro e você não corre os risco de ser enganado. Antes de embarcar, você tem que ir ao balcão do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de Foz do Iguaçu. O funcionário no balcão vai dar um ticket que dirá o valor da corrida, o destino da corrida, o nome do motorista, o CPF não sei de quem e a placa do veículo. Eu passei por esse processo no dia 04 de fevereiro quando cheguei na madrugada no voo corujão da Gol. No meu ticket que você vê aqui os três últimos dados não foram anotados especialmente o nome do motorista e a placa do veículo. É uma falha. Com o ticket na mão, você sai do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e vê uma fila de táxis. Você pega o da vez. Fico devendo aqui e agora, quanto custaria uma corrida para Puerto Iguazu e Ciudad del Este, por exemplo.

Carona
Essa possibilidade é a mais mixuruca possível. Em tempo de insegurança todo mundo tem medo de todo mundo inclusive de você. Sempre há muita gente no Aeroporto esperando parentes e conhecidos. Pegar carona só se você for muito conhecido. Quando voltei do Rio após o congresso da Abav tive a sorte de pegar uma carona com o uma pessoa do Hotel Rafain Palace. A mulher dele foi esperá-lo. Fora isso, não espere carona. Mas o que você poderia tentar era já vir no voo conversando com alguém que vá pegar táxi e dividir a corrida. Compartilhar carro, a natureza agradeceria.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Pena de morte para gays em Uganda: faça alguma coisa

O Brasil já sabe dessa noticia. Pelo menos ela já saiu no portal da Globo. A Uganda quer aprovar uma lei que prevê a pena de morte para gays. A lei promete punir quem tem amigo gay e não denuncia, quem suspeita que o outro é gay e não o entrega e quem não delate um gay ou lésbica por qualquer motivo. Lamentavelmente por trás da lei está um apoio muito forte de grupos evangélicos dos Estados Unidos que financiam evengélicos locais. O dinheiro vai para financiar campanhas para a produção de ex-gays por meio da fé e da oração e penitênca. Escrevo para sugerir duas ações. Basta clicar nos links para ir ao site da Avaaz - uma ong que atua na defesa de direitos humanos, planetários e cívicos. Você pode contribuir para ajudar a financiar campanhas publicitárias para o público ugandense e ainda assinar uma petição mundial que pede ao parlamento ugandense que reconsidere a ação. A lei tem como meta dificultar o programa de tratmento de pacientes com AIDs que na África ainda é visto como um problema de gays.

2015 e prazo para o fim do meio de vida de milhões: comentário

Esta postagem foi inspirada num comentário de Fábio Dondoni do blog Noticias Unila. Ele comentava sobre o que publiquei a respeito do prazo para o fim da Lista de Exceção que é dezembro de 2010 para Brasil e Argentina e 2015 para Paraguai e Uruguai. Na última data está contida uma ameaça para a forma de vida que levamos hoje na fronteira, onde 300 mil pessoas em Ciudad del Este e um número muitíssimo maior em Foz do Iguaçu, em todo o Oeste e Sudoeste do Paraná e isso sem falar de Brasil, irão ficar sem o meio de vida. Só isso já deveria levantar a comunidade acadêmica da região.

Fabio é da opinião de que essas coisas não são naturais e não deveriam ser aceitas de braços cruzados. Ele escreveu: “... estamos o aceitando como algo natural e inquestionável, como se a região tivesse sido consultada, como se tivessem oferecido alguma alternativa, alguma compensação”.

A missão do Blog de Foz é a de esclarecimento. Então, primeira coisa a esclarecer é que tanto no Mercosul, como na União Européia, na Comunidade Andina, na Unasul (essa é a mais nova) os processos de criação de bloco, negociação de convergências e outros não são democráticos. Não há consulta de base. Estou defendendo? Não. Só estou dizendo. Contudo há maneiras de fazer o que Fábio sugere: exigir compensação e alternativas é o que em CDE se chama de “reconversão”. E essas maneiras estão no marco jurídico do Mercosul. O problema é quando a cidade não tem lideranças que entenda desses processos. Aí ficamos perdidos. Os vereadores deveriam saber disso. O município tinha que dar ouvido a esses alertas. E a comunidade econômca deveria ir fundo no direito comunitário, relações comunitárias. Isso me preocupa. A foto acima é da bandeira da Unasul - mais um bloco feito sem consulta às bases. Como fica?

Ele tem razão: precisamos melhorar e muito - Um comentário

Introdução

É a terceira vez em uma semana que encontro grupos de argentinos perambulando pelas ruas da cidade, me param e perguntam: onde é o Centro? A última vez foi ontem. Estávamos na JK na esquina do Fouad Center e Central de Passagens. Indiquei a Avenida Brasil. "É oc centro do centro! O grupo perguntou se havia na cidade uma feira de artesanato. Isso me lembrou do comentário que recebi via e-mail sobre a postagem "Ele tem Razão - precisamos melhorar e muito" sobre as declarações de Paulo Angeli, presidente do Comtur de Foz do Iguaçu para o jornal O Iguassu. O comentário diz:

O Comentário
Tudo é verdade, não temos números, não temos estudos, não temos avaliação de retorno, não sabemos sequer o porque temos turistas, se é por que somos bons, por que somos baratos, por que a companhia aérea faz promoção, se é fruto do trabalho de promoção nossa, etc não sabemos nada mas achamos tudo.
Acredito que ações de promoção devam ser feitas sim de forma permanente e todos os segmentos, etc dentro de nossa capacidade de investimento dando prioridade aos mercados que dão mais retorno, mas temos que estar presentes em todos os mercados sim.

Mas temos que ser críticos e falar que nossa cidade é muito feia, As pessoas se encantam com as cataratas, podem se encantar com o serviço (em hotelaria nos safamos, em gastronomia estamos fracos), Podem se encantar com Itaipu, os brasileiros e só os brasileiros podem se encantar com as compras, mas ninguém se encanta com nossa cidade, feia, sem paisagismo, sem atrativos, sem vida noturna, sem alma de turismo. Seguimos acreditando que somos o umbigo do mundo e não somos. Agora temos a responsabilidade de carregar um monte de municípios, isso pode ser ruim mas no fundo é bom. Em fim você sabe que somos uma cidade de amadores, temos empresários amadores, políticos amadores, tudo é amador aqui, então o resultado não pode ser outro do que temos aqui hoje!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

É uma cidade que não terminou (III). Edifícios de Foz!


Com as postagens sobre " A cidade que não terminou" destaco mas não julgo o aspecto improvisado de Foz do Iguaçu. Tudo isso tem história ou é história em andamento. Foz do Iguaçu começou assim mesmo e grandes empreendimentos nasceram de pequenos negócios em construções improvisadas.
Meu propósito é mostrar até porque o "projeto"! se chama bairronauta. As fotos de hoje são da Rua Alziro Zarur, a rua paralela a Avenida República Argentina, no Jardim São Paulo. Eu não sabia que existia em Foz uma rua em homenagem ao saudoso Alziro Zarur. Lembra quem foi? Seria interessante saber que legislatura propôs e aprovou esse nome para a rua. Foto 'bairronauta' - clique nelas para ver dealhes e se divertir.

