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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Nomes dos saltos das Sete Quedas de Guaíra / Saltos del Guayra

Fonte: Painel gigante no Museu Municipal de Guaíra


 Imagine a cena: uma grande empresa ganha a concessão de uma grande quantidade de terras às margens do rio Paraná na fronteira com o Canindejú, Paraguai. A empresa era a Mate Laranjeira, uma empresa tão forte que emprestava dinheiro ao Estado do Mato Grosso em tempos de crise (Não havia Mato Grosso do Sul na época).

Dentro das terras estavam localizdas as Cachoeiras, Cataratas ou Saltos chamados então de Sete Quedas. Foi a empresa que inventariou as Sete Quedas e inventou todos os nomes abaixo. O número sete em "sete quedas" é aplicado a "19 quedas" principais ou saltos divididas em sete grupos. Depois de explorar, catalogar e, como dizem, "desbravar", a empresa nomeou os saltos e deu início a visitação da região. Nota: só entrava na propriedade quem a empresa autorizasse. 

Quatro dos saltos, do 1 ao 4, receberam nomes de personagens paraguaios. O quinto salto ganhou um nome neutro: Salto do Limite.  Do Salto 6 ao salto 18, ganharam nomes de personagens brasileiros. Um deles, o 16, foi dedicado a uma mulher. Seu nome Maria Barreto, considerada a primeira jornalista brasileira. 

Os Saltos

01 - Salto Marechal Lopes / Salto Mariscal López

02 - Salto General Estigarríbia

03 - Salto Presidente Franco

04 - Salto Diretor Francis 

05 - Salto do Limite

06 - Salto do Caxias

07 - Salto Tamandaré

08 - Salto Deodoro

09 - Salto Osório

10 - Benjamim Constant

11- Salto Saldanha da Gama

12 - Salto Dom Pedro

13 - Salto Barão de Mauá

14 - Salto Francisco Mendes

15 - Salto Rui Barbosa

16 - Salto Maria Barreto *

17 - Tomás Laranjeira

18 - Salto Floriano

19 - Saltinho

Se ligue no Salto 5

Pelo menos 840 marcos delimitam a fronteira seca Brasil-Paraguai. E tudo sem problema. Mas há uma exceção: o trecho final entre o Marco do Ybicui na confluência das Serras de Amambai e Maracaju (Mbaracayu / Mbarakaju) e as Sete Quedas. Foi essa discordância que levou à cobrança paraguaia em 1965 exigindo a continuação da "caracterização" do processo. 

Entre a visão paraguaia e a visão brasileira sobre onde devria ser o o limite do território nas cataratas havia uma diferença de 1.300 hectares. O impasse foi resolvido pela construção de Itaipu que no final, dizia-se, inundaria a área em questão. 

Depois de anos para a construção da hidrelétrica e a inundação resultante que afetou a toda a região, as águas de Itaipu não conseguiram inundar as teimosas e resilientes 1.300 hectares. 

Hoje as 1.300 hectares não são brasileiras e tampouco são paraguaias. São administradas pela Itaipu Binacional graças à  criação do Refúgio Biológico Mbaracayu. A questão da linha Ybycui - Sete Quedas ainda está de pé. 

Viva as 1.300 hectares binacionais e aproveitando recomendo que ao atravessar a Ponte Ayrton Senna e entrar no Mato Grosso do Sul, note a existência daquela Mata à sua esquerda. É o Refugio Biológico que é também parte da Reserva da Biósfera Mbaracaju. Quem vai a Salto del Guayrá, pode visitar o Refúgio pelo lado paraguaio. Vale a pena  

Algumas fotos de Guaíra

Detalhe do quadro com os nomes dos antigos saltos das Sete Quedas  


Cine Teatro construído pela Mate Laranjeira restaurado

O Cine Teatro conheceu o abandono. Veja-o acima restaurado

Esta maneira de usar os tijolos nos muros de guaíra é uma marca registrada da Mate Laranjeira

Tijolos, hoje protegidos e alvo de conscientização 

Cachorro guairense contempla a "invasão" de turistas que participaram no Famtur - Tur de Familiarização organizado pela ADETUR em abril de 2025

Este casarão foi um confortável hotel construido pela Mate Laranjeira para receber convidados

Igreja de Pedra ou Nuestro Señor del Perdón (1933), construída pela Mate Laranjeira, anos antes da desapropriação promovida por Getulio Vargas 

Passando sob a Ponte Ayrton Senna que liga o Paraná ao vizinho Mato Grosso do Sul 

Jornalista conversa com o Frei Pacífico em seu atelier e museu.  A beleza das Sete Quedas e o banho de Natureza fez o Frei solicitar permissão para abandonar a missão e se dedicar a uma série de atividades que incluiu a proteção ambiental, a arte que ela expõe no museu e à família. Muitas de suas obras destacam a beleza deste detalhe da criação cahmado "mulher".  

