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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Levei uma igrejinha feita por artesãos no Paraguai para um encontro do SEBRAE

 

A peça artesanal que mostro é uma lembrança  da Igreja de San Cosme e San Damián, parte da Missão Jesuíta fundada em 1632 e em funcionamento até hoje com missas às 9h todos os domingos. A Igreja foi um presente que me trouxe a colega Izabelle Ferrari. Tenho também lembranças de Trinidad e Jesús todas em Itapúa, no Paraguai mas é perigoso andar carregando, pode quebrar 
   
Fui convidado para conversar com um grupo de mulheres empreendedoras na área de artesanato, lembranças e souvenires que atuam no Mercado Barrageiro. 

Quem convidou foi a Maisa Silvestre, gestora de projetos, turismo e inovação no SEBRAE. Ela explicou que o SEBRAE está realizando uma jornada de desenvolvimento de produtos  que se inspirem no contexto sócio, cultural, turístico e histórico da cidade. 

Foi diante desse convite que na tarde da segunda-feira, 1º de setembro, me encontrei com o grupo de senhoras que pertencem a diferentes entidades como a Associação Artesãos Sem Fronteiras (AASF), a COART e a Associação de Clubes de Mães de Foz do Iguaçu. Vi também senhoras de Hernandárias, Paraguai.    

Quando comecei a conversar, pedi uma caneta para escrever no quadro. A Taissa me deu um marcador. Escrevi: 1626. Foi a única informação que escrevi.

No ano que vem, será o aniversário de 400 anos da fundação da Redução Jesuíta ou Missão Jesuíta Santa Maria do Iguaçu. Expliquei: no ano que vem tem aniversário de 400 anos em Foz (Puerto Iguazú, também).  

Em 1626 os jesuítas fundaram 

1) A Missão ou Redução de San José (San Joseph) no rio Tibagi, dentro dos limites de Cambé, no Guairá (hoje) Paraná. 

2) A Missão de Santa Maria do Iguaçu nas Cataratas e a  

3) Missão de San Nicolás ou São Nicolau no  Tape / Tapê (Hoje Rio Grande do Sul  seguida por mais 18 naquela região). Adianto que nenhuma redução desse período sobreviveu. Mesmo assim a data será celebrada. 

Para celebrar os 400 anos da fundação de São Nicolau, o Governo do Rio Grande do Sul está investindo mais de R$ 50 milhões em obras de projetos estruturantes na região conhecida como Sete Povos das Missões. Eu disse no encontro que eram R$ 25 milhões. Errei! É o dobro!

O Paraná teria o direito, se tivesse desejado, de estar fazendo a mesma comemoração e levantando o mesmo dinheiro para investir na memória dos do estado que tiveram um passado jesuíta na época colonial espanhola.

Os 400 anos de Santa Maria e o de São Nicolau são os mesmos 400 anos. Mas no contexo estadual local, os 400 anos da Missão nas Cataratas passaria batido. Mas não está passando batido. Prova disso é o 1626 no quadro flip chart no evento do SEBRAE no Mercado Barrageiro.

Mas tranquilizemo-nos. Não está passando batido. Não passou batido em Foz do Iguaçu. Em junho deste ano, quase paralelo aos esforços do Rio Gande do Sul, Foz do Iguaçu recebeu o coral e orquestra de música barroco-jesuítica-guarani (@soycap.demusica) do Museu de Arte Jesuítico-Guarani de San Ignacio Guazu, Misiones, Paraguai.  

Lembrando que junho é um mês em que eventos explodem em Foz do Iguaçu para todo lado e mesmo assim, os músicos do Museu de Arte Jesuitico-Guarani da cidade onde foi fundada a primeira missão jesuítica vieram prestar homenagem às Cataratas do Iguaçu, à memória da Missão Santa Maria del Iguazu (Iguaçu) e às Cataratas em si que até recentemente eram chamadas de Santa Maria. 

A viagem de ida e volta de cerca de 1000 km do grupo foi como uma viagem no tempo. Não vai passar batido em 2026, tampouco. Torço que a Jornada do Sebrae seja um sucesso como sempre acontece com as iniciativas do Serviço Brasileiro de apoio às micro e pequenas empresas - SEBRAE. Assim torço também para que os paranaenses dediquem um espaço em seus corações para lembrar, aprender e ter orgulho da historia do Paraná (ex-Guayra ou Guairá e, no caso de Foz, da História local mesmo contada por meios mais alternativos.  

Foto lembrança oficial,autoria Tassia Coppini

 

Uma publicação entre muitas:
Portal Iguaçu: Jovens Músicos da Orquestra Jesuíta emocionam Foz com fé, arte barroca e integração


quarta-feira, 23 de julho de 2025

História da Capela Musical de San Ignacio Guazú - versão bilíngue (Português-Guarani)

 A História da Capela Musical de San Ignacio Guazu que passou e brilhou em Foz do Iguaçu  / Capilla Musical San Ignacio-gua ohasa ha omimbipáva Foz do Iguaçu-pe

Tradução ao Guarani: Emilia Espinola, estudante de antropologia na UNILA, com tecnicatura em Tradução do Instituto Yvy Marã'e, Paraguai. É tradutora de obras para o guarani de obras como "Cuentos de la Selva" de Horacio Quiroga e "Quarto de Despejo" da brasileira Carolina Maria de Jesus. Foi bolsista da Translation House Looren, Suíça. Emilia fez duas versões da tradução. Esta é a primeira



Tradução ao Português: Jackson Lima / Blog de Foz Texto original: Comunicação Museu de Arte Jesuítico-Guarani de San Ignacio Gazu

  

 

A Capela Musical de San Ignacio Guazú é uma criação do Museu Jesuíta Guarani e faz parte de um projeto maior de profissionalização e resgate.

 

A música nas Missões Jesuíticas do Paraguai era predominantemente religiosa, portanto, seu desenvolvimento se deu principalmente nas igrejas. Todos esses templos solicitavam periodicamente composições para o calendário religioso. Sua execução exigia a presença constante de músicos profissionais para acompanhar os coros vocais. Todo esse conjunto é conhecido como Capelas Musicais, que eram dirigidas por Mestre de Capela.