Estreiando no Vídeo e põe estréia nisso!

video
Video de 'bairronauta'

Estou testando esta ferramenta de colocação de video no Blog de Foz. Assim fiz esse mini video aleatoriamente mostrando a chuva, as águas que passam levando "lixo" para o riozinho que passa logo abaixo e que a cada cheia deixa cntenas de desabrigados no bairro de San Rafael em Ciudad del Este. É muito lixo que passa. Pouco a pouco assim como a galinha enche o papo - quer dizer enchia na época em que a a galinha era caipira. Hoje ela enche o papo de uma vez na granja. Sempre achei que Ciudad del Este enfrenta um problema ambiental extra: as embalagens de isopor e os plásticos das embalagens dos produtos. Bem, considere iniciada a postagem de vídeos no Blog!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Carta a Foz do Iguaçu: é quase só um bilhetinho!

Prezados iguaçuenses:

Esta carta se dirige a todos, autoridades, lideranças, acadêmicos, cidadãos, funcionários públicos e habitantes em geral especialmente os adolescentes e crianças. Ela pode interessar também a moradores de toda a região. Há poucos dias publiquei uma nota sobre 2015 e o Prazo para o fim das Lista de Exceção no Mercosul. Hoje reforço a urgência e trago à atenção de todos parte do editorial pubicado no jornal Vanguardia de CDE que aumenta minha preocupação. Ciudad del Este está ciente do problema e, diz o editorial, que 2015 verá o desemprego de 300 mil pessoas. Destaco esse pedaço do editorial:

"Ciudad del Este se enfrenta hoy a un axioma de hierro: o se reconvierte o ve morir en poco tiempo un sistema de comercio informal del que hoy dependen en forma directa unas 300.000 personas, y que además (além) aporta un gran flujo de dinero a la economía de todo el país.

La próxima vigencia del Arancel Externo Común*, que desde (a partir de) 2015 y 2016 entrará a regir en los países del Mercosur, impondrá un impuesto del 20% a todos los productos que ingresen desde afuera del bloque y hará que los muchos productos que hoy se venden masivamente en los comercios de CDE, a precios muy baratos para los llamados compradores sacoleiros, se equiparen con los de los demás mercados regionales y dejen de resultar atractivos.
"

A partir de primeiro de janeiro de 2016 o Paraguai vai cobrar um imposto de 20% sobre toda mercadoria importada de fora do Mercosul. Podemos nos perguntar, valerá a pena comprar em CDE se a aliquota a ser cobrada da China, Russia, EUA etc será a mesma no Brasil e no Paraguai, na Argentina e no Uruguai? Ciudad del Este está preocupada. Eu também. Minha preocupação se dá com a falta de atenção de Foz do Iguaçu com a dura realidade que vamos enfrentar. CDE fala há tempo da necessidade de "reconversão".

Nós deveríamos estar falando a mesma língua. Caso contrário, sem trabalho e emprego em Foz, sem chance de fazer um bico no Paraguai, qual será a saída econômica da vasta população de Foz do Iguaçu que hoje vive da informalidade na fronteira? Finalmente, o editorial foi escrito apesar de anteontem ter sido assinado um acordo para a abertura de uma fábrica de DVDs TDK em Ciudad del Este. A TDK é dos Estados Unidos. Obrigado e que Foz se desperte.
Jackson Lima
Blog de Foz

*Arancel Externo Común (AEC) é Tarifa Externa Comum (TEC)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Um dos piores ponto de ônibus de Foz do Iguaçu: Quando chove!


Para quem entra na República Federativa do Brasil vindo do Paraguai, este é o primeiro ponto de ônibus do Brasil. Ontem, choveu. A água não tem como escoar. O trânsito é intenso. Os iguaçuenses que utilizam o ponto e tentam se proteger sob o abrigo minimo, são banhados pelos carros que passam. É impressionante mas a maioria parece nem tentar desviar da água. Dai tive a idéia! Vou fotografar. E fotografei. Mas os piores banhos já haviam acontecido.

Centro de Fronteira de Ciudad del Este: Desculpem o transtorno! Paraguaios trabalhando!


A um custo de R$ 5 milhões, o Governo do Paraguai constrói o novo centro de fronteira na cabeceira da Ponte Internacional de la Amistad (da Amizade). A estrutra, como já se pode ver, é grande e terá exatamente as mesmas funções que o novo centro de fronteira no lado brasileiro. A idéia é que todos os que entram no Paraguai sejam identificados. Assim os três lados da fronteira estão tentando fazer a mesma coisa.
Clicando nas fotos menores, você vai ampliá-las e ver como andam as obras. Para quem trabalha no local, a situação não está boa. É o transtorno em carne e osso.
O edificio onde funcionou a Dirección Nacional de Migraciones, Informação Turística e estrutura da Policia Nacional já está quase todo demolido. Já tenho até saudade. São novos tempos. A obra anda atrasada e vários prazos foram dados para que estivesse concluída. Contudo agora não tem como não terminar. Está quase lá.

Ponte Internacional da Amizade: Migração e Trânsito Fronteiriço,


Há várias situações de migração na Ponte Internacional da Amizade entre Brasil e Paraguai em Foz do Iguaçu: 1) Pessoas em Motos locais (TVF), 2) Pessoas em carros locais (TVF), 3) Ônibus de linha internacional circular urbana (TVF), Ônibus de turismo com licença de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este ou Puerto Iguazu que transportam turistas entre "atrativos" da fronteira. 4) Pessoas locais em taxis, vans, kombis (TVF), Turistas internacionais (inclui brasileiros que prosseguem viagem) e 5) pedestres (TVF). É uma situação complexa. Nesta postagem, falo unicamente da movimentação de pedestres quer fronteiriços e residentes ou não.
Nessa foto ao lado, vemos uma placa que encaminha pedestres para a 'área migração'. Hoje passei pela área com meus filhos menores. Fomos conduzidos por sinalização e por 'cordas' delineadoras do caminho até cairmos obrigatoriamente em uma sala com pelo menos oito funcionários. Eles pediram identidade de todos. Digitou informações e nos liberou. Um problema grave que se combate aqui é a saída de crianças do país sem os pais ou autorização judicial. Se os dois pais não estiverem juntos é preciso autorização.
Vemos nesta outra foto uma rampa de acesso para pessoas em cadeira de roda. Algo impensável não faz muito tempo. Continuarei logo mais. É só para atualizar. Ah!Voce notou que a maioria dos casos migratórios acima lidam com o Trânsito de Vizinhança Fronteiriço (não sei se esse é o termo em português. Em espanhol que também é lingua oficial do Mercosul o termo é Transito Vecinal Fronterizo (TVF). Muito tem que ser feito pelo trânsito de turistas e viajantes internacionais que foi muito discutido pela RET (Reunião Especializada de Turismo) em conexão com o Polo Iguaçu. Depois da TVF, a prioridade do Blog é o Pólo Iguaçu!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ele tem razão: precisamos melhorar e muito

Agora que passou a semana do lançamento do jornal O Iguassu, publico aqui a página 3 do jornal onde aparece matéria minha baseada em entrevista com Paulo Angeli do Conselho Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu. A mensagem principal é que Foz do Iguaçu consegue pouca verba por falta de projetos. Outra verdade derivada é que não fazemos projeto porque não sabemos fazer. Eu mesmo não sei. Dessa verdade, deriva-se outra: nós não trabalhamos tecnicamente baseados em resultados e até como poderíamos trabalhar por resultados se não temos algumas informações básicas. Exemplo: temos estatísticas do Parque Nacional do Iguaçu (PNI). Temos estatísticas da Itaipu Binacional. Pela estatística do Parque Nacional entraram no PNI 38.304 paraguaios no ano de 2009. Pior, mesmo com essa mixaria de paraguaios, o Paraguai é o terceiro maior visitante do Parque nacional atrás da Argentina e Brasil. Bem, essa é a estatistica do Parque Nacional. E qual é a estatistica da cidadae? Será que só entram 38.304 paraguaios por ano em Foz? Quantos paraguaios entram em Foz como turistas? Quantos pernoitam pelo menos uma noite na cidade? Eu não sei! Você sabe? Quem sabe?