Frei Pacífico e as Sete Quedas, depois desse encontro, a Congregação Franciscana "perdeu" um servo. Em compensação, a humanidade ganhou este gênio que na época contava com certa abundância de cabelos


domingo, 27 de abril de 2025

Famtur à Cidade de Guaíra: evento organizado pela Adetur da região Cataratas e Lindeiros

 

 PRIMEIRA PARTE

Guia local Camila Terron e Vanessa Campos, da área de Cultura da Secretaria de Esportes, Cultura e Turismo  


Uma porta atrás do palco abre para uma vista da planíce do rio Paraná

Antigo armazem de erva mate da Mate Larajeira transformado em Teatro hoje 


Este foi meu segundo famtur ao território da Adetur Cataraas e Caminhos. O primeiro foi um tur de familiarização para atores de Foz do Iguaçu aos municípios lindeiros membros da Adetur. Visitamos vários municípios começando por Santa Terezinha até Guaíra. Este foi diferente por ter ocorrido ao contrário. Levou gente de outros municípios membros para conhecer Guaíra. 

Tijolos vazados e o guardião da casa 

Muros de tijolos fabricados pela empresa Mate Laranjeira


E o mix de participantes foi interessante. Incluiu imprensa, influnciadores das novas mídias, agentes de turismo receptivos e emissivos locais, profissionais do turismo como guias com habilidades e especialidade de organização de viagens. Participaram secretários ou diretores de turismo de vários desses municípios como Itaipulândia, Matelândia, Serranópolis e Marechal Cândido Rondon.   

(Destaques em negrito são links)

Graças a isso encontrei Stephany Meinel, de Toledo, guia, organizadora de viagens de aventura e pedal; Daiane Passos de São Miguel do Iguaçu, dona de agência com foco em viagens de bicicleta na região e para fora inclusive no Norte argentino. Bruna Steckling  e Diogo Marcel guias em Foz, donos de agência de turismo pedal, aventura e um hostel; Júlio Lucca de Mundo Novo (MS), lembre que Mundo Novo é o único município do MS que é membro dos Lindeiros do Lago de Itaipu; Marcelo da Rocha, guia de turismo, observador de aves, daqueles que pensam em pássaros e aves  24 horas por dia; Camila Terron, nossa guia local em Guaíra e dona da Agência Guaíra Experience com passeios no rio, na cidade, na fronteira. 

Creio que parte do sucesso do Famtur, foi o charme de Guaíra. Com a abordagem apropriada, Guaíra é um daqueles destinos que cativam pela sua aura de história, charme de cidade pequena, natureza, gente boa e muitas surpresas. Um dos lemas da cidade é "Guaíra, cidade que começou antes do Brasil" (algo assim). Ou "cidade onde começa a Itaipu Binacional" e até "Cidade que nasceu antes das Américas".

Exemplo das surpresas: Cerca de 10 minutos após sair do local de embarque do Barco Marina do capitão Reginaldo, conversando com o Frei Pacifico, ele aponta para uma entrada na margem do lado guairense e diz "ali é a divisa entre Guaíra e Terra Roxa" e acrescenta: "Ali fica a Cidade Real do Guairá".  Ele não disse ali era ou ficava a Ciudad Real (1557). O Brasil ainda era colônia. Nem sonhava em autonomia. 

Guaíra soube, talvez nem tanto quanto muitos ativistas da história local gostaria, não esquecer o fio da meada de sua história.

Depois da Guerra da Triplice Aliança, entre 1870 e 1880, o Brasil Império ocupou o Paraguai por 10 anos e promoveu um loteamento de terras paraguaias para amigos e colaboradores do Império por serviços prestados na Guerra. 

Eram os preparativos para o lançamento da próxima etapa econômica que produziria barões e escravos na extensa área da Bacia do Prata: a erva mate. O vuco-vuco da entrega de terras começou na região de Porto Murtinho (MS) no rio Paraguai onde hoje se constrói uma ponte internacional Brasil-Paraguai ao lado de Carmelo Peralta, Paraguai. 