 

A partir do século XVII, a Capela deixou de ser apenas uma capela para cantores, passando a contar com um grupo instrumental, com um ou mais coros alternados. Vale destacar a importante contribuição de Doménico Zipoli, considerado o mais famoso compositor europeu a viajar para a América durante o período do vice-reinado e também o músico mais talentoso a contribuir para as missões jesuítas no continente.

 

No final da primeira década do século XXI, o Padre Antonio Betancor, SJ, por meio do projeto "Museu Vivo", criou uma série de oficinas (workshops), incluindo uma sobre música barroca para violino, violoncelo e harpa, ministrada pelo então estudante de música Jorge Bedoya.

 

O grupo foi originalmente chamado de "Conjunto Athanasius Kircher" em homenagem ao músico e pesquisador jesuíta. Após a morte do Padre Antonio, o grupo foi renomeado para "Conjunto Antonio Betancor".

 

No final de 2022, o grupo recebeu a visita do Maestro paraguaio de renome internacional, Luis Szarán, que cedeu, em comodato, um contrabaixo e um violoncelo de estilo antigo, a título de comodato e nomeou a soprano Gabriela Arias para formar um coro de música antiga.

 

Em janeiro de 2023, os Maestros Luis e Ian Szarán propõem recriar a "Capela Musical de San Ignacio Guazú", criada em 1622 pelo Irmão Luis Berger, para dar continuidade a essa tradição de 400 anos.

 

Em 2025, foi estabelecida uma aliança com a Capela Musical de Santiago, também no Departamento de Misiones e foi formado um grupo chamado CAPELA MUSICAL DAS MISSÕES JESUÍTAS DA PARAQUARIA, com membros de San Juan Bautista e Villa Florida, mantendo Jorge Bedoya como Maestro da Capela e Aracelli Vallejos como Maestra do Coral.


 

Capilla Musical San Ignacio hína Museo Jesuíta Guarani remireñói, oñembokatupyry rekávo tapicha ha ojejapyatývo arandupy hesegua.

 

Purahéi Misión Jesuítica paraguaigua ojeporuvémi ñembo’erã, upéicha rupi, ojeguerojera ypy Tupão ryepýpe. Tupão oĩháicha ojerurémi purahéi oñemba’apo hag̃ua arange arete jave. Oñembopu ha ojepurahéi hag̃ua tekotevẽmi tapicha ikatupyrýva umi mba’épe omoirũ hag̃ua opurahéivape. Upe tapicha aty ojeikuaa Capelas Musicais-ramo, Mestre de Capela oisambyhýva.

 

 

 

Sa’ary XVII guive, Capela ndaha’evéima puraheihárape g̃uara año, upe guive avei oñemoheñói aty omba’epúvape g̃uarã, peteĩ térã hetave puraheihára aty reheve. Iporã jaikuaauka Domenico Zipoli rembiapo porãite, purahéi apohára europaygua herakuã guasúva vice-reinado aja há avei, purahaihára ikatupyryvéva oipytyvõvo missões jesuíticas ñande yvy jepysópe.

 

 

Oñembotývo pa ary sa’ary XXI-pe, pa’i Antonio Betancor, SJ, aponde’a “Museo Vivo” rupive, omoheñói heta mbo’esyry, hyepýpe avei música barroca violín, violoncelo ha arpa-pe g̃uarã, oporombo’e upérõ Jorge Bedoya, oñemoarandúva purory.

 

Upérõ, upe aty oñembohero “Conjunto Arhanasius Kircher” oñembojeroviávo upe jesuíta puraheihára ha arandu jeporekahárape. Pa’i Antonio omano rire, oñemoambue aty réra “Conjunto Antonio Betancor-ramo”.

 

Opávo 2022, Mbo’ehára paraguaigua herakuã guasúva, Luis Szarán, ou hendapekuéra ha ñopytyvõ rérape ogueru ichupekuéra peteĩ contabaixo ha peteĩ violoncelo antigo, kuatia rupive, ombohéra upe ñopytyvõ ku soprano Gabriela Arias rérape omoheñóivo puraheihára aty yma guare.

 

2023 jasyteĩme, Mbo’ehára LuisIan Szarán omoheñoise jevy “Capela Musical San Ignacio Guazu”, tyvýra Luis Berger remireñoimbyre 1622-pe, ojegueroguata jevývo upe arandupy guasuete.

 

2025-pe, heñói ñopytyvõ Capela Musical Santiago-ygua Misiones retãvorépe ha oñemoheñói aty pyahu hérava Capela Musical das Missões Jesuítas da Paraquaria, ipype oike tapicha San Juan Bautista ha Villa Florida-ygua, Jorge Bedoya  gueteri Mbo’ehára Capela-ygua ha Aracelli Vallejos katu, puraheihára atygua Mbo’ehára.

quarta-feira, 25 de junho de 2025

A História da Capela Musical de San Ignacio Guazu que passou e brilhou em Foz do Iguaçu

Nota: Nos dias 21 e 22 a Capela Musical de San Ignacio Guazu, Paraguai se apresentou nas Cataratas do Iguaçu, no Jotel DoubleTree, na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe e na Churascaria Galpão Gaúcho. O texto em castelhano abaixo é oficial. Há tradução para o português, guarani, italiano e inglês. Tradução tecnologia Google. Correções são aceitas. O texto ajuda a entender um pouco da missão. Acrescentei links no texto para ajudar a quem quer começar a pesquisar

Padre Antonio Betancor, SJ
SJ = Societas Iesu / Companhia de Jesus
Quadro exposto na auditório da Universidad Nuestra Señora de La Asunción, regional San Ignacio Guazú, durante a Assembleia dos 30 Povos 

La Capilla Musical de San Ignacio Guazú es una creación del Museo Jesuita Guaraní que es parte de un Proyecto de profesionalización y rescate mayor.  