Obs.: Veja esta postagem no Notas do Turismo

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Anunciam novo filme para ser rodado na tríplice fronteira (assim mesmo). É sobre o Crime!


A diretora, Kathryn Bigelow vencedora do Bafta e que está abafando no oscar pode fazer mais um filme. Desta vez,onde?

Transcrevo:

"A 'tríplice fronteira' entre Brasil, Paraguai e Argentina será o cenário do novo filme da diretora , indicada ao Oscar este ano por “Guerra ao Terror”.
Segundo o “New York Times”, o estúdio Paramount confirmou a cineasta como responsável pelo projeto, que abordará o crime organizado nessa região da América do Sul. O roteiro e a produção serão de Mark Boal, que também trabalhou com Kathryn Bigelow em “Guerra ao Terror”. O longa começará a ser produzido ainda este ano e deve se chamar “Tríplice Fronteira”. Atores como Sean Penn, Javier Bardem e Denzel Washington já foram cogitados para o elenco, informou o jornal americano".

Comento:
Não fiquemos muito alegres. É um filme. Lembra do Miami Vice? Onde as Cataratas estavam no quintal da casa do traficante? Nada de pensar em 'mídia positiva gratuita'. Notou que escreveram "triplice fronteira" com minúscula? A tríplice passou a ser um não-lugar. Hora de entrar o Iguassu Film Commission para tirar o melhor e em dinheiro!

(Por CineZen Cultural via H2Foz)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Fim da Lista de Exceção em 2015: Uma batata quente para os politicos de Foz e região

Um dia toda a estrutura de migração e controle aduaneiro de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Puerto Iguazú vai ser quase eliminada. As estruturas vão ficar senão abandonadas, pelo menos subutilizada o que muitas pessoas poderão classificar como às moscas. Foz já têm exemplos disso: o posto da Polciai Federal e Receita Federal na Avenida General Meira. Estrutura derrubada pela Ponte Intermacinal Tancredo Neves ou da Fraternidade. Outro exemplo: a pequena estrutura migratória-aduneira no antigo Porto Oficial. No futuro próximo, toda a estrutura que nós temos hoje nas Pontes internacionais terão cada vez menos que fazer.

Isso vai acontecer por dois motivos. Em algum momento a entrada em vigor da "livre circulação de pessoas" que virá de um super acordo ou tratado e o fim da Lista de Exceção à Tarifa Externa Comum (TEC). Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai tinham direito a ter uma lista de 100 itens, cada, de produtos que poderiam ter tratamento especial de impostos.

Há data para que a Lista de Exceção acabe. É graças a lista de exceção que hoje o Parguai e o Uruguai podem ter tarifas externas bem abaixo da brasileira e o que facilita o comércio fronteiriço. Mas o prazo para acabar é 2015. Isso para o Uruguai e Paraguai. Brasil e Argetina terão que acabar com a lista antes. Por exemplo, desde 31 de janeiro de 2009, as listas de exceção do Brasil e da Argentina eliminaram sete produtos. As duas passaram para 93 produtos. Enquanto a gente dormia, à meia noite da segunda-feira do dia 1º de fevereiro deste ano, a lista dos dois países caiu para 80 produtos cada. E se a gente ficar de olho, vamos ver que no dia 1º de agosto, as duas listas serão reduzidas para 50 produtos. Entre agosto e dezembro é que vai haver uma correria. Até 31 de dezembro de 2010, deste ano, Argentina e Brasil vão eliminar a lista. Ou seja a lista vai para zero. Brasil e Argentina vão começar 2011 sem lista de execeção.

Como Uruguai e Paraguai têm economias menores, o Mercosul deu um prazo maior para os dois. Vai até o dia 31 de dezembro de 2015. Em primeiro de janeiro de 2016, acabarão as diferenças de taxação ou tarifa externa comum no Paraguai e Uruguai também. O que o Paraguai cobrar para que um produto externo ao Mercosul (China, Australia, Eurpoa) chegue às lojas no país, será o mesmo que o Brasil vai cobrar.

Algumas pessoas com quem conversei do governo paraguaio, entre elas, a ministra do Turismo, Liz Cramer, Ciudad del Este, Foz do Iguaçu, Pedro Juan Caballero, Guayrá e outras cidades que vivam do comercio que, quer queiram quer não se beneficiam da diferença, devem começar a se preparar. É uma data importante, 31 de dezembro de 2015. Daí, a parte alfandegaria da Receita Federal terá muito menos trabalho pois o descaminho cairá drasticamente. Já o contrabando especialmente na área de drogas e armas - este é outro problema. Como Não se beneficia em nada de TEC nenhuma, será uma questão de policia e repressão. Anote o ano: 2015! (Foto acima é de Ney de Souza 2006. Vem a parte II)

Avenida Mário Filho no Morumbi (Foz do Iguaçu): a quem homenageia?


Uma das principais avenidas de Foz do Iguaçu se chama Mário Filho. Fica na região do São Francisco. A maioria das ruas nesse bairro homenageia o futebol. Pode ser jogador ou estádio. Esta Avenida homeageia ao jornalista Mário Filho ou Mário Rodrigues Filho. Como Mário Filho foi o percursor do jornalismo esportivo, chamado pelo irmão, Nelson Rodrigues, de "o criador de multidões", após sua morte ele foi homenageado no Rio. O novo Estádio do Maracanã, construído onde está hoje  graças a ele para a Copa de 50, foi batizado como "Estádio Jornalista Mário Filho". (Leia mais) A Avenida de Foz do Iguaçu homenageia os dois!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cohiguaçu (R03) Bairro da região Três de Foz do Iguaçu

Foto 'bairronauta'

O nome da rua é Alice Bordinhon e fica no Cohiguaçu. O nome oficial do bairro é Loteamento residencial Cohiguaçu - abreviação para Cooperativa Habtacional Iguaçu - uma grande idéia que deu errado ou conseguiu se desviar e se enrolar ao máximo. O Cohiguaçu é um bairro de fronteira. Pertence à região 05 (R05) de Foz do Iguaçu ou região do Jardim São Paulo. O acesso é pela Avenida República Argentina após ter pasado a entrada para a Avenida Mário Filho na direção do Lote Grande. No lado esquerdo da Avenida é a R3 ou Região do São Francisco. Neste blog adotei há tempo falar sobre Foz do Iguaçu por região. São 12 regiões.