Com a explosão da erva mate naquela região, uma empresa beneficiada pelo Império, ganhou a concessão de terras para expandir suas atividades em direção ao rio Paraná e ao Paraná. Se chamava Mate Laranjeira. 

A empresa fundou um Porto chamado Monjoli, o começo da segunda etapa de Guaíra. Hoje, a cidade mantêm viva esses nomes em ruas e avenidas: Monjoli, Mate Laranjeiras, Murtinho, Mendes Gonçalves e outros. 

Até os cachorros da Vila Velha são simpáticos. A Agente de turismo Steffany e seu novo amigo 

Antigo hotel particular da Mate Laranjeira

Casa de gerentes da década de 30

Ulisses dos Santos, do ICMBio / Parque Nacional do Iguaçu foi convidado. Aqui, ele se deleita vendo imagens das Sete Quedas

Material antropológico-arqueológico  do Museu Municipal



A Mate Laranjeiras era o governo de Monjoli / Guaíra. Tudo pertencia ela. Foi o que vimos no city tour com a guia Camila Terron. O teatro atual reformado na época do governador Jaime Lerner foi o antigo depósito de erva. 

O hotel da empresa para receber convidados, a estação de trem e locomotiva da linha de ferro da Mate Laranjeiras que unia Guaíra a Porto Mendes, tudo continua em seus locais. 

A técnica do tijolo à vista, trabalhado com vazamento nos muros das casas e paredes são vistos como testemunho dessa época. Todos se mantêm embira aguns necesitem manutenção.

O Ministério de Obras Públicas e Comunicação da época mantinha uma base onde controlava a navegação no rio Paraná desde Sao Paulo até Guaíra e daí rio Paraná abaixo passando por  Porto Mendes, Santa Helena, Porto Sol de Maio e portos do lado paraguaio do rio até Foz do Iguaçu. 

Mas temos que tirar o chapéu para a Mate Laranjeiras. A igrejinha da cidade, chamada Igreja de Pedra ou Nuestra Señora del Perdón foi construída pela Mate Laranjeiras nos anos 30. Merece uma salva de palmas que a empresa tenha preservado a memória jesuíta. 

Os vitrais da Igrejinha presta homenagem aos padres jesuítas responsáveis pela primeira evangelização do Guairá (Paraná), da Paraquária (Paraguai, Argentina e RS)  e do Itatim (Mato Grosso do Sul). Nos vitrais são registrados homenagens a São Francisco Xavier ao Relicário do Coração do Venerável Padre Roque Gonzalez e aos padres Affonso Rodriguez e João del Castillo mortos em 1628 no que hoje é Rio Grande do Sul. 

Tudo isso é um convite para incluir Guaíra em um roteiro de turismo, histórico, cultural e religioso com fatos contínuos desde 1610 com a fundação da Missão de Nossa Senhora do Loreto (onde hoje é Itaguajé PR).      

Nos anos 1920, Guaira ainda era adminsitrada por Foz do Iguaçu e duas coisa me fazem falta: o apagamento da conexão Foz do Iguaçu - Guaíra, e o apagamento do período da erva-mate já que Foz do Iguaçu era o último porto de passagem dos barcs que rumariam para Buenos Aires e Montevuide. Estou fano de que aqui em Foz esteve a Colônia Militar e deois a Mesa de Rendas. "Em Foz não sobrou um tijolo de nada", reclamava o jornalista Adelmo Müller um colega de longa data (In Memoriam).   

Continua...

 

 

        


terça-feira, 20 de junho de 2023

O turismo precisa de rumo e os políticos de orientação (I)

Esta nota não pertence à categoria dos coices e porradas. Ela pretende contribuir. Então comecemos. Primeiro destacamos uma frase: 

"Se continuarmos fazendo o que sempre fizemos vamos chegar onde já estamos" 

O pronunciador desta frase se chama Álvaro Theisen, engenheiro de Porto Alegre em palestra sobre o turismo em relação à atividade nos 30 Povos das Missões. 