La música en las Misiones Jesuíticas del Paraguay era mayoritariamente religiosa, por eso, su ámbito de desarrollo se daba principalmente en los templos. Todos estos templos demandaban periódicamente composiciones para el calendario religioso. Para su interpretación se requería una presencia constante de músicos profesionales que acompañaban a los coros de voces. Todo este grupo es lo que se conoce como Capillas Musicales, que eran dirigidas por el Maestro de Capilla.

A partir del siglo XVII, la Capilla ya no es solo la capilla de cantores, sino que a ésta se une un grupo instrumental, con uno o varios coros que se alternaban. Cabe destacar el importante aporte de Doménico Zipoli, considerado como el compositor europeo más famoso que haya viajado hacia América durante el período virreinal, y también el músico más dotado que haya contribuido a las misiones jesuíticas en el continente. 

Al finalizar la primera década del siglo XXI, el Padre Antonio Betancor, SJ, mediante el Proyecto "Museo Vivo" crea una serie de talleres, entre los cuales se encuentra el de música barroca en el formato de violín, violoncello y arpa, a cargo del entonces estudiante de música Jorge Bedoya. La agrupación tuvo en sus orígenes la denominación de "Ensamble Athanasius Kircher" en honor del músico e investigador jesuita. Luego del fallecimiento del Padre Antonio, la agrupación pasó a denominarse "Ensamble Antonio Betancor."

A finales del año 2022, la agrupación recibe la visita del Maestro Luis Szarán, quien otorgó en comodato un contrabajo y un violoncello al modo antiguo y designó a la soprano Gabriela Arias para formar un coro de música antigua. En enero de 2023, los maestro Luis y Ian Szarán proponen la recreación de la "Capilla de Música de San Ignacio Guazú," creada en el año 1622 por el Hermano Luis Berger para continuar así esta tradición cuatro veces centenaria. 

En el año 2025 se inicia una alianza con la Capilla de Música de Santiago e inicia una agrupación a la que se denomina CAPILLA DE MÚSICA DE LAS MISIONES JESUITICAS DE PARAQUARIA con integrantes de San Juan Bautista y Villa Florida, conservando como Maestro de Capilla a Jorge Bedoya y Maestra de Coro a Aracelli Vallejos.

Português

A Capela Musical de San Ignacio Guazú é uma criação do Museu Jesuíta Guarani e faz parte de um projeto maior de profissionalização e resgate.

A música nas Missões Jesuíticas do Paraguai era predominantemente religiosa, portanto, seu desenvolvimento se deu principalmente nas igrejas. Todos esses templos solicitavam periodicamente composições para o calendário religioso. Sua execução exigia a presença constante de músicos profissionais para acompanhar os coros vocais. Todo esse conjunto é conhecido como Capelas Musicais, que eram dirigidas por Mestre de Capela.

A partir do século XVII, a Capela deixou de ser apenas uma capela para cantores, passando a contar com um grupo instrumental, com um ou mais coros alternados. Vale destacar a importante contribuição de Doménico Zipoli, considerado o mais famoso compositor europeu a viajar para a América durante o período do vice-reinado e também o músico mais talentoso a contribuir para as missões jesuítas no continente.

No final da primeira década do século XXI, o Padre Antonio Betancor, SJ, por meio do projeto "Museu Vivo", criou uma série de oficinas (workshops) , incluindo uma sobre música barroca para violino, violoncelo e harpa, ministrada pelo então estudante de música Jorge Bedoya. 

O grupo foi originalmente chamado de "Conjunto Athanasius Kircher" em homenagem ao músico e pesquisador jesuíta. Após a morte do Padre Antonio, o grupo foi renomeado para "Conjunto Antonio Betancor".

No final de 2022, o grupo recebeu a visita do Maestro paraguaio de renome internacional, Luis Szarán, que cedeu, em comodato,  um contrabaixo e um violoncelo de estilo antigo, a título de comodato e nomeou a soprano Gabriela Arias para formar um coro de música antiga. 

Em janeiro de 2023, os Maestros Luis e Ian Szarán propõem recriar a "Capela Musical de San Ignacio Guazú", criada em 1622 pelo Irmão Luis Berger, para dar continuidade a essa tradição de 400 anos.

Em 2025, foi estabelecida uma aliança com a Capela Musical de Santiago, também no Departamento de Misiones e foi formado um grupo chamado CAPELA MUSICAL DAS MISSÕES JESUÍTAS DA PARAQUARIA, com membros de San Juan Bautista e Villa Florida, mantendo Jorge Bedoya como Maestro da Capela e Aracelli Vallejos como Maestra do Coral.

Guarani

Capilla Musical San Ignacio Guazú ha'e peteĩ creación Museo Jesuita Guaraní ha oike peteĩ proyecto tuichavéva profesionalización ha recuperación.

Música Misiones Jesuitas del Paraguay-pe ha’e kuri predominantemente religioso, upévare alcance de desarrollo oiko tenonderãite umi tupão-pe. Opa ko’ã templo ojerure periódicamente umi composición calendario religioso-pe ĝuarã. Ojapo haguã hikuái oikotevê oime constantemente músico profesional omoirû haguã umi coro vocal. Ko aty tuichakue ojekuaa Capillas Musicales ramo, oisãmbyhýva Capilla Maestro.

Oñepyrũvo siglo XVII, Capilla ndaha’evéima peteĩ capilla puraheihárape g̃uarãnte, ha katu oñemoirũ chupe peteĩ aty instrumental, peteĩ térã hetave coro alternado reheve. Iporã ojehechauka Doménico Zipoli aporte tuicha mba'éva, ojehecháva compositor europeo herakuãvéva oviaha América-pe periodo viceregal jave, ha avei músico ikatupyryvéva oipytyvõva misiones jesuitas continente-pe.

Sa'ary XVII guive, Capela ndaha'evéima peteĩ capela puraheihárape g̃uarãnte, oiko chugui peteĩ aty instrumental, peteĩ térã hetave coro alternado reheve. Iporã ojehechauka aporte importante Domérico Zipoli, ojehecháva compositor europeo herakuãvéva oviaháva América-pe periodo vicereinado ha avei músico ikatupyryvéva oipytyvõva umi falta jesuita continente-pe.