Uma das característcas marcantes do Cohiguaçu é a falta de asfalto, pavimentação ou calçamento. As ruas do Cohigauaçu são de barro como nos velhos tempos. Recentemente publiquei aqui uma nota sobre os ônibus de Foz que ainda necessitam colocar pó de serra (madeira) para absorver o barro dos pés dos passageiros. O Cohiguaçu, em dia de chuva, é uma fonte de barro. Basta o morador sair do Cohiaguaçu, a pé, e dirigir-se ao ponto de ônibus na Avenida República Argentina ou Mário Filho. E por que o Cohiguaçu não tem calçamento? A reposta é simples, grossa, direta e folclórica: roubaram a cooperativa. Quem roubou? Os dirigentes. O bairro nasceu de uma cooperativa que vendeu os lotes aos cooperados que pagaram. Os dirigentes recebiam o dinheiro e não quitavam as obrigações tributárias como INSS, Impostos municipais, estaduais, federais. Assim, há uma dívida e o calçamento não é liberado enquanto a dívida não for paga.
Na rua Alice Bordinhon que tem calçamento zero, segundo o morador Claiton de Jesus Coelho, a situação pode estar próxima à solução. "Temos promessas de que este ano o calçamento será feito", explicou. Só dependeria, segudo ele, de uma verba que será liberada pelo Estado.
Já na rua Ernesto Tries há calçamento até certo ponto. A dona Salete de Godoy Pereira, me disse que o problema é a dívida. Ela que mora na parte sem calçamento diz que ela e os vizinhos querem pagar pelo calçamento se necessário mas não têm acesso à dívida. "Dizem que essa informação só é dada aos representantes legais", contou.
E os representantes legais estão sumidos. Os moradores pagam IPTU e este ano receberam o carnê em casa. No ano passado foi diferente. "Jogaram alí na Avenida Mário Filho ai eu fui catar", contou mostrando uma caixa de sapato cheia de carnês de IPTU do ano passado. Seja lá como for, a navegação do 'bairronauta' pelo Cohiguaçu foi positiva. Encontrei gente muito boa e muito hospitaleira. Só não almocei, tomei refrigerante e suco porque não quis. O sol estava quente e a navegação ainda tinha chão. Até conheci uma futura jornalista. Não tão futura. È a Mariana que já está no último período do curso de sofrimento quer dizer jornalismo. Foi a dona Salete quem disse: a nossa rua tem uma jornalista! Daí fui lá conhecê-la. Quanto ao bairro merece uma ajuda.

Socó pensa que está no Pantanal: É na Avenida República Argentina

Foto 'bairronauta'

Entre o Hipermercado Muffato da Avenida República Argentina e a distribuidora Ultragas ambas na mesma avenida resta um terreno grande que por agora é utilizado por pássaros, rãs, pererecas e pelo menos dois cachorros. O terreno é utlilzado também pela natureza. Quando chove muito, a água desce como uma verdadeira enxurrada avenida abaixo. As bocas de lobo são insuficientes para segurar toda a água que desce. Então, aí entra o terreno. Toda a água que as bocas de lobo não assimilam escorre para esse terreno que passa a parecer com um pantanal. Mas tenho duas más notícias. A primeira para os pássaros, rãs e pererecas: esse pantanal vai acabar. A segunda é para os residentes: quando o terreno for aterrado, toda essa água vai escoar na direção da Vila Borges. Logo vai começar os alagamentos nessa área de Foz do Iguaçu. A má notícia para pássaros e residentes é que o terreno já começou a ser aterrado e já está à venda. É aqui que entra a foto desta postagem. Vemos um socó que segundo dados do professor Frigoletto é uma (Butorides striatus), "ave de 36 centímetros que vive em manguezais, lagoas, brejos e outras áreas alagadas. Alimenta-se de peixes, insetos, crustáceos, moluscos e pequenos sapos. Para tanto, fica imóvel bem perto da água e, ao avistar a presa, estica o pescoço e a captura. Constrói o ninho solitário ou em pequenas colônias".
Uma pergunta interssante aqui seria: de onde veio este socó? Qual é a biografia dele? Fiz a foto logo após o trator ter passado para nivelar a terra. O socó estava aí caçando possivelmente pererecas filhotes. Não sei o que pode ser feito para salvar o terreno. Talvez comprá-lo e fazer um parque. Porém para evitar as alagações, é preciso que o pessoal do saneamento faça uma visita preventiva e proativa à região. Esta é a mensagem do socó! Na foto, no cantinho à esquerda, aparece um bem-te-vi.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A arte de fazer canoa sobrevive em Foz: graças ao Seu Anatálio!


Foto 'bairronauta'

Antes de fazer esta postagem eu fiz uma pesquisa rápida no Google para detectar sites falando sobre 'a canoa do rio Paraná'. Algo que falasse da arte de fazer canoa no rio Paraná. Não encontrei. Agora aposto que se você fizer essa busca hoje você vai cair nesta postagem. É como colocar de volta no mapa. O Brasil tem tantos rios que é dificil tentar chutar um número. São muitas grandes bacias. Muitas pequenas e micro bacias também. Há canoa para cada tipo de rio. E essa arte está desaparecendo. Por três razões: acabou a madeira por aqui; se perdeu a técnica e terceira, alem do perigo de andar no rio (saiu na BBC: Polícia do Paraguai disse a BBC que o rio Paraná já em piratas"), venceram os barcos e lanchas a motor. Há muitos estudiosos, engenheiros navais, amantes de coisas navais, atrás de inforações sobre as técnicaslocais de fazer canoas. Amir Klink é um deles. Ele fez até um Museu dedicado ao assunto.

As fotos mostram o mestre canoeiro Anatálio Martins e seu amigo e também da arte Ademar Mattei. Os dois estão cinstruindo uma canoa do rio Paraná em plena Avenida República Argentina. E isos não é tudo. O estaleiro improvisado é a varanda do Pitunga's Bar na entrada do Estádio do ABC Sport Club. Conhecido por todo mundo que frequenta o Pitunga's Bar (existe desde 1964), como Natal, o Seu Anatálio nasceu em Foz, naAvenida Paraná e com dez anos já pilotava balsas que fazia a ligação entre o Porto Oficial de Foz Iguaçu e o Porto de Franco no Paraguai. !Isso foi antes da Ponte", disse o iguaçuuense que leva o rio no sangue. Natal e Ademar gostam de pescar. E pescador sbia fazer sua canoa, a rede e outras ferraentas. "A madeira para a canoa do rio Paraná é a timburi, Hoje não tem mais", lamenta. E a madeira para fazer esta canoa, de onde veio? "Essa madeira é pinho (araucária) também é boa" diz. E revela um segredo. "Eu tinha duas mesas boas no bar. Cinco metros cada uma. Agora estou trocando os móveis. Mesas de mármore. Aí conversando com o Ademar, dissemos, vamos fazer uma canoa?! O resultado esta aí". Minha conclusão: Foz tem que ter um museu fluvial! E outros museus de tudo!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

É uma cidade que não foi terminada (II). Edifícios de Foz!


Primeiro parecem pombais, pequenos e numerosos. Depois parecem mais com enormes navios ancorados no porto. São as janelas que me fazem lembrar dos pombais e dos navios. Das janelas, a tripulação e os pombinhos observam o mundo passar lá embaixo. Delas se avista o Paraguai. Do outro lado se vê a Argentina. Tem hora que se vê Foz ocupando os últimos pedaços ondulantes do Terceiro Planalto do Paraná. Daí vem o rio Paraná. Não estou criticando. Não estou dizendo que é feio, ou que pegue mal para uma tal de imagem da cidade. Só digo que enquando navego nos bairros, atravesso o centro e o centro é assim.

Do TTU, onde pego o ônibus para voltar para o bairro, olho sem querer para uma direção e lá vai passando mais outro barco. Esse, no topo, tem colunas em forma de arco. Me lembro do ambiente de portos marítmos. Aqueles monstros parados no cais. Uma bandeira, na poupa, nos diz de onde ele vem. Olho para o prédio: Iêmen! Essa nave vem do Iêmen. Por quê Iêmen? Ora, porque tem mar - eu acho!