Por Jackson Lima 

Associado à Abrajet PR

Um dos erros do Brasil, responsável por parte da falta de rumo, é a indicação de irmãos brasileiros políticos partidários para certos ministérios ou secretarias. No nosso caso o turismo.  Não que os políticos sejam ruins. O problema é que eles  precisam de orientação. A maioria chega nos cargos e se empolga. Descobrem que o Brasil tem potencial turístico. Que o Brasil é rico. Aí lembram da gastronomia, da cultura, da natureza e das "belezas" e "maravilhas". Há uma série de mantras que incluem palavras como: divulgação, parcerias intra governos, parcerias público-privadas e outras. 

A maioria desconhece o que já foi feito em governos "anteriores". Este é um mantra negativo. Quando se fala em governos anteriores é porque alguém vai inventar a roda.  Esquecem por exemplo de programas de governos anteriores como o da Regionalização do Turismo que entre outras coisas definiu 65 "destinos indutores" em todo o Brasil. O Programa foi criado no primeiro governo do presidente Lula. Foz era um desses destinos indutores. Era para ser uma locomotiva da região da Instância de Governança chamada Cataratas e Caminhos ao Lago de Itaipu. O município em si parece não ter entendido o que significava isso e não se interessou. A ADETUR, nome oficial da Instância,  continua nos trilhos sem a locomotiva querer puxar. 

Nessa confusão, as regiões turísticas estaduais sabiamente criadas no governo anterior (do presidente Lula) não são conhecidas ou explicadas ao público que deveria ser o consumidor dos produtos dessas regiões. O Paraná, por exemplo, tem 19 regiões. Quantas sabemos citar de cabeça?   Destaco alguns nomes de regiões que você provavelmente não sabe onde fica:  Corredores das Águas, Ecoaventuras Histórias e Sabores, Entre Matas, Morros e Rios, Lagos e Colinas,  Vales do Iguaçu.   

Outra iniciativa de governos anteriores, falo do primeiro governo do presidente Lula, foi o programa chamado Turismo Rural na Agricultura Familiar (TRAF). Completinho com propostas, roteiros técnicos a seguir e incluía a produção agrícola familiar, junto com a produção de artesanatos, produtos coloniais tudo ligado ao turismo. Esta união era tão bonita que a EMATER se tornou uma especie de atriz importante no turismo. 

Minha intenção não é alfinetar políticos. Isso já é feito. A mensagem é dizer que o político precisa de orientação. As iniciativas criadas pelo primeiro governo do presidente Lula não foram detonadas pelo Presidente Temer ou pelo presidente Bolsonaro. Foram descontinuadas pela presidente Dilma do mesmo partido. O que faltou? No mínimo orientação. A presidente Dilma saiu da área de Minas e Energias. Como entender o turismo sem orientação? Agorinha o presidente Lula precisa de orientação para continuar o trabalho da regionalização inteligível do turismo nos estados que ele começou. 

Tenho a ousadia de dizer que o discurso de trazer investimentos para Foz não é prioridade para o povo de Foz. Pelo menos não do povo que pega os ônibus das linhas Morumbi e Primeiro de Maio.  Em 2013 ou 2014 chegou a ser anunciado que um grupo iria investir em um hotel com  1.300 apartamentos em Foz? É prioridade para o turismo de Foz um hotel de 1.400 apartamentos? Para mim e meus colegas da linha Morumbi-Primeiro de Maio, Foz precisa manter ocupado o ano todo os hotéis que já tem, que estão aptos ou em construção. E não ter um turismo dependente de feriadão.

Precisamos orientar os políticos a pensar na humanização de Foz do Iguaçu. Já estamos recebendo investimentos em abundância e estamos sob a ameaça de sermos transformados em uma cidade claustrofóbica nos próximos anos.  

Às vezes um investimento federal passa por cima de tudo e não é  somente no sentido figurado. Um exemplo disso é a nova ponte sobre o rio Paraná que entra no Brasil pelo Porto Meira. Ela, a ponte, literalmente passou por cima do complexo de  Recepção do Marco das Três Fronteiras que inclui bilheteria, lojas e o espaço Cabeza de Vaca. 

Ninguém fala mas essa intervenção cirúrgica plástica federal reduziu o valor do investimento. Isso só acontecia antes em relação a viadutos quando elas passam por ocupações irregulares quando estão no caminho de obras. Aqui, um investimento federal atropelou um investimento  na modalidade PPP fruto de uma concessão com base na lei. O nome do princípio é isonomia federal. Não existe cota de compras para Foz, ou projeto especial de ponte para Foz do Iguaçu. Até ponto de ônibus em BRs federais segue a cartilha do "igual para todos". Na redondeza do Centro de Convenções com as obras da duplicação de tudo estão sendo instalados pontos de ônibus estilo federal que não são aqueles pontos verdinhos com fundo de vidro, com bancos vermelhos cuja primeira leva foi financiada pelo Ministério do Turismo para o município na época das "obras para a copa". 

