Mostrando postagens com marcador Guaíra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guaíra. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de maio de 2025

Guaíra: natureza, fronteira e tranquilidade fazem da cidade um destino estratégico no turismo paranaense

Hotel Delville em Guaíra

Da Assessoria
Hotel Delville

Localizada no extremo Oeste do Paraná, às margens do Rio Paraná e na fronteira com o Paraguai e Mato Grosso do Sul, Guaíra desponta como um destino singular que une turismo de compras, natureza preservada, pesca esportiva e uma conexão direta com a cultura da região. Para quem deseja explorar essa diversidade, o Deville Express Guaíra é a escolha ideal: um hotel acolhedor, prático e perfeitamente integrado ao contexto local.

Segundo dados do governo estadual, o Paraná liderou o crescimento do turismo nacional em fevereiro de 2025, com um aumento de 6,5% nas atividades turísticas, mais que o dobro da média brasileira. O avanço reflete o fortalecimento dos destinos do interior, como Guaíra, que têm ganhado espaço graças à oferta de experiências autênticas, hospitalidade regional e localização estratégica. 


Uhm, café-da-manhã (Foto Álvaro Pacheco)

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Conexão Guaíra - Caaró - Caibate: os mártires de 1628


Os três mártires tendo como pano de fundo a Capela de Caaró, Caibaté, RD

 Jackson Lima 

Tenho trabalhado nos últimos anos na divulgação de fatos históricos ou micro-históricos que ajudam a compor roteiros mentais das reduções jesuítas na America do Sul com destaque para o Sul (RS) do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai ou seja na área em que o idioma guarani e o povo guarani foram peças chaves para o projeto de evangelização dos missionários jesuítas em favor da Espanha. O trabalho dos jesuítas em favor do Reino de Portugal é outra história em desenvolvimento. É outra história também o grandioso trabalho nas Missões da Chiquitania e no Beni, Bolívia.

Nesta postagem abordamos as conexões que existem entre a cidade de Guaíra (PR) e as missões jesuítas no Rio Grande do Sul como argumento e incentivo de vermos  o Paraná ( antigo Guayrá) como parte de uma Rota turística, cultural e de identidade maior das missões.

O personagem de destaque é o Padre Roque Gonzales de Santa Cruz fundador de pelo menos 11 missões em sua curta existência. 

As conexões por causa do padre - hoje canonizado - via Guaíra lembra fatos que o ligam a Assunção, terra de seu nascimento e onde se encontra o relicário de seu coração e às reduções da primeira fase das missões anteriores aos sete povos.

As imagens abaixo são dos vitrais da Igreja de Pedra ou Igreja Nuestro Señor del Perdon (ou Nuestra Señora del Perdón) em Guaíra, Paraná, sede do império da ervateiro Mate Larangeira e do Santuário Caaró (Ka'aro), lugar do martírio do padre Roque Gonzalez e mais dois companheiros, Juan del Castillo y Affonso Roderiguez localizados, hoje, no município de Caibate (Ka'a Yvate), RS. 

Relicário do Coração do Venerável Pe. Roque González 

A Igrejinha de pedra de Guaíra foi construída pela histórica empresa Mate Larangeira na década de 1930. Os vitrais são de 1932 e foram confeccionados em Buenos Aires. Me impressiona a interculturalidade do projeto da igrejinha. O projeto pode ser visto como de influência jesuíta. Nos vitrais estão São Francisco Xavier, o primeiro missionário jesuíta enviado a Asia, o padre Roque González e dois padres companheiros Juan del Castillo, no mesmo dia, e logo depois Affonso Rodríguez.
 Uma coisa interessante é que não há imagem do Padre Roque Gonzalez na igrejinha mas sim uma homenagem ao Relicário do Coração do Padre Roque Gonzalez que se encontra em Assunção no Paraguai. Para mim, isso mostra o papel de conexão de Guaíra com a Rota Jesuita do Paraná até as Missões e Fazendas Jesuítas no Paraguai, Argentina, RS  e Uruguai.
 