Há pouco fiz uma nota que me deu a idéia de fazer outras. É sobre a cidade que não terminou. Foz E daí a idéia de fotografar a arquitetura improvisada de Foz. Alguém esqueceu de fazer um varal. Outro esqueceu de fazer uma janela. Outro esqueceu de fazer, na laje superior, um espaço de lazer. Daí, que fazer. Mais tarde trago as fotos que já tenho sobre "os espaços remendados", as adições que os arquitetos tanto odeiam especialmente quando feitas sem projeto. Mas não pense que eu estopu coibrando projetos.
Foz falta terminar. Quando vamos dar um retoque nessa construção chamada Foz? Poderia ser um mutirão. Ou, se organizado, poderia ser um elemento de reativação da economia. Como as calçacas padronizadas. A última foto mostra essa parede que saltou na minha frente e me fez fotografá-la. Foi o rebouco que espera finalização ha 30, 40 anos. O rebouco sonha com uma tinta de mão. Foz foi feita na pressa por gente humilde, trabalhadora, tijolo a tijolo, para passar a chuva. Agora que a chuva passou ... daí vi aquele bebedouro para beija-flor. Clicando na fotos elas explodem e você verá os detalhes. Até a Nota III!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Guaritas de Migração em Foz: Por que essas cabines não podem continuar fechadas?

Foto 'bairronauta'
Resposta: porque essas cabines são nossas. Essas cabines não foram construidas para controle migratório internacional de longa distância. Como a placa azul (foto) mostra, elas foram construídas para o controle do trânsito fronteiriço. Tem gente que diz, em seu direito à revolta, que o Mercosul não existe. Estão errados. As cabines estão cumprindo regras do Mercosul. O "Trânsito de Vizinhança" ou "Transito Vecinal Froterizo" (TVF) é específico para os moradores da fronteira. O Mercosul reconhece o direito dos moradores fronteiriços atravessarem a fronteira a qualquer hora e com o mínimo de incômodo. Isso não quer dizer que seja porteira aberta. Para isso, as cabines serão equipadas com computadores, leitores de cartão que possibilitarão que o fronteiriço passe pela cabine, diminua a velocidade do carro, passe o cartão no leitor ótico e prossiga.

É muito parecido com o cartão que a gente usa hoje em Foz, e por aí afora, para passar nas catracas de ônibus. Se o cartão travar é porque seu crédito acabou ou você sentou em cima dele. Se o seu cartão de identidade especial (credencial fronteiriça)- que já foi testado na fronteira - travar ou se o policial lhe der voz de prisão aí você está frito porque, no mínimo há um problema, pelo menos um equívoco. Temos que cobrar e ajudar a que os cartões ou carteiras de identidade fronteiriças com código de barra estejam disponíveis e que as máquinas leitoras estejam disponíveis para entrarem em ação. (O lado argentino andou fazendo fotocópias da carteira e dando a muita gente que está usando. Mas isso é gambiarra). Exijamos a carteiras de verdade!

O problema é que tem muita coisa sendo travada e cada coisa travada trava outra. Temos que descobrir quem é o homem ou mulher com o poder de resolver isso. O delegado em Foz não pode pagar o pato sozinho. É coisa de política grande. O assunto não é prioridade hoje. É como dizem na política comum , digo partidária, falta vontade política. Se não tem as carteiras para que as máquinas leitoras óticas? Se não mesas onde colocar as máquinas e cadeiras como vamos abrir as cabines? Se não destravamos a livre movimentação como podemos esperar progredir para um Mercosul Sem Fronteiras? Para haver um Mercosul Sem Fronteiras vamos ter que apressar a celebração de um Acordo no estilo do "que criou a Europa sem Fronteiras, que criou a "Área Schengen" Acordo de Schengenque permite que você, brasileiro, argentino ou paraguaio, ou árabe entre na Europa e só faça migração no Aeroporto de chegada. Depois daí você pode percorrer tranquilamente toda a "Área ou Espaço Schengen" que é formado por 25 países (Mapa - clique para aumentar). Essa nossa hora de celebrar um Tratado ou Acordo de Schengen do Mercosul vai chegar. E porque não chegou? Porque antes de falar na criação de um "Mercosul sem Fronteiras", vamos ter que acabar com o que os especialista em segurança chamam de "Fronteiras Porosas" - onde há um vazamento do controle exatamente como a nossa. Deus, o Superman ou qualquer outro ser que nos olhe da altura, verá traqnquilamente que estamos caminhando. O aperto da Receita Federal para acabar com a "porosidade" da fronteira; a concentração de forças na região, o esforço da Polícia Federal, as novas leis que oferecem poder de polícia às forças armadas, o VANT são ferramentas que permitem estancar a porosidade. O problema é que o delegado responsável pela aplicação não tem o mapa do caminho. Não tem a visão de todo o processo. Ele cumpre ordem e especificações. De quem? Falta a todos, com exeção dos negociadores do Mercosul, a visão panorâmica e holística que permita, do começo, ver o fim. Então para onde estamos indo? É aí onde se necessita dos ideólogos, pensadores e planejadores. E o conselho é cobrar!

Eu cobro que abramos a guaritas; cobro de você que você exija o seus direitos ao TVF; que trabalhemos para a eliminação das fronteiras mas sem bandidagem. E como acabamos com a bandidagem? Ora pergunte a Paulo Freire! Ora peça números e lição de moral ao presidente do IPEA, Marcio Pochmann. E como vamos chegar ao nosso Tratado de Schengen se a gente não se move?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ajude os policiais e bombeiros na batalha da PEC300

Policiais militares (PMs) e Bombeiros de todo o Brasil estão lutando pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição de número 300 ou PEC300 de autoria do deputado federal Arnaldo Faria de Sá do PTB de São Paulo. A PEC quer alterar o parágrafo 9 do Artigo 144 da Constituição do Brasil.

A nova redação diria que os PMs e Bombeiros de todo o Brasil ganhariam o mesmo que ganha um PM e um bombeiro do Distrito Federal que é o que melhor paga no País. Segundo material que acessei o Rio de Janeiro tem o segundo pior salário de PM no Brasil. Só perde para Alagoas, o estado onde nasci. Um soldado de segunda classe no DF ganha 3.031,38. No Paraná ganha 949,87. No Rio de Janeiro ele ganha R$ 874,00 e na minha Alagoas nativa, R$ 850,00 por isso tem tanto policial que faz um frila "pistoleando". São Paulo que tem a maior arrecadação do País paga R$ 1.240. Então, a situação é realmente caótica. Por que tanta desigualdade?

A PEC quer igualar os salários, por cima, até porque estados pequenos (leia-se mais pobres) como Sergipe e Amapá têm salários melhores que São Paulo e Rio de Janeiro. Um soldado ganhando R$ 3.031,38 vai ter dinheiro para pagar a prestação da casa própria, vai poder pagar um aluguel decente e não vai precisar fazer besteiras. O problema é que está sendo difícil fazer passar a Proposta. Os PMs e Bombeiros foram a Brasília no mês passado e nem a imprensa deu espaço.