Oñemohu'ãvo primera década siglo XXI, pa'i Antonio Betancor, SJ, proyecto "Museo Vivo" rupive, omoheñói serie de talleres, oimehápe taller música barroca violín, violonchelo ha arpa, omyakãva temimbo'e música upérõ Jorge Bedoya. Ko aty oñembohéra iñepyrûhápe "Athanasius Kircher Ensemble" oñemomba'eguasúvo músico ha investigador jesuita-pe. Pa'i Antonio omano rire, upe aty oñembohéra "Antonio Betancor Ensemble".

Ary 2025-pe oñemopyenda peteĩ alianza Capilla de Música Santiago ndive ha oñeforma peteĩ aty hérava CAPÍLO MÚSICA DE LAS MISIONES JESUITAS DE PARAQUARIA umi miembro San Juan Bautista ha Villa Florida-gua ndive, omantene Jorge Bedoya Maestro de Capilla ramo ha Aracelli Vallejos Maestro de Coro ramo.

Italiano

La Cappella Musicale di San Ignacio Guazú è una creazione del Museo dei Gesuiti Guarani e fa parte di un più ampio progetto di professionalizzazione e recupero.

La musica nelle Missioni Gesuite del Paraguay era prevalentemente religiosa, quindi il suo ambito di sviluppo si è sviluppato principalmente nelle chiese. Tutti questi templi richiedevano periodicamente composizioni per il calendario religioso. La loro esecuzione richiedeva la presenza costante di musicisti professionisti per accompagnare i cori vocali. L'intero gruppo è noto come Cappelle Musicali, ed era diretto dal Maestro di Cappella.

A partire dal XVII secolo, la Cappella non fu più solo una cappella per cantori, ma fu affiancata da un complesso strumentale, con uno o più cori alternati. Vale la pena sottolineare l'importante contributo di Domenico Zipoli, considerato il più famoso compositore europeo ad aver viaggiato in America durante il periodo vicereale, e anche il musicista più dotato ad aver contribuito alle missioni gesuite nel continente.

Alla fine del primo decennio del XXI secolo, Padre Antonio Betancor, SJ, attraverso il progetto "Museo Vivente", creò una serie di laboratori, tra cui un laboratorio di musica barocca per violino, violoncello e arpa, guidato dall'allora studente di musica Jorge Bedoya. Il gruppo si chiamava originariamente "Athanasius Kircher Ensemble" in onore del musicista e ricercatore gesuita. Dopo la morte di Padre Antonio, il gruppo fu ribattezzato "Antonio Betancor Ensemble".

Alla fine del 2022, il gruppo ha ricevuto la visita del Maestro Luis Szarán, che ha concesso in prestito un contrabbasso e un violoncello antico e ha incaricato il soprano Gabriela Arias di formare un coro di musica antica. Nel gennaio 2023, i Maestri Luis e Ian Szarán hanno proposto di ricreare la "Cappella Musicale di San Ignacio Guazú", creata nel 1622 da Fratel Luis Berger, per continuare questa tradizione lunga quattrocento anni.

Nel 2025 è stata stabilita un'alleanza con la Cappella Musicale di Santiago e si è formato un gruppo chiamato CAPPELLA MUSICALE DELLE MISSIONI GESUITE DI PARAQUARIA con membri provenienti da San Juan Bautista e Villa Florida, mantenendo Jorge Bedoya come Maestro di Cappella e Aracelli Vallejos come Maestro del Coro.

English

The Music Chapel of San Ignacio Guazú, Paraguay,  is a creation of the Guarani Jesuit Museum and is part of a larger professionalization and cultural rescue project.

Music in the Jesuit Missions of Paraguay was predominantly religious; therefore, its development took place primarily in churches. All of these temples periodically requested compositions for the religious calendar. Their performance required the constant presence of professional musicians to accompany vocal choirs. This entire group is known as Music Chapels, which were directed by a Chapel Master.

From the 17th century onward, the Chapel was no longer just a chapel for singers; it was joined by an instrumental group, with one or more alternating choirs. It is worth highlighting the important contribution of Domenico Zipoli, considered the most famous European composer to have traveled to the Americas during colonial the viceregal period, and also the most gifted musician to have contributed to the Jesuit missions on the continent. 

At the end of the first decade of the 21st century, Father Antonio Betancor, SJ, through the "Living Museum" project, created a series of workshops, including a workshop on Baroque music for violin, cello, and harp, led by then-music student Jorge Bedoya. The group was originally called the "Athanasius Kircher Ensemble" in honor of the Jesuit musician and researcher. After Father Antonio's death, the group was renamed the "Antonio Betancor Ensemble."

At the end of 2022, the group received a visit from Conductor Luis Szarán, who granted a double bass and an old-style cello on loan and appointed soprano Gabriela Arias to form an early music choir. In January 2023, Maestros Luis and Ian Szarán proposed the recreation of the "Music Chapel of San Ignacio Guazú," created in 1622 by Brother Luis Berger, to continue this four-hundred-year-old tradition.

In 2025, an alliance was made with the Music Chapel of nearby Santiago which resulted in the launching of a group called the Music Chapel of the Jesuit Missions of Paraquaria, with members from San Juan Bautista and Villa Florida. Jorge Bedoya remained as the Chapel master and Aracelli Vallejos as the Choirmaster.

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Moisés Bertoni teve um genro alemão que também era cientista: Kurt Schrottky


Retrato de Kurt Schrottky (1912) cedido por Inés Bertoni Schrottky ao padre jesuita e pesquisador brasileiro Jesus S. Moure. Foto do trabalho acadêmico cedida por Gabriel A.R. Melo, Universidade Federal do Paraná, Curitiba.

