sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cohiguaçu (R03) Bairro da região Três de Foz do Iguaçu

Foto 'bairronauta'

O nome da rua é Alice Bordinhon e fica no Cohiguaçu. O nome oficial do bairro é Loteamento residencial Cohiguaçu - abreviação para Cooperativa Habtacional Iguaçu - uma grande idéia que deu errado ou conseguiu se desviar e se enrolar ao máximo. O Cohiguaçu é um bairro de fronteira. Pertence à região 05 (R05) de Foz do Iguaçu ou região do Jardim São Paulo. O acesso é pela Avenida República Argentina após ter pasado a entrada para a Avenida Mário Filho na direção do Lote Grande. No lado esquerdo da Avenida é a R3 ou Região do São Francisco. Neste blog adotei há tempo falar sobre Foz do Iguaçu por região. São 12 regiões.

Uma das característcas marcantes do Cohiguaçu é a falta de asfalto, pavimentação ou calçamento. As ruas do Cohigauaçu são de barro como nos velhos tempos. Recentemente publiquei aqui uma nota sobre os ônibus de Foz que ainda necessitam colocar pó de serra (madeira) para absorver o barro dos pés dos passageiros. O Cohiguaçu, em dia de chuva, é uma fonte de barro. Basta o morador sair do Cohiaguaçu, a pé, e dirigir-se ao ponto de ônibus na Avenida República Argentina ou Mário Filho. E por que o Cohiguaçu não tem calçamento? A reposta é simples, grossa, direta e folclórica: roubaram a cooperativa. Quem roubou? Os dirigentes. O bairro nasceu de uma cooperativa que vendeu os lotes aos cooperados que pagaram. Os dirigentes recebiam o dinheiro e não quitavam as obrigações tributárias como INSS, Impostos municipais, estaduais, federais. Assim, há uma dívida e o calçamento não é liberado enquanto a dívida não for paga.
Na rua Alice Bordinhon que tem calçamento zero, segundo o morador Claiton de Jesus Coelho, a situação pode estar próxima à solução. "Temos promessas de que este ano o calçamento será feito", explicou. Só dependeria, segudo ele, de uma verba que será liberada pelo Estado.
Já na rua Ernesto Tries há calçamento até certo ponto. A dona Salete de Godoy Pereira, me disse que o problema é a dívida. Ela que mora na parte sem calçamento diz que ela e os vizinhos querem pagar pelo calçamento se necessário mas não têm acesso à dívida. "Dizem que essa informação só é dada aos representantes legais", contou.
E os representantes legais estão sumidos. Os moradores pagam IPTU e este ano receberam o carnê em casa. No ano passado foi diferente. "Jogaram alí na Avenida Mário Filho ai eu fui catar", contou mostrando uma caixa de sapato cheia de carnês de IPTU do ano passado. Seja lá como for, a navegação do 'bairronauta' pelo Cohiguaçu foi positiva. Encontrei gente muito boa e muito hospitaleira. Só não almocei, tomei refrigerante e suco porque não quis. O sol estava quente e a navegação ainda tinha chão. Até conheci uma futura jornalista. Não tão futura. È a Mariana que já está no último período do curso de sofrimento quer dizer jornalismo. Foi a dona Salete quem disse: a nossa rua tem uma jornalista! Daí fui lá conhecê-la. Quanto ao bairro merece uma ajuda.

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