No mês que vem, PMs e Bombeiros do Brasil vão fazer uma demonstração em Brasília. Policiais e bombeiros divulgaram uma nota reclamando que a imprensa os ignorou e sugerem um boicote à imprensa. A imrensa será ignorada. Eu acho é pouco! Quer dizer nada de B.Os, informações, pautas etc. É claro que a imprensa deve andar com o mesmo problema (talvez pior com piso que mal chega ao R$ 2,000 e isso para os felizes da vida, os sortudos).

Faça uma visita ao site dos PMs e Bombeiros sobre a PEC e ajude a que esses servidores tenham uma vida digna. Claro que no país os professores, outra galera sofrida, estão ganhando na mesma faixa salarial do policial do Rio de Janeiro.

Confira os salários de PMs e Bombeiros pagos pelo GDF (Governo do Distrito Federal): Coronel (15.355,85),tenente coronel (14.638,73), major (12.798,35), capitão (10.679,82), 1º Tenente (9.283,56),2° Tenente (8.714,97),aspirante ( 7.499,80),sub tenente (7.608,33), 1° sargento (5.784,23), 2º sargento (5.776,36), 3° sargento (5.257,85), cabo (4.402,17), soldado de 1ª classe (4.129,73), soldado 2ª classe (3.031,38). Bem acabei de dar a lista dos desejos, a lista dos sonhos de policiais de todo o Brasil. Como ajudar? Entre outras coisas, assine esse abaixo assinado.

O Iguassu: Nasce Novo Jornal em Foz do Iguaçu.

Em setembro do ano passado o Jornal do Iguaçu (JI) fechou misteriosamente. A surpresa foi tanta que nem os funcionários do jornal sabiam que o jornal não sairia no dia seguinte. Por quê fechou o JI? A resposta oficial nunca foi dada. Mas não oficialmente, a cidade soube, à boca pequena, que o jornal foi fechado por pressão tributária, quer dizer, fiscais tributários foram usados para intimidar o grupo do JI que além do jornal possui uma emissora de TV via cabo (FozTv), uma rádio (97.7) e um grupo educacional que inclui a UDC - a faculdade onde eu orgulhosamente consegui meu diploma. A foto à esquerda mostra a última capa do JI. Clicando na foto você poderá ler as manchetes e juntar dois mais dois. Os governos têm esta arma nas mãos. Qualquer governo pode mandar um fiscal tributário, sanitário, ambiental fechar qualquer negócio do "povo", utilizando o mecanismo, desde linhas aéreas, à jornais, de bordéis, à hotéis, supermercados à farmácias e estabelecimentos hortifrutis. Qualquer coisa. Mas isso não está certo.
Hoje, saiu às ruas de Foz do Iguaçu um novo jornal que se chama O Iguassu - assim com dois Ss por mais que eu deteste esse uso. Ao assumir a grafia Iguassu, o jornal deve transceder as muralhas de Foz e pensar nos municípios desta parte do Vale do rio Iguaçu. Eu sou um dos colaboradores deste esforço para não deixar Foz se calar - embora que certas noticias, a cidade fica sabendo sem precisar da itermediação de jornais. Não deixa de ser uma lição de moral e de humildade.

O Iguassu está aí feito por uma equipe que acredita e participa de um grupo que não é empresa. É uma associação ou clube: Clube do Repórter Cidadão. O jornal vem com uma missão que é também uma promessa: levantar os problemas de Foz do Iguaçu e região que transcendam as denúncias de buracos e mato nas ruas.

Segundo pesquisa da RPC TV Cataratas feita há pouco tempo, Foz do Iguaçu é uma cidade de classe média baixa e pobre onde a população tem acesso complicado à educação, saúde, tecnologias e emprego. Se a missão do Iguaçu for manter essa realidade na memória dos governantes e lideranças; se for lembrar que os royalties de Itaipu vão acabar; se for lembrar que a gente pode fazer mais; se for a missão de cobrar e exigir o que a cidade merece, que o Iguassu seja bem vindo e eu estarei aberto para cooperar, participar e assinar embaixo!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

As Seis Coisas mais estranhas que as mulheres fazem às suas vaginas

Achei esse texto escrito por Andy Wright na revista Mother Jones que o reproduziu da Alternet que está fazendo sucesso mundo afora. Traduzi o texto. Primeiro passei pelo tradutor do Google e manualmente fiz as alterações. O nome do artigo é: "As seis coisas mais estranhas que as mulheres fazem às suas vaginas". As seis coisas estranhas que elas fazem se deve a seis crenças ligadas à baixa estima corporal. Coloco a lista abaixo com as crenças e as soluções do aglomerado industrial da beleza. O artigo é muito grande. Por tanto aqui dou-lhe duas possibilidades de lê-lo primeiramente no original na Mother Jones (Six weirdest things that women do to their vaginas)ou a tradução. Clique aqui para ir aonde está o texto.

Problema / Solução Industrial

1. Sua vagina fede - Desodorante vaginal
2. As vaginas são sujas - Ducha vaginal
3. Sua vagina está flácida - Rejuvenescimento vaginal
4. Sua vagina é feia - labioplastia
5. Vaginas têm gosto ruim - Vagina Menta
6. A cor não tá legal - Tintura ou descolorante vaginal

sábado, 13 de fevereiro de 2010

"É uma cidade que não foi terminada"

Estive com um casal de turistas que ficou hospedado no Hotel das Cataratas e que não tinha idéia de que exisitisse uma cidade chamada Foz do Iguaçu e pior ainda não sabia que existia Ciudad del Este e muito menos Puerto Iguazu. Convidei-os a vir ao Centro comigo. Viemos de ônibus, claro. Andando pelas ruas centrais, Mônica Alesina, designer fashion da revista Glamour, me disse: "Me sinto numa cidade de fronteira. É como se a cidade não tivesse sido terminada". Um dia desses, andando pelas mesmas ruas, comecei a olhar alguns prédios que fazem nosso horizonte e pensei, a Alesina tem razão: "ainda falta terminar".

Desleixo, descaso, folga na Fronteira: Alguém manda aqui?