No vitral da Igrejinha de Guaíra, o padre Roque Gonzalez é mencionado como o Venerável Padre". Ele foi canonizado passando a integrar a lista de santos da Igreja Católica em 1989 pelo papa João Paulo II

São Francisco Xavier


Vitral na Igrejinha de Pedra que mostra o coração do Padre Roque  que pode ser visitado em Assunção 



Padre João del Castilho



Padre Affonso Rodriguez




O Santuário em Caaro (Ka'aro) com homenagens aos três mártires


domingo, 27 de abril de 2025

Famtur à Cidade de Guaíra: evento organizado pela Adetur da região Cataratas e Lindeiros

 

 PRIMEIRA PARTE

Guia local Camila Terron e Vanessa Campos, da área de Cultura da Secretaria de Esportes, Cultura e Turismo  


Uma porta atrás do palco abre para uma vista da planíce do rio Paraná

Antigo armazem de erva mate da Mate Larajeira transformado em Teatro hoje 


Este foi meu segundo famtur ao território da Adetur Cataraas e Caminhos. O primeiro foi um tur de familiarização para atores de Foz do Iguaçu aos municípios lindeiros membros da Adetur. Visitamos vários municípios começando por Santa Terezinha até Guaíra. Este foi diferente por ter ocorrido ao contrário. Levou gente de outros municípios membros para conhecer Guaíra. 

Tijolos vazados e o guardião da casa 

Muros de tijolos fabricados pela empresa Mate Laranjeira


E o mix de participantes foi interessante. Incluiu imprensa, influnciadores das novas mídias, agentes de turismo receptivos e emissivos locais, profissionais do turismo como guias com habilidades e especialidade de organização de viagens. Participaram secretários ou diretores de turismo de vários desses municípios como Itaipulândia, Matelândia, Serranópolis e Marechal Cândido Rondon.   

(Destaques em negrito são links)

Graças a isso encontrei Stephany Meinel, de Toledo, guia, organizadora de viagens de aventura e pedal; Daiane Passos de São Miguel do Iguaçu, dona de agência com foco em viagens de bicicleta na região e para fora inclusive no Norte argentino. Bruna Steckling  e Diogo Marcel guias em Foz, donos de agência de turismo pedal, aventura e um hostel; Júlio Lucca de Mundo Novo (MS), lembre que Mundo Novo é o único município do MS que é membro dos Lindeiros do Lago de Itaipu; Marcelo da Rocha, guia de turismo, observador de aves, daqueles que pensam em pássaros e aves  24 horas por dia; Camila Terron, nossa guia local em Guaíra e dona da Agência Guaíra Experience com passeios no rio, na cidade, na fronteira. 

Creio que parte do sucesso do Famtur, foi o charme de Guaíra. Com a abordagem apropriada, Guaíra é um daqueles destinos que cativam pela sua aura de história, charme de cidade pequena, natureza, gente boa e muitas surpresas. Um dos lemas da cidade é "Guaíra, cidade que começou antes do Brasil" (algo assim). Ou "cidade onde começa a Itaipu Binacional" e até "Cidade que nasceu antes das Américas".

Exemplo das surpresas: Cerca de 10 minutos após sair do local de embarque do Barco Marina do capitão Reginaldo, conversando com o Frei Pacifico, ele aponta para uma entrada na margem do lado guairense e diz "ali é a divisa entre Guaíra e Terra Roxa" e acrescenta: "Ali fica a Cidade Real do Guairá".  Ele não disse ali era ou ficava a Ciudad Real (1557). O Brasil ainda era colônia. Nem sonhava em autonomia. 

Guaíra soube, talvez nem tanto quanto muitos ativistas da história local gostaria, não esquecer o fio da meada de sua história.

Depois da Guerra da Triplice Aliança, entre 1870 e 1880, o Brasil Império ocupou o Paraguai por 10 anos e promoveu um loteamento de terras paraguaias para amigos e colaboradores do Império por serviços prestados na Guerra. 

Eram os preparativos para o lançamento da próxima etapa econômica que produziria barões e escravos na extensa área da Bacia do Prata: a erva mate. O vuco-vuco da entrega de terras começou na região de Porto Murtinho (MS) no rio Paraguai onde hoje se constrói uma ponte internacional Brasil-Paraguai ao lado de Carmelo Peralta, Paraguai. 

Com a explosão da erva mate naquela região, uma empresa beneficiada pelo Império, ganhou a concessão de terras para expandir suas atividades em direção ao rio Paraná e ao Paraná. Se chamava Mate Laranjeira. 

A empresa fundou um Porto chamado Monjoli, o começo da segunda etapa de Guaíra. Hoje, a cidade mantêm viva esses nomes em ruas e avenidas: Monjoli, Mate Laranjeiras, Murtinho, Mendes Gonçalves e outros. 

