segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Feliz 2015 e obrigado ano do centenário de Foz

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Para Foz do Iguaçu uma das coisas mais importantes a acontecer foi o centenário. Foz do Iguaçu completou 100 anos de emancipação de Guarapuava. O Paraná começou do litoral para o interior. Primeiro veio Paranaguá, há 160 anos celebrados à mingua e no esquecimento neste dia 19 de dezembro. Depois, o Paraná subiu a Serra e veio Curitiba. Daí, como se engatinhasse, veio a ocupação de Ponta Grossa para ser seguida por Castro onde  a Província, depois Estado, ganhou forças para o penúltimo passo, a conquista dos Campos de Guarapuava. O último passo heroico foi levar o novo Estado para beber água na beira do rio Paraná. Isso foi feito graças a estrada estratégica que permitiu a chegada da Colônia Militar. A Colônia estava sujeita a Guarapuava. Quando, a Colônia encerrou suas atividades, a até então colônia passou ao Estado do Paraná e passou a ser parte do município de Guarapuava. 

Em 1914, ano do início  2ª Guerra Mundial, Foz do Iguaçu nasceu. Este nascimento, nós celebramos, neste ano que se vai ou se foi. Em 1924 Foz do Iguaçu tinha 1.916.315.50 quilômetros quadrados. Quase dois milhões de km² (Hoje são um pouco mais de 600 km²). Até a geografia mudou. Foz do Iguaçu tinha então uma altitude de 300 metros sobre o nível do mar ((Hoje são cerca de 170 metros sobre o nível do mar)  e possuía dentro de seus limites os rios Paraná, Iguaçu e Piquiri. Foz do Iguaçu também tinha serras - as serras de São Francisco e Benjamim Constant.  

O município de Foz do Iguaçu - ou Fóz do Iguassú naquele ano tinha 4.800 habitantes divididos em dois distritos: Foz do Iguaçu e Guaíra. A sede em si, Foz do Iguaçu tinha 2.000 habitantes. O município contava com três povoados: Guaíra, Santa Helena e Sol de Maio. A indústria de Foz era a "herva-matte" e a madeira de lei. Havia duas escolas no município: O Grupo Escolar Bartholomeu Mitre na sede dirigido pelo Monsenhor Guilherme  Maria e o Grupo Escolar Doutor Affonso Camargo na sede do distrito de Guaíra. Em Foz, no Bartholeu Mitre, eram professores o padre Jorge Worth, padre José Wingen, Arethusa Res e Silva, Ottilia Schimmelpfeng, Maria Antonietta Lavor, Lucia Rosa  e Francisca Correia. Outras autoridades e dados podem ser conferidos nas imagens que mostra das páginas de um almanaque da época.  Hoje, o meio de vida de Foz não é mais a erva mate e muito menos a madeira de lei.

O turismo, a logística de cargas, exportação e importação, serviços, comércio respondem pela economia da cidade. Infelizmente o descaminho,o contrabando e a ilegalidade também respondem por boa parte da economia tanto oculta quanto não tanto oculta. O combate ao ao contrabando e ilegalidade é também parte importante da economia e os salários dos funcionários públicos estaduais, federais passam a ser parte importante da receita local. Com o fim deste ano de 2014, Foz do Iguaçu começa a caminhada para o segundo centenário. Além de desejar um feliz 2015 para a cidade e seus moradores, seus verdadeiros patrimônios, o Blog de Foz deseja respostas. A principal delas é a resposta  para: para onde estamos andando? Para frente? Para trás ou para todos os lados? Delas dependem soluções importantes para a cidade que até agora tem vivido de incertezas e falta de planejamento e acima de tudo falta de autonomia para definir o seu destino. Que em 2015 a gente comece a fazer diferente.              

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