No cemitério de Montecarlo, Misiones, Argentina, a 120 km de Puerto Iguazu, está sepultado um dos maiores entomologistas do mundo. Ele foi um dos primeiros entomologistas europeus a residirem no novo mundo: Brasil, Argentina ou Paraguai. Kurt Schrottky, não teve uma vida fácil; Sua trajetória de vida pessoasl, profissional e científica foi cheia de dificuldades. Mesmo assim, ele descreveu e propôs 593 novos nomes para insetos himenópteros (vespas, abelhas), dípteros (moscas. mosquitos, pernilongos etc) e lepdópteros (borboletas e mariposas).  Kurt Schrottky fez parte do grupo dos grandes no Brasil e na comunidade cientifica de São Paulo. Mas devido a uma desventura amorosa ele voltou a Alemanha e quando mais tarde  retornou à América do Sul decidiu vir para Buenos Aires.  

domingo, 14 de janeiro de 2024

Os Anzoátegui-Peters-Pasini de Foz do Iguaçu

Mara Kosciuk uma iguaçuense descendente dos Peters-Anzoátegui da época da Colônia Militar 

 

O cep 85851-480 Corresponde a uma pequena via  do Centro Velho de Foz do Iguaçu chamada Beco Mathias Peters localizada bem ao lado da Capitania Fluvial do Rio Paraná. A rua não é conhecida do grande público mas, ela honra a memória de um imigrante alemão que nasceu em 26 de agosto de 1863 na pequena cidade de Mönchengladbach na Renânia-Vestfália Norte.

A história conta que Mathias Peters veio para a América do Sul com 32 anos de idade, via Argentina, passando pela cidade de Posadas e pelo antigo Porto de Tucuru-pucú, hoje Hernandarias antes de aportar em Foz do Iguaçu no começo dos anos 1900.  

Sua saída da Alemanha foi motivada pela divulgação da fartura de terra que se noticiava sobre o Brasil e também pelas transformações sócio-política-econômicas que passava a Alemanha no final do século 19. Aqui se integrou no contexto da vida dos paraguaios e brasileiros, típicos campesinos que habitavam nesta região. 

Mathias Peters era contador e trabalhou como guarda-livros no circuito das casas comerciais da época em pleno ciclo da erva mate. A vida de solteiro, acabou logo. Na terça-feira, 25 de agosto de 1903, casou-se com Cândida Anzoátegui, filha de Juan Anzoategui, cônsul do Paraguai em Foz do Iguaçu. Eu tenho desconfiança que os Anzoáteguia tinham ligação com Hernandarias pos já detectei que há Anzoátegui por lá. Em 1904 o casal já estava em Foz  na então Colônia Militar. O casal teve três filhos: Lauro, Nestor e Carlos Magno Hindemburg Peters, todos falecidos.

Mathias Peters foi vereador em Foz do Iguaçu de 1916 a 1920, e na condição de parlamentar dotado de conhecimentos técnicos contribuiu no campo tributário, contábil e, principalmente, nas formulações de ideias que transformou a Vila Iguassu em Município em 1914, auxiliando assim nas legislaturas, inclusive naquela em que se oficializou o atual nome da cidade, passando a chamar-se a partir de 1918 de Foz do Iguaçu. 

Mathias Peters e Candida Anzoategui construíram uma casa na Avenida Jorge Schimmelpfeng que passou a ser o ponto de encontro dos amigos alemães Frederico Engel, Jorge Schimmelpfeng, Cristiano Weirich, August Werner e outros bem como o inglês George (Jorge Samwais). 

Mathias Peters foi sepultado em 29 de julho de 1948, no Mausoléu da Família Peters, Quadra 1, no cemitério São João Batista em Foz do Iguaçu. Netas e netos de Mathias Peters moram em Foz do Iguaçu e contribuíram com essa pesquisa da história dos 200 anos da imigração alemã no Brasil*. 

A visão da família Peters é a de que os historiadores em suas publicações não se aprofundaram sobre o nome de Mathias Peters, assim como tantos outros, talvez por sua característica tímida e elegante de não querer se fazer notar. 

O profesor Adilson Pasini, da Unioeste, casado com uma bisneta de Peters. disse que a família espera que pela sua notória e efetiva participação para o surgimento do município no início do século passado, os atuais governantes reconheçam a sua história homenageando-o  como o verdadeiro e ilustre cidadão pioneiro de Foz do Iguaçu que foi. 

No fim da rua, a Torre de Água de Mönchengladbach. Ainda é uma Caixa d'água municipal (Foto da Trip Advisror)

Notas

O senhor Mathias Peters saiu da Alemanha e de sua pequena cidade, do seu vale, como dizem os paraguaios sem ver duas coias. Primeiro, a criação do time Borusia Mönchegladbach fundado em 1900 e a Mönchengladbach Wasserturm de 1909. A palavra grande não é nada mais que a Torre de Água da cidade, um dos ogulhos da cidade do Mathias Peters.  

Este texto fez parte de ua série escrita para relembrar a história de imigrantes alemães em Foz do Iguaçu e outras cidades de SC e RS para ajudar na comemoraão dos 200 anos da imigração alemã 1824 -2024. Mas, inflrizmente não cheguei a lugar nenhum por que começaram a soprar os demoníacos ventos de guerra. Escolhi Mathias Peters e Kurt Schorottky para fazer minha homenagem pessoal.    


sábado, 23 de setembro de 2023

A Pedra Escrita no rio Iguaçu parece convidar pequisadores para um diálogo trinacional

A pedra agora merece mais pequisas e proteção. As autoridades iguaçuenses que estão de olho na Ilha Acaray, deveriam começar a falar sobre o que deve ser feito para proteger e dar acesso à Pedra-Monumento para que as populações das Três Fronteiras comecem a reconhecer sua história comum. A ilha Acaray também tem seus mistérios (Foto dos pesquisadores)


A Pedra Escrita do rio Iguaçu que atraiu a atenção de pesquisadores da Universidade da Integração Latino-Americana (Unila) liderados pelo doutorando  professor Pedro Louvain e o professor Micael Alvino em parceria com o ICMBio Parque Nacional do Iguaçu, não é só uma pedra escrita. É uma pedra falante ou pelo menos uma pedra que convida a conversar e falar.  

A escrita na pedra deve ter sido concluída no dia 23 de setembro de 1869. Data que aparece na pedra. Isso significa que neste sábado, 23 de setembro de 2023, a escrita da pedra está completando 154 anos. 