Os moradores da fronteira aqui entre Argentina, Brasil e Paraguai na região de Foz do Iguaçu andam revoltado. A revolta é forte especialmente entre os cidadãos estrangeiros residentes no Brasil e portadores da Carteira de Identidade de Estrangeiro (Model0 19) e os argentinos em geral mas especialmente os moradores de Puerto Iguazu. Por quê? Porque estão sendo multados como loucos. A primeira foto à esquerda, mostra umas cabines (guaritas) fechadas e vazias. Essas cabines deveriam estar abertas para impôr um controle próximo aos 100% que é o que eu defendo. O problema é que as cabinas não estão habilitadas ainda por falta de recursos, verbas ou dinheiro para mobiliá-las (móveis, ar condicionado etc). O programa (software) já existe. Quando completa, quem entra e sai do Brasil vai fazer uma parada rápida e sem traumas e será atendido por um funcionário terceirizado pela PF e pronto já estará registrado. O problema é em 90% do tempo a área de recepção do Brasil está desabitada, vazia - não tem ninguém à vista ou pelo menos que seja visível. Dai o que está acontecendo é que o "fronteiriço" não vendo niguém prosegue a viagem. Quer seja saindo ou entrando no Brasil - leia-se para vir a Foz do Iguaçu. O que está acontecendo é que de vez em quando aparece alguém e pára o usuário. Se ele entrou no Brasil ontem e fez entrada e voltou para casa sem dar baixa é multado. Conheci uma menina que foi multada em R% 60.00. Ela não pagou porque não podia. Enquanto não pagar, ela não pode voltar ao Brasil. Empresários que tem lojas nos dois lados estão fazendo migração (entrada e saída) todos os dias. No dia em que a área está deserta e eles passam, multa. Desta vez a multa começa em R$ 170.00. Então se o problema é falta de dinheiro do Governo, se é culpa do Governo por que as pessoas estão sendo punidas? Se isso está acontecendo com o povo local, o que não estará acontecendo com os turistas?
No lado argentino, todo mundo sabe, o Governo é rígido e todo mundo sabe como funciona. Sem surpresas. Nesta foto, mostro a as mesmas cabines (recentemente inauguradas pelo governador de Misiones Maurice Closs) que farão o mesmo trabalho no lado argentino. Ontem, seis delas estavam abertas e dentro delas havia um funcionário de carreira da 'Migraciones' ou um terceirizado (O Brasil também está trabalhando com terceirizados). A Argentina é o modelo e o exemplo que o Brasil gostaria ou anuncia que quer seguir. A diferença é que lá o Governo prioriza a compra de móveis e instrumentos de trabalho. O desmando buraocrático dos funcionários públicos de lá não é cobrado do povo. Infelizmente, o iguaçuense é 'manso' e engole todas estas situações. Eu creio que se a comunidade empresarial, turística quiser acabar com esta situação de 'desleixo' e 'falta de respeito' com os brasileiros tão verdes e amarelos da fronteira quanto os que estão em Quixabá ou Taguatinga. Para piorar, o comércio de Foz do Iguaçu começa a pagar o preço. Na rodada de conversa que eu estava ontem, o argentino está com medo de vir ao Brasil e ser multado na volta. A boa notícia é que os preços de alguns produtos no Brasil está melhor que na Argentina. A má noticia é que o o cliente pode ser multado. Atenção: Vi no jornal em Foz estes dias: não há prazo para habilitar as guaritas! Bem, isso não é problema meu. Tem que haver prazo! Ou a coisa não anda!
A última foto mostra um balcão para controle migratório dentro do Duty Free Shop Puerto Iguazu. Oficialmente o Duty Free está fora da Argentina. Quem vai ao Duty Free não precisa passar pelo Complexo Migratório. Mesmo assim um balcão da Dirección Nacional de MIgraciones foi colocado lá na entrada e os visitantes do Free Shop fazem fila para mostrar a identidade. Na maioria dos casos a funcionária só olha e deixa entrar. Pero quer dizer mas se o visitante for procurado pela Justiça Argentina ou Interpol, fica alí mesmo.

Fotos ©'bairronauta' clique nelas para ver detalhes!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Blog de Foz no Workshop da CVC II

O turismo é feito de gente. Gente que mora em lugares que tem algo para mostrar. Uma montanha. Uma praia. Umas cachoeiras. Umas cataratas. Um glaciar ou uma floresta. Gente é parte do que o viajante quer ver. Esse senhor que está esculpindo uns reco-recos que na praia do Jucú em Vila Velha se chama "rasco" é uma atração de Vila Velha tão importante quanto a praia. O nome dele é Vitalino Jose Rego. É que depois de se queimar na praia o que é que você vai fazer? Você vai rodar e descobrir gente como o Vitalino e descobrir que o Congo usa muito a "rasca". Mas e o que é Congo? Daí você começa a aprender sobre manifestações folclóricas e culturais. E a cabeça pode abrir para outras maneiras de ver o mundo.

Os nativos ou residentes de cada cidade aprendem certas coisas para sobreviver. Para ganhar o pão. Na Bahia, na Jamaica, em San Andrés ou Cartagena, Colômbia, loirinhas e loiros de toda a Europa, EUA e Canadá fazem fila para colocarem aqueles "implantes" nos cabelos, fazerem tranças africanas ou tererê da Bahia. É o que esta baiana faz na cabeça de uma agente de turismo do Sul do País. Gosto da foto: o encontro do diferente.


O pessoal do Turismo de Porto Seguro, Bahia, trouxe a brasileira Ariema Bonfim Braz que é pataxó. Para mim encontrar uma pataxó foi uma oportunidade única e histórica. A Ariema, para mim, não é uma curiosidade que o circo turístico montou. Os pataxo foram os índios que Pedro Álvares Cabral e os tripulantes das caravelas viram no primeiro e desastroso encontro. Os pataxós existem. E Ariema veio com o "trade" de Porto Seguro para provar isso e provar que a beleza dos 'nativos' ainda está aí. No workshop da CVC, Ariema, que beleza de nome! fazia pintura facial ou corporal utilizando material e tecnologia natural pataxó. É mais um exemplo do diferente que o povo de cada "destino" sabe fazer, pode oferecer no itercâmbio com o turismo. Isso é muito importante especialmete agora que muito se fala sobre economia solidária.
As fitinhas de Nosso Senhor do Bonfim são presença frequente e cobrada nos eventos em que a Bahia como Estado ou Salvador como cidade participam. Eu mesmo passei no estande e ganhei umas fitinhas que trouxe para Foz do Iguaçu e já comecei a distribuição.

Baiana responsável pela distribuição das fitas de Nosso Senhor do Bonfim no Workshop da CVC 2010 é esta aqui. Coloco aqui ainda esta foto da maior porção de camarão que já provei em evento de turismo. Foi trazida de Natal, Rio Grande do Norte e conquistou o publico do local.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Já era! Gruta Ecumênica da Paróquia do São Francisco não existe mais



Fotos 'bairronauta'

Eu realmente gostava da pequena gruta onde havia uma obra chamada "Diálogo São Francisco com os Muçulmanos". Ficava na Paróquia São Francisco na Avenida Mário Filho no Morunbi. Em abril de 2008 fiz uma postagem sobre a gruta e teci comentários sobre o que São Francisco fazia em conversa com os muçulmanos. Esta postagem ou publicação é só para dizer que em breve não haverá vestígios da obra em alto relevo. É possível que as necessidades de crescer, ampliar vá tirar uma mesagem importante que existia na cidade. As fotos mostram como era a gruta e como está. Eu acho uma pena. Mas em Foz do Iguaçu costumamos sumir com coisas na cala da noite. De manhã, a coisa simplesmente não existe mais. É uma pena! E você que acha? Deixe um comentário!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Máquina de alta tecnologia do Único anda travando!

A maquininha inteligente via satélite do Único Foz do Iguaçu – sistema de bilhetagem eletrônica, travou ontem. O acontecimento foi no ônibus da Viação Itaipu de terminação 556. A máquina travou na Avenida JK no primeiro ponto de ônibus sentido Centro-Bairro. O cobrador comunicou ao motorista, que desceu do ônibus na chuva para ver o que acontecia. Logo o motorista voltou e da porta ligou pelo celular para alguém possivelmente da garagem. “Pois é Wanderlei, travou mesmo”. Em seguida veio a ordem para prosseguir e junto veio a instrução de que o ônibus deveria ser colocado no modo “Especial” quer dizer não pegaria mais passageiros por que a roleta travada não deixaria passar ninguém. Que prejuízo! Os passageiros só desembarcavam.

Assim, os passageiros da linha Primeiro de Maio tiveram a oportunidade de sentir turistas. Mas esta não foi a única vez que eu vi o Único travar. Minha experiência de travamento, foi no sentido bairro – centro quando um ônibus da mesma empresa lotado de gente no horário das 14h, teve o equipamento travado.