Para não deixar o assunto da claustrofobia morrer lembremos da questão do novo Porto Seco e onde ele será finalmente estabelecido. Espere atropelo. 

Alguém de Foz do Iguaçu está de olho na estrutura abandonada lá na BR 277 construída em 1997 para a ser um Portal de Foz do Iguaçu e sede de uma série de serviços de liberação aduaneira e migratória segundo a "doutrina" de afastamento das Fronteiras.  

Assim como há patrimônio material e patrimônio intangível, Foz do Iguaçu e a Fronteira também têm "pepino material" (que você conserta e estraga com obras)  e "pepinos de ordem intangíveis".

O governo do presidente Lula, com certeza, não está sabendo que as filas quilométricas aqui nas Três Fronteiras para entrar na Argentina e as filas para acessar a Ponte da Amizade em direção ao Paraguai já poderiam ter sido resolvidas desde 1997 quando ainda na época da FOZTUR, foi a aprovada no nível do Mercosul o afastamento de parte da estrutura de fiscalização aduaneira (para pessoas e suas bagagens acompanhadas) e migratórias  para longe das cabeceiras das pontes da Amizade e Fraternidade. Para isso foi criado o Polo Internacional Turístico do Iguaçu englobando Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu, Ciudad del Este, Franco, Minga Guazu e Hernandarias. Os limites territoriais destas cidades seriam o limite do Polo Internacional. O turista internacional que estivesse legalmente admitido em um dos três países estaria automaticamente legal dentro dos municípios do Polo. 

O Polo foi aprovado pelo Grupo Mercado Comum (GMC), órgão executivo do Mercosul composto pelos ministros de Relações Exteriores Economia e Bancos Centrais de todos os países do Mercosul por meio da Resolução 38/95 e pela Reunião Especializada de Turismo (RET) via Recomendação 4/97. 

Com  a extinção da FOZTUR morreu um dos grandes interessados e baluarte da luta. Ninguém sabe por que e por ordem de quem o Polo Turístico Internacional do Iguaçu foi tirado da agenda da RET  em abril de 2000 durante a RET Número XXXI (31). A situação causou tanta estranheza que a antiga Comissão Parlamentar Conjunta hoje substituída pelo Parlamento do Mercosul recomendou "a imediata retomada das discussões sobre o 'Iguassu Polo Turístico Internacional' com total prioridade para a sua consolidação". A data desta cobrança foi 5 de dezembro de 2002 e o local da emissão do pedido foi Brasília DF. 

Minha obrigação é pedir licença para orientar o Ministério do Turismo que averigue o que acontece e se informe sobre o que aconteceu com este Polo Internacional, por que e por quem foi tirado da pauta ainda no governo Fernando Henrique e também por que as RETs, o Mercosul Turístico perderam tanto espaço. 

Tarde demais?

No começo de julho de 2023 Puerto Iguazu vai sediar a reunião do Grupo Mercado Comum que vão discutir tecnicamente acordos para serem assinados pelos presidente do Mercosul na Cúpula do Mercosul que acontece em seguida. O assunto do Polo Internacional do Iguaçu (Iguazu, Iguassu) poderia estar na agenda se tivesse sido levado à atenção do GMC. Para esta reunião, ficou tarde demais. Mas o presidente Lula ou seja o Brasil assume a presidência do Mercosul agora em julho. O Polo Internacional do Iguaçu poderia ser adotado na agenda e ser entregue daqui a um ano. Quem vai orientar o Governo? 

Na minha cabeça o primeiro nome que vem é o da acessível, simpática e inteligente política e mãe de família Gleisi Hoffmann e o do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri. Eu oriento você a que oriente os dois nomes citados, como exemplo, a que orientem o presidente a encomendar dos membros do GMC um levantamento do assunto via RET. A novidade nas Três Fronteiras se chama Polo Turístico Internacional do Iguaçu.    

Para saber mais     

Vamos resgatar o polo Turistico do Iguaçu

Produtos Turísticos do Mercosul