Quando os marinheiros do Vapor Brasil "Greenhalgh" anotaram a data da passagem da canhoneira pelo local, faltavam cinco meses para o fim da Guerra da Tríplice Aliança e faltavam ainda 20 anos para a "descoberta" da foz do rio Iguaçu pela expedição do engenheiro tenente José Joaquim Firmino em 1889. 

A voz da pedra nos força rever o uso da palavra "descoberta" em relação à foz, à boca do rio Iguaçu e seu mergulho no Paraná. 

O que aconteceu em 1889 foi a coroação com êxito da missão dada ao tenente-engenheiro do Exército Joaquim Firmino pela  Comissão Estratégica do Paraná com sede em Guarapuava culminando com a fundação da Colônia Militar do Iguassú. 

A Comissão Estratégica do Paraná não quer dizer uma comissão criada pelo governo do Paraná. Em vez disso, foi uma comissão criada pelo Governo Imperial, ou seja foi criada na capital do Império. 

A foz (com letra minúscula) já era conhecida pelo Brasil. A visita do vapor Brasil parece indicar uma viagem de reconhecimento da Marinha do Brasil. E eu não creio que os segredos desta história fantástica seja decifrado unicamente pela visão brasileira. Vamos ter que fazer um exercício de diálogo trinacional, pelo menos, no nosso caso estamos falando do Brasil, Argentina e Paraguai. 

O historiador e museólogo paraguaio Nestor Gamarra, falando sobre a Pedra Escrita para o jornal Última Hora em matéria assinada pela jornalista Dolly Galeano disse que a descoberta "obriga os investigadores (pesquisadores)  a concluir aspectos geográficos pouco estudados até o momento, relacionados à guerra da Tríplice Aliança”.

Sempre lembrando a importância da contextualização, Gamarra lembra que no ano que aparece inscrito na pedra, 1869, o que hoje é o lado argentino do rio Iguaçu onde está Puerto Iguazu, ainda era paraguaio.   

A fronteira entre Argentina e Paraguai só foi definida pelo Tratado batizado como Irigoyen - Machaín assinado no dia 3 de fevereiro de 1876. Assinaram o documento Facundo Machaín pelo Paraguai e Bernardo Irigoyen. Os limites ficaram assim delimitados: da confluência dos rios Paraguai e Paraná até a confluência dos rios Iguaçu e Paraná. 

Gamarra continua: “Em um contexto histórico de datas e região, podemos falar de uma hipótese que a militarização  chegou a estas zonas, mas  para uma conclusão devemos continuar o trabalho investigativo e documental, utilizar a arqueologia para elucidar muitas informações", concluiu enfatizando que "É lógico pensar que a região foi militarizada por várias frentes. A tarefa pendente é continuar investigando (pesquisando)”.  

Corroborando com Néstor Gamarra, é bom lembrar que até agora não trouxemos os argentinos para esta conversa. E para começar a fazê-lo lembramos que Posadas, que possivelmente servia como bloqueio para que barcos paraguaios não subissem o rio Paraná, teve um regimento militar do 2º Exército Brasileiro conhecido como o Regimento 24. Posadas antiga Trichera de los Paraguayos e Trinchera de San José foi tomada dos paraguaios em 1865. 

Informações já localizadas em fontes consultadas pelos pesquisadores da Unila mostram que o vapor esteve à serviço da guerra no ano que ele apareceu no rio Iguaçu em Foz do Iguaçu. Não necessariamente em luta armada.

Então para celebrar os 154 anos da gravação na pedra vale fazer uma pergunta: quando vamos convocar a 1º Argentino-Brasileiro-Paraguaio para contextualizar a guerra e ter uma visão histórica do todo e não somente das partes isoladas? 

Nota: 

O incremento de publicações do Blog de Foz sobre assuntos da Guerra Grande se inspira na declaração conjunta dos presidentes do Brasil (Temer) e do Paraguai (Cartes), de sua época, que incentivam a promoção de estudos que permitam preservar a história da Guerra da Triple Aliança de maneira a promover a integração dos povos.    
   

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

A história do "turismo histórico" ou a história dos "History Buffs"

A maneira que os búfalos (e bisões) se juntam no frio inspirou os bombeiros a apelidar os curiosos de "fire buffs" (Smithsonian Channel)

Se você é agente de turismo você pode querer saber o que é um "history buff". Por quê? Porque você deve estar querendo vender destinos de turismo histórico. Ou destino que tem história. Mais de onde vem o termo "history buff"? O "buff" é um adepto, entusiasta, amante ao extremo de alguma coisa que segue como hobby. Pode ser em todas as áreas mas ninguem sabe por que, só os amantes de história ganharam o apelido. 

Vejamos: Buff vem de "buffalo". Pode referir-se a uma certa cor mas é ligada a estes amantes exagerados de alguma coisa. Mas neste caso, quem criou o apelido foram os bombeiros que tem uniformes nessa cor. Havia gente apaixonada pelo trabalho dos bombeiros e o trabalho de resgate, salvamento e semelhantes. Os fanáticos tinham rádios sintonizados na faixa de emergência e captavam mensagens dos bombeiros. Sabiam quando e onde havia um incêndio. Quando os bombeiros chegavam ao local do incendio os buffs já estavam lá. Eles queriam ser bombeiros mas não atrapalhavam. Quando esses "buffs" estavam observando bombeiros e incêndios em cidades como Chicago, Nova York ou qualquer lugar muito frio, eles chegavam com ses casacos pesados e ficavam por horas observando o trabalho. Para não morrerem de frio se juntavam. Os bombeiros lá do alto de suas escadas viam com curiosidade aqueles grupos de homens amontoados juntos para se esquentar, daí na gíria, alguém disse parece búfalos. E logo perguntou, cadê os Buffs? O próximo passo foi chamá-los de "fire buffs". Assim pegou o apelido. 