- Travou, disse o cobrador.
- Travou o quê? O cobrador explicou ao motorista que a maquininha que libera a catraca tinha travado.
- Calma. Vamos ter que reiniciar – disse o motorista acrescentando que iriam fazer isso no próximo ponto. Chegamos ao ponto de ônibus e o motorista desligou o motor. Esperou uns segundos e voltou a ligar.
Voltou! – disse o cobrador.

Entre os passageiros havia alunos de escolas de informática. Eles adoraram o reiniciar.
- Cara, o tiozinho apagou o ônibus para reinicar a máquininha! - disse um dos alunos.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Volta às aulas 2010 - Tenho pena e me solidarizo com os alunos

Fonte

Vai começar hoje mais um ano letivo e na maioria das escolas o que vamos ver é o que Paulo Freire chamou de "educação bancária". O aluno vai se sentar no banco e vai copiar contéudo. O quadro ainda é a tecnologia mais utilizada. Ainda bem que a palmatória foi proibida. A educação bancária é domesticação. O professor mal pago e não devidamente preparado não tem como ou não sabe utilizar tecnologias modernas na classe. Esta educação é mais uma "inducação".

É um questão de uso de prefixos. "Ex-ducare" contra "in-ducare". "E-duc-ar" ou "ex-duc-ar" nos trás a imagem de alguém cuidadosamente tentando tirar de dentro de alguma coisa ou lugar, algo precioso como se estivesse usando um pequeno ducto ou 'duto'. Como se estivesse usando um canudinho para sugar para fora e retirar o que está dentro. Como o beija-flor que utiliza sua enrome língua como um duto para extrair néctar das flores. No nosso caso, o potencial fantástico (néctar) que toda criança traz consigo desde a hora em que nasce. Ao passo que vejo um canudinho usado na 'educação', vejo o contrário sendo usado na educação de massa à qual os meus conterrâneos mirins se submeterão a partir de hoje.

Vejo um funil, onde a equipe pedagógica vai desesperadamente tentar empurrar conteúdos de fora para dentro como se fosse um francês enfinado comida goela abaixo de um pobre pato que se debate no processo de criar o "paté de foi gras". Embora o paté seja agradável ap paladar, foi bom para o pato? Eu queria muito que a escola estivesse criando cidadãos críticos e autônomos, e não futuros bonecos alheios à grandeza de sua existência, para serem, quando muito, utilizados e inseridos no mercado de trabalho. Queria que as escola estivessem criand cidadãos críticos que soubessem detectar mentiras, vãs promessas em discursos, ideologias e outros esquemas de dominação.

Linguisticamente falando, adoro ver a sabedoria inerente às palavras. Como a palavra eduação surgiu? O que eu mencionei do duto (canudinho) extraindo conteudo passou pela cabeça de quem escolheu os prefixos para formar a palavra? Convido os professores a transgredirem e não se conformarem com esse sistema que inclui tratar mal e torturar as crianças, pagar mal e recompensar mal o professor. Não aceite ser "desviador' de rotas de seres. Assuma a pedagogia, seja um pedagogo. Em grego, Παιδαγωγέω ou 'Paidagogeo' ou pedagogo em português é um condutor de criança. Era, na realidade, na Grecia antiga, a pessoa que levava os filhos do patrão à escola, protegendo-o, tranquilizando-o até entregá-lo à escola. Demos o tempo necessário para que as palavras mudem e seus novos usos se cristalizem, temos hoje o professor como alguém que fez pedagogia e assim são os modernos "condutores de crianças". Que todos tentemos acabar com a educação bancária, essa que já fracassou há tanto tempo.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Distrito Industrial de Foz do Iguaçu: o Morumbi já esqueceu


Fotos by 'bairronauta' - Clique para ver detalhes da área industrial de Foz do Iguaçu

Quando a Prefeitura de Foz do Iguaçu anunciou a compra de uma extensa área para a materialização de um "Distrito Industrial" no bairro do Morumbi, as esperanças do povo da região foi lá em cima. Na sede da Associação dos Moradores do Morumbi III, em lojas e escolas do Morumbi II e até no Portal da Foz vi flhas de papel impressas e fotocopiadas exortando as pessoas que comparecessem para fazer este ou aquele curso no Senai,no Senac e em outros lugares particulares como o Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac) e Technos para que se preparassem para as oportunidades de emprego do Distrito Industrial de Foz do Iguaçu. Hoje vejo que o ânimo do povo minguou. Hoje, não se escuta falar mais de esperanças de morumbienses em qualquer emprego que possa sair do Distrito Industrial. O emprego é essencial para viabilidade da vida em sociedade. Sem emprego, vidas se inviabilizam. Quando vejo, a população usando os microfones de TVs e rádios para cobrar asfalto, reclamar de mato alto e de buraco, eu penso: como é possível que ninguém cobre empregos. É isso que Foz do Iguaçu deve a seu povo. Na inauguração do Maxxi Atacado, o prefeito Paulo Mac Donald anunciou que duas industrias se estabeleceriam no Distrito Industrial em 2010. Uma delas geraria 3.000 empregos! Se for verdade, é uma boa noticia. Porém, e se não for?

A foto mostra uma importante esquina do Distrito Industrial. Não quero dizer com ela, que toda a área esteja assim. Digo, e isso sim, que nesta esquina de quatro cantos, nos quatro cantos há lixo depositado e isso é triste. Pelo menos para mim é muito triste. Na hora de aprender a trazer empresas e fábricas para Foz do Iguaçu, a cidade deve esquecer Nova York, Munique e Salzburgo. Deve aprender de Ampere, Santa Tereza do Oeste, Medianeira, São Miguel do Iguaçu, Santa terezinha de Itaipu, Capitâo Leônidas Marques e outras cidades do oeste e Sudoeste de nosso Paraná. (Esse comentário não é orignal)

Asfalto novo, vida nova e novo perigo no Jardim Esmeralda

A vinda do Maxxi Atacado da Walmart para o Jardim Esmeralda em (Foz do Iguaçu)trouxe pelo menos uma boa notícia. A rua que faz fundos com o Maxxi ganhou asfalto. Caminhando pela região antes do asfalto, fotografei a moça que saia de casa para o trabalho ou escola, ou talvez os dois, e parecia negociar onde pisar. Na foto se vê que o pavimento era poliédrico (pedra). Sem motivo especial fiz a foto. Logo depois da inauguração do mercado passei pela mesma rua (à pé) e notei que algo estava diferente. Mas a ficha não caía. De repente vi a senhora da foto 2 (ao lado) muito próximo do lugar onde tirara a foto anterior e a ficha caiu: asfaltaram a rua. Daí fiz a foto dela. Foi só procurar a primeira foto (acima)e disponibilizar as duas para que você pudesse ver o antes e o depois da rua. Não sei se a obra foi da Prefeitura, se foi do Mercado, ou se foi uma contrapartida da Prefeitura pelo investimento do Mercado. Conversando com moradores da região, descobri que a aprovação obra é total. Mas tem um porém: A paz dos moradores tem tendência a desaperecer. Se você clicar na foto (à esquerda) voce verá que o novíssimo asfalto tem marcas de pneus de carros cujos motoristas criam ou crêem ser pilotos de corrida ou pensam ainda estarem em filmes policiais. Eles fazem cavalo de pau, e giram como loucos colocando em perigo a todo mundo que anda pela rua. Como se vê tudo tem um lado ruim e o que é que gente faz com essa humanidade?

Todas as fotos pelo 'bairronauta'

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