Até os cachorros da Vila Velha são simpáticos. A Agente de turismo Steffany e seu novo amigo 

Antigo hotel particular da Mate Laranjeira

Casa de gerentes da década de 30

Ulisses dos Santos, do ICMBio / Parque Nacional do Iguaçu foi convidado. Aqui, ele se deleita vendo imagens das Sete Quedas

Material antropológico-arqueológico  do Museu Municipal



A Mate Laranjeiras era o governo de Monjoli / Guaíra. Tudo pertencia ela. Foi o que vimos no city tour com a guia Camila Terron. O teatro atual reformado na época do governador Jaime Lerner foi o antigo depósito de erva. 

O hotel da empresa para receber convidados, a estação de trem e locomotiva da linha de ferro da Mate Laranjeiras que unia Guaíra a Porto Mendes, tudo continua em seus locais. 

A técnica do tijolo à vista, trabalhado com vazamento nos muros das casas e paredes são vistos como testemunho dessa época. Todos se mantêm embira aguns necesitem manutenção.

O Ministério de Obras Públicas e Comunicação da época mantinha uma base onde controlava a navegação no rio Paraná desde Sao Paulo até Guaíra e daí rio Paraná abaixo passando por  Porto Mendes, Santa Helena, Porto Sol de Maio e portos do lado paraguaio do rio até Foz do Iguaçu. 

Mas temos que tirar o chapéu para a Mate Laranjeiras. A igrejinha da cidade, chamada Igreja de Pedra ou Nuestra Señora del Perdón foi construída pela Mate Laranjeiras nos anos 30. Merece uma salva de palmas que a empresa tenha preservado a memória jesuíta. 

Os vitrais da Igrejinha presta homenagem aos padres jesuítas responsáveis pela primeira evangelização do Guairá (Paraná), da Paraquária (Paraguai, Argentina e RS)  e do Itatim (Mato Grosso do Sul). Nos vitrais são registrados homenagens a São Francisco Xavier ao Relicário do Coração do Venerável Padre Roque Gonzalez e aos padres Affonso Rodriguez e João del Castillo mortos em 1628 no que hoje é Rio Grande do Sul. 

Tudo isso é um convite para incluir Guaíra em um roteiro de turismo, histórico, cultural e religioso com fatos contínuos desde 1610 com a fundação da Missão de Nossa Senhora do Loreto (onde hoje é Itaguajé PR).      

Nos anos 1920, Guaira ainda era adminsitrada por Foz do Iguaçu e duas coisa me fazem falta: o apagamento da conexão Foz do Iguaçu - Guaíra, e o apagamento do período da erva-mate já que Foz do Iguaçu era o último porto de passagem dos barcs que rumariam para Buenos Aires e Montevuide. Estou fano de que aqui em Foz esteve a Colônia Militar e deois a Mesa de Rendas. "Em Foz não sobrou um tijolo de nada", reclamava o jornalista Adelmo Müller um colega de longa data (In Memoriam).   

Continua...

 

 

        


sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Canoas encontradas em sítio arqueológico da antiga Ciudad Real del Guayra transferidas para Museu de Arqueologia da UFPR


Foto: Pedro Albach

Este material foi produzido pela assessoria de comunicação do IPHAN. A matéria original com outras fotos de Pedro Albach e Victor Hugo de Oliveira AQUI  

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) organizou, no dia 1º de novembro, a transferência de duas canoas indígenas que estavam sob a guarda do Museu Paranaese (Mupa) e agora estão sob os cuidados do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba (PR). Os bens foram resgatados durante uma ação de arqueologia colaborativa na aldeia Tekoha Nhemboetê, em 2018, na região próxima ao sítio arqueológico de Cidade Real de Guairá, no Paraná, tombado em esfera estadual. 

A transferência da guarda dos bens foi necessária para o início do Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre o Iphan-PR e o Museu de Arqueologia e Etnologia, que tem como objetivo elaborar um diagnóstico do estado de conservação dos bens, contendo diretrizes de medidas curativas e preventivas a serem adotadas. Além do plano de conservação, o projeto visa, ainda, ações de difusão, que incluem seminários temáticos para intercâmbio entre estudantes e formação teórico-prática de profissionais indígenas que possam atuar em projetos futuros de pesquisa e gestão do Patrimônio Arqueológico.