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Não se esconde uma luz no topo da montanha: é o caso da fotógrafa Cecília Miura

Faz dois meses, Cecília Miura, que participava de um workshop de fotografia no Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu, entrou para a história. Foi quase na categoria "faits divers" - um categoria que não encaixa na lista de nenhuma editoria de jornal, revista ou TV. É uma categoria de curiosidades. 

domingo, 27 de novembro de 2016

Os desapropriados do Parque Nacional do Iguaçu: palestra de Lara Seixas

Retropesctiva


Memória dos Desapropriados do Parque Nacional do Iguaçu: As Fronteiras do Cotidiano em Terras (I) Legais? É o tema da palestra e resultado de tese de mestrado da professora Lara Seixas. A palestra apresenta o processo de migração ocorrido na região oeste do Estado do Paraná, por agricultores provenientes do Rio Grande do Sul, formando na região, onde hoje é área do Parque Nacional do Iguaçu, algumas comunidades, que posteriormente foram desapropriadas num processo não muito amistoso. A professora Lara Luciana Leal Seixas é graduada em Turismo pela UNIOESTE, especialista em Administração de Empresas de Turismo pela UNIOESTE, Especialista em Ecoturismo pela FECEA e mestra em Sociedade, Cultura e Fronteiras pela UNIOESTE. Professora do Curso de Turismo da Unioeste e Técnica em Turismo na Secretaria Municipal de Turismo. Evento acontecerá na segunda-feira, 2 de setembro de 2011 na Feira do Livro em Foz do Iguaçu. Confira o trabalho em PDF.

domingo, 10 de abril de 2016

Visitando as Cataratas do Iguaçu pelo Brasil

Este cartão postal vale ouro
Sejam bem-vindos e bem-vindas às Cataratas do Iguaçu.
Texto de Jackson Lima, jornalista, ex-guia de turismo (anos 70), blogueiro perseverante e mais do que fã das Cataratas do Iguaçu. "Uma vez guia, guia para sempre", dizem. Esta postagem é longa. Então lá vai.


Vamos visitar o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu. Por isso peço que  amplie a foto acima (clique nela) para ver detalhes tais como os nomes dos saltos. Vemos aí o cânion do rio Iguaçu. Subindo por ele, temos à esquerda, o que chamamos de "Cataratas Brasileiras" que corresponde a cerca de 20% das Cataratas do Iguaçu. O restante, os 80%, à direita, estão na Argentina.  A foto acima  é a reprodução de um cartão postal do início dos anos 70. Tenho ele. Mas infelizmente não sei onde está por isso este é a reprodução de uma unidade oferecida à venda pelo Mercado Livre. Pronto o crédito está dado. Considero este cartão uma obra prima. Ele é o mais acurado possível quanto à identificação dos nomes dos saltos das Cataratas. 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Pequeno Guia Histórico de Ciudad del Este


Pedra Fundamental ou

Hito Fundacional de Ciudad del Este


Proteção Legal


Pedra Fundamental de CDE tendo 
a Ponte da Amizade como pano de fundo 


Introdução

No dia 2 de fevereiro de 1957, um avião monomotor aterrissou em uma pequena pista de pouso em Presidente Franco, Paraguai, cidade que então abrigava a V Região Militar do país vizinho.  Abordo estava o então ministro do Interior do Paraguai, Edgar L. Ynsfran. Ele veio pessoalmente para organizar a recepção e trabalhos do dia seguinte.Na manhã do dia seguinte, domingo, dia 3 de fevereiro de 1957, dois aviões Douglas do Transporte Militar do Paraguai aterrissaram na pista de terra do Aeroporto de Foz do Iguaçu após um sobrevoo sobre a região.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Feliz 2015 e obrigado ano do centenário de Foz

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Para Foz do Iguaçu uma das coisas mais importantes a acontecer foi o centenário. Foz do Iguaçu completou 100 anos de emancipação de Guarapuava. O Paraná começou do litoral para o interior. Primeiro veio Paranaguá, há 160 anos celebrados à mingua e no esquecimento neste dia 19 de dezembro. Depois, o Paraná subiu a Serra e veio Curitiba. Daí, como se engatinhasse, veio a ocupação de Ponta Grossa para ser seguida por Castro onde  a Província, depois Estado, ganhou forças para o penúltimo passo, a conquista dos Campos de Guarapuava. 
O último passo heróico foi levar o novo Estado para beber água na beira do rio Paraná. Isso foi feito graças a estrada estratégica que permitiu a chegada da Colônia Militar. A Colônia estava sujeita a Guarapuava. Quando, a Colônia encerrou suas atividades, a até então colônia passou ao Estado do Paraná como parte do município de Guarapuava. 

Em 1914, ano do início  2ª Guerra Mundial, Foz do Iguaçu nasceu. Este nascimento, nós celebramos, neste ano que se vai ou se foi. Em 1924 Foz do Iguaçu tinha 1.916.315.50 quilômetros quadrados. Quase dois milhões de km² (Hoje são um pouco mais de 600 km²). Até a geografia mudou. Foz do Iguaçu tinha então uma altitude de 300 metros sobre o nível do mar ((Hoje são cerca de 170 metros sobre o nível do mar)  e possuía dentro de seus limites os rios Paraná, Iguaçu e Piquiri. Foz do Iguaçu também tinha serras - as serras de São Francisco e Benjamim Constant.  

O município de Foz do Iguaçu - ou Fóz do Iguassú naquele ano tinha 4.800 habitantes divididos em dois distritos: Foz do Iguaçu e Guaíra. A sede em si, Foz do Iguaçu tinha 2.000 habitantes. O município contava com três povoados: Guaíra, Santa Helena e Sol de Maio. A indústria de Foz era a "herva-matte" e a madeira de lei. Havia duas escolas no município: O Grupo Escolar Bartholomeu Mitre na sede dirigido pelo Monsenhor Guilherme  Maria e o Grupo Escolar Doutor Affonso Camargo na sede do distrito de Guaíra. Em Foz, no Bartholeu Mitre, eram professores o padre Jorge Worth, padre José Wingen, Arethusa Res e Silva, Ottilia Schimmelpfeng, Maria Antonietta Lavor, Lucia Rosa  e Francisca Correia. Outras autoridades e dados podem ser conferidos nas imagens que mostra das páginas de um almanaque da época.  Hoje, o meio de vida de Foz não é mais a erva mate e muito menos a madeira de lei.

