domingo, 16 de maio de 2010

Coral do CAPs faz homenagem às mães


O Centro de Atenção Psicossocial II(CAPS), o CAPs AD, a Associação de Pais, Parentes e Amigos dos Portadores de Doença Mental (APPADOM) e a Associação dos Usuários do CAPs (Assucaps) organizaram uma festa na sexta-feira, dia 14, para homenagear as mães - ainda como parte das atividades do Dia das Mães. O ponto alto foi a apresentação do Coral do CAPs organizado pelos trabalhadores da saúde e tendo como destaque os cantores todos parte da rede de atendimento. A apresentação foi nas dependências da Igreja Matriz de Foz do Iguaçu.
Para o médico psiquiatra, Luiz Roberto Ferreira, "foi a primeira vez em que todas as instituições que lidam com a saúde mental se juntaram para fazer uma festa comum em comoemração a uma data especial que é o dia das mães". O ojetivo da atividade foi a integração dos serviços e melhorar o atendimento à saúde mental no município. Além de promver a participação da família no tratamento das pessoas com problemas mentais, o encontro também promoveu a visibilidade dessa população. Segundo o Dr. Luiz Ferreira, cerca de 150 pacientes recebem tratamento no CAPs 2 no bairro Morumbi. Desde que entrou em funcionamento a nova politica nacional de Saúde Mental, o tratamento via manicômio tem sido desencorajado no Brasil. Em vez da internação de pacientes, hoje se promove um tratamento que acontece em três modalidades em centros como o CAPs. "Há pacientes no regime intensivo - que devem ir ao CAPs todos os dias; há os que estão em regime semi intensivo que devem vir ao Centro três vezes por semana e há ainda o sistema não intensivo pelo qual o paciente vem ao centro só uma vez por semana.

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná afirma em seu site que a organização Mundial da Saúde não tem mais uma "definição oficial" sobre o que é saúde mental. O problema da Saúde mental é bem maior do que se pode imaginar. O Dr. Luiz Ferreira, disse que, quanto a Foz do Iguaçu, não há uma pesquisa que revele os números da saúde mental no município. Mas, ele diz que há cerca de 21 mil prontuários abertos na cidade na área da saúde mental. "Isso não quer dizer que seja o número de pessoas em tratamento", destacou.

À frente da Saúde mental no Município, Adriana Chalita (na foto com parentes e amigos de pacientes), coordenadora da Saúde Mental em Foz lembra que fatores sócioculturais complicam a situação e promovem fatores que levam ao desiquilíbrio mental. Entre outros fatores, ela destaca o desemprego, a depressão e a ansiedade que mexem com o processo emocional. "Um pai de família desempregado que tem uma família para cuidar é afetado psicologicamente", disse. Para Adriana Chalita, a palavra chave é intersetorialidade isto é ações conjuntas em áreas como os direitos humanos, assistência social, educação, cultura, justiça, trabalho, esporte, entre outros.


Para saber mais
Sobre o CAPs (Ministério da Saúde)
Conferência Saúde mental em Foz

Um comentário:

Trabalhador do Brasil disse...

Alô,
Fui paciente do Dr. Luiz Ferreira, aqui em Florianópolis, Santa Catarina. Perdi contato com ele. Agradeceria muito se pudesse me passar o email dele. O meu: marcelofernandesnoar@gmail.com
Grato!

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