O turismo, a logística de cargas, exportação e importação, serviços, comércio respondem pela economia da cidade. Infelizmente o descaminho,o contrabando e a ilegalidade também respondem por boa parte da economia tanto oculta quanto não tanto oculta. O combate ao acontrabando e ilegalidade é também parte importante da economia e os salários dos funcionários públicos estaduais, federais passam a ser parte importante da receita local. 
Com o fim deste ano de 2014, Foz do Iguaçu começa a caminhada para o segundo centenário. Além de desejar um feliz 2015 para a cidade e seus moradores, seus verdadeiros patrimônios, o Blog de Foz deseja respostas. A principal delas é a resposta  para: para onde estamos andando? Para frente? Para trás ou para todos os lados? Delas dependem soluções importantes para a cidade que até agora tem vivido de incertezas e falta de planejamento e acima de tudo falta de autonomia para definir o seu destino. Que em 2015 a gente comece a fazer diferente.              

quarta-feira, 2 de abril de 2014

República del Guayrá, Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu: Blog de Foz e os 100 anos de Foz

República del Guayrá, da coroa espanhola, 
fundada em 1554. Bandeirantes a desocuparam para garantir 
expansão portuguesa no que veio a ser Paraná      
Missão jesuíta de San Miguel no Tibagi (PR) foi levada para o Rio Grande do Sul. Portal da cidade gaúcha de São Miguel das Missões 
O mapa acima merece uma boa olhada. Ele mostra o contorno do Estado do Paraná. Porém, a parte dele que está na área “colorida” já foi espanhola. Equivale ao território da República do Guairá / Guaíra. No mapa você verá cidades indicadas por triângulos verdes e "reduções" jesuíticas indicadas por uma cruz verde.  À  direita, sentada em cima da linha formada pelo rio que será o Iguaçu, vemos uma  área com o formato de coração. É Curitiba.  Vemos, no mapa, quatro cidades espanholas: Ontiveros, Ciudad Real del Guayrá, Tambo e Villa Rica del Espiritu Santo.  Vemos também que no território do Guayrá, mostrado pelo mapa, havia 11 “reduções”, missões ou aldeamentos feitos por padres da Companhia  de Jesus – os Jesuitas. 

As missões jesuítas no atual Paraná, ex-Guayrá eram, começando do norte: Loreto e San Ignacio Mini. Às margens do Rio Tibagi estavam as reduções: San José, San Francisco Xavier, Nuestra Señora de la Encarnación e San Miguel. No rio Ivaí vemos San Antonio, San Pedro e Jesús María acima de Villa Rica del Espiritu Santo. No rio Corumbataí, temos as missões de Los Angeles, San Tomé e San Pablo. No rio Piquirí temos as missões de Concepción e Nuestra Señora de Copacabana. Quase na foz do rio Iguaçu temos a missão de Santa María del Iguazú.  

Note que Santa María del Iguazú está na região de Foz do Iguaçu, possivelmente quilômetros acima das Cataratas hoje em terras do Parque Nacional do Iguaçu. Hoje,Foz do Iguaçu continua sendo fronteira, desta vez entre Brasil e Argentina. Nos tempos do mapa, a região de Foz do Iguaçu já era fronteira entre províncias espanholas. Teria o Guayrá conseguido ser uma república independente um dia? 

Se hoje o antigo Guayrá é Paraná, Brasil, os méritos e os métodos são dos bandeirantes. Os méritos não serão discutidos aqui: os bandeirantes são heróis para o Brasil e vilões para todos os nossos vizinhos. Quanto aos métodos, esses sim, são deploráveis. Bala, canhões, foices mataram muita gente das reduções jesuítas, a vasta maioria índios. Os índios que sobreviviam eram encurralados, levados para São Paulo onde eram vendidos como escravos e mão de obra em fazendas em São Paulo, São Vicente e até para o Nordeste. Com a brutal e salvagem caçada dos bandeirantes, só restava aos padres jesuítas liderar fugas espetaculares para o sul, do outro lado do rio Iguaçu. O padre Ruiz de Montoya fugiu da região do atual município de Vila Alta com 12 mil índios pelo rio Paraná em jangadas improvisadas passando pelas Cataratas de Sete Quedas de Guairá ou del Guayra. Muitas das jangadas-canoas ficaram ali mesmo. Muita gente morreu.

Quem conseguiu deixar o Guayrá para trás se refugiou nos pueblitos (povoadinhos) de Santa María del Iguazú e Natividad del Acaray e em grupos começaram a migrar para o sul levando não só suas cargas mas as cidades que haviam fundado na Argentina. Ou pelo menos a memória das cidades e reduções fundadas no Guayrá - o atual Paraná.  Foram refundadas no que hoje é Misiones, Argentina as missões de Loreto e San Ignacio Mini com o mesmo nome. Mais tarde, a Santa María foi levada para mais longe da zona de perigo, a pequena Santa María foi refundada lá como Santa María la Mayor onde mais tarde foi impresso o que pode ter sido o primeiro livro impressão nas possessões espanholas e da Província del Río de la Plata: o "Arte de la Lengua Guarani" do Padre Ruiz de Montoya em 1724. Muitos, muitos anos depois, quando Jorge Schimmelpfeng assumiu a Prefeitura da nascente Foz do Iguaçu em 1914, o novo município herdou as terras do extremo Oeste da  Província do Guayrá.    


Com o Guayrá desocupado, índios sequestrados, roubados, levados para a escravidão, jesuítas em debandada com seus índios, o Guayrá português entra em banho-maria até o começo dos anos 1880. O banho-maria foi necessário enquanto o cenário era preparado para o próximo show do circo e ciclo da história econômica e financeira do que um dia será o Paraná: a erva mate - um capítulo que durou quase 50 anos, arrastando-se até 1939 já na gestão de Getulio Vargas. lembre-se que o Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 1939. Era a fronteira de um novo ciclo econômico que inclui madeira, turismo, comércio exterior, logística, Itaipu, muamba e sacolismo. Hoje nesta pontinha da antigua Guayrá,nascem vários projetos ligados ao conecimento como faculdades diversas, Uniamérica, CEAEC e outros.           

Confira a cronologia expandida da região trinacional na fronteira